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Triptofano

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White Lines: 2 razões para ver e 2 para não ver!

05.06.20, Triptofano!

Toda a gente fala de White Lines, a série da Netflix que mostra que Ibiza poderia passar a ser conhecida pela sua estonteante beleza natural, mas continua estereotipada pelas discotecas, quantidades astronómicas de droga e sexo à discrição.

White Lines: 2 razões para ver e 2 para não ver!

White Lines é na sua génese um policial, onde a cada episódio se descobre mais um pouco da vida de Axel, que depois de 20 anos desaparecido é encontrado morto na ilha. Zoe, a irmã mais nova que nunca ultrapassou a perda, aterra em Ibiza vinda de Manchester decidida a descobrir quem matou o irmão, além de aproveitar os intervalos da investigação para viver a vida loca.

White Lines tem os seus prós e os seus contras, por isso deixo-vos 2 razões para verem e 2 razões para não verem uma das séries que mais burburinho tem feito ultimamente.

O Nuno Lopes faz um papelaço. Obviamente que em Portugal só se dá o valor devido a alguém quando esse alguém passa a falar inglês (ou inglês e espanhol neste caso) e faz sucesso com o público internacional. A carreira do Nuno Lopes não começou ontem, mas infelizmente parece que foi preciso entrar em White Lines para subitamente ser descoberto como o melhor actor português/sex symbol/rabo jeitoso no qual toda a gente queria dar uma palmada. Independentemente das vistas curtas e das palas nos olhos, Nuno Lopes faz um papelaço enquanto Boxer, um português que apesar de não falar em toda a série uma palavra do nosso idioma faz publicidade aos vinhos nacionais. E nós sabemos o quanto a nossa economia está a precisar de um empurrão.

A Laura Haddock mexe-me com os nervos. Quem viu Orange is the New Black vai perceber a referência, mas a personagem que Laura Haddock interpreta, Zoe Collins, é demasiado idêntica à da Piper Chapman. Loirinha, bonitinha, privilegiada q.b, mas acima de tudo, irritante. Sempre com um ar muito ofendido, com uma atitude de que todos lhe devem e ela não paga a ninguém, um bocado bolacha sem sal, um bocado sonsa, um bocado quero levar uma queca mas vou fazer o ar de que me importo mas na verdade parece que não me importo tanto assim. Aiiii, era chegar ao ecrã e dar-lhe um par de estalos. Nos últimos episódios até parece que arrebita, mas falta ali qualquer coisa à mulher para me convencer.

A fotografia da série é arrebatadora. As imagens, os planos, os enquadramentos, as transições, tudo é simplesmente perfeito. White Lines não quer ser apenas entretenimento, quer e consegue ser arte visual no seu máximo apogeu. Verdadeiramente enche os olhos de quem vê.

A acção é demasiado lenta. Pelo menos nos primeiros episódios é preciso fazer algum esforço para não cedermos à tentação de estarmos a ver o nosso feed do Instagram ou a planearmos os almoços para a próxima semana enquanto deitamos um olhinho à série. Falta-lhe ritmo, falta magnetismo, falta aquela capacidade fantástica de estarmos sempre presos ao ecrã, sendo que em certos momentos senti como se estivesse numa daquelas novelas em que deixamos de ver 50 episódios mas conseguimos em 10 minutos perceber exactamente tudo o que aconteceu.

Por aí, quem é que já viu White Lines? Gostaram, não gostaram? Qual o vosso veredicto? Já sabem que podem encontrar a banda sonora de White Lines no Spotify.

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