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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

01
Jul18

Vade Retro Sushinás


Imaginem o seguinte cenário hipotético:

 

Estão com desejos incontroláveis de sushi. Não conseguem ingerir outro alimento que não seja sushi. Todos os outros restaurantes de sushi de Lisboa e arredores estão fechados ou super-lotados. Vocês precisam mesmo de ir comer sushi.

 

Esta será a única justificação plausível que terão para ir ao Matuya na Estrada de Benfica depois de lerem este meu post. Qualquer outra desculpa que arranjem não será aceitável e depois não venham dizer que eu não avisei.

 

Começando pelas coisas boas, já que nem tudo é mau na vida.

 

É um all you can eat (deus sabe que eu adoro encher o bandulho) e o preço é simpático, 14.90€ com oferta de uma bebida. O sushi em si não é péssimo, obviamente que há sushi melhor mas não posso dizer que era intragável. Até fiquei surpreendido com algumas peças que nunca me tinham servido antes, como uma em que em vez de ser em alga, o arroz e o peixe vinham enrolados em pepino.

O atendimento é rápido e eficaz e o tempo de espera é reduzido.

 

Se as coisas tivessem ficado por aqui até nem teria sido mau, só que infelizmente não ficaram.

 

NÃO PEÇAM OS BRÓCOLOS!

 

Estou-vos a avisar!!

A não ser que vão prevenidos com uma caixa de Eno ou queiram uma justificação plausível para não irem trabalhar no dia a seguir, por favor mantenham-se afastados dos brócolos do demo!

 

O salmão braseado apesar de estar bom vinha servida a posta inteira. Bocadinhos pequenos cortados de forma a facilitar o processo de o devorarmos? Para quê? Espeta-se com o salmão inteiro e o cliente que se desenrasque.

 

Temakis enrolados na perfeição? Por momentos pensei se não seria eu que estava na cozinha a enrolá-los, porque a apresentação era tão mal amanhada que só podia estar a ser feita por uma pessoa com um nível alto de nabice como o meu.

 

Os pedidos são feitos de forma ilimitada mas ninguém aponta o número da mesa. O que faz com que muitas vezes os pratos andem a viajar de mesa para mesa até encontrarem a correcta. Pedimos uma dose de camarão. Vieram duas e se não tivéssemos recusado insistentemente tínhamos levado com uma terceira.

 

Se são daquelas pessoas obcecadas com germes e higiene e tudo o mais, fujam deste lugar. Não é que ele estivesse sujo, era simplesmente porque em dez pratos oito estavam lascados. E nas lascas há uma probabilidade muito aumentada de acumulação de agentes patogénicos. Por isso se forem a um restaurante onde percebam o que vocês dizem e se virem algo lascado mandem para trás! É o HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points)...

 

Querem um jantar romântico? Este é o lugar ideal. Mal se entra é-se envolvido numa penumbra inquietante, devido à falta de iluminação. Por isso podem namorar sem ter medo que alguém vos reconheça, se para ver o que vem servido no prato é complicado quanto mais vislumbrar quem está na mesa ao lado. E esqueçam a possibilidade de tirar fotos fantásticas, ou colocam um super flash que cega toda a gente num raio de 20 metros ou contentem-se com uns registos fotográficos medíocres.

 

O Matuya é um restaurante que tem potencial.

Situado numa zona com algum poder económico, poderia até praticar preços mais elevados que continuaria a ter adesão. Mas os alimentos tinham de ter uma qualidade melhor, o atendimento tinha de ser aprimorado, a louça tinha de ser renovada e o espaço não podia ter uma vibração tão underground mas sem possuir nenhum dos aspectos que tornam esses locais interessantes. É triste de ver que até possuem uma mesa de teppanyaki mas não está sequer em funcionamento, e logo eu que adoro uns belos vegetais na chapa. É um estabelecimento que precisava urgentemente de uma mudança drástica.

 

Só tenho mais uma coisa a dizer:

 

 

Matuya, Vade Retro Sushinás!

 

Matuya

Matuya

Matuya

Matuya

Matuya

 

Matuya

 

 

 

Matuya Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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