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Triptofano

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Uma Visita ao Museu Nacional do Traje

06.01.20, Triptofano!

Ano novo, vida nova. E neste primeiro domingo de 2020 fiz algo completamente impensável em 2019, que foi acordar cedo para ir visitar um museu, mais concretamente o Museu Nacional do Traje.

Uma Visita ao Museu Nacional do Traje

Este museu, situado na zona do Lumiar, bem perto da Calçada de Carriche, tem uma colecção riquíssima de trajes e acessórios dos séculos XVII ao XXI, que englobam trajes masculinos, femininos e de criança, além de objectos que eu nunca tinha sequer imaginado que pudessem existir, como pinças para adelgaçar dedos, que as luvas na altura deviam ser feitas apenas para dedos esqueléticos!

Uma Visita ao Museu Nacional do Traje

Se a colecção é maravilhosa por si só, o local onde ela está instalada - o Palácio Angeja-Palmela, assim denominado por ter sido propriedade destas duas famílias, não lhe fica atrás, criando o cenário perfeito para exibir os trajes, transportando-nos numa viagem através dos séculos.

Uma Visita ao Museu Nacional do Traje

A visita começa no século XVII e consoante vamos andando, além de haver uma visível modernização dos trajes, o próprio museu se transforma de forma a que haja uma percepção mais visível da mudança que está a ocorrer. Quando visitarem reparem nas paredes da primeira sala em contraste com as paredes da última, e compreenderão melhor aquilo a que eu me refiro.

Uma Visita ao Museu Nacional do Traje

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Uma Visita ao Museu Nacional do Traje

Um interessante ponto de paragem a meio da exposição (onde é possível sentarmos-nos um bocadinho que isto uma pessoa não está a ficar mais nova) é a fantástica capela do Palácio Angeja-Palmela, onde podem pedir perdão pelos vossos mais recentes pecados de Gula. E não me venham dizer que não enfardaram este mundo e o outro entre o Natal e o Ano Novo que eu não acredito!

Uma Visita ao Museu Nacional do Traje

Ó Trip, mas ir ver roupa? Não é assim um bocado chato?

Sou sincero quando vos digo que também pensei que ia achar a exposição aborrecida, mas acabei por gostar imenso.

Por um lado ver aquelas roupas enormes é maravilhoso, com saias, saiotes e mais milhentas camadas que deviam tornar o acto de fazer um xixizinho uma verdadeira tortura.

Por outro é muito interessante perder alguns minutos e ler as explicações correspondentes a cada era e como elas influenciaram a forma de vestir. Perceber que houve uma altura em que os homens usavam perucas e que os calções representavam a nobreza e as calças a revolução, e que as mulheres eram adoradas quanto mais melancólicas parecessem ou que agitar um leque de uma ou outra forma indiciava as intenções do seu utilizador, lembra-nos que todos os estigmas que temos relativamente à forma de vestir e de nos apresentarmos perante a sociedade não são mais do que isso mesmo, estigmas que mudam com o tempo, com as políticas e com a inteligência das casas de moda que estão sempre de olho em engordar as contas bancárias.

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Quando terminarem a vossa visita ao Museu podem dar um passeio e aproveitar para respirar o ar puro do Parque Botânico Monteiro-Mor, cuja entrada está incluída no bilhete, bilhete este que é grátis se visitarem ao domingo até às 14 horas e forem residentes em Portugal.

Este parque cheio de verde e com algumas obras de arte é um local perfeito para fugir à selva de betão e relembra-nos de que a melhor música é mesmo a do chilrear dos pássaros.

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