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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

03
Abr18

Triptofano, o Geocacheiro


Esta semana eu e o cara-metade abandonámos Lisboa e decidimos vir perder-nos pelas terras do Norte.

 

Há aquelas pessoas que viajam ao sabor da brisa, outras que tem os planos milimetricamente traçados. Nós temos assim uma ideia do que queremos visitar mas depois percorremos quilómetros de acordo com as caches que encontramos pelo caminho e que decidimos caçar.

 

E o que raio são as caches perguntam vocês?

 

Apesar de muitos certamente já conhecerem o fenómeno do Geocaching, existente desde 2000, para aqueles que possam não estar dentro do assunto, vou fazer um resumo muito sucinto!

 

Lembram-se da Catarina Furtado na Caça ao Tesouro?

Quando ela andava maluca lá no helicóptero a gritar que afinal não era para Norte mas sim para Sul e depois punha-se a correr pelo meio da mata a ver se encontrava o tesouro antes do tempo acabar para ganhar o jogo?

 

O Geocaching é mais ao menos a mesma coisa. Mas sem a Catarina Furtado. E com um orçamento muito mais limitado o que exclui a possibilidade de haver helicópteros.

 

Neste desporto quase olímpico do Geocaching (sim, que há caches escondidas em locais que uma pessoa quase que precisa de ter uma formação circense para a caçar), utiliza-se um receptor de navegação por satélite, como o GPS, para encontrar uma cache que pode estar escondida em qualquer parte do mundo - desde que tenha havido alguém com imaginação suficiente para lá a por.

 

A cache propriamente dita é nada mais do que um recipiente onde dentro se encontra um livro de registo (registo este que também pode ser feito online) e por vezes alguns pequenos objectos sem valor que se podem levar como recordação na condição de deixar outros para a troca. As caches podem ser de tamanhos diversos, desde grande a nano, podem pertencer a uma multi-cache ou serem mesmo virtuais.

 

E se uma das grandes satisfações desta caça ao tesouro dos tempos modernos é, efectivamente, a descoberta do tesouro, existe uma também inegável vertente cultural.

 

As caches estão normalmente situadas em locais interessantes, com valor histórico ou natural, que talvez se não fosse o jogo nunca os iríamos descobrir.

 

E além das coordenadas de latitude e longitude, e de uma dica para aqueles que tiverem mais dificuldade em encontrar o esconderijo, quase sempre há uma descrição detalhada referente ao local onde a cache está escondida.

 

Por isso é uma forma divertida e dinâmica de conhecermos mais acerca do mundo que nos rodeia, e que tantas vezes ignoramos existir.

 

Nestes poucos dias de férias, eu e o cara-metade já caçámos caches escondidas em sinais de trânsito, dentro de estátuas, camufladas em pontes e até dentro de uma locomotiva inactivada transformada em monumento.

 

E se pensam que andamos a vandalizar propriedade pública desenganem-se, um dos mandamentos deste desporto é deixar o local que foi visitado da mesma forma como o encontrámos, ou se possível ainda melhor!

 

"Take Nothing But Photos, Leave Nothing But Footsteps"

 

Descubram mais em www.geocaching.com

 

 

 

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