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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

12
Abr18

Triptofano e a Economia de Água


Pasmem-se com esta revelação que vou fazer, mas não sou a pessoa mais social de sempre.

 

Ou talvez seja mais correcto dizer que sou um bocadinho introvertido - por isso se não meterem conversa comigo não estejam à espera que eu seja aquela pessoa que vai falar com meio mundo mesmo que nunca tenha visto esse meio mundo mais gordo.

 

Por causa desta minha maneira de ser, contam-se pelos dedos os vizinhos com os quais eu tenho conversas diárias. E quando digo que se contam pelos dedos basta saberem que eu se fosse totalmente amputado de extremidades conseguia-os contar na mesma!

 

Foi então com surpresa, que um dia destes me tocaram à campainha.

 

 

Pensando que seria publicidade ou algum grupo religioso a anunciar o Apocalipse primeiramente ignorei o toque, correndo para o quarto e tapando-me com o cobertor, como se isso me fosse capaz de transportar para um mundo alternativo onde não tivesse que interagir com outro ser humano.

 

Quando percebi que a campainha continuava insistentemente a tocar, resolvi deixar de ser bicho-do-mato e encarar o responsável por tanta poluição sonora.

Ao abrir a porta deparo-me com uma jovem, pouco mais nova do que eu, que com um grande sorriso se apresenta como a vizinha de baixo.

 

Nesse instante pensei logo, Ah porca vens-te fazer ao vizinho jeitoso de cima, mas daqui não levas nada percebes?, mas sorri de volta e perguntei o que ela pretendia.

 

Questiona-me se eu tenho algum problema na minha banheira, e eu aí soube de imediato, Ah badalhoca, queres festa e ainda por cima és descarada!, mas mantive a compostura e disse que não, aparentemente estava tudo bem!

 

Conclusão, a pobre da moça afinal não vinha ao engate, mas sim tentar perceber se eu era o responsável pela gigantesca inundação que ela tinha na casa-de-banho dela.

 

Depois de chamadas ao senhorio, conversas com os vizinhos do lado e tudo e tudo e tudo, descobre-se que o problema é mesmo do meu apartamento, e vão ter que ser efectuadas obras, mas quando, isso ninguém sabe.

 

E vocês perguntam. Mas o que raio esta história tem a ver com a economia de água?

 

Ora acontece que ao falar com o cara-metade decidimos que tínhamos de ser bons vizinhos e minimizar os danos e incómodo que a vizinha estava a sofrer.

 

Isso passava por diminuirmos o tempo que passávamos a tomar banho (mas não a frequência que somos pessoas muito limpinhas!), e no meu caso, passar mesmo a evitar tomar banho em casa e aproveitar a ida ao ginásio para fazer a minha higiene.

 

Para minimizar o impacto do uso da banheira (que o cara-metade tem de se lavar em casa e eu nem sempre posso ir ao ginásio!), além do duche ser mais curto, colocámos um balde dentro do chuveiro para diminuir a quantidade de água que ia pelo ralo. Essa água que armazenamos no balde usa-se na sanita, em vez de se descarregar o autoclismo.

 

Uma coisa é certa, mesmo quando as obras estiverem feitas e não houver limitações no que toca ao banho, vamos continuar a usar a técnica do balde, porque além de ser benéfico para o ambiente visto poupar recursos, também nos permite economizar algum dinheiro na conta da água!

 

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