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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

11
Jun18

The Danish Pastry Shop


Tomar o brunch no cerne de Lisboa ao Domingo tem vários problemas inerentes.

 

Para quem usa o carro como forma de deslocação há o inconveniente do estacionamento, visto que nas zonas mais turísticas é praticamente impossível encontrar um lugar que não seja num dos parques subterrâneos, que normalmente não são nada simpáticos para a carteira.

 

Depois há o preço do brunch em si, que costuma ser consideravelmente elevado devido à localização geográfica, o que nos leva a pagar mais pelo espaço do que pela comida.

 

Esta combinação de factores acaba por tornar a tarefa de brunchar em algo bastante dispendioso, por isso torci o nariz quando o cara-metade me sugeriu que o fizéssemos este passado domingo.

 

Como vi o desalento no rosto dele, decidi que haveria de encontrar uma alternativa.

 

Após um busca exaustiva nos motores de busca, onde simplesmente coloquei brunch, barato e fora de Lisboa, encontrei uma referência à The Danish Pastry Shop, um espaço inaugurado à menos de um mês que ficava situado em Oeiras, mais precisamente em Queijas.

 

O valor do brunch era de 12 euros, já com tudo incluído, por isso eu e o cara-metade fizemos figas para que não fosse um fiasco e lá fomos nós rumo à embaixada dos sabores dinamarqueses.

 

E não foi fiasco nenhum.

 

Primeiro tem bastantes locais para estacionar mesmo à porta. Depois o espaço é grande, iluminado, bem decorado e onde conseguimos respirar, sem haver um aglomerado populacional por metro quadrado que nos faça sentir claustrofóbicos.

 

Quando chegámos não havia mesa disponível, por isso fomos convidados a sentar numa zona de espera, muito confortável, que tem como objectivo fazer com que sintamos o hygee.

 

O hygge é uma palavra dinamarquesa que não tem tradução para a nossa língua, mas é a razão da Dinamarca ser um dos países mais felizes do mundo. A melhor forma de explicar esta palavra é dizer que é uma espécie de aconchego com consciência entre amigos.

 

Após uma curta espera fomos sentados e pedimos o brunch.

 

E que brunch meus senhores. Podíamos optar entre vários tipos de sumo natural, que vinham servidos numas garrafinhas amorosas, entre diversos tipos de pães para a sanduíche tradicional acompanhada de queijo, fiambre ou doce de frutos vermelhos e por uma peça de pastelaria.

 

Eram também servidas umas batatas assadas deliciosas e um iogurte com granola de fazer chorar por mais. Até o bolinho de chocolate com rum, chamado de flødeboller, era algo divinal, que acompanhava perfeitamente o café ou o chá de gengibre também incluído no preço.

 

Mas seria impensável esquecer-me da peça mais icónica deste brunch, a smørrebrød, um prato nacional dinamarquês, que é uma sandes aberta fria.

 

Foram-nos servidas duas, uma com omelete de cogumelos e a outra onde tivemos de optar entre patê de porco e salmão fumado, tudo salpicado com aneto e pickles de beterraba entre outros ingredientes que fizeram o nosso palato relembrar os sabores dinamarqueses.

 

Só vos posso dizer que a comida estava deliciosa. Em termos de sabor estava tudo irrepreensível. É espectacular quando damos um salto de fé a um sítio novo e ficamos tão fascinados com as iguarias gastronómicas que nos colocam à frente.

 

Para melhorar, e talvez seja este um dos grandes segredos, é tudo caseiro, ou seja, há uma atenção dada a cada ingrediente que o torna especial, que é o que o cliente procura neste mundo tão homogeneamente industrializado.

 

É como compramos uma peça de roupa, não queremos descobrir que mais cinco pessoas no nosso bairro possuem as mesmas calças e camisola, queremos alguma exclusividade, e na The Danish Pastry Shop encontramos identidade em termos de sabor.

 

A aperfeiçoar na experiência só o serviço, muito simpático sem dúvida nenhuma, mas ainda um pouco lento e algo complicado na parte de fazer as escolhas referentes ao que integra o brunch.

 

Há tanto para escolher (na realidade não é assim tanto mas a forma como é apresentado faz com que pareça mais que o que é) que a certa altura uma pessoa está tão confusa e cheia de fome que já nem sabe bem pelo que está a optar (felizmente é tudo tão bom...), e claro que é um terreno fértil para enganos também da parte de quem nos atende (pedimos uma omelete sem cogumelos e veio com cogumelos, mas não foi isso que nos impediu de a comermos e nos deliciarmos com ela).

 

Ficámos também assim um bocadinho desapontados pelo facto dos Chefs terem ido à maior parte das outras mesas entregarem parte do brunch e nós não tivemos direito a cumprimentar quem teve a ideia de desenvolver tão fantástico menu.

 

São pequenas coisas a serem melhoradas mas que não me conseguem tirar a sensação de que comi um dos melhores brunches dos últimos tempos, e ainda por cima, a um preço mais que justo e que me deixou a barriga extremamente bem aconchegada!

 

The Danish Pastry Shop

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