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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

01
Out18

Como manter a cor do cabelo!


Quando eu era novo, assim com uns treze ou catorze anos, fiquei fixado na ideia de que gostava de pintar o cabelo.

 

Mas não era de rosa, nem azul, nem com um padrão leopardo. O que eu queria era assim um preto com reflexos azuis, algo mais a tender para o Médio Oriente.

 

A minha mãe disse-me que sim tudo bem, que até me ajudava se quisesse, e foi remédio santo.

Como era um capricho de adolescente e como não fui contrariado, rapidamente o esqueci e o meu cabelo permaneceu na cor normal.

 

Quase uma década depois, já com mais que idade para ter juízo, a ideia voltou a instalar-se no meu cerebelo.

 

Para mais, tinha fácil acesso a boas tintas para o cabelo que vendia na farmácia, por isso entre o pensar e o fazer foi uma distância muito curta.

 

Já não era fascinado pelo preto azulado, por isso a cor que escolhi foi um castanho com reflexos acobreados, algo diferente mas não demasiado escandaloso.

 

A pessoa que me ajudou a fazer a coloração foi a minha mãe, a minha querida mãe, que tantos anos depois ainda pondero se devo ou não processar por negligência educacional.

 

É que uma pessoa espera que a mãe seja a voz da razão, seja aquela pessoa que nos afinfe duas bolachadas quando trazemos uma ideia idiota para casa, não aquela que nos encoraja e ainda nos ajuda a fazer um extreme make-over.

 

A única explicação que eu consigo arranjar para o facto da minha progenitora, pessoa sempre pautada pela ponderação, ter embarcado em tamanha aventura, prende-se a um uso excessivo de aguardente.

 

Na altura, a minha pobre mãe sofria de inflamação das gengivas, e a forma que ela tinha de aliviar o incómodo era com bochechos de aguardente.

 

Provavelmente houve algumas vezes em que ela se esqueceu de cuspir o que levou à ingestão de uma elevada quantidade de álcool que lhe toldou o raciocínio e o bom-senso.

 

Quando vi o resultado final da coloração não fiquei muito impressionado, a diferença era mínima.

 

Só um par de semanas depois, ao voltar de umas férias maioritariamente ao ar livre, é que descobri que a parte de cima da minha cabeça estava a pender para o laranja, já que o sol tinha feito desbotar a cor. O sol e as lavagens frequentes do couro cabeludo.

 

Agora imaginemos que eu queria te mantido a minha cor mas continuar a lavar o cabelo todos os dias! Que produto poderia ter usado?

 

O Pré-Champô Phytomillesime Color Locker da Phyto teria sido a minha salvação.

Phytomillesime Color Locker

 

Este Pré-Champô é ideal para cabelos pintados e com madeixas, de forma a evitar que os loiros fiquem amarelados, os ruivos alaranjados (mais ou menos como no meu caso) e os pretos e castanhos com tons avermelhados.

 

Basicamente o que ele faz é fechar a cutícula da fibra capilar, restaurando o escudo protector da mesma, prevenindo que a cor seja eliminada pela lavagem, deixando-a sossegadita no córtex do cabelo.

 

Como uma textura gel em óleo (não sei que mais texturas esta gente vai inventar no futuro) ultra-leve, o Color Locker aplica-se em cabelo seco, da raiz até às pontas, uma secção de cabelo de cada vez.

Espera-se um a dois minutinhos e depois, sem enxaguar, utiliza-se o champô da vossa preferência, mas idealmente que também seja para cabelo pintado.

 

O Color Locker pode ser usado até 3 vezes por semana.

Para quem precise de lavar o cabelo todos os dias a minha sugestão é dar-lhe forte no champô seco com cor da Klorane, produto que falarei brevemente noutro post.

 

Na composição desta pequena maravilha podemos encontrar a manteiga de argão, que nutre e dá força e suporte aos cabelos; o extracto de hibisco (que é fenomenal para baixar a tensão), que hidrata e dá suavidade; o extracto de maçã Red Love®, que preserva a cor e protege a fibra capilar; as flores de macieira e extractos de frutos, que gentilmente fecham a cutícula do cabelo e dão um boost de brilho.

 

Se ainda não estão rendidos fiquem a saber que o Color Locker é Free de tudo, Free de Parabenos, Sulfatos, Silicones, Glúten (não vá alguém engolir um bocadinho do produto sem querer), Óleos Minerais, talco, etc, etc, etc, e mais importante que tudo, Crueldade! 

 

Phytomillesime Color Locker

 

A imagem acima mostra uma experiência que fizeram para demonstrar a capacidade do Color Locker em reter a cor.

 

As garrafas contém a água resultante da lavagem de um cabelo pintado (como é que eles conseguiram que a água não fosse pelo cano abaixo esta sim é a pergunta fulcral!!!), sendo que na imagem de cima usou-se o Color Locker e um champô da mesma gama, enquanto que na imagem de baixo utilizou-se um outro champô para cabelos pintados.

 

Os resultados são visíveis.

 

Enquanto que com o Color Locker a água da lavagem apresenta muito pouca coloração, resultante dos pigmentos da tinta do cabelo, com o champô da outra marca parece que se a pessoa estava a tentar camuflar alguns brancos eles ficaram todos à mostra logo na primeira lavagem!

 

Alguém já experimentou este produto e queira dizer de sua justiça? 

 

 

27
Set18

Como uma frase pode mudar a nossa realidade


Lembro-me como se fosse hoje do meu primeiro namorado.

 

Sempre tive uma predisposição para namorar com homens mais velhos do que eu.

 

Uma diferença de 15, 20 anos não era significativa para mim, talvez pelo facto do meu pai e eu termos uma diferença de 4 décadas.

 

Alguns poderão dizer que estava a viver um distorcido complexo de Electra, procurando uma figura que substituísse de certa forma a imagem paternal, mas para mim simplesmente sentia atracção pela forma como as sinapses dos homens mais velhos faziam conexões.

 

O meu primeiro namorado tinha mais 24 anos do que eu. Eu tinha 18, ele tinha 42.

 

Antes dele só tinha tido uns namoricos virtuais com pessoas estrangeiras, na altura em que o MySpace era o último grito da moda em termos de redes sociais.

Namoricos tontos, onde se discutiam possibilidades de visitas e ficava-se acordado até às três da manhã por causa das diferenças horárias.

 

Encontrei-o porque decidi fazer algo para sair do marasmo emocional em que vivia.

 

Nos meus sonhos iria encontrar o meu príncipe encantado ao virar da rua, numa aula da faculdade, quando ele se mudasse para o andar abaixo do meu.

No momento em que percebi que a probabilidade disso acontecer era para além de diminuta tomei uma decisão.

 

Fui a um chat de encontros gays, na altura não havia Tinder nem Grindr nem Manhunt nem coisa que o valha, e pensei, ou vai ou racha. O chat era se não me engano do Terravista, que na altura supostamente era bastante popular.

 

Tive sorte, pelo menos eu considero que a tive.

 

Só falei com dois homens. O primeiro desejou-me tudo de bom mas infelizmente residia no Porto, o segundo tornou-se meu namorado por quase dois anos.

 

Lembro-me da primeira vez que o encontrei, passados poucos dias, no Centro Comercial Colombo.

 

Ele bebeu café, daqueles num copo de plástico, e sorriu para mim depois de contar uma piada. Eu apeteceu-me ter-lhe enfiado a colherzinha de plástico entre a falha dos dentes da frente, de tão constrangido e pouco à-vontade que estava.

 

Mas ele não desistiu de mim e eu acabei por não fugir assustado, e a partir daí desenvolvemos uma relação.

 

Ele nunca foi um homem bonito, mas também eu nunca procurei homens indubitavelmente belos. Numa rápida retrospectiva relativamente a todos os homens que tive na minha vida, algo que os unia era o charme e a personalidade. Os corpos e os rostos ficavam em segundo plano.

 

Esta meu desligar da banalidade da aparência talvez se deva ao facto de eu próprio ter crescido a acreditar que era feio e com um corpo desagradável ao olhar. Não que alguma vez alguém mo tenha dito, mas há vírus que se instalam nos nossos cérebros e nos contaminam a visão que temos de nós próprios sem percebermos de onde eles vieram.

 

Por acreditar que eu próprio era desprovido de beleza soube aceitar aqueles que de alguma forma não eram tão bafejados pela mesma.

 

Mas isto não implicava que deixasse qualquer pessoa entrar por causa de uma baixa auto-estima, mas sim que a minha procura recaísse no que as pessoas eram e não no que aparentavam.

 

Foi com o meu primeiro namorado que perdi a virgindade.

 

Sempre tive a ideia fincada que só a perderia quando já andasse na faculdade, e assim aconteceu.

 

O meu despertar para a sexualidade foi tardio, mas para mim fez sentido que assim acontecesse.

Estava preparado para me descobrir e para descobrir os outros, e perceber a verdadeira natureza multi-dimensional das relações sexuais.

 

Com ele perdi a virgindade do corpo mas também da mente.

 

Foi ele que me incutiu o gosto pelas viagens, apesar de nunca termos viajado juntos. Foi com ele que falei sobre o mundo em redor e percebi que havia muito mais que a pequena bolha onde eu habitava. Foi ele que me trouxe uma caixa de Pringles de cada canto do mundo para completar uma colecção que acabou os seus dias arremessada no lixo. Foi ao pé dele que peguei pela primeiro vez num carro, e numa marcha-atrás descontrolada parti um farol (sei que grande parte da minha fobia em conduzir vem desse momento do qual nunca me consegui libertar). É dele que ainda sinto o abraço e a emoção no olhar quando fizemos as pazes depois de um par de dias separados.

 

E foi ele que matou a nossa relação.

 

Ele estava a conduzir e eu estava ao lado dele, feliz, sem preocupações, quando de repente ele diz-me:

 

Gosto muito de ti mas tenho a noção que isto não vai ser para sempre!

 

Foi como um murro no estômago que ele me tivesse dado. Um balde de água fria que me tivesse despejado pela cabeça. Naquele momento as paredes do meu castelo de areia ruíram.

 

Soube exactamente o que ele me quis dizer.

 

Não era que ele me quisesse deixar, mas ele achava que em certa altura eu iria descobrir que aquela relação não tinha futuro, que eu iria perceber que era novo e ele velho, e o que nos unia era menos do que aquilo que nos separava.

 

Só que eu nunca, mas nunca, tinha pensado que não seria para sempre. Na minha infantilidade apaixonada pensei que fosse para sempre, que iríamos estar juntos para sempre, que seríamos dois homens apaixonados para sempre.

 

Hoje, com a sabedoria que os anos me deram, talvez devesse ter tido outro tipo de reacção. Falar com ele, escutar os seus medos, beijar-lhe os lábios enquanto lhe acalmava as dúvidas.

 

Ao invés disso gelou-se-me o coração e a alma. Se ele sabia que não ia ser para sempre então eu tinha que encontrar outra realidade. Foi esse momento, essa frase, que ditou o final da nossa relação.

 

Quando contei esta história à minha mãe, muitos anos depois, ela não conseguiu deixar de sorrir por causa do paralelismo que fez com uma sua vivência.

 

Na sua mocidade, a minha progenitora rezava todos os dias, não porque gostasse realmente de o fazer mas pelo facto de lhe ter sido incutida a prática.

 

Até que um dia, uma freira lhe disse para não deixar de rezar no dia presente por achar que teria muito tempo para o fazer no futuro.

 

Nesse momento a minha mãe apercebeu-se que realmente tinha todo o futuro à frente dela.

 

Até hoje nunca mais rezou.

25
Set18

Seremos piores profissionais por partilharmos a nossa vida privada?


Para cada um de nós a blogesfera possui um significado diferente.

 

Para alguns é um refúgio onde podem fugir do stress do dia-a-dia, para outros é um diário, onde podem partilhar alegrias e tristezas, e há aqueles que a utilizam de forma a alavancar a sua vida profissional.

 

Na blogesfera podemos escolher manter o anonimato, sendo apenas conhecidos por uma identidade ficcional, ou dar a cara, de forma a se alguém nos vir na rua não tenha dificuldade em nos reconhecer.

 

A minha grande questão, e sei que outros bloggers também se deparam com ela, é até que ponto o partilhar a nossa vida privada, quando não somos anónimos ou ansiamos sair desse anonimato, pode influenciar negativamente a nossa vida profissional?

 

Não falo daquela partilha mais corriqueira (desculpem-me a expressão), onde falamos de onde fomos jantar, ou do quanto gostamos dos nossos filhos, ou do nosso gato que nos destruiu metade do apartamento.

 

Falo da partilha mais íntima, mais crua, muitas vezes possivelmente chocante, onde se abordam temas como a saúde mental, o uso de drogas ou práticas sexuais menos convencionais.

 

No meu caso concreto, iriam-me dar menos credibilidade enquanto farmacêutico se lessem neste blog que estive para me casar com um homem 40 anos mais velho ou que houve uma noite com um estranho em que fiquei tão drogado que quando acordei descobri que tinha sido todo depilado?

 

Escolheriam activamente dirigir-se a mim numa farmácia para esclarecerem dúvidas sobre assuntos de saúde, como por exemplo uma interacção medicamentosa ou se a prescrição de um antibiótico infantil estava correcta, se no dia anterior tivessem lido todos os detalhes mais íntimos e menos socialmente correctos da minha vida privada?

 

Seremos piores profissionais por admitirmos de cara descoberta que somos pessoas de verdade?

24
Set18

Pele Seca vs Pele Desidratada


Acredito piamente que cada pessoa tem a sua missão neste mundo e eu acho que nasci para elucidar a sociedade que a pele seca não é a mesma coisa que a pele desidratada.

 

Sim, pode não ser uma missão de vida tão importante como lutar pela paz no Médio Oriente, ou alimentar os famintos de África, ou mesmo disponibilizar terapêutica hormonal de substituição para todos os transgéneros indianos, mas sinceramente acho que mais ninguém merece viver a pensar que possui uma pele seca quando na realidade o que lhe falta é água.

 

Vamos então esclarecer as coisas.

 

A pele seca é um tipo de pele, algo com que já se nasce, enquanto que pele desidratada é uma condição que se desenvolve ao longo do tempo e que qualquer pessoa pode experienciar, independentemente do seu tipo de pele.

 

Enquanto que uma pele seca tem falta de oleosidade (há um menor número de lípidos), numa pele desidratada existe falta de água no estrato córneo (também conhecido como camada de queratina).

 

O estrato córneo é a camada mais externa da pele e actua como uma barreira para proteger os tecidos subjacentes de lesões e infecções, além de ser indispensável para manter a textura suave e flexível da pele.

 

Assim sendo, qualquer pele pode ser desidratada, seja seca, normal ou mista.

 

Por isso pessoas com pele oleosa, larguem já esse óleo de coco, o que vocês precisam não é de gordura, é de água na vossa pele.

 

E como saber se a nossa pele é seca ou desidratada? 

 

Nem sempre é fácil, mas se por exemplo a vossa zona T (testa, nariz e queixo) tiver muita oleosidade, é certo que a vossa pele é oleosa, sendo que podem sentir desconforto nas maçãs do rosto não porque haja falta de gordura mas sim porque há uma ausência acentuada de hidratação.

 

As principais características de uma pele seca são a aparência seca, a aspereza ao toque e por vezes a existência de escamação (ter cuidado no entanto que nem todos os estados escamativos são devidos a pele seca, a dermatite seborreica é um desses exemplos).

 

Já a pele desidratada, além de  partilhar a sensação de aspereza ao toque com a pele seca, é também visivelmente baça e sem brilho, sendo frequente sentir-se uma sensação de repuxar, sensação essa mais notória depois da limpeza facial.

 

É uma pele onde começam a ser visíveis linhas finas cada vez mais proeminentes e sinais de envelhecimento acelerado, como rugas profundas e flacidez da pele não compatíveis com a idade da pessoa.

 

O que é que provoca a desidratação da pele?

 

Primeiro que tudo o sol.

 

Eu sei que é chato usar protector solar. Eu sei que em pleno Inverno com chuva torrencial ninguém vai pensar que o sol pode estar a danificar a sua pele.

 

Mas os UVA existem durante o ano todo (só estamos protegidos deles durante a noite), e são os UVA que aceleram o processo de envelhecimento, que aumentam os oxidantes na pele e lhe provocam desidratação, além de elevarem os números de radicais livres nas células, radicais estes que vão criar danos a nível molecular.

 

Se já estão a correr para comprar um protector solar a 2 euros no supermercado, por favor parem.

 

Os protectores solares extremamente baratos têm um contra; protegem dos UVB, aqueles que causam escaldões, mas possuem uma protecção muito menor no que diz respeito aos UVA.

 

Por isso vocês até podem achar que estão protegidos já que a vossa pele não fica toda vermelha mas os danos celulares estão a ser causados na mesma!

 

Depois a água.

 

Não é segredo nenhum que a água possui calcário, e dependendo das zonas do país há zonas com mais ou menos calcário.

 

Quem faz a limpeza com água da torneira está a aumentar a probabilidade de desidratar a sua pele.

 

Uma limpeza eficaz deve ser feita com água micelar ou, se não gostarem de usar algodão, com um gel específico que respeite o pH da pele do vosso rosto.

 

O enxaguamento do rosto, e o duche do resto do corpo, deve ser feito de forma rápida e não ficar horas a dar um concerto para os azulejos da casa-de-banho.

 

Quanto mais tempo durar o duche e quanto mais quente for a água do mesmo, maior a perda de água que a vossa pele vai sofrer.

 

Por fim, uma mão cheia de outras condicionantes.

 

Eu sei que é chato estar-vos a dizer isto mas há imensas outras razões para a vossa pele ficar desidratada.

 

O ar condicionado ou o aquecimento central (ou trabalhar num espaço altamente refrigerado como acontece com uma utente minha que trabalha na zona de congelados de uma grande superfície comercial) aumentam a desidratação da pele além da frequência de constipações que sofremos ao longo do ano.

 

O nosso estilo de vida também tem a sua dose de culpa; o consumo excessivo de bebidas alcóolicas, a ingestão reduzida de água, o tabagismo, a falta de horas de sono, os níveis de stress elevados, a alimentação incorrecta, todos eles deterioram a qualidade da nossa pele.

 

Também o tipo de clima do local onde vivemos, a utilização de produtos cosméticos incorrectos (como a utilização de um exfoliante demasiado agressivo para a nossa pele), a fase do ciclo menstrual (sim é verdade!!!) e o envelhecimento cutâneo (apesar de eu aqui achar que isso é um mito, agora uma pessoa envelhece desde quando?) contribuem para que a nossa pele perda água, ficando sem brilho e com um ar doente e muito pouco apelativo.

 

Por fim, certos tratamentos dermatológicos, como o caso do uso de isotretínoinas no combate ao acne, desidratam profundamente a pele, sendo nestes casos de extrema importância usar produtos que reestabelaçam os níveis de água mas que não confiram gordura à pele nem sejam comedogénicos.

 

Depois de terem lido este post, já se sentem mais confiantes para conseguirem identificar as necessidades da vossa pele? Será que ela precisa de ser nutrida, hidratada ou ambas?

 

Os produtos que usam são os mais correctos ou será que precisam de repensar as vossas escolhas?

 

Pele Seca vs Pele Desidratada

 

Fonte Principal deste Post https://www.laroche-posay.co.uk/the-difference-between-dry-dehydrated-skin

 

 

22
Set18

Um mundo sem plástico a que custo?


Sou totalmente a favor da diminuição do uso de plástico no dia-a-dia de forma a protegermos o nosso meio ambiente.

 

Já não é suficiente limitar-mos-nos a reciclar, é preciso urgentemente reduzir.

 

Por isso é que devemos começar a adoptar pequenos hábitos que vão dar origem a grandes mudanças, como optar por escovas dos dentes e cotonetes de bambu em vez de plástico, recusarmos comprar vegetais ou outros produtos alimentares que venham embalados com duas e três embalagens (no caso dos vegetais às vezes virem mesmo só com uma embalagem é completamente desnecessário),e sempre que possível passar a frequentar mercearias a granel onde levamos os nossos próprios frascos e sacos (não plásticos) para transportar os víveres que adquirimos.

 

Apesar de saber que é possível diminuir os níveis de plástico de forma drástica tenho muitas reticências sobre a possibilidade de termos um mundo sem plástico.

 

Então e os cocós dos cães?

 

Como é que uma pessoa vai apanhar o cocózão do seu pastor-alemão se não tiver um daqueles saquinhos plásticos transparentes fininhos que muitas vezes até vão dentro de um dispositivo fixado na coleira do bicho?

 

Um mundo sem plástico a que custo?

21
Set18

Actualização do Ponto de Situação Laboral


Como muitos de vocês sabem, há uns dias desabafei aqui sobre como me sentia fracamente motivado no emprego e que isso estava a mexer psicologicamente comigo.

 

Eu sou daquele tipo de pessoas demasiado transparente.

 

Isto é, se estiver chateado com alguém vai-se ver a léguas que eu estou chateado.

Gostava de ter a capacidade de fazer um sorriso, criar conversa e não deixar transparecer os meus sentimentos mas não sou de todo capaz.

 

Eu sou aquela pessoa que imaginem que está a preparar-se para fazer uma reclamação e mentalmente visualiza a forma como vai abordar o tema. Ora eu não consigo manter essa conversa fictícia na minha cabeça, eu faço imensas caretas, os meus lábios mexem-se de acordo com as palavras que imagino, todo o meu corpo vibra de uma forma diferente consoante a energia que eu mentalmente estou a projectar.

 

Isto tudo para dizer que apesar de eu achar que não estava a passar uma vibe de desmotivação (apesar de estar) devia ser mais que óbvio que afinal devia estar a transpirar essa vibe por todos os poros do meu ser (atenção que continuei a trabalhar arduamente e não me deitei a dormir, mas certamente que a minha alteração energética era palpável).

 

Ontem o meu patronato veio-me perguntar se estava tudo bem.

 

Por um lado fiquei satisfeito com essa aproximação, por outro instalou-se em mim um bocadinho de pânico, porque já estava a imaginar que a conversa ficasse pesada e não queria mesmo piorar a forma como me sentia no trabalho.

 

O meu primeiro impulso foi mentir com todos os dentes que tenho na boca e dizer que estava tudo bem, espectacular, sem qualquer problema.

 

Mas depois pensei, então eu ando a queixar-me e depois quando tenho a oportunidade de ser escutado acobardo-me?

 

Mandei tudo cá para fora.

 

Tudo de uma forma ponderada, reflectida, sem alterações de voz nem crises sentimentais. Fui assertivo e tentei o meu melhor para fazer críticas construtivas e não julgamentos de valores ocos e sem pertinência.

 

Disse com todas as letras que por vezes me sentia desmotivado, que às vezes não sabia se valia a pena esforçar-me se o reconhecimento era igual tanto para os que se esforçam como para aqueles que não o fazem.

 

Partilhei as minhas dúvidas sobre se aquele era o meu caminho, mas disse claramente que não pensava mudar de área profissional, apenas duvidava se aquele espaço físico era o correcto para mim.

 

Abordei assuntos como reuniões de equipa e divisões de tarefa que foram prometidos há meses e mesmo anos e nunca foram cumpridos, e o impacto que isso tem numa pessoa.

 

E falei do salário.

 

Que tinha noção da realidade económica da empresa mas que tinha ainda mais noção da minha realidade, e que o dinheiro que levo ao fim do mês para casa em comparação com outros colegas da minha idade que trabalham em outras farmácias é muito menos, uma diferença de 5 centenas de euros.

 

No fim da conversa (sim, que a outra parte também falou, não foi um monólogo) relembrei-me que o patronato também é um ser humano como eu e possui o direito de errar.

 

Porém não deixei de sentir que é obrigação dele motivar os funcionários e estar atento às disparidades que possam existir.

Sim pode errar, mas essa permissão para o erro não invalida as suas obrigações.

 

Os temas que eu abordei, como o salário e as responsabilidades com divisão de tarefas, tudo isso ficou no ar, com algumas promessas e um grande talvez, o que para mim é melhor que um redondo não.

 

Porém não me iludo, porque no passado já se falou e debateu muita coisa que nunca viu a luz do dia.

 

Tenho expectativas que a minha situação melhor mas estou a fazer uma gestão cuidadosa delas, de forma a se elas não se concretizarem o impacto não seja estrondoso.

 

A minha decisão interna está tomada.

 

Nos próximos meses vou dar o litro como nunca dei.

Vou suar motivação de tal forma que hei-de acabar o dia com a bata encharcada.

Vou colocar de forma inequívoca em cima da mesa a minha capacidade enquanto funcionário.

 

Tudo isto sem esquecer que o grande objectivo do meu trabalho é ajudar as pessoas a resolverem os seus problemas, seja uma constipação, um fungo na unha ou um excesso de flacidez no rosto.

 

Se no fim de tudo nada tiver mudado, ou se a mudança tiver sido insignificante comparativamente com o aumento da minha dedicação, então será altura de mudar.

 

Sem medos, sem arrependimentos, sem enésimas questões a assaltar-me a mente.

 

Só devemos criar raízes onde verdadeiramente somos felizes.

19
Set18

Termos de Pesquisa


Todos nós que temos um blog aqui no Sapo já devemos ter reparado que na página das Estatísticas existe um campo intitulado Termos de Pesquisa, que nos mostra o que é que as pessoas andaram a pesquisar na Internet antes de chegarem ao nosso cantinho.

 

Apesar da maior parte das vezes os termos de pesquisa que as pessoas usam serem relativamente normais, de vez em quando aparece um que nos deixa com um ar meio abananado, de tão surreal que é.

 

No meu caso, a melhor pesquisa que fizeram para encontrar o meu blog foi através do termo "triptofano deixou-me doida".

 

Eu bem sei que sou uma pessoa detentora de um sex appeal descomunal, eu tenho plena noção que quem for ao Instagram aqui do blog fica logo com um arrepio nos mamilos, eu compreendo que a minha escrita consegue criar conflitos nas sinapses do cérebro de qualquer um, de tão boa e fluida e incrível e tudo e tudo e tudo que ela é.

 

Mas também sei que a pobre pessoa que chegou ao meu blog deve ter tomado um suplemento com triptofano e aquilo deu-lhe volta ao miolo.

 

E quando pensava que ia descobrir algo para resolver o seu problema existencial deu-se de caras com os meus textos sobre cockrings ou vibradores descobertos pela minha mãe e percebeu que o melhor era internar-se compulsivamente.

 

E vocês?

Quais foram os melhores termos de pesquisa pelos quais os vossos blogs foram descobertos?

14
Set18

Eu e os Trabalhos Manuais


Eu até podia vir aqui dizer que me safava bem, que tinha jeito para a coisa, que de vez em quando até realizava um projecto artisticamente surpreendente.

 

Mas só que não!

 

Eu sou aquela pessoa que deve ter tido uma piquena-micro isquemia cerebral quando saiu disparado da vagina da mãe porque as minhas mãos não obedecem às ordens do meu cérebro.

 

Imaginem eu a desenhar um coração.

A parte direita do mesmo fica linda, perfeita, um amor. A parte esquerda parece que foi desenhada por um utente com Parkinson a quem lhe faltou a medicação! (ah, off the records, parece que o sinemet 25/100 - medicação usada para o Parkinson - vai estar esgotado até fins de Outubro, toca a falarem com os vossos médicos...)

 

Uma das minhas primeiras recordações de infância foi eu choroso dizer à minha mãe que estava triste, mas triste do coração.

 

Tudo porque na escolinha estávamos a decorar uns chapéus para as marchas populares e tínhamos de recortar e pintar umas imagens de comboios.

 

Escusado será dizer que a professora me informou que o meu trabalho estava uma autêntica bosta, anulando-me automaticamente qualquer auto-estima que ainda pudesse desenvolver.

 

Se fosse nos dias de hoje provavelmente a minha mãe teria ido reclamar com tão insensível professora, há 20 e tal anos atrás limitou-se a dizer para não me preocupar, que ela também não tinha jeito para a coisa.

 

Este episódio ensinou-me algumas coisas.

 

A primeira foi que eu não tinha realmente jeito para artes visuais.

 

Mesmo quando eu visualizava algo fantástico na minha cabeça era preferível nem sequer perder tempo a tentar, o resultado ia ser pavoroso.

 

Houve uma vez que imaginei o quão fácil seria fazer um anel com um cachucho gigante em barro, bastava por as tiras de barro de certa forma, unir a outras, rezar para que a gravidade desaparecesse durante umas horas e tchanã, uma nova Joana Vasconcelos tinha nascido.

 

O anel de diamante nunca viu a luz do dia mas fui um quase-orgulhoso pai de um pseudo-cagalhão espalmado.

 

A segunda coisa foi que já em tenra idade tinha talento para a dramatização.

 

Que podia ter chorado um bocadinho, fungado, ter dito que a professora era uma nazi dos sentimentos infantis, mas não, disse que estava triste do coração - das outras vezes devia ter estado triste da perna ou do umbigo.

 

Basicamente passei ao lado de uma brilhante carreira de representação e/ou estrela de um daqueles reality shows da TVI onde o pessoal atira tachos à cabeça uns dos outros.

 

Ainda tive esperanças, por volta dos meus 20 e tal anos, que fosse ser finalmente uma estrela, quando namorei com o moço responsável pela selecção dos actores para os Morangos com Açúcar.

 

Alimentei essa ilusão até ao dia em que ele me disse que gostava particularmente de mim porque sabia que eu não estava com ele por interesse só para entrar na novela.

 

Foi nesse momento que eu realizei que ia morrer pobre e sem me tornar uma celebridade porque os meus pais tinham feito o favor de me incutir valores e ensinado a não ser uma sanguessuga social (obrigadinho por nada pais!!!!).

 

A terceira coisa que aprendi com o episódio do chapéu e dos comboios foi que a discriminação começa logo desde pequeno.

 

Aparentemente a minha cabeça é de tamanho XXL, algo perfeitamente normal visto que a minha massa encefálica é assim enorme (cof cof), mas o que não é normal ou aceitável é que a professora, a mesma que disse que eu era uma nódoa nos trabalhos manuais, tenha feito pouco de mim por eu ser cabeçudo.

 

Que ai e tal uma criança com uma cabeça tão grande como é que pode ser e béu béu béu whiskas saquetas....

 

Pois que era cabeçudo e que continuo a ser cabeçudo, que tenho sempre de comprar o tamanho maior de chapéu e que provavelmente a minha mãe levou uns 25 pontos quando eu nasci, mas era preciso a professora ridicularizar uma característica anatómica, algo que eu obviamente não poderia fazer nada para mudar a não ser enfaixar-me com ligaduras elásticas e comprimir ao máximo a minha caixa craniana?

 

Não desejo mal a essa fofinha professora, mas se ela sofrer nos dias de hoje com hemorróidas também não vou ficar particularmente entristecido.

 

Este post está-se a transformar mais num Traumas de Infância do que num Eu e o meu pouco jeito para Trabalhos Manuais, mas quando eu o resolvi escrever era basicamente para vos mostrar uma coisa.

 

Trouxe da Tailândia uma prenda para uma amiga.

Claro que podia ter simplesmente entregado em mão dentro de um saquinho de plástico e toca a andar

.

Mas não, aqui a minha pessoa pensou em fazer algo mais artístico, colocar dentro dum saquinho de papel e atar com um pedaço de ráfia.

 

Uau, que loucura, estão vocês a pensar, mas para mim já foi o suficiente para me deixar cheio de suores e com os dedos a tremer.

 

Não sou mesmo nada jeitoso nestas coisas, o saco ficou todo mal dobrado, não conseguia sequer enfiar a ráfia pelos buracos, enfim um desastre autêntico.

 

Deixo-vos uma foto para perceberem a dimensão da minha incapacidade (e para mentirem e dizerem nos comentários que afinal não sou assim tão desprovido de talento!)

 

Mais alguém por aí que também seja uma nulidade em trabalhos manuais?

 

As minhas fracas capacidades para trabalhos manuais!

 

13
Set18

10 Viagens antes dos 40


Quando tinha vinte e poucos anos lembro-me de ter feito uma lista de 10 viagens que gostaria de fazer antes de entrar na terceira década de vida.

 

Não sei o que aconteceu a essa lista, mas ainda me lembro de duas ou três entradas e sei que pelo menos essas não as cumpri.

 

É verdade que viajei bastante nos últimos dez anos e tive óptimas experiências que nunca equacionei ter, o que só mostra que por vezes a vida muda-nos completamente os planos e isso não precisa de ser algo mau.

 

Apesar de ter um pouco a mentalidade de não me interessa para onde vou desde que vá ainda há experiências que gostava mesmo de ter, por isso deixo-vos aqui a minha lista de 10 viagens a fazer antes dos 40!

 

1 - Passear de Camelo entre as Pirâmides do Egipto

 

Sempre quis ir ao Egipto!

 

Desde pequeno que sonho em ir visitar o Museu Egípcio do Cairo, fazer um cruzeiro no Nilo, ver a Esfinge e desidratar à torreira do sol do deserto.

 

Mas o que eu gostava mesmo muito era de passear bucolicamente em cima de um camelo, preferencialmente um que não me tentasse cuspir em cima, enquanto via a imponência das pirâmides e me questionava acerca de que espécie de alienígenas é que as tinha ajudado a construir.

 

Passear de Camelo Entre as Pirâmides do Egipto

 

2 - Acampar no Deserto

 

Nada de piadas, quando eu falo em acampar no deserto não estou a referir-me a pegar numa tenda e ala para a Margem Sul.

 

Falo em ir para o deserto do Saara em Marrocos, fazer uma viagem cheia de sacudidelas num 4*4, acampar numa tenda envolto pelo silêncio apenas quebrado pelo vento do deserto, enfardar tajine até não poder mais, conviver com o povo berbere, ver o nascer do sol e encantar-me com as dunas a ficarem iluminadas, questionar-me se estou a sofrer de alucinações ao ver um maravilhoso oásis e evitar que um dromedário me cuspa em cima! (sim, já perceberam que eu tenho um trauma com cuspidelas!)

 

3 - Flutuar num Lago Gelado a ver a Aurora Boreal

 

Pode parecer uma má ideia, mas na Lapónia é possível flutuar em lagos gelados graças a fatos especiais que mantém uma pessoa quente e evitam que o nariz ou as pontas dos dedos congelem, gangrenem e caiam.

 

Ouro sobre azul seria flutuar no lago enquanto me encantava com a aurora boreal, um espectáculo da natureza que dizem ser inolvidável.

 

4 - Visitar a Ilha da Páscoa

 

Um dos sete chacras do planeta, a Ilha da Páscoa está repleta de simbolismo, mistério e energia electromagnética.

 

Mas o mais importante é que está carregadinha de Moais, aquelas esculturas gigantescas com formas humanas esculpidas em pedras vulcânicas, umas de pé, outras tombadas, algumas inacabadas.

 

Independentemente de quem ou como as tenham construído, são o local perfeito para levarmos o nosso selfie stick e tirarmos óptimas fotos para o nosso feed do Instagram.

Ilha da Páscoa

 

5 - Explorar Butão, o País que Parou no Tempo

 

No Butão não se mede o Produto Interno Bruto mas sim a Felicidade Interna Bruta.

 

Não há cadeias de fast-food, não há painéis publicitários gigantes cheios de leds, e mais importante que tudo, não há quantidades colossais de turistas desrespeitadores que acham que por pagarem uma viagem podem fazer o que bem lhes entender em país alheio.

 

Para ir ao Butão não se pode ser turista, tem de se ser viajante, tem de se perceber que estamos num país que parou no tempo mas que não deixou de se desenvolver.

 

A diferença é que nós ocidentais temos telemóveis cada vez mais sofisticados, eles têm corações e almas cada vez mais funcionais.

Mosteiro Ninho do Tigre no Butão

 

6 - Sambar num Carro Alegórico no Rio de Janeiro

 

Já tive a oportunidade de ir ao Sambódromo na semana antes do Carnaval e ver o desfile de ensaio de duas escolas e foi simplesmente uma loucura.

 

Chovia a bem chover nesse final de dia mas a energia inebriante da música era tal que ninguém se importava.

 

Saltei, dancei, fiquei extremamente cansado porque cada escola tem gente a dar com um pau, mas fiquei com a vontade de regressar e participar na festa mas em bom.

 

Isto é, todo cheio de plumas (que eu sou um moço recatado e não quero andar com nada ao léu), dançando furiosamente em cima de um carro alegórico e temendo pela minha vida porque já ouvi casos de pessoas que se espatifaram todas cá em baixo.

 

Perfeito perfeito era a Ana Malhoa ser a porta-bandeira da escola onde eu estivesse a desfilar.

 

7 - Perder-me nas Igrejas Escavadas na Rocha de Lalibela

 

Centenas de quilómetros a norte de Adis Abeba, capital da Etiópia, ficam as Igrejas de Lalibela, que possuem a particularidade de terem sido escavadas na rocha.

 

Labirínticas, dificilmente visitáveis apenas num dia, a construção destas igrejas é muitas vezes atribuída a anjos, que de um dia para o outro, puff, fizeram aparecer uma data de edifícios.

 

Outra coisa que gostava de fazer na Etiópia, além de visitar as igrejas, era alimentar as hienas.

 

No meu sonho colocava um pedaço de entrecosto entre os dentes e segurava-o firmemente até que uma hiena o viesse buscar.

 

Na realidade provavelmente iria parar ao hospital para receber um transplante de cara.

 

Igrejas Escavadas na Rocha de Lalibela

 

 

8 - Libertar a Fúria na Tomatina

 

De certeza que todos nós já tivemos uma ocasião onde nos apeteceu iniciar uma luta de comida.

 

Tenha sido na cantina da escola, na pacatez da nossa casa ou na área de restauração do Amoreiras, de certeza que já nos passou pela cabeça pegar numa mão cheia de esparguete e arremessar na fuça da pessoa que estava ao nosso lado.

 

A Tomatina é a melhor forma de concretizar este guilty-pleasure ao mesmo tempo que se alivia tensão acumulada durante o ano poupando algumas dispendiosas consultas no psicoterapeuta.

 

O meu sonho é pegar em tomates e atirar furiosamente qual metralhadora humana não poupando velhinhos, mulheres ou crianças assustadoramente altas para os seus sete anos de idade.

 

A minha única questão é: o que é que eu fazia aos meus óculos?

É que sem eles nem consigo ver onde estão os tomates.

 

9 -  Fazer um Retiro Ayurvédico no Sri Lanka

 

Além de explorar a ilha e perder-me com os seus encantos, o que eu gostava mesmo de fazer no Sri Lanka era um retiro ayurvédico de uma ou duas semanas.

 

No início do retiro somos vistos por um especialista neste tipo de conhecimento médico que nos prescreve tudo o que devemos fazer, desde à alimentação, aos remédios, às massagens, às aulas de ginástica, tudo personalizado para a nossa pessoa.

 

Normalmente o período da manhã é passado em tratamentos enquanto que à tarde podemos ficar de papo para o ar na praia a ouvir o relaxante som do mar.

 

Este seria o meu tipo de férias ideal, aquele onde não preciso de tirar férias por vir extenuado das férias oficiais!

 

10 - Ir de Barco às Berlengas

 

Pronto, vocês devem achar que eu estou a gozar convosco.

Então falo de tanta viagem XPTO e depois encerro a lista com as Berlengas?

 

A verdade é que desde pequeno que quero ir a este arquipélago português composto de ilhas graníticas e nunca surgiu a oportunidade de o visitar.

 

Eu sei que não há quase nada para ver, que há só lá um barzinho com preços provavelmente inflacionados, que a probabilidade de ser atacado por uma gaivota territorial é elevada, mas pronto, o que é que eu posso fazer?

 

Gostava de ir às Berlengas e não hei-de passar os 40 anos sem lá ter posto o pé!

 

Berlengas

 

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