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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

21
Set18

Actualização do Ponto de Situação Laboral


Como muitos de vocês sabem, há uns dias desabafei aqui sobre como me sentia fracamente motivado no emprego e que isso estava a mexer psicologicamente comigo.

 

Eu sou daquele tipo de pessoas demasiado transparente.

 

Isto é, se estiver chateado com alguém vai-se ver a léguas que eu estou chateado.

Gostava de ter a capacidade de fazer um sorriso, criar conversa e não deixar transparecer os meus sentimentos mas não sou de todo capaz.

 

Eu sou aquela pessoa que imaginem que está a preparar-se para fazer uma reclamação e mentalmente visualiza a forma como vai abordar o tema. Ora eu não consigo manter essa conversa fictícia na minha cabeça, eu faço imensas caretas, os meus lábios mexem-se de acordo com as palavras que imagino, todo o meu corpo vibra de uma forma diferente consoante a energia que eu mentalmente estou a projectar.

 

Isto tudo para dizer que apesar de eu achar que não estava a passar uma vibe de desmotivação (apesar de estar) devia ser mais que óbvio que afinal devia estar a transpirar essa vibe por todos os poros do meu ser (atenção que continuei a trabalhar arduamente e não me deitei a dormir, mas certamente que a minha alteração energética era palpável).

 

Ontem o meu patronato veio-me perguntar se estava tudo bem.

 

Por um lado fiquei satisfeito com essa aproximação, por outro instalou-se em mim um bocadinho de pânico, porque já estava a imaginar que a conversa ficasse pesada e não queria mesmo piorar a forma como me sentia no trabalho.

 

O meu primeiro impulso foi mentir com todos os dentes que tenho na boca e dizer que estava tudo bem, espectacular, sem qualquer problema.

 

Mas depois pensei, então eu ando a queixar-me e depois quando tenho a oportunidade de ser escutado acobardo-me?

 

Mandei tudo cá para fora.

 

Tudo de uma forma ponderada, reflectida, sem alterações de voz nem crises sentimentais. Fui assertivo e tentei o meu melhor para fazer críticas construtivas e não julgamentos de valores ocos e sem pertinência.

 

Disse com todas as letras que por vezes me sentia desmotivado, que às vezes não sabia se valia a pena esforçar-me se o reconhecimento era igual tanto para os que se esforçam como para aqueles que não o fazem.

 

Partilhei as minhas dúvidas sobre se aquele era o meu caminho, mas disse claramente que não pensava mudar de área profissional, apenas duvidava se aquele espaço físico era o correcto para mim.

 

Abordei assuntos como reuniões de equipa e divisões de tarefa que foram prometidos há meses e mesmo anos e nunca foram cumpridos, e o impacto que isso tem numa pessoa.

 

E falei do salário.

 

Que tinha noção da realidade económica da empresa mas que tinha ainda mais noção da minha realidade, e que o dinheiro que levo ao fim do mês para casa em comparação com outros colegas da minha idade que trabalham em outras farmácias é muito menos, uma diferença de 5 centenas de euros.

 

No fim da conversa (sim, que a outra parte também falou, não foi um monólogo) relembrei-me que o patronato também é um ser humano como eu e possui o direito de errar.

 

Porém não deixei de sentir que é obrigação dele motivar os funcionários e estar atento às disparidades que possam existir.

Sim pode errar, mas essa permissão para o erro não invalida as suas obrigações.

 

Os temas que eu abordei, como o salário e as responsabilidades com divisão de tarefas, tudo isso ficou no ar, com algumas promessas e um grande talvez, o que para mim é melhor que um redondo não.

 

Porém não me iludo, porque no passado já se falou e debateu muita coisa que nunca viu a luz do dia.

 

Tenho expectativas que a minha situação melhor mas estou a fazer uma gestão cuidadosa delas, de forma a se elas não se concretizarem o impacto não seja estrondoso.

 

A minha decisão interna está tomada.

 

Nos próximos meses vou dar o litro como nunca dei.

Vou suar motivação de tal forma que hei-de acabar o dia com a bata encharcada.

Vou colocar de forma inequívoca em cima da mesa a minha capacidade enquanto funcionário.

 

Tudo isto sem esquecer que o grande objectivo do meu trabalho é ajudar as pessoas a resolverem os seus problemas, seja uma constipação, um fungo na unha ou um excesso de flacidez no rosto.

 

Se no fim de tudo nada tiver mudado, ou se a mudança tiver sido insignificante comparativamente com o aumento da minha dedicação, então será altura de mudar.

 

Sem medos, sem arrependimentos, sem enésimas questões a assaltar-me a mente.

 

Só devemos criar raízes onde verdadeiramente somos felizes.

19
Set18

Termos de Pesquisa


Todos nós que temos um blog aqui no Sapo já devemos ter reparado que na página das Estatísticas existe um campo intitulado Termos de Pesquisa, que nos mostra o que é que as pessoas andaram a pesquisar na Internet antes de chegarem ao nosso cantinho.

 

Apesar da maior parte das vezes os termos de pesquisa que as pessoas usam serem relativamente normais, de vez em quando aparece um que nos deixa com um ar meio abananado, de tão surreal que é.

 

No meu caso, a melhor pesquisa que fizeram para encontrar o meu blog foi através do termo "triptofano deixou-me doida".

 

Eu bem sei que sou uma pessoa detentora de um sex appeal descomunal, eu tenho plena noção que quem for ao Instagram aqui do blog fica logo com um arrepio nos mamilos, eu compreendo que a minha escrita consegue criar conflitos nas sinapses do cérebro de qualquer um, de tão boa e fluida e incrível e tudo e tudo e tudo que ela é.

 

Mas também sei que a pobre pessoa que chegou ao meu blog deve ter tomado um suplemento com triptofano e aquilo deu-lhe volta ao miolo.

 

E quando pensava que ia descobrir algo para resolver o seu problema existencial deu-se de caras com os meus textos sobre cockrings ou vibradores descobertos pela minha mãe e percebeu que o melhor era internar-se compulsivamente.

 

E vocês?

Quais foram os melhores termos de pesquisa pelos quais os vossos blogs foram descobertos?

14
Set18

Eu e os Trabalhos Manuais


Eu até podia vir aqui dizer que me safava bem, que tinha jeito para a coisa, que de vez em quando até realizava um projecto artisticamente surpreendente.

 

Mas só que não!

 

Eu sou aquela pessoa que deve ter tido uma piquena-micro isquemia cerebral quando saiu disparado da vagina da mãe porque as minhas mãos não obedecem às ordens do meu cérebro.

 

Imaginem eu a desenhar um coração.

A parte direita do mesmo fica linda, perfeita, um amor. A parte esquerda parece que foi desenhada por um utente com Parkinson a quem lhe faltou a medicação! (ah, off the records, parece que o sinemet 25/100 - medicação usada para o Parkinson - vai estar esgotado até fins de Outubro, toca a falarem com os vossos médicos...)

 

Uma das minhas primeiras recordações de infância foi eu choroso dizer à minha mãe que estava triste, mas triste do coração.

 

Tudo porque na escolinha estávamos a decorar uns chapéus para as marchas populares e tínhamos de recortar e pintar umas imagens de comboios.

 

Escusado será dizer que a professora me informou que o meu trabalho estava uma autêntica bosta, anulando-me automaticamente qualquer auto-estima que ainda pudesse desenvolver.

 

Se fosse nos dias de hoje provavelmente a minha mãe teria ido reclamar com tão insensível professora, há 20 e tal anos atrás limitou-se a dizer para não me preocupar, que ela também não tinha jeito para a coisa.

 

Este episódio ensinou-me algumas coisas.

 

A primeira foi que eu não tinha realmente jeito para artes visuais.

 

Mesmo quando eu visualizava algo fantástico na minha cabeça era preferível nem sequer perder tempo a tentar, o resultado ia ser pavoroso.

 

Houve uma vez que imaginei o quão fácil seria fazer um anel com um cachucho gigante em barro, bastava por as tiras de barro de certa forma, unir a outras, rezar para que a gravidade desaparecesse durante umas horas e tchanã, uma nova Joana Vasconcelos tinha nascido.

 

O anel de diamante nunca viu a luz do dia mas fui um quase-orgulhoso pai de um pseudo-cagalhão espalmado.

 

A segunda coisa foi que já em tenra idade tinha talento para a dramatização.

 

Que podia ter chorado um bocadinho, fungado, ter dito que a professora era uma nazi dos sentimentos infantis, mas não, disse que estava triste do coração - das outras vezes devia ter estado triste da perna ou do umbigo.

 

Basicamente passei ao lado de uma brilhante carreira de representação e/ou estrela de um daqueles reality shows da TVI onde o pessoal atira tachos à cabeça uns dos outros.

 

Ainda tive esperanças, por volta dos meus 20 e tal anos, que fosse ser finalmente uma estrela, quando namorei com o moço responsável pela selecção dos actores para os Morangos com Açúcar.

 

Alimentei essa ilusão até ao dia em que ele me disse que gostava particularmente de mim porque sabia que eu não estava com ele por interesse só para entrar na novela.

 

Foi nesse momento que eu realizei que ia morrer pobre e sem me tornar uma celebridade porque os meus pais tinham feito o favor de me incutir valores e ensinado a não ser uma sanguessuga social (obrigadinho por nada pais!!!!).

 

A terceira coisa que aprendi com o episódio do chapéu e dos comboios foi que a discriminação começa logo desde pequeno.

 

Aparentemente a minha cabeça é de tamanho XXL, algo perfeitamente normal visto que a minha massa encefálica é assim enorme (cof cof), mas o que não é normal ou aceitável é que a professora, a mesma que disse que eu era uma nódoa nos trabalhos manuais, tenha feito pouco de mim por eu ser cabeçudo.

 

Que ai e tal uma criança com uma cabeça tão grande como é que pode ser e béu béu béu whiskas saquetas....

 

Pois que era cabeçudo e que continuo a ser cabeçudo, que tenho sempre de comprar o tamanho maior de chapéu e que provavelmente a minha mãe levou uns 25 pontos quando eu nasci, mas era preciso a professora ridicularizar uma característica anatómica, algo que eu obviamente não poderia fazer nada para mudar a não ser enfaixar-me com ligaduras elásticas e comprimir ao máximo a minha caixa craniana?

 

Não desejo mal a essa fofinha professora, mas se ela sofrer nos dias de hoje com hemorróidas também não vou ficar particularmente entristecido.

 

Este post está-se a transformar mais num Traumas de Infância do que num Eu e o meu pouco jeito para Trabalhos Manuais, mas quando eu o resolvi escrever era basicamente para vos mostrar uma coisa.

 

Trouxe da Tailândia uma prenda para uma amiga.

Claro que podia ter simplesmente entregado em mão dentro de um saquinho de plástico e toca a andar

.

Mas não, aqui a minha pessoa pensou em fazer algo mais artístico, colocar dentro dum saquinho de papel e atar com um pedaço de ráfia.

 

Uau, que loucura, estão vocês a pensar, mas para mim já foi o suficiente para me deixar cheio de suores e com os dedos a tremer.

 

Não sou mesmo nada jeitoso nestas coisas, o saco ficou todo mal dobrado, não conseguia sequer enfiar a ráfia pelos buracos, enfim um desastre autêntico.

 

Deixo-vos uma foto para perceberem a dimensão da minha incapacidade (e para mentirem e dizerem nos comentários que afinal não sou assim tão desprovido de talento!)

 

Mais alguém por aí que também seja uma nulidade em trabalhos manuais?

 

As minhas fracas capacidades para trabalhos manuais!

 

13
Set18

10 Viagens antes dos 40


Quando tinha vinte e poucos anos lembro-me de ter feito uma lista de 10 viagens que gostaria de fazer antes de entrar na terceira década de vida.

 

Não sei o que aconteceu a essa lista, mas ainda me lembro de duas ou três entradas e sei que pelo menos essas não as cumpri.

 

É verdade que viajei bastante nos últimos dez anos e tive óptimas experiências que nunca equacionei ter, o que só mostra que por vezes a vida muda-nos completamente os planos e isso não precisa de ser algo mau.

 

Apesar de ter um pouco a mentalidade de não me interessa para onde vou desde que vá ainda há experiências que gostava mesmo de ter, por isso deixo-vos aqui a minha lista de 10 viagens a fazer antes dos 40!

 

1 - Passear de Camelo entre as Pirâmides do Egipto

 

Sempre quis ir ao Egipto!

 

Desde pequeno que sonho em ir visitar o Museu Egípcio do Cairo, fazer um cruzeiro no Nilo, ver a Esfinge e desidratar à torreira do sol do deserto.

 

Mas o que eu gostava mesmo muito era de passear bucolicamente em cima de um camelo, preferencialmente um que não me tentasse cuspir em cima, enquanto via a imponência das pirâmides e me questionava acerca de que espécie de alienígenas é que as tinha ajudado a construir.

 

Passear de Camelo Entre as Pirâmides do Egipto

 

2 - Acampar no Deserto

 

Nada de piadas, quando eu falo em acampar no deserto não estou a referir-me a pegar numa tenda e ala para a Margem Sul.

 

Falo em ir para o deserto do Saara em Marrocos, fazer uma viagem cheia de sacudidelas num 4*4, acampar numa tenda envolto pelo silêncio apenas quebrado pelo vento do deserto, enfardar tajine até não poder mais, conviver com o povo berbere, ver o nascer do sol e encantar-me com as dunas a ficarem iluminadas, questionar-me se estou a sofrer de alucinações ao ver um maravilhoso oásis e evitar que um dromedário me cuspa em cima! (sim, já perceberam que eu tenho um trauma com cuspidelas!)

 

3 - Flutuar num Lago Gelado a ver a Aurora Boreal

 

Pode parecer uma má ideia, mas na Lapónia é possível flutuar em lagos gelados graças a fatos especiais que mantém uma pessoa quente e evitam que o nariz ou as pontas dos dedos congelem, gangrenem e caiam.

 

Ouro sobre azul seria flutuar no lago enquanto me encantava com a aurora boreal, um espectáculo da natureza que dizem ser inolvidável.

 

4 - Visitar a Ilha da Páscoa

 

Um dos sete chacras do planeta, a Ilha da Páscoa está repleta de simbolismo, mistério e energia electromagnética.

 

Mas o mais importante é que está carregadinha de Moais, aquelas esculturas gigantescas com formas humanas esculpidas em pedras vulcânicas, umas de pé, outras tombadas, algumas inacabadas.

 

Independentemente de quem ou como as tenham construído, são o local perfeito para levarmos o nosso selfie stick e tirarmos óptimas fotos para o nosso feed do Instagram.

Ilha da Páscoa

 

5 - Explorar Butão, o País que Parou no Tempo

 

No Butão não se mede o Produto Interno Bruto mas sim a Felicidade Interna Bruta.

 

Não há cadeias de fast-food, não há painéis publicitários gigantes cheios de leds, e mais importante que tudo, não há quantidades colossais de turistas desrespeitadores que acham que por pagarem uma viagem podem fazer o que bem lhes entender em país alheio.

 

Para ir ao Butão não se pode ser turista, tem de se ser viajante, tem de se perceber que estamos num país que parou no tempo mas que não deixou de se desenvolver.

 

A diferença é que nós ocidentais temos telemóveis cada vez mais sofisticados, eles têm corações e almas cada vez mais funcionais.

Mosteiro Ninho do Tigre no Butão

 

6 - Sambar num Carro Alegórico no Rio de Janeiro

 

Já tive a oportunidade de ir ao Sambódromo na semana antes do Carnaval e ver o desfile de ensaio de duas escolas e foi simplesmente uma loucura.

 

Chovia a bem chover nesse final de dia mas a energia inebriante da música era tal que ninguém se importava.

 

Saltei, dancei, fiquei extremamente cansado porque cada escola tem gente a dar com um pau, mas fiquei com a vontade de regressar e participar na festa mas em bom.

 

Isto é, todo cheio de plumas (que eu sou um moço recatado e não quero andar com nada ao léu), dançando furiosamente em cima de um carro alegórico e temendo pela minha vida porque já ouvi casos de pessoas que se espatifaram todas cá em baixo.

 

Perfeito perfeito era a Ana Malhoa ser a porta-bandeira da escola onde eu estivesse a desfilar.

 

7 - Perder-me nas Igrejas Escavadas na Rocha de Lalibela

 

Centenas de quilómetros a norte de Adis Abeba, capital da Etiópia, ficam as Igrejas de Lalibela, que possuem a particularidade de terem sido escavadas na rocha.

 

Labirínticas, dificilmente visitáveis apenas num dia, a construção destas igrejas é muitas vezes atribuída a anjos, que de um dia para o outro, puff, fizeram aparecer uma data de edifícios.

 

Outra coisa que gostava de fazer na Etiópia, além de visitar as igrejas, era alimentar as hienas.

 

No meu sonho colocava um pedaço de entrecosto entre os dentes e segurava-o firmemente até que uma hiena o viesse buscar.

 

Na realidade provavelmente iria parar ao hospital para receber um transplante de cara.

 

Igrejas Escavadas na Rocha de Lalibela

 

 

8 - Libertar a Fúria na Tomatina

 

De certeza que todos nós já tivemos uma ocasião onde nos apeteceu iniciar uma luta de comida.

 

Tenha sido na cantina da escola, na pacatez da nossa casa ou na área de restauração do Amoreiras, de certeza que já nos passou pela cabeça pegar numa mão cheia de esparguete e arremessar na fuça da pessoa que estava ao nosso lado.

 

A Tomatina é a melhor forma de concretizar este guilty-pleasure ao mesmo tempo que se alivia tensão acumulada durante o ano poupando algumas dispendiosas consultas no psicoterapeuta.

 

O meu sonho é pegar em tomates e atirar furiosamente qual metralhadora humana não poupando velhinhos, mulheres ou crianças assustadoramente altas para os seus sete anos de idade.

 

A minha única questão é: o que é que eu fazia aos meus óculos?

É que sem eles nem consigo ver onde estão os tomates.

 

9 -  Fazer um Retiro Ayurvédico no Sri Lanka

 

Além de explorar a ilha e perder-me com os seus encantos, o que eu gostava mesmo de fazer no Sri Lanka era um retiro ayurvédico de uma ou duas semanas.

 

No início do retiro somos vistos por um especialista neste tipo de conhecimento médico que nos prescreve tudo o que devemos fazer, desde à alimentação, aos remédios, às massagens, às aulas de ginástica, tudo personalizado para a nossa pessoa.

 

Normalmente o período da manhã é passado em tratamentos enquanto que à tarde podemos ficar de papo para o ar na praia a ouvir o relaxante som do mar.

 

Este seria o meu tipo de férias ideal, aquele onde não preciso de tirar férias por vir extenuado das férias oficiais!

 

10 - Ir de Barco às Berlengas

 

Pronto, vocês devem achar que eu estou a gozar convosco.

Então falo de tanta viagem XPTO e depois encerro a lista com as Berlengas?

 

A verdade é que desde pequeno que quero ir a este arquipélago português composto de ilhas graníticas e nunca surgiu a oportunidade de o visitar.

 

Eu sei que não há quase nada para ver, que há só lá um barzinho com preços provavelmente inflacionados, que a probabilidade de ser atacado por uma gaivota territorial é elevada, mas pronto, o que é que eu posso fazer?

 

Gostava de ir às Berlengas e não hei-de passar os 40 anos sem lá ter posto o pé!

 

Berlengas

 

11
Set18

O que é que aconteceu ao pão?


Peguem nas vossas pedras, façam pontaria e ao meu sinal podem começar a tentar atingir-me no toutiço.

Isto tudo porque vou falar um bocadinho sobre a moda das intolerâncias alimentares.

 

Sei que é um assunto que mexe com muita gente, desde aqueles que defendem com unhas e dentes as intolerâncias até aos que dizem que é tudo uma invenção do psicológico dos supostos afectados.

 

A verdade é que cada vez mais há pessoas com intolerância ao glúten, à lactose, ao marisco, ao peixe, à soja e a mil e umas outras substâncias mais ou menos frequentes na nossa alimentação diária.

 

Não digo que quem possui intolerâncias (ter em atenção que intolerância é algo muito diferente de alergia) está a inventar só para se sentir especial, acho que ninguém se sente especial (ou não deveria) por passar horas a vomitar ou a esvair-se em diarreias sanguinolentas acompanhadas de cãibras estomacais.

 

O que eu acho é que hoje é muito fácil dizer que alguém possui uma intolerância sem na realidade saber exactamente ao que essa pessoa é intolerante.

Mas como há necessidade de haver algo que culpar, ou seja, um bode expiatório, normalmente aponta-se o dedo a uma substância que ande na boca de tudo e todos (mesmo que nem se perceba muito bem o que essa substância é), como por exemplo o glúten ou a lactose.

 

Falemos do glúten.

 

Durante toda a história da humanidade o Homo sapiens ferrou o dente no seu belo pãozinho, sem se preocupar se era ou não gluten-free.

 

Na realidade, gostava tanto de pão que, por exemplo, os dentes das múmias do Antigo Egipto encontram-se muito desgastados por causa do consumo de areia concomitante com o de pão - é que eles usavam areia para ajudar a moer os grãos de cereal.

 

Claro que alguns dos nossos antepassados sofreram de alergia ao glúten e provavelmente não tiveram um fim muito simpático, mas a intolerância ao glúten era coisa que não se falava, provavelmente por também não existir nenhum supermercado que vendesse cinquenta variedades de biscoitos isentos dessa substância do demónio.

 

Eu, Homo sapiens que comeu a sua dose de areia em criança, normalmente faço pão em casa.

 

É chato, dá trabalho, e eu não nasci de todo para ser aquele tipo de pessoa fantástica que acorda às cinco da manhã super motivada para fazer pão quentinho para toda a família.

Mas faço.

 

O clique deu-se quando um dia descobri duas fatias de pão de forma perdidas no armário com a validade expirada há mais de quatro meses ainda fofas e frescas.

 

Obviamente que as comi (isto uma pessoa não pode andar a desperdiçar comida) mas fiquei a matutar, o que é que este pão leva de conservantes e outros químicos que tais para se aguentar tanto tempo?

 

A partir daí comecei a fazer regularmente pão em casa.

 

Uma das coisas que tenho sempre cuidado é deixar o pão levedar durante uns trinta minutos, de forma a que as ligações de glúten se quebrem e sejam mais facilmente digeridas pelo nosso organismo.

 

Se todos os locais que fabricam pão o deixam levedar com calma? Não sei, mas talvez este detalhe contribua para o facto de se ser ou não intolerante.

 

Mas o mais gritante, e atenção que já não estou a falar de pão de forma mas sim do pão que se compra avulso numa grande superfície comercial - do cacetinho, da bolinha, do pão da Avó Jaquina -, são os ingredientes que se utilizam para fazer pão.

 

Em casa eu uso água, farinha, fermento, sal, e, se estiver inspirado, algumas sementes para me convencer que sou saudável.

 

Desafio-vos a verem os ingredientes do pão que vocês compram e a encontrarem algum que tenha tão poucos como os que eu uso.

Não é fácil mas também não é impossível - o problema é que a maioria está carregado de milhentas coisas que não deveriam lá estar!

 

Atentem à imagem dos rótulos de duas variedades de pão que se vendem numa superfície comercial do nosso país:

 

Ingredientes do Pão

 

Ingredientes do Pão

 

Vinagre de vinho? Ácido sorbico encapsulado? Ésteres com um nome demasiado complicado para sequer ser pronunciado?

 

Será que nós sabemos realmente o que estamos a comer?

 

As intolerâncias ao glúten serão mesmo ao glúten? Ou estará algum destes ingredientes "extra" a prejudicar a nossa saúde?

 

10
Set18

O meu regresso à piscina...


Fazia mais de um mês que não colocava os pés na piscina, não por falta de vontade mas porque no mês de Agosto o Universo pára e a primeira semana de Setembro passei-a em férias fora do país.

 

Não vou dizer que não me souberam bem estas férias da natação!

 

Acordar e poder ficar mais tempo na ronha ou voltar a casa do trabalho e aterrar no sofá foram hábitos que tinha abandonado com a ida quase diária à piscina e confesso que sentia alguma nostalgia ao pensar neles.

 

Por outro lado senti ainda mais falta de estar dentro de água, de suster a respiração, de queimar calorias, de resmungar entredentes contra os nadadores de domingo, de volta e meia estar em pânico a pensar que tinha perdido os calções ao mergulhar de forma mais entusiástica.

 

Nadar ajuda-me mentalmente a estar mais focado, mais concentrado, mais em equilíbrio comigo mesmo. Quando nado não tenho tantas flutuações de humor e consigo relativizar mais facilmente os problemas.

 

Além de que o meu físico também agradece.

Este mês que parei notei logo na ciática que me passou a doer mais e no perímetro abdominal que começou logo a querer aumentar.

 

Hoje foi o meu regresso à piscina.

 

Estava entusiasmado, com vontade de fundir as moléculas da minha epiderme com as da água com cloro.

 

Preparei o meu saco com um sorriso no rosto, como se fosse uma criança e este fosse o meu primeiro dia de escola.

 

O que levar para a natação

 

Obviamente que metade das coisas que coloquei dentro do saco não eram para a prática da natação mas sim para o pós-exercício.

 

Digam o que disserem é tão importante uma pessoa sentir-se bem enquanto queima calorias como depois de o fazer, ao lavar-se com um bom gel de banho ou a besuntar-se toda com aquele creme cheiroso que lhe custou um décimo do ordenado mas que vale tanto a pena e uma pessoa merece e só se vive uma vez!!!

 

O problema foi que quando cheguei à piscina o recinto estava estranhamente calmo.

 

Fui espreitar à janela que dá acesso à piscina para ver quantas pessoas por lá andavam e percebi o porquê do silêncio.

 

A piscina estava seca.

 

Primeiramente pensei que alguém tinha feito uma conspurcação em tão grande escala que tinha sido necessário retirar toda a água.

 

Depois disseram-me que afinal tinham sido obras que haviam-se iniciado no principio de Agosto e que infelizmente estavam a demorar mais do que o suposto.

 

Conclusão, piscina só a partir de dia 15. E eu que estava tão entusiasmado....

09
Set18

Filorga Scrub and Mask


Há muito tempo que um produto de cosmética não me conseguia fazer soltar uma expressão de verdadeiro entusiasmo como este Scrub and Mask da Filorga.

 

Filorga Scrub and Mask

 

É verdade que a inovação nesta área não pára, sempre com novos ingredientes, novos veículos para as substâncias activas chegarem mais eficazmente onde são precisas, mas nem sempre há aquela componente de choque/admiração/não-acredito-nos-meus-olhos que nos faz ficar completamente agarrados a um novo produto.

 

O Scrub and Mask promete revelar uma nova pele, mais luminosa, mais oxigenada, com os poros mais fechados e com uma superfície mais homogénea.

 

Para isso basta aplicar o produto no rosto húmido e completamente limpo, fazendo pequenas massagens circulares, de forma a beneficiar-se de uma tripla exfoliação: mecânica, química e enzimática.

 

Depois das massagens é que a magia acontece, e garanto-vos, é fascinante.

 

O creme que vocês deixam no rosto tranforma-se numa mousse, é como se tivessem coberto a cara com mousse de barbear ou com chantilly.

E quando acham que nada mais vai acontecer, pequenas micro-bolhas de oxigénio começam a ser libertadas de forma a permitir que a pele sufocada respire.

 

Imaginem que estão a fazer uma sopa e ela começa a ferver e aparecem todas aquelas bolhinhas na superfície!

É basicamente isso que acontece na vossa pele, mas obviamente sem a sensação de que estão com a cara em fogo!

 

A espuma começa a borbulhar e são visíveis as pequenas bolhas a libertarem-se; passados 15 minutos quase toda a mousse desapareceu do vosso rosto como por magia e é altura de passarem a cara por água!

 

A pele fica brilhante e radiante e com uma aparência muito suave e agradável ao toque, sendo que é impossível não ficar completamente fascinado com este produto.

 

A aplicação é de uma vez por semana, em peles mais oleosas que necessitem de exfoliação duas vezes por semana recomendo alternar com outro produto menos complexo.

 

Algum de vocês já experimentou esta máscara exfoliante e reoxigenante? O que é que acharam dela?

 

 

08
Set18

José is Back!


No último post partilhei convosco a minha aflição relativamente ao Macaco José estar perdido algures no aeroporto de Istambul dentro da mala do cara-metade, acontecimento que nos fez jurar a pés juntos que aconteça o que acontecer nunca mais ele vai sair de ao pé de nós.

 

Hoje, por volta da hora do almoço, o cara-metade foi recuperar a mala dele à alfândega, mala que incrivelmente conseguiu também vir partida.

Ou seja, partiram a mala na ida, e partiram a mala nova que ele comprou no regresso - talvez seja hora de as companhias aéreas começarem a mudar os procedimentos que tem relativamente às bagagens.

 

Algo que eu não sabia era que havia um número tão grande de malas perdidas

.

Segundo o cara-metade o aeroporto possui uma sala só para a bagagem que andou sabe-se lá por onde, e essa sala estava atulhada de malas que ninguém veio levantar - será que as pessoas decidem que não se estão para chatear e desistem dos seus pertences?

 

Mas o mais importante que tudo é que quando abrimos a mala lá estava o Macaco José, perfeitinho mas ligeiramente chateado connosco por o termos deixado abandonado. 

 

O abraço que lhe dei soube-me pela vida.

Macaco José

 

 

Já agora, lembram-se da minha indignação contra a MEO e o facto de me terem sacado imenso dinheiro por causa da chamada que foi para o voice mail?

 

Pois bem, hoje lembrei-me de ver quem é que me tinha deixado uma mensagem de voz.

 

Podia ser a Santa Casa da Misericórdia a dizer que tinha ganho o Euromilhões, podia ser a minha patroa a dizer que me tinha dado um aumento, podia até ser uma marca de cosmética topo de gama a pedir para eu ser o seu representante, de tão bonito e pouco enrugado que eu sou, mas não, quem me deixou a mensagem pensava que eu era a "Tia Iolanda" e pedia-me para eu ligar porque estava num sítio sem rede quando eu supostamente lhe tentei ligar.

 

E como eu tinha previsto dois minutos da mensagem foi com a pessoa a falar com outra sobre as chatices de não conseguir falar com a "Tia Iolanda" até se lembrar que tinha de desligar a chamada para terminar a mensagem.

 

Ainda estou a pensar se lhe mando uma mensagem com o meu NIB a pedir o reembolso do valor que me fez gastar - em nome da "Tia Iolanda" claro!

08
Set18

De regresso a Portugal mas...


Cheguei finalmente a Portugal.

 

Depois de mais de 24 horas passadas em aeroportos e aviões, de tempestades com trovões, chuvas torrenciais e turbulência assustadora, de ter de fazer mais de 1 km a correr para não perder um voo de ligação com a minha mãe descalça com os ténis na mão a revelar a atleta olímpica que há dentro dela, de deixar moribundos os passageiros do lado com o cheiro dos meus sovacos que não se atenuou com o perfume da casa-de-banho nem com o toalhete para as mãos, de ficar mais de uma hora parado dentro do avião à espera de permissão para levantar, de ter visto meia dúzia de filmes que me ressecaram os olhos, depois de muito desespero e poucas horas de sono, finalmente estou em Portugal!

 

Mas ainda não estou descansado, ainda não desliguei a ficha para repousar depois das férias, tudo isto por causa da mala do cara-metade.

 

Para lá foi completamente destruída, parecia que tinha sido pisada por um elefante.

Para cá, já depois de ter comprado uma nova, descobrimos que a companhia aérea a deixou esquecida em Istambul, e que ainda não se sabe quando chega a Portugal!

 

O problema não é mala nem a roupa nem os souvenirs, o problema é que o Macaco José veio dentro dela. E está sozinho num país estranho, e na minha cabeça só penso e se acontece alguma coisa e não o volto a ver?

 

É um peluche eu sei, mas para mim e para o cara-metade é muito mais que isso!

 

Enquanto não o voltar a ter nos braços não descanso....e nunca mais o mando na bagagem de porão!

04
Set18

Bagagem de Mão!


Tal como vos mostrei aqui estava muito contente por ter conseguido vir numa viagem de 11 dias à Tailândia sem ter excesso de peso na bagagem nem ter tido necessidade de saltar em cima dela para a conseguir fechar.

 

Ora o meu orgulho próprio recebeu uma machadada descomunal quando em conversa com um casal português que veio em lua-de-mel descobri que eles só trouxeram bagagem de mão.

 

E garantem que não andam a lavar roupa na banheira, que trouxeram a suficiente para os 11 dias.

 

Pois minha gente, eu acho isto muito estranho.

Ou eles compraram uma daquelas super máquinas de vácuo que suga o ar todo e deixa a roupa assim mirrada ou andam a usar as mesmas cuecas durante três ou quatro dias seguidos.

 

É que nunca na vida eu ia conseguir enfiar 11 dias de roupa numa mala pequenina.

 

E os cremes? O shampoo? A loção hidratante para evitar que a pele fique ressecada? 

 

E espaço para trazer os 4 quilos de souvenirs?

 

O casal até é boa gente mas depois desta revelação não consigo olhar para eles da mesma forma!!!

 

E vocês, seriam capazes de fazer uma viagem longa só com uma bagagem de mão?

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