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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

13
Abr18

Às vezes o salto é maior que a perna!


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"Eles são cozinheiros. Ela é actriz e tem a mania que é cozinheira. 

Após várias conversas à luz da lua e regadas de cenas, chegam à conclusão de que a cozinha vegan é muitas vezes mal interpretada e boring para a grande maioria do people que curte pitar à maneira.

Nesse sentido, juntam-se para criar comida carregada de sabor, cor e técnicas um pouco mais fixes do que as que estamos habituadas/os a ver na cozinha vegan.

Usam o mote da Primavera e trazem os ingredientes que marcam esta nova estação: gandas beterrabas, altos funchos, bué pastinacas, cebolas roxas com tudo e agriãozão são alguns dos protagonistas que vão partir tudo nesta noite.
No menu, vão representar 3 mambos:

Entrada 

Prato Principal

Sobremesa

As bebidas também fazem parte do menú, para que ninguém tenha sede e não falte conversa da boa à mesa, como se pede num convívio entre amigos. Esse é o nosso grande objectivo. Juntar o people lá na street, comer e beber do melhor, ouvir aquele puro som e sentir o love. É só isto."

 

Tinha tudo para dar certo este jantar vegan a que fui! O menu era apetecível, as pessoas que iam cozinhar são talentosas e o espaço é cheio de carisma.

 

Mas às vezes o salto que damos é maior que a perna

.

E a cozinha não é lugar para co-lideranças, tem de haver alguém que assuma as rédeas do fogão e coordene a equipa rumo ao sucesso.

 

E não foi o que aconteceu neste jantar, para muita pena minha. Uma equipa desorganizada, sem liderança, que conseguiu a proeza de fazer esperar os convidados uma hora entre a entrada e o prato principal.

 

E mais algum tempo entre o prato principal e a sobremesa.

 

Os pratos foram bem conseguidos, mas houve demasiada repetição de elementos, o que é estranho quando se celebra o mundo vegetal, que é detentor de uma variedade inigualável de sabores e texturas.

 

Sabores que se sobrepuseram a outros, demasiada acidez em certos purés, falta de consistência na apresentação dos pratos, todos estes foram erros amadores que não seriam esperados de pessoas com formação profissional.

 

E a falta de sensatez também foi gritante. Uma kombucha gelada depois de um prato quente é querer oferecer uma paragem de digestão a quem pagou bem para receber uma refeição decente?!

 

Pessoalmente o prato que salvou a noite foi a sobremesa, que estava extremamente deliciosa, mas isto claro se eu fingir que o pêlo que o cara-metade encontrou no prato dele foi causado por alucinações visuais que o vinho branco carrascão me provocou.

 

No fim de contas talvez o pãozinho e o azeite e a emulsão de leite de coco com alho assado ainda tenham sido as apostas vencedoras da noite...

 

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Cozinha Popular da Mouraria Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

12
Abr18

Não há amor como o primeiro


Seria injusto dizer que o título deste post se aplica a todos os restaurantes, porque não se aplica, mas tem-me acontecido cada vez mais ter uma experiência fantástica num restaurante e, quando volto para repetir, pensar o que raio aconteceu, já que o resultado final é totalmente oposto daquele que obtive da primeira vez.

 

O ano passado, no aniversário do cara-metade, fomos ao Pano de Boca, um restaurante que está inserido no Teatro Aberto, sendo normal ver alguns actores conhecidos a tomarem a sua refeição antes ou depois dos espectáculos.

 

O local é muito bonito, com uma decoração irrepreensível, mas o que mais fascina é o pano de boca (uma tela que se levanta ou baixa no teatro cobrindo a boca de cena) que na realidade é um espelho que dá a ilusão que o restaurante é muito maior e que se uma pessoa não tiver cuidado de tão imaculadamente limpo que está, ainda dá uma cabeçada nele!

 

Tudo correu extraordinariamente bem, fiquei encantado com o espaço, com o serviço, com a comida. Por isso este ano quando me perguntaram onde ir jantar com antigos colegas de trabalho rapidamente disse Pano de Boca, a achar que tudo iria ser novamente maravilhoso. Só que não!

 

Primeiro quando chegámos a nossa reserva de 5 pessoas afinal tinha sido anotada como 4.

Nada de especialmente aborrecido, porque ainda faltavam pessoas a chegar, e uma mesa estava prestes a vagar. Convidaram-nos a esperar um pouco nos sofás, e dez minutos depois aparece surpreendentemente uma água tónica. Digo surpreendentemente porque já nem nos lembrávamos de ter pedido essa bebida - dez minutos para uma coisa tão simples quando o cliente está à espera por causa de um erro da casa não me parece um começo muito auspicioso.

 

Chegam o resto dos convivas e nesse mesmo momento a mesa vaga.

Sentamos-nos e pedimos bebida e entradas.

 

Aqui pensei que tudo estava salvo, que o Pano de Boca não me ia deixar mal. Afinal a sangria estava deliciosa, o choco frito de lamber os dedos, o fondue no pão era uma perdição e as espetadinhas de enchidos e abacaxi em pão alentejano não desiludiram. Aqui tenho de dizer que foram extremamente simpáticos porque vinham apenas quatro espetadinhas e acederam prontamente ao nosso pedido de fazer uma extra sem nos cobrarem mais por isso.

 

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Mas foi quando nos deliciávamos com as entradas que tudo começou a correr mal.

 

A certa altura uma das funcionárias diz-nos que temos de abrir espaço na mesa para os pratos principais. Mas nós ainda estávamos a enfardar forte e feio as entradas, e foi isso que lhe dissemos. Ah pois, mas assim os pratos vão vir frios. Ficámos lívidos, então agora era o cliente que tinha de comer ao ritmo da casa?

 

Não fazia sentido e foi isso que explicámos. Que sim, sem problema! Quando cinco minutos depois chegam os pratos um deles vinha meio frio - a costeleta barrosã à pano de boca, o que tirou logo a graça toda ao prato. A minha espetada terra & mar, com gambas e novilho estava muito bem fornecida - na realidade as doses são bastante generosas neste restaurante - mas a picanha de uma das minhas colegas, só no momento de vir para a mesa é que lhe foi dito que afinal já não havia banana frita.

 

E ela ficou extremamente desapontada, porque precisamente queria banana frita. Lá remediaram a situação com abacaxi frito, que até estava muito bom. Mas e depois para pedir uma faca de serrilha para cortar melhor a picanha? A funcionária trouxe duas vezes uma faca normal, até que desistiu de nos vir servir pelo facto de já estarmos a deitar faíscas pelos olhos - era um pedido simples, não conseguíamos entender o porquê de ser tão difícil de concretizar.

 

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O ano passado tínhamos ficado tão satisfeitos que ninguém atacou a sobremesa. Desta vez, com um ligeiro amargo na boca, pensámos que seriam elas a salvar a refeição. Só que não (outra vez)!

 

Nada de especial, algumas até muito pouco saborosas, concluo que mais vale ter duas sobremesas extremamente boas na carta do que uma data delas que só estão a encher espaço.

 

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Custa-me dizer isto, mas fui muito feliz no Pano de Boca, mas a nossa relação muito certamente ficou por aqui.

 

Pano de Boca Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

26
Mar18

Há Sushi na Fábrica


Existem modas que apareceram com alguma força mas rapidamente foram esquecidas.

O ceviche, o poké, os restaurantes de fondue, todos eles tiveram o seu pico mas depois gradualmente foram perdendo o seu ímpeto até serem quase ou totalmente esquecidos pelo grande público.

 

Mas o sushi veio para ficar.

Por mais anos que passem acredito que o amor ao sushi não vai desaparecer assim tão facilmente. Podem relacionar o consumo do mesmo ao aumento de H.pylori no estômago, a um excesso de metais pesados no organismo, à contaminação cruzada por antibióticos, ou a tantas outras coisas que já ocuparam folhas e folhas de revistas e jornais que, quem gosta deste tipo de culinária japonesa, como eu, vai manter-se fiel durante uma longa temporada, mesmo que outras modas vão periodicamente aparecendo no panorama alimentar.

 

É este meu amor por sushi que me faz sempre procurar novos locais. Apesar de ter os meus favoritos aos quais recorro quando quero ter uma refeição segura, pressigo sempre aquela sensação de surpreendimento e deslumbramento do palato que por vezes certos restaurante me dão a felicidade de obter.

 

Como há uns posts atrás relatei, fui a um Escape Game no LxFactory. E o que é que ficava mesmo ao lado do Escape? O Sushi Factory, um restaurante que já várias pessoas me tinham falado, como se fosse o último reduto no mundo para comer arroz e peixe cru de qualidade.

 

No Sushi Factory há duas opções, ou pedir à la carte ou pedir o all you can eat, que promete que vamos sair a rebolar com sushi.

 

E na verdade saí; não me posso queixar da quantidade que me foi servida nem da qualidade. O sushi era fresco, bem confeccionado, com uma apresentação irrepreensível e bastante variadade. Até aqui tudo bem, os sabores eram equilibrados e havia uma ou outra surpresa que fizeram as minhas papilas gustativas cantar de alegria.

 

Só que podia ter saído ainda mais a rebolar. Não fosse o meu estômago ter tido tempo suficiente para dar informação ao meu cérebro de que estava cheio, visto que o tempo entre cada prato de sushi que vem para a mesa ainda é assim para o grandito. E claro que eu percebo que é um negócio, e obviamente que se conseguirem com que o cliente fique saciado mais depressa maior é a rentabilidade que vão ter. Mas eu não gosto de esperar muito tempo por comida, especialmente quando não vejo razões logísticas para isso acontecer.

 

Se fosse apenas este detalhe o Sushi Factory teria ficado na minha lista de restaurantes preferidos, mas houve mais duas coisas que me fizeram comichão durante o jantar.

 

Primeiro a música. Já é mau quando vamos a um bar e temos de gritar para ser ouvidos por pessoas que estão a menos de meio metro de nós. É inadmíssivel quando isso acontece num restaurante. Ainda por cima num restaurante amplo e de grandes dimensões como é o Sushi Factory.

 

Em segundo o serviço. Sim senhor que fomos bem atendidos, que todos eram muito simpáticos, mas, apesar de achar que independentemente do preço que pagamos o atendimento deve ser impecável, quando a conta é um pouco mais alta também estamos à espera que as falhas sejam muito menores. Uma das pessoas que foi connosco não gostava de fruta no sushi. Após verificar que a primeira travessa vinha com fruta pediu-se que o próximo não tivesse. Que sim tudo bem. E o que é que aconteceu? Ainda veio mais fruta no sushi...Além de nos informarem que os próximos rolos tinham por exemplo abacate e atum, e quando chegavam, o abacate tinha sumido! Ah pois e tal, é que esgotou...

 

São estes pequenos detalhes que não devem acontecer em qualquer restaurante, muito menos num claramente direccionado para um segmento médio/alto. 

 

E já agora, senhores que fazem o menu, por favor retirem imediatamente aquele topping de morango extremamente artificial que me serviram, é que só está lá a fazer barulho gustativo!

 

Se eu voltava ao Sushi Factory? Estando ali pela zona voltava porque no fim de contas o sushi é de bastante boa qualidade, mas dirigir-me lá de prepósito não acredito que fosse!

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Sushi Factory Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

23
Mar18

Escape Game: 0 | Triptofano: 4


Quem acompanha o blog sabe que eu e os Escape Games temos uma relação de amor-ódio.

 

De amor porque adoro o desafio de estar preso num local e num tempo estipulado, ter de encontrar forma de sair, sendo que para isso tenho de colocar o cérebro a trabalhar furiosamente e a obrigar-me a pensar fora da caixa, que é algo extraordinário para quem tem um trabalho menos criativo como o meu.

 

De ódio porque eu não sou uma pessoa calma. Eu gostaria de ser uma pessoa calma mas não o sou. No dia anterior ao jogo ando aos saltinhos excitado a pensar como é que vão ser os desafios, e a quantidade de papel higiénico que gasto aumenta de forma astronómica tal é a sensibilidade com que o meu intestino se apresenta.

No próprio dia, bem, nem vale a pena falar, acho que vai haver uma altura em que terei de injectar uma tintura de valeriana ou similar para poder estar um bocadinho mais relaxado.

 

Como já há muito tempo que não ia a um Escape, ontem eu e o cara-metade, mais um casal amigo, aventurámos-nos no LX Escape.

Tínhamos marcado a Sala Red, mas depois de conversar com a nossa super simpática Game Master acabámos por ir para a Sala Rain, que supostamente é mais difícil. Se era para ser um desafio, então que fosse um desafio à séria.

 

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"A 12 de Novembro de 1940, aos 29 anos, é encontrada morta na casa de banho do club onde actuava. Autoridades da época encerraram o local e levaram a cabo longos interrogatórios, questionando funcionários e clientes. As suspeitas recaíam principalmente em Charles West, o marido desertor que afinal nunca esquecera Sally e a culpava pelo seu próprio fracasso. Mas verdade é que entre colegas invejosas e clientes não correspondidos, Sally somava inimigos. Até o seu padrasto britânico, denunciado por maus tratos num secreto diário, foi interrogado.

No entanto, a investigação acabou por ser encerrada por falta de provas conclusivas. A morte de Sally ficou por explicar até hoje."

 

Spoiler

Spoiler

Spoiler

 

Qual foi a grande e crucial diferença que marcou este jogo?

 

O facto de eu quase ir começando a chorar - sim, eu sei que se calhar sou um bocadinho competitivo demais. Mas é que o que sucedeu foi que no início informaram que tinha de haver um líder de equipa, e sugeriram que este fosse a pessoa com mais experiência, que calhou a ser eu.

 

Então, de uma forma muito amável, a Game Master levou-me primeiramente para dentro da sala, e acorrentou-me um dos pés. Ora quando os meus colegas entraram, apressei-me a pedir-lhes que encontrassem a combinação para me soltarem!

 

Mas e até isso acontecer? Andaram para um lado, para o outro, enfiaram-se em tudo o que era sítio, viram pistas, debateram, ficaram calados, olharam para o chão, para o tecto, e eu ali, sem poder sair do sítio, já quase a ponderar serrar a perna para ir poder ter com eles e ver as coisas com os meus próprios olhos, porque é desesperante querer ir ajudar a equipa e estar ali sem podermos sair do sítio.

 

Porque é que eu ia começando a chorar? Do nervoso claro! E vocês estão a pensar, porra este homem não bate bem da pinha. E pronto, confesso que talvez não bata, mas quinze minutos depois de termos entrado ainda não tínhamos avançado nada, e eu só pensava que ia ficar uma hora preso a um lavatório, o que me levou a gritar e a barafustar um bocadinho com os meus parceiros de equipa, que certamente equacionaram a possibilidade de me enfiarem um trapo na boca para me silenciarem!

 

Fim do Spoiler

Fim do Spoiler

Fim do Spoiler

 

Apesar de todo o nervosismo, gostei deste Escape Game, mas compreendo que possa não agradar a toda a gente. Esta sala (a Rain) não é tão intuitiva, ou seja não é do tipo, abri uma porta, agora vou abrir a que está a seguir, e depois vou abrir a outra que vem depois e por aí adiante. Aqui as coisas estão um bocadinho mais baralhadas, a própria disposição da sala torna a forma de jogar diferente e faz com que o pensamento tenha de ser organizado de uma forma distinta. Mas continua a ser um óptimo jogo, e o mais importante, é que conseguimos sair ainda com uns 17 minutos de sobra, algo que muito me surpreendeu já que pensei que finalmente ia ser vencido por um Escape Game.

 

Continuo imbatível! Será que isto significa que se um dia for parar à prisão também me consigo safar utilizando única e somente uma lima e uma peruca ruiva? 

 

16
Mar18

Ohana by Naz


Um oásis de pacificidade no meio do stress deste mundo empresarial.

 

Se não foram estas as palavras, foi pelo menos esta a mensagem que Naz, a proprietária do Ohana by Naz, quis transmitir quando nos explicou o que tinha idealizado para aquele espaço.

 

Aos domingos, eu e o cara-metade gostamos de ir ao brunch, mas o que se torna complicado é a escolha. Ou os que queremos estão fechados, ou não têm opções que nos façam o estômago estremecer de contentamento ou simplesmente possuem uma relação preço-oferta que nós consideramos desajustada.

 

Foi por um feliz acaso, que demos com a publicação da Time Out, onde a descrição do Ohana nos cativou imediatamente.

 

"Anaisa Rashul (Naz) é portuguesa, viveu em Moçambique, na África do Sul e no Dubai, tirou o curso de nutrição holística em Nova Iorque, trabalha como healthcoach, dá uma perninha na arquitectura de interiores e outra na restauração."

 

É verdade que a comida saudável está na moda, e que muitos gostam de seguir o último grito no que toca a regimes alimentares. Mas comer bem, de uma forma que respeite o nosso organismo, não deveria ser um capricho ditado pela última tendência, mas sim uma prioridade.

 

Não atiro muitas pedras porque tenho metros quadrados de telhados de vidro, e a principal razão para não mudar para melhor é a preguiça, o hábito enraizado, aquele inércia de sair da zona de conforto.

 

O Ohana fica no Parque das Nações, mesmo no centro duma stressante zona empresarial, e se não é um oásis de calma e serenidade, então as ilusões ópticas estão cada vez mais realistas.

 

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O espaço não é muito grande, e a afluência é bastante, mas incrivelmente há uma sensação de paz e conforto que nos invade que muitas vezes não encontramos em locais com o dobro do tamanho e metade dos clientes.

 

Talvez seja por causa da decoração do espaço, da música ambiente, das cores escolhidas para as louças, da simpatia dos colaboradores (é incrível como nos esquecemos que as pessoas conseguem ser realmente simpáticas, parece que já nem é normal isso acontecer) ou uma mistura de todos estes elementos.

 

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 Dizem que um bom líder não ordena, inspira através dos seus próprios actos, e ao conhecer-se Naz entende-se porque é que todos à sua volta parece que caminham em cima de nuvens extra-fofas.

Com uma atenção ao detalhe e à satisfação do cliente fora do normal, a proprietária do Ohana é portadora de uma palpável paixão que transmite para aquele espaço!

 

Mas e a comida?

 

Para satisfazer os estômagos mais exigentes, o buffet está dividido em duas zonas.

Uma mais direccionada para a vertente do pequeno-almoço, onde podemos preparar as nossas tigelas de cereais enriquecidas com fruta fresca, frutos secos e envolvidos em iogurte grego ou, submersos em leite de vaca ou bebida de soja.

Os croissants são uma aposta segura, fresquinhos e deliciosos, podendo e devendo acompanhar as french toasts e as papas de aveia com maçã caramelizada.

 

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A outra secção está mais ligada ao almoço, mas não esperem encontrar carne ou peixe, afinal este é um espaço ovo-lacto-vegetariano.

Quem acha que só fica saciado com uma proteína animal desengane-se.

 

Os ovos com salsicha (vegetariana), o korma de manga, o arroz basmati com sementes de abóbora e o milho tandoori (e que delicioso estava este milho, logo eu que não sou grande apreciador) deixam qualquer um mais que satisfeito.

 

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As bebidas neste brunch são cobradas à parte, e a minha escolha para acompanhar a refeição recaiu num ingrediente muito em voga, a curcuma, Um delicioso sumo Yellow Sun, com pêra, ananás e curcuma, ao qual pedi para adicionarem uma pitada de pimenta-preta (a piperina aumenta a absorção no organismo da curcumina), pedido que me foi aquiescido com um sorriso - são estes detalhes pequenos que fazem uma grande diferença no impacto global da nossa experiência.

 

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Mas quando chegou a altura do café, e o mesmo foi servido, torci o nariz. Estavam a apresentá-lo em copos de plástico, ainda por cima amachucados. Só que o que começou com uma ponta de desconforto metamorfoseou-se numa paixão assolapada. Afinal os copos eram de cerâmica, da Revol, e imitavam um copo amachucado, o que lhes dava imediatamente todo outro charme! (engraçado como é o ser humano, estava chateado por ser um copo amachucado, mas fiquei todo contente quando descobri que era uma imitação intencional!).

 

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Alguns pequenos detalhes a melhorar no brunch. Pessoalmente achei que os ovos tinham um bocadinho de óleo a mais, o Yellow Sun podia ser um bocadinho menos doce e, na zona das frutas frescas, algumas fatias de melão estavam demasiado verdes.

 

Mas se estas pequenas coisas me impediriam de voltar ao Ohana?

Nem pensar!!!

Seria extremamente feliz se pudesse almoçar lá todos os dias, longe do reboliço do mundo exterior.

 

 

Ohana by Naz Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

06
Mar18

Um dos lugares mais icónicos de Lisboa


Lisboa está cheia de segredos, de locais maravilhosos escondidos atrás de fachadas simples, que o comum cidadão apressado não imagina sequer existir.

 

Um desses lugares é a Casa do Alentejo, situada  na Rua das Portas de Santo Antão. Foi neste local que, depois de um espectáculo de improvisação de que vos falei aqui, foi-me oferecida a possibilidade de jantar.

 

Alguns anos atrás, ainda estava eu na faculdade, visitei a Casa do Alentejo, e a imagem que me ficou na memória era a  de um local grandioso, deslumbrante, que enchia os olhos e a alma.

 

E fiquei admirado por essa recordação continuar tão correcta - às vezes quando somos mais novos deslumbramos-nos com maior facilidade. O espaço é magnífico, ostensivo, surpreendente, invadindo-nos o campo visual de uma forma pacificamente inquietante.

 

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Esta foto é da saída - quero que, se puderem, vejam pela primeira vez a entrada com os vossos olhos, de forma ao "choque" ser mais genuíno! :)

 

 

Maravilhoso também foi o salão para onde fui encaminhado para jantar. Se a alguma altura me tivessem dito que afinal era um engano, que ali seria celebrado um casamento ou baptizado e não o meu jantar, eu não estranharia, tal era a sumptuosidade do espaço.

 

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Só que, por mais que os olhos comam, a barriga também necessita de ser apaziguada. E eu sabia que nos jantares oferecidos em grande escala pelos laboratórios da indústria farmacêutica existe um grande desafio, manter a qualidade inerente ao espaço mas tendo em conta o orçamento do laboratório que requisitou o serviço.

 

A sopa e a sobremesa estavam normais, sem grandes surpresas. Um creme de legumes e uma espécie de leite creme com tiramisú, bem confeccionados mas banais, nada que não conseguisse fazer facilmente em casa.

 

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Mas o que me deixou rendido, aquilo que recebeu uma estrela dourada, foi a perna de pato confitada com legumes e cogumelos. Simplesmente deliciosa, com a carne a separar-se facilmente do osso, bem cozinhada, sem aquela sensação de estarmos a mastigar borracha que tantas vezes acontece noutros locais.

 

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Quanto ao serviço, nada de excepcional a apontar, a não ser que deve ser a minha sina ser sempre esquecido na altura de servirem o vinho. Eu compreendo que a etiqueta diz que se devem servir primeiro as senhoras, mas quando se acaba de o fazer, convinha voltar ao primeiro cavalheiro sem vinho no seu copo antes de se desandar para outra mesa. É que uma pessoa quer ser elegante e depois tem de estar de braço no ar a gesticular furiosamente (enquanto reza para que o desodorizante ainda esteja a fazer efeito) para que lhe venham despejar no copo um pouco de néctar dos deuses!

 

 

Casa do Alentejo Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

09
Fev18

Há Patos em Lisboa


Se perguntarem a um Lisboeta (ou mesmo a alguém de fora) qual é o pássaro mais abundante na capital, a resposta vai ser o Pombo.

 

Alguns, talvez traumatizados por um encontro em primeiro grau aquando a ingestão de batatas fritas de uma cadeia de fast food, irão dizer que o número de Gaivotas também está a aumentar exponencialmente.

 

Porém há outra espécie de ave que está a reinvindicar o seu espaço em Lisboa, o Pato! E não, não se trata de uma questão de emigração descontrolada que tenha passado pelas barbas do SEF, nem uma reprodução colossal dos patos da Gulbenkian.

 

Os patos que estão a tomar conta da cidade são de plástico, não necessitam de quantidades industriais de pão e podem coabitar tranquilamente connosco na banheira.

 

É da Lisbon Duck Store que saem os patos que estão a conquistar a cidade, mais os estrangeiros que os locais infelizmente, mas em suficiente número para a loja estar aberta e dar-se ao luxo de só vender os patudos.

 

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Grandes, pequenos ou em miniatura, há patos para todos os gostos. Entrar na loja é um voltar à infância, sendo que a disposição da loja, a luz e o efeito visual dos patos faz a certa altura pensar que estamos numa loja de doces, e que nos apetece dar uma trinca em cada uma das aves sorridentes.

 

Com um sorriso do tamanho do mundo foi como fui recebido na Lisbon Duck Store, onde conversei alegremente sobre a minha vontade de levar metade do stock para casa, enquanto me mostravam as novidades recém-chegadas, o Pato Ronaldo, o Pato Selfie, os Patos inspirados no Star Wars, e os Patos Unicórnios, os campeões de vendas.

 

Comprei um Pato Chef para dar ao cara-metade como forma de o congratular por ter terminado o curso - na realidade hoje é o último exame, mas eu quando compro prendas não me consigo controlar e tenho de as dar logo - e a reacção dele não podia ter sido melhor.

 

Agora qualquer dia volto à loja para comprar um Pato Farmacêutico, afinal os patos nasceram para viver em bandos!

 

05
Fev18

A melhor sopa que alguma vez comi


Lisboa está na moda. Na realidade Portugal está na moda.

 

E graças a este estatuto recém-adquirido de país celebridade a oferta gastronómica mais que duplicou. Em cada espaço livre multiplicam-se os restaurantes, as estrelas Michelin reproduzem-se, há cada vez mais Chefs de renome e o termo cozinha de autor passou a estar na boca de todos.

 

Comer já é muito mais do que a satisfação de uma necessidade básica. É uma experiência, e todos andamos à procura daquela refeição que nos vai ficar na memória durante meses a fio, quiçá anos.

 

Nos restaurantes os pratos apresentados cada vez tem elementos de complexidade maior.

Espumas, esferas, fumos, truques de ilusionismo, cozinha molecular, sous-vide, fusões culturais, minimalismos maximizados no sabor, tudo vale para atrair e impressionar os clientes. 

 

O que acaba por criar um fosso similar ao que existe no Brasil entre as classes sociais; há os restaurantes de topo onde facilmente deixamos numa noite meio salário mínimo, e os mais simples e carteira-friendly que são classificados como espaços para enganar a fome, e onde ninguém espera nenhuma iguaria digna de recordação.

 

Mas fazer generalizações é perigoso, e prova disso foi que a melhor sopa que alguma vez comi na vida foi num restaurante que não aparece em guias especializados nem é taggado em múltiplas fotos no Instagram.

 

O Restaurante de Aplicação da Escola Profissional Alda Brandão de Vasconcelos no Hotel Sarrazola House é um local despretensioso, simples mas acolhedor, onde alunos do décimo ao décimo segundo ano de diversos cursos profissionais colocam em prática os conhecimentos adquiridos nas aulas.

 

Todas as terças e quintas-feiras servem almoços, mas na primeira sexta-feira de cada mês há um jantar temático.

 

Entre amigos deliciei-me com vários pratos carregados da identidade cultural argentina, num regime buffet.

 

No meu prato desfilaram empanadas tucumanas, locro de galinha (um prato tipicamente comido no 25 de Maio), chipá de provolone com tomate confitado, choripán com compota de cebola roxa e aioli, pionono, alfajor (uma bolacha recheada com doce de leite) e pastafrola (uma tarte de marmelada), tudo acompanhado com um aromático chá de erva mate, tão típico daquela região.

 

Mas o melhor foi a sopa. A Sopa de Puchero não é apenas uma sopa, é uma refeição completa por si só. Com uma base de legumes, é enriquecida com pernil, morcela e acelga, sendo acompanhada por maçaroca de milho grelhada.

 

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E não fui apenas eu que me rendi aos sabores de um prato que costuma ser catalogado como desinteressante - quantos de nós não torcem o nariz quando alguém sugere uma entrada de sopa num restaurante?

 

Os meus amigos adoraram, sorvendo cada gota até ao final. Uma delas, genuína não-apreciadora de morcela, não cabia em si de espanto pelo facto de tal enchido lhe saber pela vida. Até a bebé que nos acompanhava largou um grande sorriso ao provar meia colher de tamanha iguaria.

 

Diz o Chef que o segredo é o facto da água que se usa na confecção do prato ser a mesma da cozedura das carnes, o que enriquece o prato em termos de deslumbramento do palato.

 

Para mim o amor e a dedicação também devem ter um papel fulcral no resultado final.

 

Mas o mais importante é descobrir que as maiores surpresas podem vir dos locais menos esperados, e que as melhores experiências não necessitam obrigatoriamente de ser as mais publicitadas.

Sarrazola House Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

13
Dez17

O restaurante mais exclusivo de Lisboa


Faz hoje exactamente uma semana que tive o privilégio de ir almoçar ao restaurante mais exclusivo de Lisboa.

 

Um espaço tão privativo que apenas serve, para um máximo de 30 pessoas, almoço às quartas-feiras.

 

Devem estar a pensar que um local que se dá ao luxo de ter este horário deve cobrar uma fortuna por refeição, de forma a poder ter lucro. Mas e se eu vos disser que por um aperitivo, um copo de vinho, água à descrição, 5 pratos (sim leram bem, 5!) e ainda um pãozinho para molhar no azeite paguei somente 15 euros?

 

O segredo é que este local é um restaurante de aplicação pertencente à Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa. E conseguir uma vaga para lá almoçar é uma tarefa quase hercúlea.

 

Felizmente para mim, o cara-metade convidou-me a mim e à queridíssima Fátima Bento para experimentarmos o espaço, já que miraculosamente tinha conseguido arranjar duas vagas. E vocês perguntam, então o rapaz consegue dois lugares e eu vou com a Fátima em vez de ir com ele?

 

É que ele também esteve lá, só que foi a cozinhar!

 

E o que é que comemos nós? Deixo-vos aqui as magníficas fotos tiradas pela Fátima para vos aguçar o apetite.

 

Feno, Pedras e Mar

 

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Ostras fumadas no feno, com flan de couve-flor, mignonette e salada de agrião

 

 

Vieira da Silva 

 

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Soufflé de vieira, cracker de camarão, óleo de aipo, puré de beterraba, espuma de cenoura, puré de cherovia e floretes de bróculos
 
 
 
Imperador da Bolívia
 

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Imperador grelhado com romesco de amendoim, barrigoule de beringela, espinafres salteados, cogumelos e servido com pão de mostarda
 
 
 
Sinaloa, França
 

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Carré de borrego com o seu jus, nougatine, taco de borrego, salsa borracha, batata duchese e molejas
 
 
 
Sol de Inverno
 

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Blinis de chocolate, gelado de marmelo, dióspiro com maple, caramelo de maracujá e madalenas

 

 

Depois de vos ter deixado com água na boca agora a minha opinião honesta sobre a refeição.

 

 

A comida estava fantástica, muito bem confeccionada, irrepreensível. O peixe por exemplo estava cozinhado na perfeição, separava-se em lascas gulosas mantendo os seus sucos internos o que era um verdadeiro regalo para o palato.

 

Houve alguns percalços da minha parte e da Fátima durante a degustação, que eu atribuo ao facto do Madeira que nos serviram como aperitivo estar bem atestado, como termos ficado os dois a olhar para o carré de borrego sem perceber como é que aquilo se come (somos pessoas pobres que não sabem que este alimento pode ser consumido usando-se as mãos) e não termos estranhado não nos terem dado uma colherzinha para comermos o soufflé (então uma pessoa está num restaurante todo xpto, se nos dão garfo e faca para comer o soufflé nós vamos acreditar piamente que é assim que se come!), além da minha figura a comer ostras poder ser classificada de tudo menos de elegante.

 

Pessoalmente, o prato que eu mais gostei foi o Vieira da Silva, e não, não foi por ter sido o cara metade a confeccioná-lo.

 

Coisas que eu melhorava. A experiência em si. Primeiro havia algumas diferenças no empratamento e no tamanho das porções dos meus pratos e dos da Fátima. E quando estamos num restaurante de topo é obrigatório haver homogeneidade, não vá uma pessoa pensar que está a ser mais bem servida do que a outra.

 

Em segundo, e mais importante que tudo, o envolvimento do cliente na história de cada prato. Além de ter sentido algum nervosismo em quem nos serviu (apesar de ser compreensível visto ser um restaurante de aplicação) fiquei decepcionado por alguns dos pratos terem sido colocados na mesa sem uma descrição, por mais elementar que fosse, dos mesmos.

 

Mas claro que eu esperava mais que uma descrição elementar. Com nomes tão sugestivos, a minha expectativa era que fosse contada uma pequena história sobre a ideia por detrás do prato e como ela se traduzia na sua conceptualização alimentar. Porque tão importante como a comida, é a viagem que nós fazemos antes, durante e depois da sua ingestão. De outra forma, por mais saborosa que seja, vai apenas ser comida, e infelizmente vai acabar por não nos marcar como deveria.

 

Agora se eu voltava a este restaurante? Podem apostar que sim. Todas as semanas. Mas perguntava primeiro ao cara-metade como é que se comia cada prato para não passar vergonhas!

 

 

Restaurante de Aplicação Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

01
Nov17

Ver Lisboa Antes e Depois


Ultimamente, para deleite dos locais e dos turistas, Lisboa tem vindo a ser contemplada com a criação de novos miradouros, a partir dos quais, como a palavra indica, podemos observar esta cidade incrível e os seus (não menos deliciosos) arredores.

 

Apesar de há anos ouvir falar do miradouro do antigo restaurante panorâmico de Monsanto, nunca lá tinha ido.

Para tal não ajudaram as histórias de uma amiga, que ao aventurar-se há uns anos atrás, por uma falha na vedação que todos usavam para visitar o espaço, foi surpreendida pela polícia, que amigavelmente não lhe passou uma multa por trespasse de propriedade privada.

 

Já diz o ditado, quem tem cu tem medo, e o meu medo de ser apanhado pela polícia é proporcionalmente inverso ao tamanho do meu rabiosque - podem tirar as vossas conclusões.

 

Agora com o espaço aberto ao público, depois de terem sido criadas as condições de segurança necessárias para que ninguém mais deslumbrado com o cenário se esbardalhasse todo, fui visitar o miradouro.

A vista é fantástica. e podemos acompanhar a visualização de 360º da cidade com os azulejos representativos da mesma datados de 1966. Algumas coisas mudaram, cresceram umas árvores onde antes não haviam, mais uns prédios aqui, outros acolá, mas o essencial mantem-se.

 

Porém, o que mais me fascinou nesta visita, foi o espaço em si. O restaurante panorâmico de Monsanto, há cinquenta anos atrás devia ser algo assim de deslumbrante. Com a sua fachada, as grandes escadas, os salões amplos, não é difícil imaginarmos um tempo onde ricos e famosos, vestidos de forma irrepreensível, jantavam num local que se equiparava ao também faustoso Hotel Ritz de Lisboa, ou outros que da delicadeza faziam o seu cartão de visita.

 

Infelizmente muitos anos de abandono fizeram com que o espaço perdesse algum do seu charme, e a arte urbana, apesar de quando não é apenas uma data de riscos e letras ser verdadeiramente arte, merecia ter um espaço próprio, e não invadir um local que deveria ter sido melhor preservado pela câmara de Lisboa.

 

Se ainda não o visitaram, quando tiverem a oportunidade vão até lá. Respirem um pouco de ar puro e deliciem-se com o facto das hordas de turistas ainda não conhecerem este espaço - por enquanto!

 

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