Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

19
Ago18

O Quintal


Há muitos anos atrás ir jantar na Amadora era sinónimo de ir comer um hambúrguer no centro comercial Babilónia e acender uma vela a pedir a protecção divina para voltarmos para casa com todas as peças de roupa no nosso corpo.

 

Pronto, confesso que posso estar ligeiramente a exagerar, mas há uns 15 anos atrás o panorama da cidade era completamente diferente daquele que encontramos hoje, apesar de ainda haver muito caminho para ser feito.

 

Agora é com satisfação que vejo que começam a aparecer restaurantes com qualidade que tem a capacidade de fazer as pessoas sair do centro de Lisboa e rumar a zonas mais periféricas.

E depois  é uma bola de neve.

Quanto mais pessoas começarem a visitar zonas consideradas menos nobres mais estabelecimentos vão abrir para aproveitar o boom de visitantes, e mais estabelecimentos significa ainda mais pessoas.

 

O Quintal é um dos restaurantes que faz com que a Amadora esteja na boca do povo, e tem boas razões para isso.

 

Quando se chega tem que se bater à porta, mas não de uma forma desconfortável, como quando queremos sair à noite e não sabemos se o porteiro nos vai deixar entrar, é mais como se estivéssemos a chegar a casa de uns amigos de longa data.

 

Ao entrar-se somos atingidos a alta velocidade com toda a surpresa.

 

Primeiro uma antecâmara que é uma autêntica sala de visitas, onde nos sentamos a aguardar um pouco que nos levem à mesa.

Depois, atravessado um pequeno corredor, chega-se à sala de jantar, um local espaçoso com todas as paredes de um tom cinzento que nos fazem questionar se o edifício ainda está em construção, exceptuando uma, pintalgada de enésimos tons, como se um adulto com uma crise de diabetes a tivesse atacado em vez de pintado. Cada cadeira é da sua nação, o que corrobora o sentimento de que estamos num local familiar onde podemos ser nós mesmos.

 

A refeição começou com uma manteiga aromatizada com coentros e um toque de endro, que foi gulosamente espalhada pelas diversas variedades de pão que se encontravam na mesa. Havia outras pequenas entradas que apesar de terem bom aspecto não foram provadas.

 

Agora confesso-vos, se eu soubesse que as moelas que pedi para entrada eram assim tão fantásticas tinha racionado melhor o pão, porque depois de as devorar todas sobrou-me tanto molho e nada para molhar nele.

Perdi a vergonha (que já não é muita) e toca de besuntar o dedo - vale a pena!

 

Para a mesa também vieram uns estaladiços de alheira com grelos e molho agridoce, que mal vi no menu tive bastante curiosidade em experimentar.

 

Foi um mix-feeling. Por um lado a massa estava irrepreensível, e o toque do agridoce nos lábios transportava-nos para um ambiente asiático para rapidamente voltarmos para terras lusas com o sabor da pasta de alheira e grelos. Por outro, tive pena que o rácio massa:recheio estivesse algo desequilibrado. Tinha gostado de ver menos massa e mais recheio, de forma a harmonizar a experiência.

 

Nos pratos principais a minha escolha recaiu para uns bem confeccionados lagartinhos com batata frita caseira acompanhada de uma maionese de alho, enquanto que o cara-metade cravou o dente numas saborosas (mas ligeiramente frias) costeletas de borrego com esparregado.

 

Para a sobremesa (e tenho aqui já a dizer que achei que o valor desta estava um bocadinho upa upa puxadote) trouxeram-nos à mesa todas as opções para que os olhos pudessem comer antes do estômago.

 

Decidimos dividir uma banoffee, e não foi mau, mas também não foi memorável.

 

Percebo que possam ter tentado criar a base da banoffee com um crumble mas no meu gosto estava um bocadinho duro demais para ser agradável além de ter sentido falta de mais banana fresca - uma rodelinha no topo não alegrou o meu dia.

 

O atendimento no Quintal foi fantástico, muito simpático e prestável, apesar de achar que talvez quando estamos a lutar contra uma costeleta de borrego mordendo-a furiosamente não seja a melhor altura para perguntar se já terminámos, mas pronto, isto sou eu a ser comichoso!

 

Se vale a pena visitar o Quintal?

 

Vale sim senhor. Pela surpresa que o espaço nos transmite, pela qualidade da comida e pela simpatia do atendimento. Há pequenos detalhes a melhorar é certo, mas quando saímos porta fora a sensação que fica é que foi tempo e dinheiro bem empregue!

 

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

 

O Quintal Amadora

 

 

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

 

O Quintal Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

16
Ago18

Santorini - Um restaurante Grego em Terras Lisboetas


Nos meus tempos de universidade tive a possibilidade de ir fazer a minha tese de mestrado em regime Erasmus, o que me permitiu fazer as malas e passar três meses num país estrangeiro.

 

O meu destino foi a Grécia e confesso que em parte a escolha foi devida ao sucesso colossal que o Mamma Mia tinha tido recentemente.

 

Imaginava-me livre e contente a dar saltinhos montes abaixo enquanto cantava a plenos pulmões o Dancing Queen e a viver um tórrido romance de verão.

 

A realidade mostrou-se ligeiramente diferente, visto que havia montes mas da minha parte não saiu nenhuma cantoria mas sim litros de suor e muitas palavras censuradas, e o mais perto que tive de viver um romance de verão foi uma série de encontros com um moço que tinha uma mão de manequim exposta na entrada de casa e que me fez temer pela minha vida.

 

Porém, apesar das minhas expectativas de fazer parte de um musical da vida real terem sido defraudadas, a vida na Grécia trouxe-me coisas maravilhosas, entre elas a comida.

E por ter comido tão bem por terras helénicas é que quando voltei a Portugal me recusei a procurar restaurantes gregos, porque algo me dizia que ia ficar desiludido.

 

Tamanha abstinência durou quase 10 anos, até que decidi enfrentar os meus medos e visitar o Santorini Coffee em Arroios.

 

Quando se entra percebe-se que o nome do espaço não podia ser mais apropriado, a decoração em azul e branco faz lembrar a ilha de Santorini, e para criar um ambiente mais envolvente a música de fundo é grega! (pelo menos eu ia jurar que era grega, mas o barulho das mesas ao lado não me permitiu tiras as dúvidas utilizando o shazam)

 

Para entradas pedimos umas azeitonas Kalamata (que se distinguem pela seu tamanho, cor negra e textura suave) temperadas na perfeição, uns deliciosos pastéis de arroz enrolados em folha de videira chamados Dolmadakia e o ponto alto da nossa refeição, um Feta Tiganiti, que é nada mais nada menos que uma fatia de Feta panada com ovo e sementes de sésamo, frita, e com uma cobertura de mel. 

 

Uma dica de amigo, se pedirem esta pequena maravilha, no fim, não tenham vergonhas e passem o dedo pelo prato para lamberem o mel que lá fica. É simplesmente de outro mundo.

 

Os pratos principais que vieram para a mesa foram a Moussaka grega, muito bem feita e repleta de sabor, e um prato de Gyros à moda de Creta, que é uma versão ligeiramente diferente daquela que se encontra por exemplo em Atenas mas que não lhe fica nada atrás. No Gyros o pão pita estava crocante, indiciando frescura, e a carne tinha todos os temperos certos!

 

Para terminar a refeição veio para a mesa um Galaktoboureko para partilhar, uma sobremesa que nos deixa a língua toda enrolada só de tentarmos pronunciar o seu nome, que é basicamente uma torta de leite com massa folhada, mas com um custard tão espesso que se torna complicado comê-la sozinha, já que não é uma sobremesa leve mas sim densa e pesada (mas muito saborosa!).

 

Além da comida deliciosa que se encontra no pequeno Santorini Coffee (recomendo reservarem uma mesa para terem a certeza que encontram lugar) também o atendimento merece destaque.

Simpático, rápido, prestável, eficiente, verdadeiramente de se lhe tirar o chapéu.

 

Nem o quadro eléctrico a disparar um par de vezes, ou os pingos do ar condicionado ou o ligeiro cheiro a fritos que nos ficou na roupa no fim da refeição foram suficientes para ficarmos com má impressão do local.

 

A comida e o atendimento são tão bons que tudo o resto se perdoa. É realmente o efeito Hallo no seu potencial máximo!

 

 

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

 

 

 

Santorini Coffee Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

01
Ago18

Longe da Vista Longe do Coração


Quantas vezes é que já ouviram a história de alguém que foi a um casamento e encheu o bandulho de marisco e no dia a seguir estava hospitalizado por causa de uma intoxicação alimentar?

 

Infelizmente para todos os amantes destas iguarias marinhas, o marisco é extremamente sensível e acarreta riscos de contaminação microbiana muito mais elevados que outros alimentos. Por isso é que é tão importante a sua correcta conservação de forma a não causar danos no sistema gastro-intestinal de quem os ingere.

 

Mas não, este post não é uma aula de microbiologia.

 

Imaginem que vão a uma marisqueira na Ericeira, simpática, bom ambiente, espaço agradável e com um staff profissional e disposto a ajudar.

 

Que pedem uma mariscada, muito bem servida, com percebes, camarões, sapateira recheada, búzios, caranguejos, ostras, enfim tudo o que vocês merecem.

 

E que o marisco está fresquinho, delicioso, e vocês passam uma boa hora entretidos a partir cascas com o martelo e a rezar que nenhuma seja projectada em direcção à mesa do lado e cegue uma pobre pessoa incauta.

E que para acompanhar são trazidos cestos de pão torrado que de tão bom que são que quase se esquecem que ainda tem meia mariscada para devorar.

 

Imaginem que no fim de tudo, estão vocês super satisfeitos e contentes com o restaurante mas a pensar que precisam de ir caminhar meia hora para fazer a digestão, enquanto esperam para receber a vossa factura, um empregado chega com os restos da mariscada de outra mesa.

 

E para vosso espanto pega nos camarões que restaram espetados no limão e os coloca numa travessa de alumínio.

 

O que é que vocês pensariam?

 

A) O serviço é tão fantástico que em vez de irem directamente para o lixo colocam os camarões primeiro numa travessa e depois sim no lixo.

 

B)  Acabaram-se as caixinhas para colocar sobras e vão entregar assim ao cliente para ele levar para casa.

 

C)  Vão voltar a usar os camarões noutra mariscada

 

D)  Como existe creme de marisco no menu os camarões resgatados vão ter uma nova vida na forma de creme

 

É incrível como uma excelente refeição na Marisqueira Ribas na Ericeira (terra dos ouriços e dos surfistas jeitosos) consegue ficar manchada por um pequeno detalhe que supostamente nunca devia ter sido visto por um cliente.

 

A verdade é que não sei o que aconteceu aos camarões, mas o problema é essa incerteza, porque da forma como a situação se procedeu tudo me leva a crer que foram aproveitados para o creme de marisco.

 

Não é que eu pense que os outros clientes andaram a lambê-los ou coisa do género, é simplesmente porque é muito fácil o marisco degradar-se e depois as intoxicações alimentares acontecem e as pessoas ficam admiradas porque é que aconteceu!!

 

Como diz o ditado, longe da vista longe do coração. E se eu não tivesse visto tinha saído com um sorriso no rosto. Assim tenho muita pena mas a dúvida não me deixa voltar com tranquilidade à Marisqueira Ribas. Pelo menos enquanto me lembrar do sucedido.

 

Marisqueira Ribas

Marisqueira Ribas

Marisqueira Ribas

Marisqueira Ribas

 

 

Marisqueira Ribas Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

30
Jul18

Onde há fumo há fogo!


Na passada sexta-feira uma amiga minha perguntou-me se não queria ir jantar com ela e mais dois amigos.

 

Respondi que sim, obviamente, e quando ela me perguntou se eu conhecia algum restaurante na zona do Príncipe Real imediatamente começaram a desfilar à frente dos meus olhos uma gigantesca lista de possibilidades.

 

Porém, quando ela me informou que os amigos eram da Polónia e da Arménia e que era simpático darmos-lhe a conhecer a comida típica portuguesa a minha lista de restaurantes diminuiu a olhos vistos.

 

E no momento em que me deu o orçamento aceitável por refeição vi o caso muito mal parado.

 

Felizmente, com a ajuda do Zomato conseguimos descobrir o Trivial, um restaurante de comida portuguesa no Príncipe Real com um preço bastante aceitável.

 

O único problema era o facto de muitas das críticas ao local terem um denominador comum - a antipatia de uma das funcionárias.

 

Optimista como eu sou pensei que as outras pessoas é que deviam ser muito picuinhas e provavelmente a senhora era assim um amor em forma de gente.

 

Só que não!

 

Extremamente simpática com os clientes da casa isso tenho de dar a mão à palmatória, mas com os novos já não posso dizer o mesmo.

 

Bem sei que nem todos somos obrigados a andar com os dentes à mostra, mas as pessoas esquecem-se que os clientes conseguem perceber quando quem os serve está a fazer um frete e preferia estar a dormir em casa do que a atender pessoas.

Além de que certas respostas em tom altivo/de superioridade quando um cliente pede algo também não são bem digeridas, mesmo que não tenhamos sido nós os alvos da resposta.

 

Se tivesse sido só isto a fazer-me comichão bem, tinha sido desagradável mas tolerável, só que não foi.

 

O Trivial é parceiro Zomato Gold, o que significa que teoricamente teria direito a um prato grátis.

 

Teoricamente - porque na prática não foi tão fácil.

 

Percebi logo que as coisas não iam correr suavemente quando pouco depois de me sentar informei um outro empregado (este muito simpático e profissional, não tenho nada a apontar ao senhor) que tinha o Zomato Gold e pretendia usá-lo.

 

A resposta foi que pronto, que me deixavam visto já estar sentado, mas que o que é correcto é fazer-se a reserva quando se está na rua.

 

Juro que voltei a ler as directrizes de funcionamento do Zomato Gold e em lado nenhum diz que tenho de fazer a reserva antes de estar no restaurante, apenas que tenho que mostrar a aplicação antes de fazer o pedido.

Quando me disseram que tinha também que escrever o meu nome ao fazer a reserva percebi que deviam estar a fazer confusão com outra app e não insisti.

 

O pior foi quando chegou a conta.

 

Como meu costume, verifiquei a dita cuja.

 

Prato de oferta? Nem vê-lo.

 

Respirei fundo e pensei para mim mesmo, calma que um engano pode acontecer a toda a gente.

 

Expliquei a situação e sim senhor pediram-me desculpa, que tinha sido um lapso.

Momentos depois trazem-me a nova conta, e adivinhem, não tinha nenhum prato de oferta novamente!

 

Em vez de ter sido retirado o prato foi feito um extraordinário desconto de 0.56 euros.

 

Nesta altura já estava a começar a ferver, porque sentia que estava a ser tomado como idiota. Ainda mais com essa impressão fiquei quando demoraram quase dez minutos a responder aos meus chamamentos para esclarecer a situação.

 

No fim lá voltou o pedido de desculpas e à terceira foi de vez.

 

O mais triste nesta situação é que até se come bastante bem no Trivial.

 

A sangria de vinho branco tinha o equilíbrio correcto em termos de sabor, estando muito saborosa mas sem ser um pote de açúcar.

 

Os peixinhos da horta eram fenomenais, com um polme fino e delicado, e os ovos mexidos com farinheira também estavam muito bons, apesar de ter achado que tinham um pouquinho a mais de gordura do que seria ideal.

 

A minha empada de aves acompanhada com salada verde estava irrepreensível, com um bom equilíbrio entre a textura da massa e a riqueza e a generosidade do recheio.

A minha amiga comeu os lombinhos de porco com mel e coentros e puré de maçã e ficou muito satisfeita com o seu prato.

Da parte dos convivas estrangeiros ouviram-se muitas interjeições de apreciação, tanto pelo polvo como pelos bifinhos de porco com gengibre (apesar do sabor do gengibre estar um pouco tímido, podia ser mais forte).

 

Resumindo, o Trivial é um restaurante bonito, cuidado, onde se pode fumar mas no qual muito honestamente não me senti de todo incomodado pelo fumo alheio, e que serve boas refeições.

 

Por isso se forem pessoas que não ficam afectadas com atendimentos a roçar o arrogante com toques de desprezo o Trivial é uma boa escolha, sobretudo se tiverem amigos estrangeiros. Eu garantidamente não volto lá!

 

Trivial

Trivial

Trivial

Trivial

Trivial

Trivial

Trivial

 

 

 

Trivial Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

26
Jul18

Wok Ninja e a Procura dos 3 B's


Um dos meus grandes objectivos enquanto aspirante a foodie profissional é encontrar o maior número de restaurantes de sushi em Lisboa que cumpra os três B's.

 

Bom, barato e com buffet.

 

Como verdadeiro aspirador humano de sushi que eu sou é crucial que haja buffet e a preços acessíveis, de forma a não ficar financeiramente traumatizado, mas também ambiciono encontrar boa qualidade. Sei que é difícil, mas não impossível encontrar esta combinação.

 

Foi com esperança de me deparar com os três B's que visitei o Wok Ninja em Telheiras.

 

E sim é verdade que é buffet. Sim é verdade que é barato. Mas bom, pronto, não é que fosse mau, mas também não era assim maravilhoso, digamos que escapava.

 

Mas comecemos pelo início.

 

O Wok Ninja é um restaurante asiático onde além do sushi podemos encontrar comida chinesa e que também possui teppanyaki, mais conhecido como chapa quente, que é algo que eu simplesmente adoro.

 

O teppanyaki deste restaurante é algo especial, porque tem a capacidade de nos surpreender.

 

Nós colocamos camarão e cogumelos para serem cozinhados na chapa e quando nos devolvem metade dos cogumelos transformaram-se miraculosamente em brócolos.

Algo aborrecido para quem não gosta de verduras mas para mim, que como tudo o que me aparece à frente, foi um detalhe mais divertido do que negativo.

Os pratos são identificados por umas pequenas molas que possuem o número da mesa onde nos sentamos, por isso teoricamente não deveria haver trocas, o que me leva a pensar que o problema é mesmo na altura da confecção.

 

A oferta chinesa é simples mas saborosa e bem confeccionada. O crepe chinês que comi estava estaladiço e com um recheio muito rico. Também estaladiças estavam as batatas fritas, que infelizmente não consigo não deixar de devorar quando as vejo - a maior desilusão que me podem dar é haver batatas fritas e estarem moles e sem graça, mas não foi o caso!

 

O sushi, bem o sushi não posso dizer que era mau porque não era. Mas também não é aquele sushi de qualidade que já encontrei em outros restaurantes.

E atenção que não estou a fazer comparações com restaurantes com preços quatro a cinco vezes mais elevados, mas com locais onde o valor médio de refeição é idêntico.

 

Havia variedade de sushi, mas os níveis de criatividade eram assustadores. Sushi com mostarda? Ou decorados com aquelas bolinhas coloridas de açúcar que se colocam nos cupcakes? Uma coisa é pensar-se de forma diferente, outra é ser-se esquizofrénico.

 

Em termos de técnica fiquei muito desapontado com o corte de alguns rolos que deram origem a peças tão finas que destruíam a experiência de as comer.

 

Também os temakis mereciam mais carinho na sua elaboração. O primeiro que comi tinha grandes falhas em termos de recheio, sendo quase apenas alga e arroz. O segundo, era um mini temaki, algo que nunca tinha visto, que se encontrava exposto numa travessa cheia de alface que cobria todos os exemplares (no mínimo estranho...).

 

As sobremesas são simples, típicas deste género de restaurante, com fruta, bolos e os famosos pudins chineses e gelatinas.

 

Nota positiva para o espaço, amplo, iluminado, com uma decoração simples mas bonita, e com um staff muito simpático e prestável.

 

Em resumo, para quem quer comer bastante e pagar pouco e não é muito exigente no que toca à qualidade do sushi o Wok Ninja é uma opção a ter em conta!

 

Wok Ninja

Wok Ninja

 

Wok Ninja

Wok Ninja

Wok Ninja

Wok Ninja

Wok Ninja

 

 

Wok Ninja Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

25
Jul18

Peixe é na SelFish


Se me perguntassem se existiam estigmas no mundo da restauração a minha resposta era claro que sim.

E o maior de todos, para mim, é o facto de se considerar que um restaurante que esteja num centro comercial vai ter uma qualidade de serviço menor, o que não é de todo verdade.

 

Talvez para se afastar dessa ideia negativa é que o SelFish, restaurante onde o peixe é rei e senhor, abriu a sua primeira loja de rua, na Rua Braamcamp em Lisboa.

 

Um espaço grande - que apesar de ter sido inaugurado há alguns meses ainda cheira a novo - com esplanada, piso inferior e superior, sendo que o superior tem uma grande ecrã perfeito para passar tardes a ver desporto ou outro programa de eleição.

 

A decoração com temas marinhos, como seria de esperar de um restaurante de peixe, proporciona ao espaço uma vibração muito singular mas que lhe assenta como uma luva.

 

A minha experiência no SelFish foi muito positiva - o atendimento e a prestabilidade dos empregados foi excepcional, e isso é algo de extrema importância para uma pessoa sair satisfeita de um restaurante.

 

E a comida?

 

Para começar o pão era óptimo.

Pode parecer tonto mas quantas vezes é que não foram pequenos detalhes que deitaram abaixo grandes refeições?

Entre uma pessoa pedir e o prato chegar é necessário aconchegar o estômago com algo, e o que há de melhor que comer doses industriais de glúten no formato de pequenos pães extremamente saborosos?

 

Para entrada deitei o dente a um ceviche de camarão e a um de salmão.

O de camarão estava fantástico, com belíssimas notas acídicas que lhe conferiam uma frescura muito desejada. O de salmão, apesar de bem confeccionado, tinha um sabor muito plano, faltando-lhe algo de diferenciador - o leche de trigre necessitava de um punch cítrico - além de que o uso de pedaços muito grandes de salmão tornou o consumo do mesmo um pouco mais difícil.

 

Se a entrada tinha deixado algumas reticências acerca do resto da experiência, o prato principal veio dissipá-las todas.

 

Estava fenomenal.

 

O lombo de atum braseado era divino, com um incrível molho vinagrete de sésamo. A acompanhar uma quantidade astronomicamente deliciosa de legumes no forno e um saboroso puré de açafrão.

 

O timbale de cavala era muito rico em sabores, e tinha aquilo que eu adoro num prato, a combinação de diferentes texturas. Numa mesma garfada conseguimos sentir a riqueza da cavala, o crocante da broa, a cremosidade do puré de batata doce e a humidade dos espinafres salteados.

Simplesmente de fazer água na boca.

 

Algo que também não posso deixar de referir era a qualidade das bebidas.

O sumo de abacaxi, gengibre e manjericão é uma aposta ganha, e a limonada, bem, sabem quando pedem uma limonada e torcem o nariz porque ela está demasiado doce ou demasiado ácida ou simplesmente não é sequer limonada? A limonada do SelFish devia receber um prémio de melhor limonada de Lisboa e arredores de tão boa que era.

 

Pena foi a sobremesa que me deixou desapontado.

Não é que estivesse má de sabor mas eu pedi um Tiramisu e o que me serviram não foi um Tiramisu. O sabor a café típico desta sobremesa estava totalmente ausente e os palitos sem sabor nenhum a este componente, além que faltava mascarpone para se obter um creme ligado.

 

A única coisa que me confortou foi que após a expressão da minha desilusão me garantiram que iriam rever a receita, de forma a que mais nenhum amante de sobremesas ficasse decepcionado.

 

Se querem uma refeição saborosa e saudável, carregada de ómegas essenciais para o vosso coração e cérebro, o SelFish é o local a visitar.

 

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

 

 

SelFish Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

22
Jul18

A Frutaria


Tomar o brunch ao sábado no centro de Lisboa pode parecer uma tarefa impossível, visto que toda a gente se lembra de fazer o mesmo, mas ainda há surpresas à nossa espera, que se traduzem num brunch de qualidade sem termos de acotovelar ninguém para conseguir uma mesa.

 

Quando me dirigi à Frutaria fui algo receoso, já que dada a sua localização, bem no coração da Baixa de Lisboa, fazia com que a probabilidade de me deparar com hordas de turistas famintos fosse mais que muita.

 

Mas aquilo que encontrei foi um espaço com uma vibração algures entre o kitsch, o moderno, a pop art e o saudosismo do pequeno comércio, onde a fruta é rainha e senhora.

Havia turistas sim, mas na quantidade certa para o espaço se identificar com as raízes da cidade e não ser mais um sítio onde nenhum local coloca os pés.

 

Com uma boa música ambiente, um atendimento simpático e empregados que se viam estarem felizes, a Frutaria tinha-me causado uma primeira boa impressão.

Faltava ver como seria a comida.

 

Pedi o menu brunch, que à primeira vista me pareceu um pouco fraco para o meu grande apetite. Afinal por 16 euros apenas podia escolher entre um café ou um chá, um sumo, uma bowl, e uns ovos ou uma panqueca.

Rapidamente me iria aperceber que estava enganado.

 

Mas antes de vos falar sobre o que comi, quero deixar já aqui um aviso.

Não considero que o valor do brunch seja desajustado para o que oferecem e para o local da cidade onde ele se encontra.

Acho sim que dependendo das escolhas individuais que são feitas pode compensar ou não pedir o menu, visto que todos os items vão vendidos isoladamente.

 

Antes de se lançarem no brunch vejam os preços, façam contas e vejam se vale a pena. No meu caso poupei algum dinheiro, mas fossem as minha escolhas outras e o mesmo não aconteceria.

Uma forma de evitar este desconforto por parte do cliente era juntarem ao brunch algo que não fosse vendido individualmente, como uma taça de fruta variada, de forma a criar valor e a diferenciar mais o menu.

 

Dizia-vos eu que achava que ia passar fome.

Onde é que estava o pão, e os croissants, e o queijo, e o fiambre e a manteiga, e tudo e tudo e tudo?

 

Pois bem, após terminar a minha refeição sai a rebolar, para perceberem o quão satisfeito fiquei.

 

Primeiro o sumo.

Sabem quando pedem uma bebida e trazem-vos uns 80 ml de líquido e o resto é gelo e vocês ficam a matutar em como é que vão fazer render aquilo durante a refeição toda quando ainda por cima estão cheios de sede?

 

Na Frutaria isso não acontece, basicamente trazem-vos um balde de bebida para evitar qualquer possível desidratação. Escolhi um refrescante Pick Me Up, com abacaxi, água de côco e menta. 

 

Para a bebida quente, ligeiramente mais pequena que o sumo, a minha opção foi um White Hot Chocolate, e pouco faltou para me levantar da cadeira e gritar um Aleluia, de tão bom que estava. Como também eu estava num dia bom consegui-me controlar e mantive-se sentado em silêncio.

 

Relativamente à comida a minha opção de bowl recaiu naquela que me gritou SuperAlimentos, a de Açaí. Com açaí, granola, manga, bagas goji e manjerição, esta bowl é um verdadeiro boost de imunidade, deixando ao mesmo tempo uma pessoa saciada.

Agora atenção, o açaí ou se gosta ou se odeia, por isso para quem nunca se familiarizou com o sabor do mesmo talvez seja melhor pedir para experimentar primeiro.

 

Entre os ovos e a panqueca, fui para a segunda opção, tendo escolhido a panqueca Lemon Curd, que além do lemon curd tinha manga, framboesas e gelado de gengibre.

 

Quando eu penso em panquecas imagino algo fino e que se come num instante, só que esta panqueca parecia mais um bolo, já que era bastante alta mas simultaneamente fofa e delicada, sem se tornar um pedaço de massa que nos enche a boca e que nos faz ter de beber bastante líquido para a empurrar para baixo.

 

Enquanto que a panqueca em si estava boa os acompanhamentos desiludiram ligeiramente.

 

O sabor do lemon curd estava no ponto, mas o empratamento do mesmo falhou, sendo que só metade da panqueca estava coberta com ele.

 

O gelado de gengibre não sabia a gengibre - acho que muita gente opta por usar este ingrediente mas poucos aceitam o sabor forte do mesmo, acabando por criar versões deslavadas que desapontam os verdadeiros apreciadores. Em termos de quantidade, era pouco gelado para o tamanho da panqueca, mais meia quenelle e seria perfeito.

 

Sendo assim mais picuinhas, acho interessante o contraste da frescura da fruta com a panqueca, mas colocando os frutos vermelhos em cima duma panqueca quente acaba por se perder um bocado da riqueza dos sabores.

 

Em conclusão, a Frutaria é um óptimo lugar para se ir, tanto pelo ambiente, como pelo atendimento ou pela comida. Mas se forem à procura do brunch façam as vossas opções de forma cuidadosa, de forma a não acabarem prejudicados.

 

 

Frutaria Brunch

Frutaria Brunch

Frutaria Brunch

Frutaria Brunch

Frutaria Brunch

Frutaria Brunch

 

 

Frutaria Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

11
Jul18

Kin ou um Dragão na Mouraria


No need to worry, you will have everything you need!

 

Foi esta mensagem que me calhou quando abri o meu biscoito da sorte no restaurante Kin e que me fez ficar totalmente convicto de que mais dia menos dia vou ganhar o Euromilhões ou descobrir que um tio-avô que nunca conheci me deixou uma fortuna em barras de ouro.

 

Se há uns anos atrás me dissessem para ir jantar ao Centro Comercial Martim Moniz eu provavelmente sorria educadamente e fingia que tinha tido um ataque de diarreia.

Hoje em dia, graças à reabilitação da zona que a tornou muito mais apelativa para locais e turistas, mesmo que estivesse com um ataque de diarreia eu bebia um litro de chá de folha de marmeleiro e punha-me a caminho.

 

É no sexto piso do C.C.M.M. que fica o Kin, um restaurante de sabores orientais.

A sua presença é sinalizada com luzes néon vermelhas eléctricas, e quando dobramos a esquina é quase impossível não ficarmos com a boca aberta de espanto.

 

Com uma decoração extraordinária, o Kin remete-nos para um ambiente de bar chinês assim meio que ilegal, não me espantando nada se num canto houvesse uma mesa de blackjack ou um grupo a jogar animadamente aos dados, mas com todo o requinte e polimento que um restaurante de topo precisa.

Mas o que salta logo à vista é o colossal dragão que desce dos céus e ocupa grande parte do espaço, fitando-nos ao desafio, provavelmente pensando se nos lança ou não uma labareda.

 

Kin

Kin

 

Antes de falar da refeição em si tenho que deixar já aqui assente uma coisa.

O atendimento que recebi no Kin foi dos melhores, se não o melhor atendimento em local de restauração que tive nos últimos meses. A jovem que nos atendeu foi espectacular, tinha o equilibro certo entre simpatia, cuidado, dedicação e sentido de humor, e isso eleva o espaço a um patamar completamente diferente.

 

Relativamente à refeição, este restaurante foi o melhor exemplo de como é que pessoas que vão juntas jantar conseguem ter todas elas uma impressão diferente da refeição.

 

Para mim foi tudo maravilhoso, espectacular, divinal. Para uma amiga que nos acompanhou, a pontuação foi 2 em 3. Para o cara-metade, infelizmente o resultado final foi um 1 em 3. E isto tudo por causa das nossas escolhas individuais.

 

Mas deixem-me elucidar-vos sobre o assunto.

 

Começámos com umas entradas, uns Bao Porco, com molho Hoisin, e uns Bao Wasabi, que além do wasabi tinham hortelã e cebola crocante.

Kin

 

Os de porco eram fantásticos, estive a um passo de pedir mais meia dúzia de tão bons que eram; os de Wasabi eram muito saborosos mas o wasabi só se sentia no fim, de uma forma mais despercebida.

Explicaram-nos que no início punham uma quantidade muito maior, mas devido às queixas que receberam tiveram de diminuir a quantidade do tempero.

Já sabem como são os tugas, querem comer coisas diferentes em locais diferentes mas que não sejam assim tão fora do normal a que estão habituados.

 

A acompanhar as entradas chegaram os mocktails, e aqui foi consensual, eram de beber e chorar por mais. Para a nossa mesa veio o Tiger's Love, com laranja, gengibre e alecrim, e o Panda's Dream, com jasmim, chá verde, canela e lima kaffir. Para quem apreciar também há cocktails, sendo os cock e os mock acompanhados pelo belo do biscoito da sorte.

Kin

Kin

Kin

 

No prato principal a minha onda de boa sorte continuou com um Bobun, uma salada fria vietnamita com soja, cebolinho, massa de arroz e spring rolls vegetarianos, à qual adicionei frango. Mais uma vez o molho picante anunciado não era assim muito picante, por isso não tenham medo da malagueta que figura no menu e escolham esta salada.

A nossa amiga lançou-se num caldo de camarões, lulas, amêijoa e massa de arroz, chamada Tom Yum, que estava um espanto.

Kin

Kin

 

O cara-metade, que se encontrava entusiasmado depois da entrada, viu a sua sorte diminuir quando pediu o Crying Tiger, um naco da vazia grelhado com molho tigre e arroz thai perfumado.

 

O prato estava muito bem confeccionado, disso não havia dúvida alguma, mas além de estar ligeiramente frio na parte mais externa do naco (talvez tenha ficado algum tempo à espera dos outros pratos antes de ser servido), enquanto o meu prato e da nossa amiga tinham uma quantidade muito generosa de comida, o dele ficava um bocadinho aquém. Faltava algum acompanhamento extra, uma salada ou uns legumes de forma a aconchegar melhor a vista e o estômago.

 

Kin

 

Na sobremesa tanto o cara-metade e a nossa amiga ficaram decepcionados com o Creme Brulee de Erva Príncipe, não pelo facto da sobremesa estar má, que não estava, mas porque não se sentia o sabor da erva príncipe que seria o elemento de novidade a um doce tão conhecido por todos. Ou seja, o creme brulee estava muito bom, só que prometeu e acabou por não cumprir.

Eu, novamente bafejado pela sorte, delirei com um Bolo Esponjoso Pandan com Sorvete de Yuzu, que vinha acompanhado com um crocante de amêndoa. Alertaram-me para comer todos os elementos juntos, porque o yuzu poderia ter um sabor demasiado ácido, mas para mim se fosse ainda mais ácido melhor seria. Todos juntos, separados, uns em cima outros em baixo, esta sobremesa foi uma apoteose na minha boca.

Kin

Kin

 

No fim demos o nosso feedback à jovem que tão bem nos atendeu, e mais uma vez percebemos que estava ali um atendimento de excelência. Falou connosco, quis perceber o que correu menos bem e o que poderiam melhorar, e ficámos a sentir que havia ali uma real atenção para com o cliente.

 

Certamente vou voltar ao Kin, e se for um dia em que não estiver a sentir-me com vontade de arriscar pelo menos já sei quais são as escolhas vencedoras para uma refeição formidável!

 

Kin Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

29
Jun18

Olha a Pipoca!


Durante anos a minha vida foi pautada por viagens diárias de metro, e quase todos os dias as minhas narinas eram inundadas pelo cheirinho de pipocas acabadas de fazer vendidas numa das estações de metro por onde passava.

 

Curiosamente nunca parei para comprar um pacote, o consumo de tal iguaria destinava-se apenas aos dias de ida ao cinema, onde irremediavelmente tinha que adquirir o maior pacote que houvesse para venda, sempre sobre o pretexto de ser para dividir com alguém, mesmo que fosse sozinho.

E de todas as vezes, sem excepção, comia o pacote inteiro, ficando sempre pedaços de pipocas enfiados entre os dentes, qual reservatório natural de mantimentos para um período de escassez.

 

Devido a este meu amor por grãos de milho estourados, fiquei radiante ao saber que a FOL Popcorn tinha aberto uma loja em Alvalade, destinada quase exclusivamente à venda de pipocas (digo quase exclusivamente porque também é possível comprar bebidas por lá).

 

Se para vocês pipocas existem apenas na versão carregada de açúcar ou carregada de sal, uma visita à FOL irá abrir os vossos horizontes, onde podem encontrar desde pipocas de Mojito, Bacon ou After 8 - mas antes que venham aqui deixar comentários sobre como eu vos enganei, nem todos os sabores podem estar disponíveis visto que há algumas edições limitadas.

 

Foi o que aconteceu quando eu literalmente arrastei o cara-metade ao paraíso das pipocas, tendo usado como argumento o facto de haver pipocas com sabor a Trufa.

 

É que quando chegámos não havia em exposição esse sabor - felizmente que perguntámos se não haveria um saquinho perdido algures porque na realidade havia, e o cara-metade ficou radiante por meter à boca pedaços de milho a saber a trufa (é mesmo daqueles sabores que se adora ou se odeia).

 

No meu caso escolhi pipocas Bianca Follia, cobertas de chocolate branco e com pequenos pedaços de Pretzel, que estavam muito saborosas, mas fiquei a salivar por umas de Violeta, que também não havia em exposição, e como eu sou atado acabei por não perguntar se não estariam também escondidas algures.

 

O espaço é muito bonito e acolhedor, o atendimento é fantasticamente simpático e a qualidade das pipocas é excepcionalmente boa.

 

Relativamente aos preços, considero que para uma quantidade de pipocas maior é justo, uma lata metálica com capacidade para muitas mas muitas pipocas fica por volta dos 14 euros, sendo possível elas irem separadas por sabores, até quatro, e no caso de se querer voltar a comprar, basta levar a lata e fazer um refill obtendo-se um desconto bastante simpático.

 

Um pequeno cone com um sabor fica por 2 euros, que não é ridiculamente alto, mas se estivesse na casa do euro e oitenta talvez psicologicamente fosse mais fácil de digerir. 

 

Senhoras da Fol Popcorn, se lerem este texto, quando tiverem o sabor de violeta disponível mandem-me uma mensagem. Prometo que estou aí mais rápido do que um estourar de pipocas!

 

FOL Popcorn Lisboa

FOL Popcorn Lisboa

FOL Popcorn Lisboa

 

Fol Gourmet Popcorn Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

26
Jun18

Almôndegas é na Polpetta


Sabem quando combinam ir jantar com amigos e há sempre aquele que torce o nariz a todas as opções, ou porque não gosta, ou porque já foi ou porque não está a sentir uma boa vibração do espaço?

 

Pois bem, eu sou esse amigo. E quando fui jantar com o cara-metade e uma amiga nossa senti os olhares deles a fuzilarem-me sempre que recusava uma das sugestões. Mas ao contrário do que normalmente acontece, eu dou opções, não sou aquela pessoa que não gosta de nada mas depois também não diz onde quer ir.

 

Por isso sugeri a Polpetta, uma almondegaria artesanal em Arroios, da qual já tinha lido maravilhas. E lá fomos, um pouco a medo de irmos apanhar um barrete, e eu ainda mais a medo por ser o responsável pela visita a tal restaurante.

 

Só tenho a dizer-vos que fui santificado nessa noite. Porque o restaurante é excepcional. É para lá de fantástico. Entrou directamente sem pedir licença no meu top 5 de restaurantes em Lisboa de tão boa que foi a experiência.

 

Primeiro que tudo o atendimento é simpático, cuidado, prestável. O espaço não é muito grande para ser impessoal, nem muito pequeno para ser claustrofóbico. A decoração confere um ar acolhedor ao restaurante.

 

Mas a comida minha gente, a comida é algo de outro mundo. O menu é pequeno o suficiente para não ficarmos horas e horas a desfolhar páginas a tentar decidir o que vamos comer, mas possibilita combinações suficiente para ficarmos indecisos na mesma, de tão bom aspecto que tudo tem.

 

Há combinações de almôndegas já estabelecidas - a Escolha do Chef -  mas o que eu sugiro é decidirem-se entre um dos 4 tipos de almôndegas que há para escolha - novilho, frango, porco ou veggie -, regarem-na com o molho que mais gostarem e depois adicionarem-lhe um acompanhamento ( a polenta frita é de salivar abundantemente, acreditem!). E comerem. Comerem e chorarem por não terem ido à Polpetta mais cedo na vossa vida.

 

Mas se pensam que só as almôndegas é que valem a pena serem degustadas enganam-se. Iniciem a refeição com as bolinhas de alheira com maionese de marmelada e preparem-se para descobrir que há um pouquinho de Paraíso em Arroios.

 

A cereja no topo do bolo?

 

O preço. Simpático, amigo da carteira, mesmo com uma garrafa de vinho incluída.

 

Sem dúvida um local a voltar e a repetir vezes e vezes sem conta.

 

 

Polpetta Almondegaria Artesanal

Polpetta Almondegaria Artesanal

Polpetta Almondegaria Artesanal

Polpetta Almondegaria Artesanal

 

Polpetta - Almondegaria Artesanal Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D