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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

21
Jun18

Salada de Couscous com Romã, Amêndoas e Passas


Como houve algumas pessoas a mostrarem interesse pela salada de couscous que levei ontem para o convívio no trabalho, decidi partilhar convosco a receita da mesma, de forma a que possam deliciar-se com um prato fresco, saciante e muito saudável.

 

Salada de Couscous com Romã, Amêndoas e Passas

 

Ingredientes:

300 g de Couscous

300 g de Água a ferver

50 g de Manteiga

50 g de Amêndoas Laminadas tostadas

50 g de Tomate Cherry em metades

50 g de Sultanas

10 g de Hortelã

1 Romã

Sumo de meio Limão

Uma pitada de Caril

Sal a gosto

Erva Aromática seca a gosto

Azeite q.b.

 

Preparação:

 

Colocar a água a ferver e nela derreter a manteiga, juntando o sal, o caril e a erva aromática (orégãos, estragão...). Num recipiente fundo colocar o couscous e verter sobre ele a mistura da água a ferver. Cobrir e contar três minutos. Separar os couscous com um garfo. Deixar arrefecer.

 

Entretanto, tostar as amêndoas laminadas, cortar o tomate cherry em metades, descascar e separar os bagos de romã e cortar a hortelã o mais fino possível. Quando o couscous estiver frio juntar-lhe todos os ingredientes incluindo as sultanas. Temperar com azeite e sumo de limão.

 

O resultado final será em tudo idêntico a este, com a diferença que usei hortelã em vez de salsa.

 

Salada de couscous com romã, amêndoas e sultanas

Foto retirada daqui!

 

Se experimentarem a receita depois digam-me o que acharam dela! :)

 

19
Jun18

Os clientes não se matam, sangram-se!


Esta foi uma das frases mais inteligentes que ouvi nos últimos tempos relativa à restauração.

 

Não que seja apologista de torturarmos barbaricamente consumidores indefesos, mas na verdade o objectivo final de quem tem um negócio é apresentar um serviço que agrade ao cliente mas que lhe dê o máximo de lucro possível.

 

Por isso é que os clientes não se devem matar mas sim sangrar, deixando que eles voltem para casa, recuperem das feridas e quando já estiverem esquecidos da facada de que foram alvo, pimba, novo golpe.

Claro que apresentando sempre um serviço excepcional mas conseguindo transferir o máximo de euros para a conta bancária do negócio, sem nunca o cliente ficar com a sensação que foi explorado.

 

É muito importante haver um perfeito equilíbrio entre preço - serviço - qualidade.

 

Infelizmente não encontrei esta tríade de forma balanceada quando fui jantar ao Mariscador, situado na Praça de Touros do Campo Pequeno.

 

O espaço e o serviço são quase irrepreensíveis.

 

Fiquei na esplanada exterior, muito confortável e espaçosa, sem haver o problema de ter de ficar encafuado em cima de outras pessoas, como acontece em determinados restaurantes. A equipa que nos atendeu foi bastante profissional, conhecia os pratos que estava a vender e soube responder às perguntas que colocámos.

 

Teria sido perfeito se não fosse o facto de um dos elementos estar volta e meia a mascar pastilha. E isso é a pior coisa que se pode fazer quando se está a atender um cliente. Eu percebo que até possa ser uma forma de descarregar o stress, quem sabe uma pastilha de nicotina para ajudar a deixar de fumar, mas ninguém quer ver um empregado a ruminar enquanto decidimos qual prato vamos degustar.

 

A qualidade da comida é irrepreensível. Desde as cestas de pão à manteiga de algas servida na ostra, ao amanteigado do queijo e o picante das camarinhas (uns mini camarões muito crocantes), não esquecendo (e como poderia de tão bons que eram?) os croquetes de touro, o meu palato deu saltinhos de contentamento.

 

Ainda mais feliz fiquei quando chegou a sandes de caranguejo de casca mole em pombinhas (um pão típico da região de Santarém), um prato que me trouxe felizes lembranças da minha viagem ao Vietname, e que comi num abrir e fechar de olhos.

 

O problema na realidade foi este comer num abrir e fechar de olhos.

 

Porque enquanto a minha sandes estava satisfatoriamente servida, o pica-pau do cara-metade, apesar de delicioso, certamente que metade dele tinha sido extraviado para outra mesa. Porque é impossível servir-se uma quantidade tão pequena a alguém e anunciar que é um prato principal. Bem sei que devemos comer até ter os nossos estômagos 80% cheios, mas 80% é ligeiramente diferente que 40%.

 

Para piorar não é um prato barato - o valor que se paga é inversamente proporcional ao que se come. Mesmo os acompanhamentos que se podem pedir separadamente são demasiado caros para a quantidade que é apresentada, deixando a sensação que estamos a pagar mais do que aquilo que deveríamos.

 

O Mariscador podia ser aquele tipo de restaurante que sangrava um cliente mas fazia-o regressar, porque a qualidade do espaço é inegável, mas fazendo o cliente quase passar fome a um preço bastante elevado, acaba por o matar.

 

A sangue frio!

 

Mariscador

Mariscador

Mariscador

Mariscador

Mariscador

Mariscador

 

 

 

O Mariscador Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

16
Jun18

O gelado Tailandês


Criado na Tailândia em 2009, o gelado tailandês ganhou sucesso pelo mundo fora devido a vídeos que invadiram as redes sociais e se propagaram mais rapidamente que o vírus da gripe no Hospital Amadora-Sintra.

 

Mas o que é que tem um gelado de tão interessante ou incomum que atraia a atenção de tanta gente? Neste caso é uma combinação entre a apresentação final do mesmo, que é em tubinhos, e a forma como ele é feito, que deixa qualquer um assim com um olhar de espanto.

 

Preparado a partir de uma base de leite, é despejado numa chapa de metal refrigerada aproximadamente a -20ºC. É então misturado com frutas frescas e/ou outros acompanhamentos e através da utilização de duas espátulas de metal, é espalhado e achatado na chapa até ganhar a consistência pretendida, sendo no fim enrolado para fazer os famosos tubinhos.
 
 

Diz quem provou que o resultado final é menos doce que o dos gelados comuns, e por ser preparado a uma temperatura mais baixa o gelado não derrete tão rapidamente, o que é óptimo porque qualquer comum mortal fica com a língua dorida quando precisa de começar a lamber freneticamente para evitar que a sua sobremesa se desfaça perante os seus olhos.

 

Como guloso federado que sou, não podia deixar passar muito mais tempo sem experimentar uma destas delícias.

 

Aproveitei ter descoberto que o Ice Cream Roll tinha acabado de abrir perto do Marquês de Pombal e decidi visitar o espaço e comprovar a fama do gelado.

 

Vamos ao que interessa. O gelado é óptimo, saboroso e tem uma apresentação irrepreensível. Realmente não é tão doce como outras alternativas que há no mercado e pude deliciar-me calmamente com ele sem ter de andar a lamber desenfreadamente.

 

A arte de fazer o gelado é algo que vale a pena ver, felizmente foi-me permitido fazer um pequeno vídeo que vou partilhar convosco.

 

Relativamente ao espaço em si, o Ice Cream Roll é um local agradável à vista e não é difícil sentirmos-nos confortáveis lá. O staff foi extremamente simpático e atencioso, o que é sempre importante em qualquer tipo de negócio.

 

Talvez por ter aberto há tão pouco tempo (a inauguração foi no dia 11) ainda há alguns detalhes a aperfeiçoar. Os preços não estavam visíveis em lado algum (tivémos que perguntar quanto seria o valor do gelado) e algumas das opções de ingredientes não estavam disponíveis.

 

Outro pequeno detalhe foi que apesar da selecção musical ser muito interessante e de fácil audição, o facto de estar a ser reproduzida através do telemóvel fazia com que fosse de vez em quando interrompida por causa da chegada de mensagens ou outras notificações - e interromper uma boa música com um daqueles sons genéricos do telemóvel é um crime!

 

Sem dúvida que vale a pena ir ao Ice Cream Roll, especialmente quando o calor apertar mais, saborear um bom gelado e talvez ficar um bocado na conversa a admirar a arte de fazer estas delícias ligeiramente calóricas.

 

Aviso já que talvez o diálogo possa ser interrompido por causa do agressivo barulho das espátulas contra a chapa, mas garanto-vos que se pedirem um café vão apaixonar-se de tal forma pelos copos que até se vão abstrair do ruído!

 

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

 

 

 

 

Ice Cream Roll Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

12
Jun18

Restaurante do Clube Naval de Lisboa


Precisam de levar aquele tio-avô a jantar para ficar nas boas graças dele de forma a serem incluídos no testamento? Querem fumar o cachimbo da paz com o colega do escritório que vos está constantemente a roubar os agrafos mas não sabem onde ir? Necessitam de impressionar um amigo estrangeiro mas não o podem levar a um restaurante de estrela Michelin porque ao contrário dele vocês tem de contar os euros para conseguirem chegar ao fim do mês sem terem de recorrer ao arroz com atum?

 

Em Lisboa existem alguns restaurantes que eu coloco na categoria dos seguros.

 

São aqueles restaurantes que não são extraordinariamente fantásticos mas que tem a maravilhosa capacidade de nunca desapontar. Sabemos que se precisamos de comer bem, de ter um bom serviço e no fim não ficarmos com a carteira vazia, então temos de ir a um desses locais.

 

O Restaurante do Clube Naval de Lisboa, em Belém, é um local onde podemos ficar descansados que estamos em boas mãos. Um espaço amplo, com um serviço eficiente e comida saborosamente bem confeccionada.

 

Além do menu fixo de carne e de peixe, há as sugestões do dia, como o fantástico malandrinho de polvo e camarão, generosa e fumegantemente servido, que ontem me calhou em sorte.

 

Claro que se o objectivo é ter um convívio mais prolongado, porque não começar com um belo choco frito e uns camarões ajillo, que quase que suplicam para que acariciemos com uma fatia de pão o extraordinário molho que os acompanha.

 

A sobremesa também não desaponta, sendo a minha preferência o cheesecake com frutos silvestres, leve e guloso, sem ser demasiado doce, mas há outras várias que também merecem uma ou mais colheradas.

 

Mas para mim, o melhor do Restaurante do Clube Naval de Lisboa é reservarem uma mesa junto à janela, de forma a poderem ver o rio Tejo em todo o seu esplendor. Não há nada melhor que observarem a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei ainda com sol e depois acompanharem a despedida do astro rei para dar lugar ao brilho das luzes nocturnas, sempre com as serenas águas do rio a envolverem a vossa vista.

 

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

 

 

 

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11
Jun18

The Danish Pastry Shop


Tomar o brunch no cerne de Lisboa ao Domingo tem vários problemas inerentes.

 

Para quem usa o carro como forma de deslocação há o inconveniente do estacionamento, visto que nas zonas mais turísticas é praticamente impossível encontrar um lugar que não seja num dos parques subterrâneos, que normalmente não são nada simpáticos para a carteira.

 

Depois há o preço do brunch em si, que costuma ser consideravelmente elevado devido à localização geográfica, o que nos leva a pagar mais pelo espaço do que pela comida.

 

Esta combinação de factores acaba por tornar a tarefa de brunchar em algo bastante dispendioso, por isso torci o nariz quando o cara-metade me sugeriu que o fizéssemos este passado domingo.

 

Como vi o desalento no rosto dele, decidi que haveria de encontrar uma alternativa.

 

Após um busca exaustiva nos motores de busca, onde simplesmente coloquei brunch, barato e fora de Lisboa, encontrei uma referência à The Danish Pastry Shop, um espaço inaugurado à menos de um mês que ficava situado em Oeiras, mais precisamente em Queijas.

 

O valor do brunch era de 12 euros, já com tudo incluído, por isso eu e o cara-metade fizemos figas para que não fosse um fiasco e lá fomos nós rumo à embaixada dos sabores dinamarqueses.

 

E não foi fiasco nenhum.

 

Primeiro tem bastantes locais para estacionar mesmo à porta. Depois o espaço é grande, iluminado, bem decorado e onde conseguimos respirar, sem haver um aglomerado populacional por metro quadrado que nos faça sentir claustrofóbicos.

 

Quando chegámos não havia mesa disponível, por isso fomos convidados a sentar numa zona de espera, muito confortável, que tem como objectivo fazer com que sintamos o hygee.

 

O hygge é uma palavra dinamarquesa que não tem tradução para a nossa língua, mas é a razão da Dinamarca ser um dos países mais felizes do mundo. A melhor forma de explicar esta palavra é dizer que é uma espécie de aconchego com consciência entre amigos.

 

Após uma curta espera fomos sentados e pedimos o brunch.

 

E que brunch meus senhores. Podíamos optar entre vários tipos de sumo natural, que vinham servidos numas garrafinhas amorosas, entre diversos tipos de pães para a sanduíche tradicional acompanhada de queijo, fiambre ou doce de frutos vermelhos e por uma peça de pastelaria.

 

Eram também servidas umas batatas assadas deliciosas e um iogurte com granola de fazer chorar por mais. Até o bolinho de chocolate com rum, chamado de flødeboller, era algo divinal, que acompanhava perfeitamente o café ou o chá de gengibre também incluído no preço.

 

Mas seria impensável esquecer-me da peça mais icónica deste brunch, a smørrebrød, um prato nacional dinamarquês, que é uma sandes aberta fria.

 

Foram-nos servidas duas, uma com omelete de cogumelos e a outra onde tivemos de optar entre patê de porco e salmão fumado, tudo salpicado com aneto e pickles de beterraba entre outros ingredientes que fizeram o nosso palato relembrar os sabores dinamarqueses.

 

Só vos posso dizer que a comida estava deliciosa. Em termos de sabor estava tudo irrepreensível. É espectacular quando damos um salto de fé a um sítio novo e ficamos tão fascinados com as iguarias gastronómicas que nos colocam à frente.

 

Para melhorar, e talvez seja este um dos grandes segredos, é tudo caseiro, ou seja, há uma atenção dada a cada ingrediente que o torna especial, que é o que o cliente procura neste mundo tão homogeneamente industrializado.

 

É como compramos uma peça de roupa, não queremos descobrir que mais cinco pessoas no nosso bairro possuem as mesmas calças e camisola, queremos alguma exclusividade, e na The Danish Pastry Shop encontramos identidade em termos de sabor.

 

A aperfeiçoar na experiência só o serviço, muito simpático sem dúvida nenhuma, mas ainda um pouco lento e algo complicado na parte de fazer as escolhas referentes ao que integra o brunch.

 

Há tanto para escolher (na realidade não é assim tanto mas a forma como é apresentado faz com que pareça mais que o que é) que a certa altura uma pessoa está tão confusa e cheia de fome que já nem sabe bem pelo que está a optar (felizmente é tudo tão bom...), e claro que é um terreno fértil para enganos também da parte de quem nos atende (pedimos uma omelete sem cogumelos e veio com cogumelos, mas não foi isso que nos impediu de a comermos e nos deliciarmos com ela).

 

Ficámos também assim um bocadinho desapontados pelo facto dos Chefs terem ido à maior parte das outras mesas entregarem parte do brunch e nós não tivemos direito a cumprimentar quem teve a ideia de desenvolver tão fantástico menu.

 

São pequenas coisas a serem melhoradas mas que não me conseguem tirar a sensação de que comi um dos melhores brunches dos últimos tempos, e ainda por cima, a um preço mais que justo e que me deixou a barriga extremamente bem aconchegada!

 

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

 

 

 

 

 

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31
Mai18

Nata sem Concha


Desde os tempos da faculdade, há mais de uma década, que frequento a Conchanata, uma icónica geladaria com mais de sessenta anos de história, situada na Avenida da Igreja, em Alvalade.

 

Conchanata

 

É mais que habitual ter que ir com paciência para poder comer um gelado - as filas são extensas - mas vale a pena o tempo que se espera.

 

A minha escolha recai sempre na opção que partilha o nome com a geladaria, a Conchanata, que consiste em quatro bolas de gelado, sendo uma delas de nata, cobertas com um maravilhoso, soberbo, inesquecível molho de morango. Se houver dúvidas em quais os sabores que escolher para as outras bolas, infelizmente não posso dar grande ajuda, porque até agora todos os que provei são simplesmente deliciosos.

 

Hoje voltei a estar na fila para comprar uma Conchanata, e qual a minha tristeza quando descubro que já não há concha.

 

Quando comecei a visitar o espaço, as 4 bolas de gelado eram servidas numa taça de metal em forma de concha (antigamente era de vidro mas já não apanhei esse período).

 

Depois passaram a ser apresentadas numa concha de plástico.

 

Hoje entregaram-me num copo de esferovite.

 

E foi um pedaço da minha adolescência que morreu ali.

 

Que o gelado continua óptimo, continua. Que o molho de morango continua divinal, continua.

 

Mas não há sequer mesas na esplanada, apenas cadeiras, como que a convidar o cliente a pegar no seu copo de esferovite e a ir para outras paragens.

 

A Conchanata agora é apenas nata e nenhuma concha - passou a ser um bom gelado mas sem história para ficar na lembrança...

 

Conchanata

 

 

Gelados Conchanata Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

15
Mai18

Onde comer bom peixe em Lisboa?


Não se importam de sair do centro da cidade? 

 

São pessoas para empregar uma hora do vosso tempo numa viagem de automóvel até a um local mais recôndito? (isto assumindo que partem da zona centro de Lisboa)

 

Querem garantidamente ficar satisfeitos com uma refeição que vos fará fazer o caminho de regresso com um sorriso no rosto?

 

Se responderam que sim às três questões anteriores o local que procuram é o Clube Naval Praia da Assenta, em São Pedro da Cadeira, no concelho de Torres Vedras.

 

O restaurante fica longe de tudo, quase a tocar o mar, e se a certa altura se questionarem se estão no caminho certo, é porque muito provavelmente estão no caminho certo.

 

Antes de se deliciarem com a descoberta deste restaurante, um dos meus favoritos de sempre, onde só fiquei ligeiramente desiludido uma vez por se ter esgotado o Mariafonso, um vinho branco frisante que escorrega divinamente pela garganta, especialmente se servido em copos gelados, levantem dinheiro.

 

O Clube Naval Praia da Assenta não tem multibanco.

 

As reservas são feitas apenas até ao meio-dia e meio, a partir dessa hora é uma questão de sorte conseguir arranjar lugar numa das duas salas decoradas com temas náuticos - a fama é muita e as mesas disponíveis rapidamente esgotam.

 

O que se quer comer escolhe-se à entrada e é pago ao peso.

 

Recomendo o camarão e as amêijoas, petiscos do mar frescos e gulosos, acompanhados por um molho de perder a cabeça - e os donos tem plena consciência desse sucesso, por isso é que servem um pão também ele de fazer crescer água na boca.

 

Suave, fofinho, impossível de deixar de comer - especialmente se tiver encharcado daquele molho irresistível!

 

Nota extremamente positiva para os rissóis de peixe, generosamente recheados e muito bem temperados.

 

Para prato principal, o peixe, em toda a sua glória, perfeitamente cozinhado, acompanhado por umas batatinhas assadas. Desta última vez que visitei o espaço optei por corvina, saborosa, que alimentou de forma bastante satisfatória 4 bocas ávidas.

 

Por fim, o calcanhar de Aquiles de muitos restaurantes, a sobremesa.

 

Em alguns é demasiado cara para o que é. Em outros a qualidade deixa a desejar.

 

No Clube Naval a Espuma do Mar, o doce da casa, cativa pela sua saborosa simplicidade - doce de ovos, natas e amêndoas. E a um preço tão simpático!

 

Se estão com vontade de experimentar, mas estão a fazer contas à vida porque gasolina + refeição deve ficar para lá de uma fortuna, tenho a dizer que uma refeição para quatro pessoas, onde consumimos uma água, duas garrafas de vinho, três cestas de pão, azeitonas, rissóis, camarão, amêijoas, meia corvina, sobremesa e café, ficou pouco mais de 100 euros.

 

Não é barato barato - mas para a qualidade que nos oferecem, é sem dúvida um achado!

 

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

Clube Naval Praia da Assenta

 

Clube Naval Praia da Assenta Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

27
Abr18

Porque nós merecemos!


Em Lisboa florescem locais para se apreciar uma refeição como se fossem cogumelos selvagens, espreitando por entre os troncos das árvores.

 

E nós merecemos ter mais opções de escolha sobre onde é que vamos gastar o nosso dinheiro.

 

Merecemos espaços amplos, limpos, com grandes espelhos e decorações bem pensadas. Merecemos ter espaço para nos sentarmos confortavelmente, para pensarmos na vida ou em coisa nenhuma. Merecemos um estúdio fotográfico e uma cozinha de desenvolvimento criativo.

 

Merecemos sumos de laranja natural fresquinhos, sandes mistas gulosas, croquetes irrepreensíveis, rissóis de leitão bem recheados, cafés bem tirados, sandes de atum com aspecto pecaminoso, sopas nutritivas e deliciosas para miúdos e graúdos.

 

E como nós merecemos, a Padaria Portuguesa - Lab dá-nos tudo isso.

 

Lab - Padaria Portuguesa

Lab - Padaria Portuguesa

Lab - Padaria Portuguesa

Lab - Padaria Portuguesa

Lab - Padaria Portuguesa

 

Só que nós também merecemos um atendimento cuidado, sem stresses nem atropelamentos.

 

Merecemos sentir-nos especiais e não apenas mais um do rebanho que por ali para. Merecemos não ser olhados de lado quando pedimos contas separadas. Merecemos pedir uma água de côco e recebê-la em vez de um sumo de laranja servido à pressa que ninguém solicitou. Merecemos fazer perguntas e não receber respostas tortas.

 

Talvez o problema passe pela entidade empregadora, if you pay peanuts you get monkeys.

 

Nunca vi a folha de vencimento de alguém que trabalhasse por lá, mas tendo em conta as notícias que se ouviram em tempos passados, diria que o meu palpite não estará muito errado.

 

Porque no fim de contas, se nós merecemos um atendimento exemplar, quem o presta também merece ser remunerado dignamente - qualquer que seja o local de transacção comercial!

 

A Padaria Portuguesa - LAB Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

12
Abr18

Não há amor como o primeiro


Seria injusto dizer que o título deste post se aplica a todos os restaurantes, porque não se aplica, mas tem-me acontecido cada vez mais ter uma experiência fantástica num restaurante e, quando volto para repetir, pensar o que raio aconteceu, já que o resultado final é totalmente oposto daquele que obtive da primeira vez.

 

O ano passado, no aniversário do cara-metade, fomos ao Pano de Boca, um restaurante que está inserido no Teatro Aberto, sendo normal ver alguns actores conhecidos a tomarem a sua refeição antes ou depois dos espectáculos.

 

O local é muito bonito, com uma decoração irrepreensível, mas o que mais fascina é o pano de boca (uma tela que se levanta ou baixa no teatro cobrindo a boca de cena) que na realidade é um espelho que dá a ilusão que o restaurante é muito maior e que se uma pessoa não tiver cuidado de tão imaculadamente limpo que está, ainda dá uma cabeçada nele!

 

Tudo correu extraordinariamente bem, fiquei encantado com o espaço, com o serviço, com a comida. Por isso este ano quando me perguntaram onde ir jantar com antigos colegas de trabalho rapidamente disse Pano de Boca, a achar que tudo iria ser novamente maravilhoso. Só que não!

 

Primeiro quando chegámos a nossa reserva de 5 pessoas afinal tinha sido anotada como 4.

Nada de especialmente aborrecido, porque ainda faltavam pessoas a chegar, e uma mesa estava prestes a vagar. Convidaram-nos a esperar um pouco nos sofás, e dez minutos depois aparece surpreendentemente uma água tónica. Digo surpreendentemente porque já nem nos lembrávamos de ter pedido essa bebida - dez minutos para uma coisa tão simples quando o cliente está à espera por causa de um erro da casa não me parece um começo muito auspicioso.

 

Chegam o resto dos convivas e nesse mesmo momento a mesa vaga.

Sentamos-nos e pedimos bebida e entradas.

 

Aqui pensei que tudo estava salvo, que o Pano de Boca não me ia deixar mal. Afinal a sangria estava deliciosa, o choco frito de lamber os dedos, o fondue no pão era uma perdição e as espetadinhas de enchidos e abacaxi em pão alentejano não desiludiram. Aqui tenho de dizer que foram extremamente simpáticos porque vinham apenas quatro espetadinhas e acederam prontamente ao nosso pedido de fazer uma extra sem nos cobrarem mais por isso.

 

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Mas foi quando nos deliciávamos com as entradas que tudo começou a correr mal.

 

A certa altura uma das funcionárias diz-nos que temos de abrir espaço na mesa para os pratos principais. Mas nós ainda estávamos a enfardar forte e feio as entradas, e foi isso que lhe dissemos. Ah pois, mas assim os pratos vão vir frios. Ficámos lívidos, então agora era o cliente que tinha de comer ao ritmo da casa?

 

Não fazia sentido e foi isso que explicámos. Que sim, sem problema! Quando cinco minutos depois chegam os pratos um deles vinha meio frio - a costeleta barrosã à pano de boca, o que tirou logo a graça toda ao prato. A minha espetada terra & mar, com gambas e novilho estava muito bem fornecida - na realidade as doses são bastante generosas neste restaurante - mas a picanha de uma das minhas colegas, só no momento de vir para a mesa é que lhe foi dito que afinal já não havia banana frita.

 

E ela ficou extremamente desapontada, porque precisamente queria banana frita. Lá remediaram a situação com abacaxi frito, que até estava muito bom. Mas e depois para pedir uma faca de serrilha para cortar melhor a picanha? A funcionária trouxe duas vezes uma faca normal, até que desistiu de nos vir servir pelo facto de já estarmos a deitar faíscas pelos olhos - era um pedido simples, não conseguíamos entender o porquê de ser tão difícil de concretizar.

 

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O ano passado tínhamos ficado tão satisfeitos que ninguém atacou a sobremesa. Desta vez, com um ligeiro amargo na boca, pensámos que seriam elas a salvar a refeição. Só que não (outra vez)!

 

Nada de especial, algumas até muito pouco saborosas, concluo que mais vale ter duas sobremesas extremamente boas na carta do que uma data delas que só estão a encher espaço.

 

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Custa-me dizer isto, mas fui muito feliz no Pano de Boca, mas a nossa relação muito certamente ficou por aqui.

 

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26
Mar18

Há Sushi na Fábrica


Existem modas que apareceram com alguma força mas rapidamente foram esquecidas.

O ceviche, o poké, os restaurantes de fondue, todos eles tiveram o seu pico mas depois gradualmente foram perdendo o seu ímpeto até serem quase ou totalmente esquecidos pelo grande público.

 

Mas o sushi veio para ficar.

Por mais anos que passem acredito que o amor ao sushi não vai desaparecer assim tão facilmente. Podem relacionar o consumo do mesmo ao aumento de H.pylori no estômago, a um excesso de metais pesados no organismo, à contaminação cruzada por antibióticos, ou a tantas outras coisas que já ocuparam folhas e folhas de revistas e jornais que, quem gosta deste tipo de culinária japonesa, como eu, vai manter-se fiel durante uma longa temporada, mesmo que outras modas vão periodicamente aparecendo no panorama alimentar.

 

É este meu amor por sushi que me faz sempre procurar novos locais. Apesar de ter os meus favoritos aos quais recorro quando quero ter uma refeição segura, pressigo sempre aquela sensação de surpreendimento e deslumbramento do palato que por vezes certos restaurante me dão a felicidade de obter.

 

Como há uns posts atrás relatei, fui a um Escape Game no LxFactory. E o que é que ficava mesmo ao lado do Escape? O Sushi Factory, um restaurante que já várias pessoas me tinham falado, como se fosse o último reduto no mundo para comer arroz e peixe cru de qualidade.

 

No Sushi Factory há duas opções, ou pedir à la carte ou pedir o all you can eat, que promete que vamos sair a rebolar com sushi.

 

E na verdade saí; não me posso queixar da quantidade que me foi servida nem da qualidade. O sushi era fresco, bem confeccionado, com uma apresentação irrepreensível e bastante variadade. Até aqui tudo bem, os sabores eram equilibrados e havia uma ou outra surpresa que fizeram as minhas papilas gustativas cantar de alegria.

 

Só que podia ter saído ainda mais a rebolar. Não fosse o meu estômago ter tido tempo suficiente para dar informação ao meu cérebro de que estava cheio, visto que o tempo entre cada prato de sushi que vem para a mesa ainda é assim para o grandito. E claro que eu percebo que é um negócio, e obviamente que se conseguirem com que o cliente fique saciado mais depressa maior é a rentabilidade que vão ter. Mas eu não gosto de esperar muito tempo por comida, especialmente quando não vejo razões logísticas para isso acontecer.

 

Se fosse apenas este detalhe o Sushi Factory teria ficado na minha lista de restaurantes preferidos, mas houve mais duas coisas que me fizeram comichão durante o jantar.

 

Primeiro a música. Já é mau quando vamos a um bar e temos de gritar para ser ouvidos por pessoas que estão a menos de meio metro de nós. É inadmíssivel quando isso acontece num restaurante. Ainda por cima num restaurante amplo e de grandes dimensões como é o Sushi Factory.

 

Em segundo o serviço. Sim senhor que fomos bem atendidos, que todos eram muito simpáticos, mas, apesar de achar que independentemente do preço que pagamos o atendimento deve ser impecável, quando a conta é um pouco mais alta também estamos à espera que as falhas sejam muito menores. Uma das pessoas que foi connosco não gostava de fruta no sushi. Após verificar que a primeira travessa vinha com fruta pediu-se que o próximo não tivesse. Que sim tudo bem. E o que é que aconteceu? Ainda veio mais fruta no sushi...Além de nos informarem que os próximos rolos tinham por exemplo abacate e atum, e quando chegavam, o abacate tinha sumido! Ah pois e tal, é que esgotou...

 

São estes pequenos detalhes que não devem acontecer em qualquer restaurante, muito menos num claramente direccionado para um segmento médio/alto. 

 

E já agora, senhores que fazem o menu, por favor retirem imediatamente aquele topping de morango extremamente artificial que me serviram, é que só está lá a fazer barulho gustativo!

 

Se eu voltava ao Sushi Factory? Estando ali pela zona voltava porque no fim de contas o sushi é de bastante boa qualidade, mas dirigir-me lá de prepósito não acredito que fosse!

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