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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

17
Dez18

O Cantinho do Aziz


O Cantinho do Aziz em 10 segundos: Descubra a melhor chamussa vegetariana de Lisboa, não seja esquisito e prove o prato de couves, entre na onda relax dos empregados e se for susceptível não olhe para dentro da cozinha!

 

O Cantinho do Aziz

 

Antes de visitar um restaurante gosto sempre de ler as críticas do Zomato.

 

E o cantinho do Aziz deixou-me assim meio que assustado porque muita gente dizia que a cozinha era para lá de indescritível, um local onde se o Chef Ljubomir entrasse tinha logo um ataque cardíaco ou lhe rebentava uma veia na testa de tanto gritar impropérios.

 

Mas como outro meio mundo dizia maravilhas do sítio decidi ir em frente e descobrir este cantinho na Mouraria repleto de sabores Moçambicanos.

 

Quando cheguei a primeira coisa que fiz foi espreitar para dentro da cozinha.

 

É verdade que estava ligeiramente desorganizada roçando a iminência do caos, mas eu estava à espera de ver umas baratas mutantes a rastejar por cima dos pratos ou coisa parecida, e não foi isso que encontrei.

 

Também é verdade que ter passado dois meses no Uganda a comer com as mãos e a receber o troco dentro de pratos cheios de molhenga de outras pessoas vacinou-me para muita coisa, mas se forem altamente susceptíveis a cozinhas desorganizadas então o meu conselho é que não entrem para dentro do restaurante e ficarem pela enorme esplanada (a esplanada é tão comprimida que cheguei a pensar que não existia sequer restaurante!).

 

No Cantinho do Aziz não há lugar para stresses, todos os empregados são extremamente relaxados.

 

Por isso entrem na onda, descontraiam e encarem as coisas com um sorriso.

 

É normal as primeiras três pessoas a quem falarem do Zomato Gold não saberem o que é ou quando forem pedir a vossa factura ela demorar uma eternidade a ser emitida, mas no fim tudo se resolve.

 

Quando receberem o vosso Menu demorem algum tempo a lê-lo e a apreciar os detalhes de humor.

 

Entre as distinções que cada prato recebeu vão encontrar pérolas como "dá muito trabalho a comer mas é MUITA BOM" ou "quem come adora e aprova".

 

Na parte das entradas há uma referência para a melhor chamussa de vaca de Portugal.

 

Apesar de boa, a chamussa de vaca, bem como a de frango, não me levou ao céu.

 

Mas a vegetariana, minha gente, a vegetariana era qualquer coisa de orgásmico.

 

Com o queijo derretido, o milho doce e a massa estaladiça, é sem dúvida alguma a melhor chamussa vegetariana de Lisboa que já provei, ao ponto de ter considerado durante alguns minutos ignorar o prato principal e a sobremesa e fazer a refeição só à base desta pequena maravilha.

 

O Cantinho do Aziz - Chamussa

 

Também veio para a mesa a banana frita, acompanhada de uma mistura de maionese e ketchup, que estava bastante agradável.

 

O Cantinho do Aziz - Banana Frita

 

Como éramos quatro a jantar decidimos cada um pedir um prato diferente para podermos provar mais coisas.

 

Incrivelmente, o caril de camarão, que é assim o prato mais famoso do Cantinho do Aziz, não foi escolhido por ninguém.

 

Eu ainda andei a sondá-lo mas depois acabei por me aventurar num que dizia "Se É Esquisito, Não Peça".

 

O Makoufe é uma mistura de couves feitas em molho de amendoim e coco, e foi unânime na mesa que este prato tinha o sabor mais invulgar mas mais apelativo, sendo que a couve e o amendoim casam de uma forma inesperadamente boa.

 

Não se assustem se pensam que vão apenas comer couves, o Makoufe é servido com algumas gambas e uma pata de caranguejo.

 

Agora se querem um conselho de amigo peçam para substituírem o caranguejo por mais algumas gambas, é que além de difícil de comer o sabor do caranguejo era nulo.

 

O Cantinho do Aziz - Makoufe

 

A Muamba de galinha com quiabos e acompanhada com arroz de coco (que era bem soltinho mas que podia estar um pouco mais aromatizado com coco) estava deliciosa mas havia a possibilidade de ter sido ainda mais elevada se fosse servida com funge (apesar do funge ser típico de Angola em algumas regiões de Moçambique também é muito usado).

 

O Cantinho do Aziz - Muamba de Galinha

 

Com um sabor muito agradável estava também a Nhama, uma carne de vaca sem osso, cozinhada com quiabos e mandioca.

 

Estivesse um bocadinho mais tenra e com um pouco mais de mandioca e seria o prato perfeito.

 

O Cantinho do Aziz - Nhama

 

O Chacuti de cabrito, à semelhança da Nhama, podia estar um pouco mais tenro, mas o molho de temperos com coco torrado (que talvez estivesse um bocadinho de nada demasiado torrado) era simplesmente maravilhoso!

 

Acreditem que por mais que uma vez houve quem fosse com a colher buscar molho para o comer sozinho de tão bom que era (e não, não fui apenas eu!).

 

O Cantinho do Aziz - Chacuti de Cabrito

 

Se calhar estão a pensar que com todos estes pequenos defeitos que coloquei nos pratos a minha refeição foi uma desilusão.

 

Mas este foi uma das raras ocasiões onde a qualidade do que estava bom superava em larga escala os detalhes que poderiam ser melhorados.

 

Os sabores africanos que transbordavam de cada prato e nos inundavam a cavidade bucal eram de tal forma extasiantes que elevaram a refeição a um nível que eu não estava à espera.

 

Podia ter sido perfeita com uma melhoria aqui e ali, mas sem ser imaculada foi muito, mas muito boa!

 

E para melhorar este agradável sentimento de surpresa chegaram as sobremesas.

 

Uma bebinka muito saborosa e o que para mim é o must eat na parte dos doces, o gelado caseiro de coco e amendoim.

 

O Cantinho do Aziz -Bebinka

 

Eu não sou fanático por gelado de coco, mas este estava muito bom!

 

Agora de fazer perder a cabeça foi o gelado de amendoim.

 

Bom, mas bom, mas assim mesmo bom.

 

Aquele bom que nos apetece pedir 1 litro de gelado e ir comer sozinhos para casa enrolados numa manta sem nos preocuparmos se estamos a desenvolver assim um pneuzito extra.

 

Gelado de Coco e Amendoim - O Cantinho do Aziz

 

Se procuram sabores africanos genuínos num local descontraído e não tem fobia a germes então O Cantinho do Aziz é o local certo para vos surpreender!

 

O Cantinho do Aziz

O Cantinho do Aziz

 

O Cantinho do Aziz Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

14
Dez18

Al Café


Al Café em 10 Segundos : Vá pela noite de Quizz, experimente um pouco de Shisha mas tenha cuidado com o Dementor.

 

Al Café

 

Tenho que ser brutalmente honesto convosco, eu temi pela minha vida quando visitei o Al Café na passada quarta-feira.

 

Isto porque um dos colaboradores do espaço tinha de certeza absoluta um parentesco, nem que fosse afastado, com um Dementor.

 

A forma como ele olhava para nós, penetrantemente mudo, quando nós só tínhamos perguntado se podíamos pedir uma bebida, era extremamente assustadora.

 

Eu já só esperava o momento em que o senhor abrisse a boca e sugasse a alma a toda a gente que estava naquela cave. Isso ou arrastar um de nós para o quarto de arrumos e deixar-nos com menos um rim.

 

Vocês podem pensar que eu estou a ser melodramático mas garanto-vos que eu se estivesse na Black Friday com aquele senhor e só restasse uma televisão plasma ele nem precisava de levantar um dedo. Era só fazer aquele olhar que nos deixa os pêlos todos eriçados que eu até o ajudava a carregar o televisor no carro.

 

O Al Café, situado no Saldanha, à primeira vista é um café como todos os outros, mas só quando descemos para a cave é que percebemos a dimensão da influência árabe no espaço.

 

Com uma decoração simpática, aqui é possível fumar shisha, que não é mais que um cachimbo de água onde o fumo passa pela água antes de chegar ao fumador.

 

Apesar de haver quem estivesse a fumar preferi abster-me, porque afinal tinha ido pelo quizz e sabia-se lá se me podiam por substâncias alucinogénias na shisha e depois ainda dizia que o Presidente de Portugal era o Zé Maria do Big Brother ou coisa do género!!

 

Al Café

 

Um pequeno aparte, em casa dos meus pais tenho uma shisha linda, com a base em cerâmica, que trouxe da Turquia.

 

Quando cheguei ao aeroporto com ela bem acondicionada na mala de mão para não se partir, disseram-me que tinham de despachar a minha mala no porão por estar demasiado pesada.

 

Chorei, funguei, voltei a chorar, mas não houver forma de me deixarem levar a mala comigo.

 

Disseram-me para não me preocupar que iam tratar bem dela, o que consistiu em colocarem um autocolante a dizer frágil e mandarem-na aos trambolhões para a passadeira juntamente com as outras...

 

Ainda hoje estou para perceber que milagre sucedeu para ela ter chegado inteira!

 

Mas voltando ao Al Café, como já tinha jantado só pedi uma imperial que é algo onde não há muito por onde falhar.

Alguns dos meus amigos pediram chá e pelos comentários estava agradável.

 

Mas também mesmo que não estivesse garanto-vos que nenhum de nós ia ousar dizer uma palavra que fosse!

 

Al Café

 

Agora o quizz vale muito a pena ir.

 

São basicamente 50 perguntas onde para as quais temos de escrever numa folha própria as respostas.

 

Ou seja, não há opções, não há ajudas, ou se sabe ou chapéu!

 

Eu que até me tinha em conta como uma pessoa minimamente culta descobri que afinal se calhar preciso de passar mais tempo a ver notícias do que a babar com contas de Instagram de comida, porque nem sequer sabia onde tinha sido a última cimeira do G20.

 

Conclusão, o meu fantástico grupo intitulado "Os Tremoços" ficou em penúltimo, o que me deixou extremamente irritado, porque o último lugar ganhou uma lata de bolachas de compensação, e nós nem o sabor da vitória nem os hidratos de carbono da derrota.

 

Ignorantes por ignorantes mais valia termos ficado com as bolachas!!!

 

Se gostam de shisha, vibram com um bom quizz e não tem medo de verem a vossa alma a ser sugada então o Al Café é o lugar ideal.

 

Se forem pessoas mais cautelosas, deixo-vos a lista de outros locais onde o senhor que fez o quizz também trabalha! 

 

 

Locais Para Jogar Quizz em Lisboa:

 

Segundas: Bica da Ajuda - Rua da Bica do Marquês 19 - 22h
Terças: Zeitnot - Rua João Saraiva nº13 2º Alvalade - 22h
Quartas: Al Café - Rua de Dª Estefânia 151 - 22h
Quintas: Elementar - Rua Major Afonso Palla 23, Algés - 21:30
Quintas : Fadárius - Rua Antero de Figueiredo 26 -  00:00 
Sextas : Espiral - Praça Ilha do Faial 14 A - 22h

 

 

Al Café Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

13
Dez18

Koi Sushi


Update: Segunda Visita ao Koi Sushi (depois das imagens podem encontrar o relato da primeira visita)

 

Koi Sushi em 10 segundos: Descubram o Chef mais simpático de Lisboa, deliciem-se com quantidades astronómicas de muito bom sushi, não se assustem com o fogo e arranjem espaço para a sobremesa.

 

Koi Sushi

 

Quando recebi a mensagem de uma grande amiga que vinha dos Açores a perguntar se podíamos jantar, de preferência sushi, lembrei-me mentalmente de todos os locais que tivessem all you can eat.

 

O Koi Sushi acabou por ser o local escolhido, muito pelo facto de ter ficado com uma muito boa impressão do espaço da primeira vez que o visitei.

 

Tinha também curiosidade em saber se os detalhes que achei que poderiam ser melhorados na altura da primeira visita o tinham realmente sido ou se continuava tudo na mesma.

 

Um jantar que era inicialmente para ser de 4 pessoas, nós os 2 e respectivos Caras-Metades, cresceu para 9, com amigos de ambos os lados, e se tivesse passado mais uma semana provavelmente teriam sido 25 barrigas esfomeadas em vez de 9.

 

Não sei quanto a vocês mas sempre que sugiro um restaurante sinto alguma pressão, porque de alguma forma se a refeição não corresponder às expectativas parte da culpa acaba por ser minha.

 

O Koi Sushi não correspondeu às expectativas, superou-as de uma forma fenomenal. 

 

Primeiro que tudo o Chef António Romão é sem dúvida o Chef mais simpático de Lisboa.

 

Sorridente, muito bem disposto, sempre pronto a falar com o cliente.

 

Não é raro vê-lo a tirar fotografias às peças de sushi ou numa selfie bem-humorada.

 

Mas o mais importante é que além de extremamente simpático é extremamente talentoso.

 

O sushi minha gente, o sushi estava algo de divinal.

 

Fresco, delicioso, diversificado. Não sei quantas peças comi mas garanto-vos que mais espaço tivesse no estômago mais tinha comido, de tão boas que eram.

 

As gyozas que vieram de entrada, que na minha primeira visita não me tinham conquistado, desta vez estavam irrepreensivelmente boas.

 

Koi Sushi

 

O carpaccio de salmão com queijo e alcaparras, que tinha dividido gostos, desta vez não foi servido, e em seu lugar vieram uns rolos de salmão (desculpem mas isto nomes de peças de sushi não é comigo, tenho de ir ver se encontro um livro que me elucide para não ser ignorante a vida toda) servidos em cima dumas rodelas de pepino.

 

Confesso que quando vi tal coisa fiquei apreensivo, porque juntar rodelas de pepino grossas com sushi talvez fosse um bocadinho avant-garde demais!

 

Quando reparei que uma das empregadas estava a aproximar-se de mim com um isqueiro de fogão todo eu tremi, já que tenho o péssimo hábito de revirar os olhos involuntariamente, e certamente ela tinha reparado no meu ar de dúvida e ia-me pegar fogo por ousar pôr em causa as capacidades culinárias do Chef.

 

Só que felizmente não foi a mim que ela pegou fogo, mas sim ao líquido que banhava as rodelas de pepino!

 

Foi um momento em que toda a gente ficou de boca aberta, enquanto as chamas flambeavam o sushi! (tenham atenção que quando as chamas se apagarem a rodela de pepino não é propriamente a melhor coisa para comerem, fiquem-se pelo sushi ok?).

 

Koi Sushi

 

Quando perguntaram se queríamos sobremesa, a maior parte de nós já estava a rebentar de tanto sushi por isso declinou a oferta, mas eu que me lembrava de quão bom era o bolo de brigadeiro insisti que toda a gente provasse.

 

E ninguém se arrependeu de eu ter sido tão chato, porque o bolo de brigadeiro do Koi é assim algo do outro mundo.

 

É bom minha gente, é muito bom, então acompanhado por uma bola de gelado de framboesa ainda fica mais irresistível!

 

Koi Sushi

 

Quando saí do restaurante fiquei extremamente satisfeito por ouvir mais que uma pessoa dizer que o Koi Sushi tinha-lhes proporcionado a melhor refeição de sushi dos últimos tempos, algo que também eu senti!

 

É fantástico quando voltamos a um local e as nossas expectativas são completamente superadas!

 

Koi SushiKoi SushiKoi SushiKoi Sushi

 

(Relato da Primeira Visita!)

 

Cheguei (cheguei)
Cheguei chegando
Bagunçando a zorra toda

 

Para se entrar no Koi Sushi no Saldanha precisamos de afastar dois "painéis" antes de termos acesso à sala de refeição, e na minha cabeça soou a música da Ludmilla enquanto eu fazia uma entrada de arraso levando a que todas as cabeças se virassem para mim.

 

Provavelmente toda a gente ficou a olhar para a minha pessoa a pensar se eu teria fugido de algum hospital psiquiátrico ou coisa do género, mas no mundo paralelo em que vivo continuo a acreditar que foi porque simplesmente eu estava TCHÃNA! (independentemente do que isso possa ser...)

 

Já tinha ouvido falar muito do Koi Sushi, mas nunca tinha sentido vontade de o conhecer.

 

Só que quando descobri que quem tinha passado a ser responsável pelo espaço era o Chef António Romão, chef que passou pelo icónico Suchic de Almada, decidi que estava na hora.

 

Quando visitarem o Koi Sushi não esperem o ambiente do tradicional restaurante japonês, com aquela musiquinha suave de adormecer e empregadas com almofadas presas ao rabiosque.

 

Há boa música de fundo, uma decoração surpreendente onde flores brotam do tecto, empregados prestáveis e um Chef sorridente, a criar peças maravilhosas e volta e meia a tirar selfies para colocar no Instagram.

 

Koi Sushi SaldanhaKoi Sushi SaldanhaKoi Sushi Saldanha

 

Tendo em conta que sou detentor de uma medalha por capacidades sobre-humanas de enfardanço de sushi obviamente que tive de optar pelo All You Can Eat, que vai sendo servido à mesa, sempre de forma simpática e nunca com aqueles olhares de lado de julgamento por parecer que não vemos comida há ano e meio.

 

O sushi é simplesmente fantástico.

 

Fresco, variado, com óptimas combinações e com uma apresentação irresistível.

 

Tanto os rolos quentes, como as peças clássicas ou de fusão tinham uma qualidade irrepreensível e era uma delícia enfiá-las na boca e sentir todos os sabores inundarem-nos as papilas gustativas.

 

Koi Sushi SaldanhaKoi Sushi Saldanha

 

Algo a que eu dou valor é o arroz, já que um mau arroz pode arruinar completamente uma experiência de sushi.

 

Mas este arroz minha gente, este arroz era divinal.

 

Também com inspirações do divino é uma das peças fortes do Koi, um gunkan coroado com um cracker de, adivinhem,........arroz!

 

Koi Sushi Saldanha

 

O All You Can Eat é iniciado por uma sopa miso, bastante saborosa, e por umas gyozas, que não é que estivessem más, mas simplesmente não adicionavam muito à refeição, tendo em conta a excelência do sushi.

 

Koi Sushi Saldanha

 

Não se surpreendam se a certa altura vier para a vossa mesa uma experiência gastronómica, como é o caso do carpaccio de salmão com alcaparras e queijo, que será certamente detentor da capacidade de dividir gostos.

 

Koi Sushi Saldanha

 

Ou se ama ou se odeia - mas é refrescante ver que há quem deixe de jogar pelo seguro neste mundo do peixe cru.

 

Para acabar a refeição em beleza veio uma super fatia de brigadeiro acompanhada de gelado - por isso se não gostarem de sushi passem no Koi nem que seja para comerem a sobremesa!

 

Koi Sushi Saldanha

 

 

 

Koi Sushi Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

11
Dez18

Bowls & Bar


Bowls & Bar em 10 segundos: Conheça Alex, o Corgi, deslumbre-se com as Flores Saudade, perca a cabeça com a Vodka de Maçã e descubra o twist do Moscow Mule.

 

Bowls & Bar

 

Há locais que tem uma identidade muito própria, que possuem elementos que os definem e que os tornam inconfundíveis.

 

Assim é o Bowls & Bar, localizado em São Bento, detentor do melhor Relações Públicas que alguma vez vi: Alex, o Corgi.

 

É possível encontrar este patudo maravilhoso a olhar pela porta da rua como que a pedir que as pessoas entrem, e na realidade não é difícil sermos atraídos pela energia positiva e pela decoração cheia de detalhes deliciosos do Bowls & Bar.

 

Apesar de extremamente sociável, Alex é o típico cão que se dá a todos e não se dá a ninguém. Recebe uma festinha aqui, outra acolá, mas nunca para mais de cinco segundos ao pé de alguém. Para eu conseguir tirar uma foto minimamente decente com ele foi o cabo dos trabalhos.

 

Kate, a proprietária do espaço, avisou-me para não dar nenhuma bebida ao Alex...é que ele provavelmente iria aceitar!

 

Bowls & Bar - Alex, o Corgi

 

O que também atrai imediatamente o nosso olhar quando entramos no Bowls & Bar são as flores. Num recanto do estabelecimento há uma quantidade gigantesca de flores maravilhosas, que primeiramente pensei que pertencessem ao espaço.

 

Kate explicou-me que não, que as flores Saudade, que fazem entregas de bicicleta por Lisboa, eram um negócio à parte.

 

O que ocorrera é que o prédio onde a florista previamente se encontrava, do outro lado da rua, tinha sido comprado e deixara de haver local para ela. Num gesto de boa vizinhança (que cada vez mais é difícil de encontrar) Kate sugeriu uma sinergia: ela disponibilizava o espaço, a Saudade trazia as flores com cheiros e cores maravilhosas ao Bowls & Bar.

 

Saudade Flores Frescas

 

Mas vamos falar do que é me trouxe a este local.

 

A Zomato (sempre fofinha e amorosa para as pessoas que gostam de enfiar coisas para o bucho como eu) convidou-me a conhecer os cocktais do Bowls & Bar, só que se esqueceu de me avisar que eu iria ficar a tomar chá de cardo mariano durante os três dias seguintes, tal foi a quantidade de álcool que eu ingeri (não é que alguém me tivesse enfiado bebida pela garganta abaixo, mas sabem que se oferecem eu não vou dizer que não!).

 

O convívio (para não dizer a bebedeira cof cof) começou com um Vodka com uma infusão de maçã caseira, e que melhor forma de começar minha gente!

 

Normalmente o Vodka é forte, agressivo, mas com a infusão de maçã tornava-se algo muito mais suave e delicioso. Tive que me controlar para não beber dois ou três copos logo de seguida de tão bom que era.

 

Bowls & Bar - Vodka de Maçã

 

O que também me deixou com a pulga atrás da orelha, e espero provar numa próxima vez, foi o Vodka de cenoura, uma combinação no mínimo original.

 

Bowls & Bar

 

Ao mesmo tempo que foi servido o maravilhoso Vodka também veio um Limoncello resultante de uma infusão caseira de limão.

E aqui vê-se que os gostos são como os narizes (achavam que eu ia baixar o nível deste post e dizer que eram como os cús?), cada um tem o seu.

Apesar de todos os outros convivas terem adorado o Limoncello eu não fiquei extremamente fã, por ser demasiado doce como um xarope, e sentir que precisava de um toque maior de acidez. Mas mais uma vez foi essa doçura que cativou as outras pessoas.

 

Bowls & Bar - Limoncello e Vodka de Maçã

 

Depois destas entradas vieram os cocktails a sério.

 

Primeiro, um especial de Natal, ainda pouco divulgado em Portugal mas que nos Estados Unidos é extremamente popular, o Eggnog.

 

Servido quentinho, com rum, gema de ovo, leite e polvilhado com canela, é como se estivéssemos a beber um arroz doce delicioso, com o senão que cada vez que respiramos com mais força voa canela por todo o lado inclusive para dentro do nosso nariz.

 

Por isso já sabem, neste Natal se a vossa tia-avó estiver-vos a chatear relativamente a quando é que vão finalmente arranjar namorado e desencalhar, sirvam-lhe este "arroz doce especial" e esperem até ela começar a dançar o Asereje das Ketchup em cima da mesa da sala.

 

Bowls & Bar - Eggnog

 

Depois foi altura de um Limoncello Daiquiri, fresquinho, delicioso, não muito agressivo, que escorregou que foi um mimo.

 

Bowls & Bar - Limoncello Daiquiri

 

Nesta altura, de forma a não irmos todos parar em coma alcoólico ao hospital mais próximo, vieram para a mesa uns canapés (ou se quisermos ser internacionais finger food) que estavam muito saborosos.

 

Gostei particularmente do húmus e do facto de vir servido, além de outros vegetais, com cogumelos shimeji, que era algo que eu nunca tinha sequer ponderado em comer cru, mas que surpresa das surpresas, acompanhava fantasticamente bem o húmus.

 

Bowls & Bar

 

Com a barriga já mais compostinha veio um Gin Tónico especial, com uma infusão de especiarias. Mas infelizmente, nem as especiarias foram o suficiente para me converterem ao Gin, bebida que não é detentora do meu maior apreço, a não ser que seja suficientemente mascarada por outros sabores. 

 

Mais uma vez o problema não era do Gin, mas sim meu, porque acredito que os verdadeiros amantes iriam adorar esta bebida.

 

Bowls & Bar - Gin Tónico

 

Agora o ponto alto da noite, a coisa mais maravilhosa que eu provei, a bebida que me fez beber a minha e surripiar a do vizinho do lado com o maior dos descaramentos, foi o Moscow Mule com um maravilhoso twist.

 

O Moscow Mule é feito com vodka e com cerveja de gengibre, conferindo-lhe o gengibre um sabor final tão característico, sendo que o twist é usarem manga, o que eleva este cocktail a algo assim de divinal.

 

Bowls & Bar - Moscow Mule

 

Por isso se estiverem à procura de um lugar onde possam estar com o vosso patudo enquanto se deliciam com cocktails extraordinariamente maravilhosos, o Bowls & Bar é o local certo. Tenham só atenção se tiverem alergia a flores, nesse caso vão à farmácia mais próxima, tomem um anti-histamínico e liguem a um amigo para estar preparado para vos levar a casa em segurança!

 

Bowls & Bar

 

Bowls&Bar Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

09
Dez18

Miss Jappa


Miss Jappa em 10 Segundos : Apaixone-se pela Junk Food Japonesa, aventure-se na Roleta Russa, não tenha grandes expectativas relativamente ao Sushi e pense duas vezes no que responder quando alguém perguntar se está a gostar de tudo!

Miss Jappa

 

Ir ao Miss Jappa estava na minha lista de desejos há muito tempo, especialmente por causa da Roleta Russa, um jogo de sorte e azar onde os Gunkans são os protagonistas e, neste sábado, finalmente visitei o espaço para almoçar.

 

Situado no Príncipe Real, é um restaurante não muito pequeno mas também não muito grande, com uma pequena esplanada deliciosa na parte traseira, sendo que a reserva principalmente para o jantar é recomendada.

 

Quando entrarem não pensem que estão a delirar por verem pessoas a dobrar, a parede do primeiro espaço é forrada totalmente a espelho, dando uma ilusão de profundidade que pode baralhar os mais incautos.

 

Quando pensamos em comida japonesa a primeira coisa que nos vem à cabeça é sushi, peças e peças de sushi, um all you can eat de sushi até ficarmos a rebentar.

 

Aqui não há all you can eat mas podem descobrir-se outros pratos da gastronomia japonesa, e garanto-vos que vale a pena a experiência.

 

A refeição começou com um Quantos Queres, quatro aperitivos servidos num origami com a forma do jogo infantil.

 

Lembro-me de quando era cachopo de me estarem sempre a fazer esse jogo, onde uma pessoa tinha de dizer um número e depois escolher uma cor - acho que o prémio mais emocionante que ganhei com esse jogo foi um estalo (ainda dizem que as crianças hoje em dia é que são violentas!).

 

Os chips de camarão eram simpáticos mas o destaque foi para o amendoim com o caramelo de miso (impossível de deixar de comer), para as ervilhas wasabi que picavam no momento e para o biscoito de sishimi (ia jurar que o nome correcto era shichimi) com queijo que ficava a picar no palato durante mais algum tempo.

 

Miss Jappa - Quantos Queres

 

De seguida veio Okonomiyaki, uma panqueca de couve na chapa com camarão, maionese de tonkatsu e lascas de atum seco (mais concretamente katsuobushi, flocos de bonito ou atum-bonito) ainda a mexerem-se (não se assustem, é apenas um efeito "especial"), que já vinha cortadinha para ser mais fácil de partilhar, o que aconteceu em vários pratos.

 

E minha gente, se acham que não gostam de couve então tem mesmo de provar esta panqueca.

 

Estava qualquer coisa de divinal, sendo que a certa altura eu até fiquei na dúvida se não estava a comer uma alheira em vez de couve com camarão, muito por causa da maionese de tonkatsu.

 

Miss Japa - Okonomiyaki

 

Depois chegou Nasu Dengaku, uma beringela grelhada igualmente cortadinha com molho dengaku, polvilhada com bacon e rebentos de mizuna.

 

Mais uma vez, acham que não gostam de beringela?

 

Então confiem em mim e provem esta!

 

Parecia que estava a comer um pedaço de frango em vez do vegetal, e o molho dengaku, com miso, açúcar e limão, é de fazer uma pessoa querer pedir um frasco e enfiá-lo todo na boca de tão bom que é!

 

Miss Japa - Nasu Dengaku

 

O Bao de Salmão Teriyaki é na realidade um Gua Bao, visto ser aberto como uma sandes e o Bao ser fechado, mas a conjugação do pão ao vapor, com o salmão, a rúcula e o pickle de daikon é que são importantes, fazendo uma pessoa ficar com pequenas lágrimas nos olhos de alegria.

 

Miss Jappa - Bao de Salmão Teriyaki

 

Após estes três maravilhosos pratos as expectativas estavam assim super altas, por isso o combinado de doze peças de sushi que chegou à mesa foi uma desilusão.

 

Não tanto pelo sabor, que estava muito agradável com combinações interessantes de texturas, mas pela apresentação. O arroz com pouca liga, pouco glutinoso, e com a apresentação do peixe muito descuidada.

 

Combinado de Sushi Miss Jappa

 

Quando um dos empregados me perguntou se eu tinha gostado do sushi, eu, qual pessoa honesta sem papas na língua, disse-lhe a verdade, que achava que o forte do Miss Jappa não era o sushi (não disse que achava que tinha sido feito por uma criança de oito anos que também não sou assim tão desbocado!).

 

O que é que eu fui dizer!!! Parecia que tinha acabado de afirmar que a Cristina Ferreira era efectivamente a Princesa Diana de Portugal, tal foi o ar de espanto/indignação com que o empregado ficou.

 

Já a sentir-me a arder nos fogos do Inferno do Sushi expliquei rapidamente que tinha gostado do sabor mas que achava que a apresentação não era a melhor, especialmente o arroz que estava pouco coeso e a desfazer-se.

 

Ao qual recebo como resposta um maravilhoso:

 

Você não sabe que é assim que é suposto ser?

 

Pimba que já almoçaste!

 

Naquele momento fui assim apelidado de burro, ignorante, pessoa sem formação....e fiquei a saber que todos os outros restaurantes de sushi a que tinha ido na vida estavam errados, aquele é que era o detentor da sabedoria universal.

 

A quem possa interessar, o sushi do Miss Jappa que me foi apresentado não está realmente correcto, facto que me foi corroborado por um conhecido Chef de Sushi ao qual apresentei a foto para tirar as teimas.

 

Um arroz efectivamente não ligado, talvez por culpa da utilização de arroz mal cozido, ou do desrespeito pelo tempo de espera antes e/ou depois da cozedura, ou da utilização de arroz de colheitas velhas, ou com algum incidente no molho que liga o arroz após a cozedura ou outra que não consegui entender mas, por certo, tudo o que um sushi de categoria não deve ser. 

 

Por isso se vos apresentarem o mesmo reclamem e não deixem que vos olhem com superioridade.

 

Passado este percalço decidi que não ia ficar a remoer no assunto e foquei-me naquilo que me tinha trazido ao restaurante, a Roleta Russa.

 

Um conjunto de seis Gunkans (quatro deles envoltos em pepino, que se uma pessoa não gosta do vegetal tá tramada) numa placa giratória, onde um deles esconde uma malagueta.

A quem calhar a surpresa tem que beber um golo de sakê.

 

É emocionante uma pessoa não saber se vai comer a malagueta ou não, e apesar da qualidade dos gunkans aqui é a adrenalina o ingrediente principal.

 

Como a placa giratória não gira assim fantasticamente bem, se não ainda podia uma peça de sushi voar pelo caminho, sugiro que fechem os olhos, façam outra pessoa rodar a placa e quando se sentirem confiantes digam PARA.

 

O gunkan que estiver à vossa frente é o que vocês comem!

 

E não se preocupem demasiado com a malagueta, foi a mim que ela calhou e apesar de picar não é suficiente para vos fazer sair labaredas pela boca fora! 

 

Miss Jappa - Roleta Russa

 

A refeição podia ter ficado por ali, mas eu e o Cara-Metade ainda quisemos provar um Ramen Chasuni, com cachaço de porco, espinafres, kimchi, cebolo e ovo.

 

O caldo, com um travozinho picante, fez as minhas delícias.

 

Fiquei apenas desapontado com o ovo, que apesar de estar cozinhado na perfeição via-se nitidamente que não tinha sido curado no tradicional mistura de molho de soja e mirin, já que a cor da parte externa da clara é totalmente diferente quando ele passa por este processo.

 

Miss Jappa - Ramen

 

O Miss Jappa para mim é um local onde devem ir experimentar junk food japonesa, saborosa, maravilhosa de fazer perder a cabeça.

 

Acompanhem com um óptimo cocktail Miss Jappa, com puré de lichias, sakê, limoncello e Campari.

 

Cocktail Miss Jappa

 

Visitem a casa-de-banho (acreditem vão gostar) mesmo que não tenham vontade de ir fazer xixi.

 

Mas não criem expectativas em relação ao Sushi.

 

E se acharem que ele não está como era suposto digam no fim da refeição, não se enervem a meio que não vale mesmo a pena!

 

Miss Jappa

 

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08
Dez18

Sushi e Mindfulness


O Cara-Metade está a fazer, na escola onde dá aulas, uma formação de Mindfulness, que entre outras coisas ajuda a focarmos a nossa plena atenção no momento presente: a pararmos, respirarmos, desligarmos o piloto automático e tomarmos consciência do que se passa.

 

Uma das vertentes do Mindfulness é a alimentação.

 

Quantos de nós comemos agarrados ao telemóvel ou a ver uma série no computador?

 

No fim se nos perguntarem a que é que sabia a nossa comida provavelmente sabemos responder o que é que comemos mas não a que é que os alimentos realmente sabiam.

 

Para colocar em prática esta alimentação em estado de consciência plena o Cara-Metade convidou-me para um Sushi Mindfulness no Sushi Lisboa, no Parque das Nações.

 

Não, não é nenhuma nova moda lançada por este restaurante, apesar de ser uma ideia até interessante (se alguém usar esta minha sugestão pelo menos mande-me uma mensagem a avisar ok?), simplesmente consistiu em irmos comer sushi sem estarmos sistematicamente agarrados ao telemóvel a ver notificações e mandar mensagens.

 

Pela primeira vez em muitos anos o Cara-Metade jantou com o telemóvel no casaco, longe de vibrações sistemáticas; já eu não o pude deixar longe de mim porque se não como é que tirava as fotos da praxe?, mas só o usei para esse fim.

 

Comer sushi é bom, mas saboreá-lo ainda é melhor, especialmente se for fresquinho e de qualidade como o do Sushi Lisboa.

 

Com opção de all you can eat (obviamente que foi o que eu pedi), o Sushi Lisboa é um espaço não muito grande mas bastante agradável, com um staff simpático e muito prestável.

 

Tenho a dizer que para mim a experiência começa no momento em que ligo a fazer uma reserva, e uma voz simpática e calorosa do outro lado da linha, que foi o que eu encontrei quando fiz a chamada, deixa-nos logo com um astral positivo e com um bom feeling relativamente ao restaurante.

 

A entrada foi um hot roll philadelphia, extremamente saboroso, com um molho assim fantástico mesmo a pedir que esfregássemos a nossa língua nele, mas como o decoro é algo ainda em voga no nosso país fiquei-me por passar o dedo e lambê-lo em seguida.

 

Sushi LisboaSushi Lisboa

 

Serviram-nos de seguida três vezes uma boa variedade de peças de sushi e sashimi, e se tivéssemos espaço extra no estômago mais teriam vindo.

 

Comendo de uma forma consciente, parando para respirar e não engolindo peças estilo aspirador, consegui saborear ainda melhor as texturas de cada peça: a frescura da manga, a rica suavidade do peixe manteiga, o crocante da alga em camada dupla de um maki, o ligeiro picante do prato incógnita!

 

Sushi LisboaSushi LisboaSushi Lisboa

 

E o que é o raio do prato incógnita perguntam vocês?

 

Junto com o sushi e o sashimi serviram-nos uma pequena tigela com uma mistura de três peixes, salmão, atum e peixe-manteiga, marinados em citrinos e envolvidos numa mistura de especiarias japonesas.

 

Quando perguntámos o nome disseram-nos que havia quem o apelidasse de carpaccio, outros de ceviche, outros de tártaro....Como para nós não correspondia a nenhuma dessas opções ficou de prato incógnita! 

 

Sushi LisboaSushi Lisboa

 

A única coisa que eu mudaria no sushi do Sushi Lisboa seria o arroz, que precisava de estar ligeiramente mais seco para ser fenomenal. Estava muito bom é verdade, mas se conseguissem aperfeiçoar o arroz então teríamos um sushi para além de fenomenal.

 

Desafio-vos a quando visitarem o Sushi Lisboa desligarem os vossos telemóveis e focarem-se apenas nos sabores das peças que vos vão colocar à frente.

 

Aposto que vão descobrir que tudo é muito Umami! 

 

Sushi Lisboa

 

 

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06
Dez18

Pizzaria Luzzo - Parque das Nações


Se há coisa que mais me irrita do que uma ida a um mau restaurante é visitar um restaurante que tem tudo para ser óptimo mas que oferece uma má experiência ao cliente.

 

Foi o que me aconteceu ontem, no meu dia de anos, quando fui visitar a Pizzaria Luzzo situada no Parque das Nações.

 

Não posso dizer que a experiência foi má, mas é como quando fazemos um exame da faculdade e passamos com 10, ficamos contentes porque finalmente fizemos aquela cadeira do demo mas não podemos deixar de pensar que menos um bocadinho e tínhamos de ir a recurso.

 

Um espaço bonito e bem decorado, com funcionários simpáticos e prestáveis, a Pizzaria Luzzo tinha tudo para me proporcionar um almoço de aniversário memorável, só que não foi capaz de cumprir o que prometia.

 

O pedido é feito de uma forma bastante futurista (pelo menos para mim que sou moço antiquado): recorrendo a um tablet que possui o menu na íntegra com fotos e detalhes de cada prato, seleccionamos o que queremos e depois é só carregar em enviar.

 

Pizzaria Luzzo - Parque das Nações

 

O grande problema foi o tempo de espera entre o ter carregado em enviar e os pratos virem para a mesa.

 

A cozinha estava um caos, os pedidos estavam todos atrasados, fossem os nossos ou os dos outros clientes, depois de termos comido a entrada vieram-nos perguntar se já tinha vindo para a mesa...enfim, uma desorganização de dimensões épicas.

 

O grande problema de se almoçar fora é que o tempo muitas vezes está contado, então o serviço ainda tem que ser mais expedito que ao jantar, onde normalmente as pessoas estão mais relaxadas.

 

Como metade dos meus convidados tinham de ir trabalhar a seguir ao almoço acabei por ter uma refeição stressada, porque só via o tempo a passar e nada de comida.

 

Pior que tudo, a mesa onde nos sentaram era mesmo colada à ligação da cozinha com a sala, por isso de cinco em cinco minutos tinha um empregado furioso a gritar num misto de português com inglês pelas entradas da mesa 7 ou pela pizza com extra queijo da mesa 9.

 

A certa altura juro que estive para me levantar e ir fazer uma micro-gestão daquela cozinha, porque acreditem que em tempos de crise eu sou fantástico a dar ordens (se não acreditam venham ver-me um dia na farmácia quando tenho 28 clientes em espera...).

 

Relativamente à comida, foi ela que conseguiu salvar o almoço, porque era realmente boa, apesar de mesmo assim terem existido algumas falhas.

 

Para entrada vieram uns peixinhos da horta italianos, que consistiam nuns espargos envolvidos em presunto e polme acompanhados com uma maionese de caril e lima.

 

Estavam muito saborosos mas o grande problema de se ter um menu com fotografias é que as pessoas comparam, e na foto a polme estava muito delicada, deixando ver quase à transparência o espargo, enquanto que a nossa era extremamente massuda, o que matava um pouco o equilíbrio do prato.

 

Pizzaria Luzzo - Parque das Nações

 

O crostini de presunto estava delicioso, com um bom balanço entre a riqueza do presunto, a intensidade do queijo parmesão e a frescura do tomate - se fossem só um bocadinho maiores eram perfeitos, mas aqui já entramos no meu gosto pessoal.

 

Pizzaria Luzzo - Parque das Nações

 

As pizzas essas eram divinais, com uma massa fina e crocante, repletas de ingredientes de muito boa qualidade.

 

A Calzone Michele, com azeitonas pretas, fiambre de porco e pepperoni, é uma aposta segura mas mais conservadora.

 

Pizzaria Luzzo - Parque das NaçõesPizzaria Luzzo - Parque das Nações

 

A Formaggio, com a sua mistura de queijos parmesão e gorgonzola, é de comer e chorar por mais de tão saborosa que é.

 

Pizzaria Luzzo - Parque das Nações

 

A Rústica, com o seu ovo escalfado, alheira e espargos laminados, é uma combinação vencedora, havendo um contraste muito interessante de sabores que não se esperam encontrar numa pizza.

 

Pizzaria Luzzo - Parque das Nações

 

Agora a pizza da minha eleição, a pizza que eu posso considerar uma das melhores que comi nos últimos tempos, foi a Basil, exclusiva da Luzzo Expo, que combina amêndoas tostadas (a sério, quem é que se ia lembrar de colocar amêndoas numa pizza?), com folhas de manjericão, azeite de trufa e quantidades colossais de presunto fatiado.

 

Pizzaria Luzzo - Parque das Nações

 

Só que infelizmente nem as pizzas se livraram do meu olho crítico, tudo por causa do ovo que veio na Rústica e na Formaggio (nesta última tendo sido pedido como extra).

 

Por ser escalfado o ovo é cozinhado à parte e depois adicionado à pizza, o que seria perfeito se ele tivesse sido escorrido em condições.

 

Como nenhum dos dois foi, na zona circundante ao ovo conseguia-se ver mini-poças de água que deixaram a massa empapada.

 

Concluindo, a Pizzaria Luzzo tinha tudo para ser uma excelente memória gastronómica, mas apesar de me ter deixado com a barriga satisfeita infelizmente também me deu uma valente dor de dentes por causa dos níveis de stress que me fez atingir!

 

Pizzaria Luzzo - Parque das Nações

Pizzaria Luzzo - Parque das Nações

 

Pizzaria Luzzo Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

06
Dez18

Workshop de Pastel de Nata da Pastelaria Batalha


Quem me conhece sabe que uma das formas mais fáceis de me deixar com um sorriso nos lábios é oferecer-me um pastel de nata.

 

Na realidade nem é preciso ser exactamente um pastel de nata, qualquer outro doce conquista-me no momento e podem fazer o que quiserem de mim!

 

Apesar de já ter trincado muitos pastéis durante estas minhas três décadas de vida, nunca reflecti sobre qual era o processo para se fabricar tal delícia.

 

Por isso, quando surgiu a oportunidade de assistir a um workshop cujo tema era como fazer esta especialidade da doçaria portuguesa na Pastelaria Batalha, em pleno coração de Lisboa, todo eu fiquei aos saltinhos por dentro.

 

Quer dizer, metade de mim ficou aos saltinhos e a outra metade ficou assim ligeiramente apavorada.

 

Isto porque eu gosto de aprender coisas novas relativas à área da gastronomia, mas para mal dos meus pecados sou assim um desastre ambulante no que toca a cozinhar.

 

Não é que eu passe fome se tiver de me desenrascar e fazer qualquer coisa para comer, mas pronto, não fui abençoado com capacidades culinárias estonteantes.

 

Por isso estava apreensivo porque tinha lido que o workshop seria prático, ou seja, em vez de ficar apenas a olhar e a comer quantidades industrias de pastéis também teria que por as mãos na massa.

 

Imaginei-me logo a ficar sem um dedo, ou a queimar-me no fogão, ou a pegar fogo à cozinha e ter que ajudar a evacuar a Pastelaria Batalha, isto se não me desse um piripaque primeiro e caísse redondo no chão mal avistasse a primeira labareda.

 

Felizmente os meus receios eram infundados.

 

Além de ter mantido a minha integridade física acabei por divertir-me e aprender imensos detalhes interessantes sobre a confecção deste doce, maioritariamente graças ao João Batalha que conduziu a Cooking Class, que apesar de certamente nunca ter visto uma pessoa tão naba como eu manteve a compostura e ajudou-me em todo o processo de fabrico do pastel para no fim eu ter algo para comer e não precisar de roubar à pessoa do lado.

 

 

  • Usa-se manteiga ou margarina na confecção da massa?
  • A temperatura da água que se junta à farinha tem influência no resultado final?
  • A baunilha é um dos ingredientes do Pastel de Nata?
  • Quando se faz o creme deve-se misturar a farinha e o açúcar ou colocar em camadas?

 

 

Estas e outras questões (muitas das quais nunca me tinham sequer passado pela cabeça) foram respondidas durante duas horas que passaram num instante, num ambiente extraordinário e com um resultado final extremamente delicioso!

 

A única coisa que tenho a dizer de negativa é o facto de me terem feito usar uma touca para o cabelo!!! - é que ninguém, mas ninguém fica sensual com uma coisa daquelas! 

 

 

Workshop/Cooking Class Pastel de Nata Pastelaria Batalha

Workshop/Cooking Class Pastel de Nata Pastelaria BatalhaWorkshop/Cooking Class Pastel de Nata Pastelaria Batalha

Workshop/Cooking Class Pastel de Nata Pastelaria Batalha

Workshop/Cooking Class Pastel de Nata Pastelaria Batalha

Workshop/Cooking Class Pastel de Nata Pastelaria Batalha

 

 

Para mais informações sobre o Workshop/Cooking Class Pastel de Nata podem clicar aqui!

For more informations about the Pastel de Nata Workshop/Cooking Class you can click here!

04
Dez18

Brunch do Restaurante A Fazenda


A minha refeição preferida é sem dúvida o brunch, aquele cruzamento de pequeno-almoço com almoço, onde tanto comemos coisas saudáveis cheias de anti-oxidantes tão características da primeira refeição do dia como lambuzamos quantidades industriais de gorduras saborosas que nos fazem ficar com uma sonolência boa tão própria da hora do almoço.

 

Lembram-se do restaurante onde quase tive um orgasmo depois de comer um chévre panado?

 

Pois bem, voltei lá para experimentar o brunch porque, pasmem a vossa alma, é um brunch com a possibilidade de refill!

 

E nem sequer precisam de se levantar da vossa cadeira para ir buscar mais comida - basta pedirem a um dos simpáticos colaboradores que num instante aparece na vossa mesa uma nova quantidade do item que tanto gostaram e querem voltar a comer.

 

O único problema do brunch com refill é o mesmo que acontece nos restaurantes de fast-food com reenchimento de bebida grátis.

 

Nós se calhar nem estávamos assim com tanta sede mas se podemos voltar a atestar o nosso copo de graça então obviamente que no fim da refeição vamos acabar por ter bebido dois litros e meio de refrigerante.

 

Por isso preparem os vossos estômagos para conseguirem acomodar todas as delícias que vos vão chegar à mesa.

 

O brunch do A Fazenda é muitíssimo bem composto, eu honestamente fiquei uns bons cinco minutos a olhar para tudo sem saber o que deveria começar a atacar, até que percebo que o Cara-Metade já vai na terceira ou quarta iguaria.

 

Brunch Restaurante A Fazenda

Pouco tempo depois de ter tirado esta foto chegaram os ovos mexidos mas o Cara-Metade lançou-me um olhar de fome que me impediu de voltar a fazer nova sessão fotográfica!

 

E aqui confesso-vos uma coisa, eu sou aquela pessoa ligeiramente ansiosa com pouca capacidade de decisão mas que quando vai comer fora com alguém gosta de provar as coisas em simultâneo, para poder trocar umas palavras sobre os sabores, as texturas...

 

Mas o Cara-Metade não, é vê-lo colocar a terceira e comer tudo num ápice.

 

É que se ainda fosse de forma silenciosa, mas ele não se coíbe de fazer apontamentos sobre quão boas estão as salsichas ou fazer um gemido de prazer devido à frescura dos ovos.

 

E eu que ainda nem sequer peguei nos talheres fico extremamente ansioso porque também quero saber o quão boas estão as salsichas e soltar gemidos devido aos ovos o que leva a que enfie tudo na boca ao mesmo tempo e fique assim meio que embuchado e quase que a necessitar que alguém me venha fazer a manobra de Heimlich.

 

Mas falemos menos de mim e mais da comida.

 

Sumo de laranja natural, feito com laranjas verdadeiras e não um concentrado qualquer vindo de uma garrafa industrial. Um cappuccino delicioso. Croissants e pão fresquinho. Fruta laminada por alguém com 1000x mais perícia que a minha pessoa, que se fosse eu a tentar deixar a fruta toda bem cortadinha chegava à mesa assim numa polpa. Ovos mexidos fantásticos. Um trio de manteigas de suspirar por mais. Salsichas e tiras de bacon tão boas que eram impossíveis de parar de comer, fazendo o colesterol entupir assim meia dúzia de veias. Uma salada rica e muito bem condimentada. E o iogurte, minha gente, o iogurte ao qual devem adicionar o doce e o muesli é qualquer coisa de vos fazer lamber a tigela sem quererem saber se está alguém a olhar para vocês!

 

Brunch Restaurante A Fazenda

Brunch Restaurante A Fazenda

Brunch Restaurante A Fazenda

Brunch Restaurante A Fazenda

Brunch Restaurante A Fazenda

Brunch Restaurante A Fazenda

 

Acabei o brunch completamente cheio, a rebolar, sem espaço para mais nada....até que me lembrei que o Cara-Metade não tinha provado o chévre panado.

 

Por isso pedi, fora do brunch, que me trouxessem aquela delícia do céu, aquele manjar dos deuses, aquele pedaço de salvação para as nossas papilas gustativas.

 

E estava tão bom, mas tão bom, que mais uma vez tive de segurar a minha vontade de o esfregar todo na minha cara.

 

Brunch Restaurante A Fazenda

 

Findado o chévre ainda veio uma bela taça de banoffee, que para a sobremesa uma pessoa arranja sempre espaço, mas com um toque de irreverência; uns belíssimos frutos vermelhos no topo que criavam uma acidez que se conjugava interessantemente com a doçura e cremosidade da banana.

 

Brunch Restaurante A Fazenda

 

 

Já experimentaram o brunch do A Fazenda?

 

Se ainda não do que é que estão à espera?

 

Vistam o vosso fato de treino, comecem a fazer alongamentos ao estômago e preparem-se para devorar quantidades industriais de fantástica comida!

03
Dez18

Caco, o Original


Volta e meia, quando visito os meus pais, gosto de dar uma olhadela nos álbuns de fotos (sim pessoas que nasceram a partir de 2000, antigamente usavam-se álbuns de fotos) que eles tem guardados e perder-me nas memórias do passado.

 

Desta última vez encontrei uma resma de fotos que retratavam a minha primeira ida à Madeira, não teria sequer 18 anos, e a primeira coisa que pensei foi como é que raio eu tinha tanto cabelo na altura e onde é que ele se meteu!

 

As memórias mais fortes que tenho da viagem são do meu pai com um mapa na mão constantemente perdido, eu a beber durante o dia todo Brisa de Maracujá e as quantidades industriais de bolo do caco que comi, quentinho e barrado com manteiga de alho....hummm que delícia.

 

Foi essa nostálgica recordação madeirense que me fez ontem ir ao Caco, um restaurante de refeições rápidas em Benfica, onde podemos ferrar os dentes num hambúrguer feito com bolo do caco.

 

A primeira impressão do Caco engana, porque quando se entra o espaço visível não é extraordinariamente grande, mas se descerem para o piso inferior vão ficar surpreendidos com a área de refeição que têm à vossa disposição.

 

Não existe serviço de mesas mas dão-vos um aparelhozito que começa a vibrar e a emitir luz quando o vosso pedido está pronto - por isso deixo aqui um conselho de amigo, se estiverem num dia mais cinzento coloquem o aparelhozito no bolso de trás das calças, vai ser impossível não ficarem com um sorriso nos lábios.

 

O Aparelho arranca sorrisos do Caco, O Original

 

Relativamente à comida, o Cara-Metade pediu o Brie, com queijo Brie, bacon, rúcula e carne de vaca, e eu atirei-me a um Caniçal, também com carne de vaca mas acompanhado com ovo estrelado, tomate e cebola caramelizada.

 

Nada a apontar aos hambúrgueres, carne bem cozinhada, quantidade satisfatória de ingredientes de qualidade envolvidos por um belíssimo bolo do caco e um sabor global muito agradável.

 

A limonada (acreditam que nem me lembrei de ver se havia Brisa de Maracujá? Chibatada em mim....) era boa, com o toque de acidez que se quer e sem um excesso de açúcar que mata muita limonada por esse mundo fora.

 

Agora as batatas fritas minha gente, as batatas eram boas, eu comi as batatas todas e não sobrou migalha alguma, mas quando se diz que são batatas caseiras espera-se umas batatas feitas in loco, não na casa de outra pessoa qualquer.

 

Apesar de serem de qualidade superior e de terem sido salpicadas no momento com orégãos, não deixavam de ser pacote, e pronto eu já enfardo tanta batata de pacote em casa que teria ficado ainda mais contente se no Caco as batatas fossem realmente caseiras.

 

Concluindo, se estiverem à procura de uma refeição acessível mas com qualidade e saudável ou quiserem reunir um grupo de amigos para descobrirem quem é que já se casou ou continua encalhado enquanto fincam o dente em hambúrgueres saborosos, o Caco é sem dúvida uma boa opção!

 

Caco, O Original

Caco, O OriginalCaco, O OriginalCaco, O Original

Caco, O Original

Caco, O Original

 

Caco, o Original Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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