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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

19
Jul18

10 Coisas a Não Fazer Quando se Vai à Piscina!


Como vocês sabem ando um entusiasta da natação que até fico cansado só de pensar em todo o exercício físico que tenho feito. Passei de uma pessoa completamente inerte, morrendo todos os dias no sofá, para alguém que vai quase diariamente nadar 1,5 km. 

 

Os resultados estão à vista, diminui a minha massa gorda, aumentei a muscular e os meus níveis de energia subiram, apesar de ainda lutar contra uma vozinha na minha cabeça que diz que era melhor ficar esparramado na cama a comer batatas fritas e a pensar no vazio.

 

Estes meses de natação permitiram-me fazer uma compilação de coisas a não fazer quando se vai à piscina e que vou partilhar convosco.

 

1 - Comer Muito

 

Já não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que me vejo impedido de ir nadar porque alguém conspurcou a piscina. E pelo que apurei não é por crianças mas sim por adultos que esta conspurcação é feita.

Muitas vezes tal acontece porque as pessoas comem dois frangos assados e meio alguidar de arroz doce antes de ir nadar. Depois estão lá a exibir o seu estilo bruços, aquilo dá-lhes volta ao estômago e pronto, sai tudo cá para fora.

Algo que também se deve evitar de consumir antes de nadar são os produtos lácteos, que atrasam a digestão. Já imaginaram estarem lançados numa cambalhota para terminarem a piscina num estilo de mariposa e aquele queijinho fresco andar ali às voltas qual moeda perdida no tambor da máquina de lavar roupa? O resultado não pode ser bom.

 

2 - Comer Pouco

 

Ou melhor dizendo, não comer nada. Para evitar os problemas de digestão há sempre a ideia de que o melhor é ir de estômago vazio para a piscina, uma pessoa até queima umas calorias extra.

Pois, além dos níveis de energia serem muito menores, o que se traduz num rendimento abaixo do esperado, há o risco de haver uma quebra de açúcar/tensão/qualquer coisa do género, que só compensa se o nadador-salvador for um pão!

Tenho a dizer que a técnica do rebuçado na boca antes de nadar também não funciona, porque uma pessoa depois nem nada em condições porque está com medo que o rebuçado ou saia disparado contra a cabeça de alguém ou que seja engolido e cause uma asfixia assim meio que chata.

 

3 - Não Atar Convenientemente a Tanga

 

É muito aerodinâmica, dá uma pernona do caraças e deixa ali a genitália toda aconchegadinha, mas a tanga se não for convenientemente atada é o inimigo mortal do nadador. Já imaginaram o que é dar um impulso com os pés contra a parede e o vosso corpo ir e a tanga ficar atrás? Garanto-vos que não é uma experiência pela qual queiram passar.

 

4 - Nadar à Campeão Quando Há Outras Pessoas na Mesma Pista

 

Estão prestes a bater o recorde da Junta de Freguesia dos 25 metros de crawl. As vossas respirações são curtas e rápidas, as vossas braçadas são vigorosas, já sentem as pernas a arder do esforço. Estão mesmo a terminar, vão fazer uma última respiração quando uma pessoa no sentido contrário a nadar costas cria um mini tsunami que vos faz entrar meio litro de água pela boca dentro. Perdem a oportunidade de entrar para o Guiness e ainda tem que se controlar para não vomitarem naquele preciso momento.

 

5 - Dançar ao Som da Aula de Hidroginástica 

 

Obviamente que se forem à aula de hidroginástica que podem, e devem, dançar ao som das músicas que passam. Mas se estiverem noutra pista a nadar e começarem a mover furiosamente a anca porque os velhotes estão todos a desemperrar as articulações ao som do Despacito, assegurem-se de que ninguém está a olhar para vocês. Ou pelo menos que não fazem um requebranço sub-aquático até ao chão.

 

6 - Esquecer-se dos Chinelos em Casa

 

Uma pessoa não vai nadar sem tanga. Uma pessoa não vai nadar sem touca. Uma pessoa pensa duas vezes em nadar sem óculos. Mas quando alguém se esquece dos chinelos isso não é impedimento para ninguém que pé entre pé se enfia na piscina. Pois só tenho uma palavra a dizer relativamente a esta atitude: FUNGOS!

É preferível colocarem um saco de plástico a proteger cada pézinho ou fazer uma passadeira com papel higiénico do que se aventurarem a fincarem todos fungosos. É que os raios dos bichos depois são complicados de eliminar.

 

7 - Pensar na Vida Enquanto se Nada Costas

O que é que eu vou fazer amanhã? E o almoço, será que ainda consigo aproveitar aquela sopa de há duas semanas? Tenho mesmo que ir ao dermatologista ver este pelo encravado.

PUM

Quando uma pessoa se distrai a pensar na vida enquanto nada costas e não está atento às bandeirinhas de sinalização de fim de piscina é certo e sabido que vai atrair a atenção de todos com o estrondo que irá fazer depois de bater com a cabeça na parede.

 

8 - Ser Cegueta e Não se Levar Relógio

 

Sofro todos os dias com isto porque não tenho nenhum relógio à prova de água, e o único que existe na piscina é assim minúsculo e está numa parede lateral, ou seja, nem numa zona central do recinto se encontra.

Isto traduz-se por muitas vezes eu ter de atravessar a piscina toda para conseguir chegar ao pé do relógio para ver se ainda tenho tempo para nadar mais um pouco.

Se podia perguntar a alguém que horas eram? Já o fiz, e consegui descobrir uma pessoa mais cegueta que eu.

 

9 - Esquecer-se da Combinação do Cadeado do Cacifo

 

Já fiz um post inteiro relativo a este drama, mas nunca é demais reforçar que se tiverem um cadeado de combinação não se esqueçam do código secreto. Escrevam na mão, coloquem um papelinho dentro da tanga, façam um mantra, mas não se olvidem dos três a quatro números que vos permitem ter acesso à vossa roupa.

 

10 - Lançar Maldições aos Nadadores Lentos

 

Eu sei que eles irritam, eu sei que eles nos tiram do sério, eu sei que eles fazem de propósito para o nosso treino não ser tão bom, eu sei que às vezes dá vontade de os afogar ali mesmo e depois esconder o corpo, mas no fim de contas elas são humanos como nós.

Podem ser lentos mas pelo menos estão a fazer algo similar a exercício. Se podiam ir a uma aula melhorar o estilo em vez de irem ao horário livre? Podiam, mas não era a mesma coisa. Encarem isto como uma provação para entrar no Céu.

E se não aguentarem mesmo amaldiçoem-nos assim com uma coisa levezita, como uma candidíase nas virilhas ou uma hemorróida mais assanhada!

 

24
Abr18

De volta às corridas!


Um dos meus objectivos para este ano é correr uma meia-maratona.

 

Quando era mais novo, cheguei a fazer uma mini-maratona sem grande esforço e com um tempo bastante razoável, mas na altura a idade era outra e o corpo ainda não se queixava das mazelas que fui acumulando ao longo do tempo.

 

O ano passado tinha instaurado um hábito de corrida, muito graças ao meu irmão, que estava decidido em ser saudável, pelo menos durante dois meses e meio, que é o tempo médio que estas resoluções a ele lhe duram, e dia sim dia não ia correr com ele, muitas vezes acompanhado pelo cara-metade e pela cunhada, que não corriam mas davam valentes caminhadas.

 

A corrida além de ser boa para o corpo era fantástica para a mente, porque colocávamos a conversa em dia, e falávamos de tudo e mais um par de botas, do trabalho, dos relacionamentos, da existência de cogumelos alucinogénicos e de qual o melhor molho hipocalórico para acompanhar saladas.

 

Depois chegou o Inverno e a chuva, e eu desisti de ir correr, porque o meu maior medo é escorregar, bater com a cara no chão e partir os óculos e o nariz.

Assim dediquei-me ao mui nobre desporto de afagar o sofá com o rabo.

 

Neste último domingo, decidi que em vez de ir nadar, ia correr.

 

Afinal já estamos quase em Maio e se quero participar com sucesso na meia-maratona tenho de me começar a preparar.

Fui sozinho mas confiante, afinal a natação estava-me a conferir uma óptima resistência física e certamente que ainda ia estar mais bem preparado do que no ano passado quando corria regularmente.

 

Pois que não.

 

Comecei muito bem, a pensar que era tudo um mar de rosas, quando começa-me a doer os joelhos, e os tornozelos, e a anca.

 

Continuo valentemente a minha corrida, mas mal encaro a primeira subida do demónio, percebo que estou tramado.

 

Com um esforço colossal chego ao topo da subida e caio literalmente para o lado.

Fiz metade do percurso restante a andar e a outra metade a correr, e apesar de ter suado bem fiquei um bocadinho desgostoso, porque percebi que afinal não estou assim em tão boa forma física.

 

No fim de contas a natação apesar de ser boa para desenvolver a capacidade respiratória não é um desporto de impacto, por isso quando comecei a correr o meu corpo começou logo a dar sinal de não estar habituado àquele tipo de exercício.

 

De qualquer das formas não vou desistir e vou começar a ir correr mais regularmente.

 

Para quem tiver curiosidade, a zona que eu escolho é o Parque da Bela Vista, que é óptimo para correr ou andar de bicicleta, já que não é todo plano, tendo várias inclinações o que faz com que o treino seja mais puxado. É fantástico se tiverem animais, porque o parque é gigantesco e o vosso amigo vai gostar de ter tanto espaço para correr e brincar, além de que possui pontos de água, bancos, zona para crianças e máquinas de exercício para aqueles que querem por os músculos a mexer mas não gostam de correr.

 

Corrida Parque Bela Vista

 

Se um dia estiverem por aquelas bandas e virem um moço com os bofes de fora, digam olá, sou muito capaz de ser eu!

11
Abr18

Andar na rua de fato-de-banho é crime?


Como sabem, continuo valentemente a ir à natação, mesmo naqueles dias em que acordo e já estou a sofrer por antecipação por ter que deixar o quentinho dos lençóis e ir enfiar-me numa piscina para fazer exercício.

 

Dependendo do meu horário no trabalho ou vou logo de manhãzinha, ou apareço no recinto ao fim do dia.

 

Um destes dias, em que fui nadar no período da tarde na última hora disponível, vi a minha vida a andar para trás.

É que eu sou uma pessoa que confia plenamente nas suas capacidades mentais, mas trinta e tal anos depois já deveria saber que essas supostas capacidades são muito reduzidas.

 

Chego aos balneários, equipo-me, e descubro que o meu cadeado última geração de alguma forma que eu nunca cheguei a compreender conseguiu memorizar um código diferente daquele que eu usava todos os dias!

 

Se eu podia ter voltado a por o código antigo? Podia!

Mas obviamente que não o fiz. Olhei para o código novo e pensei, pedaço de bolo (piece of cake), e lá fui eu todo lampeiro nadar.

 

Estava eu muito bem a exibir o meu estilo aquático e a contar piscinas (que eu tenho de contar as piscinas para perceber a quantas ando), quando chego para aí à décima e penso - Espera lá qual era o código mesmo?

 

303 - de certeza que era 303! Mas seria 303? Começo a ficar em pânico, e só me apetece sair da piscina para ir verificar a combinação. Mas controlo-me e digo, Calma Triptofano, de certeza que é 303.

 

Só que não era!


Quando saio da piscina depois de completar a minha actividade física diária, vou expectante em direcção ao cadeado. E ele não abre.

E eu vejo a minha vida a andar para trás.

 

E volto a por 303. E o cadeado volta a não abrir. E ponho 304. 302. 403. 404. E nada abre. E já estou há cinco minutos a lutar contra o cadeado.

 

Nos balneários já quase não há ninguém, e as poucas pessoas que restam olham para mim de soslaio.

 

Volto para a piscina a ver se vejo alguém que me possa ajudar - provavelmente não devo ser a primeira pessoa que se esqueceu da combinação do cadeado!

 

Não há ninguém na piscina, mas não consigo perceber se não há mesmo ninguém ou se pelo facto de estar sem óculos e não ver um palmo há frente da cara é que eu não consigo ver a potencial salvação dos meus problemas.

 

Para piorar não tenho roupa nenhuma fora do cacifo, nem uma toalha. O telemóvel também está lá dentro, mas podia pedir o telemóvel de alguém emprestado e ligar ao cara-metade para me vir trazer nem que fosse um roupão. Só que ele está num jantar de amigos bastante longe de onde me encontro.

 

Começo a equacionar sair da piscina e ir a pé para casa só de fato-de-banho. Descalço. A apanhar frio. Sujeito a ser assediado por velhinhas que colocaram demasiado creme hormonal na vagina. Ou preso por ser demasiado sensual.

 

Mas mesmo que fosse para casa depois como é que eu entrava? Tocava à campainha do vizinho e pedia-lhe exílio enquanto o cara-metade não chegasse?

 

Volto ao cadeado.

Bolas, nem que ficasse ali a noite toda a experimentar combinações ia conseguir abrir o raio do bicho.

 

De repente faz-se luz.

030.

E ele abre-se. E eu suspiro de alívio. Nunca mais me hei-de esquecer do raio da combinação.

 

22
Mar18

Proteína Pós-Treino


Treino talvez seja assim uma palavra muito ousada para o que eu faço na piscina, mas na realidade, talvez também para conseguir manter-me psicologicamente estável, cada vez mais desafio os meus limites quando nado.

 

Ou tento fazer duas piscinas no mínimo de respirações, ou faço vinte piscinas seguidas, ou treino as cambalhotas à frente ou atrás, mas o que tem acontecido é que encaro cada vez com mais agressividade o acto de nadar. Já não me contento com andar tranquilamente de um lado para o outro, quero ser mais rápido, mais forte, mais resistente.

 

E apesar do perímetro abdominal continuar praticamente igual, já me disseram que o meu tronco está mais largo, o que poderá não ser o ideal que isto a vida está difícil para andar a comprar camisas e t-shirts novas.

 

O que não está igual é a minha recuperação muscular. Cada vez mais sinto dificuldades em voltar à piscina no dia a seguir sem dores, devido ao esforço que coloco a mim mesmo. Por isso é que andei a investigar se consumir proteína pós-treino tinha alguma vantagem ou não.

 

Aparentemente, o exercício vai estimular os músculos a produzirem uma maior quantidade de proteínas musculares, o que vai levar a que ele recupere e cresça mais forte de forma a poder encarar o próximo treino sem se cair para o lado. É este processo que desencadeia o aumento da nossa força e da nossa resistência, além de dar uma melhor definição à silhueta. Ao consumir-se a quantidade certa de proteína após um treino, vai-se conseguir iniciar mais rapidamente todo o processo de recuperação e crescimento muscular, e maximizá-lo.

 

De momento ainda não estou suficientemente embrenhado neste mundo para começar a investir em proteína específica, nem a fazer contas de quantidades, mas resolvi aumentar a ingestão de proteína através de um Batido Energético de Banana e Chocolate.

 

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A receita tirei-a do site do Cookidoo, da Bimby, mas é tão simples que qualquer um pode a fazer.

 

Ingredientes

2 bananas (cortadas em pedaços e previamente congeladas)

3 colheres de sopa de flocos de aveia

3 colheres de sopa de manteiga de amendoim

15 g de chocolate preto (mínimo 70% de cacau)

550-650 ml de bebida de amêndoa

 

Para preparar basta juntar tudo, triturar na velocidade máxima do vosso robot durante 1 minuto e meio, e está pronto! Além de ser uma bebida muito rica em proteína é deliciosa.

 

E vocês, tem alguma dica para conseguirem treinar mais e melhor?

 

 

13
Mar18

Parado no Trânsito


Ir à piscina faz-me bem!

 

Apesar de quando acordo de manhã maldizer a minha vida porque podia ficar mais 45 minutos na cama e voluntariamente não o faço, quando estou dentro de água é uma sensação de paz e tranquilidade que compensa o tempo que poderia estar a babar-me compulsivamente nos meus lençóis já ligeiramente mal-cheirosos porque tenho sido demasiado preguiçoso para os mandar à minha mãe de forma a ela colocar em acção as suas artes mágicas e devolver-mos assim fofinhos e perfumados.

 

É verdade que quando acabo as minhas piscinas diárias, volto a amaldiçoar a peregrina ideia de fazer desporto, já que todos os meus músculos gritam de forma agonizante de tão doridos que estão.
 
Para mim, músculos doridos são apenas aceitáveis se forem o resultado de uma valente dose de sexo, e mesmo assim, se o acto de copulação puder ser de ladinho, que é para uma pessoa não se cansar muito, tanto melhor, que isto de fazer posições acrobáticas para perder algumas calorias extra é algo que já está ultrapassado.
 
Na realidade, perder calorias foi sempre algo sobrevalorizado - porque é que não deixamos as pobres das bichas em paz? Elas estão a fazer-nos comichão em algum sítio para nos termos de ver livres delas?
 
Mas estava eu a dizer que a piscina tinha o condão de me transmitir calma, equilíbrio, relaxamento....e volta e meia uma vontade inexplicável de ser preso por tentativa de homicídio.
 
Isto por causa dos engarrafamentos que de vez em quando acontecem no complexo aquático, devido a alguns praticantes que possuem um ritmo assim mais a atirar para o lento, quase parado.
 
Eu bem sei que estou num horário livre, e que as pessoas não são todas obrigadas a nadar à mesma velocidade que eu.
Lembro-me ainda que no começo eu era um desastre, sempre aflito a pensar quando teria de pedir para ligarem para o 112, e se o conseguiria fazer com toda a água que me entraria para a boca mal a abrisse para pedir auxílio, mas com o tempo e o treino fui melhorando de uma forma bastante visível.
 
O que me irrita é porque é que raios pedem às pessoas para fazerem um teste de aptidão se depois há alminhas que me fazem ficar com o coração nas mãos, porque estou sempre com medo que elas se afoguem ali à frente de toda a gente, tão rudimentar que é a sua capacidade de se manter à tona.
 
Depois há aqueles que devem ter-se inscrito nas aulas livres de natação por engano, pensando certamente que estavam no clube das caminhadas.
É normal haver quem em vez de nadar ande aos saltinhos pela piscina fora, causando engarrafamentos monumentais?
 
Se o objectivo é saltar/caminhar/qualquer coisa que mais parece uma convulsão do que propriamente nadar, porque é que não se inscrevem nas aulas de hidroginástica?
 
Mas o que mais me enerva, aquilo que me tira mesmo do sério, o que me faz pensar que tenho de começar a trazer um Xanax sub-lingual no forro dos calções, são os que fazem de propósito.
 
Aquelas pessoas que nadam devagar, e tem gosto em demonstrá-lo mesmo à nossa frente, se calhar com a esperança que tenhamos um enfarte do miocárdio ou coisa similar.
 
São essas pessoas que sabem que eu estou ali a dar tudo por tudo, e que já perceberam que eu faço sempre duas piscinas seguidas antes de uma micro pausa; aquelas pessoas que estão muito felizes na borda da piscina, a ajeitar a touca, e os óculos, e os calções, e a verificarem se não tem calosidades nos cotovelos.
As mesmas pessoas que me vêem a nadar estoicamente na direcção delas, a aproximar-me cada vez mais, a preparar-me para fazer uma cambolhota em pleno movimento hidráulico para depois dar impulso contra a parede e continuar a nadar furiosamente.
 
E são essas pessoas do demónio, que estando eu em plena rotação sub-aquática resolvem começar a nadar de uma forma extremamente lenta, o que me faz quase ficar entravado das costas porque tenho de suspender a minha cambolhota a meio da mesma, para evitar que numa braçada literalmente atropelasse a pessoa e depois lhe sacasse a touca e a enfiasse pela goela abaixo para ver se aprendia boas-maneiras.
 
Claro que há o reverso da medalha, aquelas pessoas fofinhas que quando eu já estou muito perto delas param e me dizem para eu ir em frente.
 
E normalmente quando isso acontece era quando eu estava a precisar de uma pausa um bocadinho maior, mas com a vergonha lá agradeço e continuo a nadar, já com os bofes de fora, a acelerar o máximo possível porque de certeza que a outra pessoa deve estar quase quase a dar-me uma palmada nos pés, e quando finalmente consigo um avanço de meia piscina sinto-me quase a ponto de desmaiar, como se tivesse feito a travessia do Canal da Mancha, mas se desmaio a pessoa aí é que me apanha, e nunca na vida ser o causador de um congestionamento na piscina, por isso é colocar o turbo e sentir os músculos a queimar.
 
Só que tenho de confessar, nas minhas idas à natação existe ainda outra coisa que me está a consumir.
 
Porque é que raio, quando eu estou no balneário a vestir-me descansadamente depois de um treino, concentradíssimo em evitar cair redondo no chão por causa de não sentir as pernas, chegam meia dúzia de senhores de idade que estando o balneário vazio insistem em ir equipar-se mesmo à minha beira?
 
É que preferem ficar todos uns em cima dos outros, correndo o risco de enfiar um cotovelo em cara alheia, só para estarem mesmo em frente ao cacifo, do que irem para uma zona vazia e depois levarem as coisas calmamente para o cacifo sem importunarem ninguém!!!

 

 

Acham que ir à piscina me está a fazer mal?

26
Fev18

O dia em que dei cabo do meu períneo


Quando era novo adorava andar de bicicleta, tirava um imenso prazer em pedalar pela estrada fora sentindo o vento na cara e comendo de vez em quando o tradicional mosquito que se nos enfia pela boca dentro.

 

Com o passar dos anos deixei-me dessa prática, e apesar de dizerem que nunca se esquece de andar de bicicleta, a verdade é que apanhei medo de o fazer.

 

Tal como tenho pavor em conduzir também andar de bicicleta é algo que não nutre a minha maior simpatia. Para azar dos azares, o cara-metade adora este meio de transporte, muito provavelmente fruto dos tempos em que viveu na Holanda, e onde usava a bicicleta para se deslocar para qualquer lado.

 

O ano passado quando fomos a Copenhaga, convenceu-me a alugar uma daquelas bicicletas de turista e a dar um passeio pela cidade. 

Não sei que comprimidos é que ele me misturou na comida, mas eu disse que sim, que ia com ele, e tirando o facto de ter sido quase atropelado por um camião até foi um passeio que correu razoavelmente bem!

 

Apesar de para mim ter sido uma superação gigantesca, sei que o cara-metade gostava que eu fosse mais arrojado no que toca a este meio de transporte, por isso quando descobri que a Carris e a Lisbon Bike Tour estavam a fazer passeios de bicicleta por Lisboa gratuitos, perdi a cabeça e inscrevi-nos aos dois.

 

Ontem ainda não eram nove da manhã já estávamos nós perto da estação de comboio de Sacavém.

O percurso seria de aproximadamente 12 km, findando no Terreiro do Paço. Eu e o cara-metade íamos um bocadinho de pé atrás, porque à última da hora descobrimos que afinal tínhamos-nos inscrito num curso de condução defensiva, e já estávamos a imaginar as nossas pessoas enfiadas numa sala durante um par de horas a ouvir falar sobre como é que deveríamos proceder para não acabarmos panqueca debaixo de um carro.

 

O sentimento de desconforto começou a aumentar quando a hora de encontro se aproximava perigosamente e não havia ninguém nas redondezas. Nesse instante o meu intestino começou a ameaçar irritar-se o que me fez verificar se havia alguma casa-de-banho nas redondezas - não havia, mas arbustos não faltavam em caso de extrema necessidade.

 

Depois de um telefonema e mais alguns minutos de espera tudo se resolveu. Apareceram mais alguns participantes (no total éramos 5) e os coordenadores do projecto.

E que boa surpresa!

Extremamente simpáticos, afáveis, colocaram-nos totalmente à vontade e encorajaram-me a não ter medo, que era tudo uma questão de prática e de auto-confiança. Depois de umas voltinhas no parque de estacionamento e uma breve explicação sobre os gestos de sinalização eis que nos lançamos em direcção ao nosso passeio.

 

Então mas e o curso de condução defensiva?

 

O curso existiu, mas de uma forma totalmente prática. Basicamente, de tempos a tempos parávamos para falar um pouco sobre uma situação concreta com que nos tínhamos deparado. A utilização de uma ciclovia (que não é obrigatória de utilizar, pode-se continuar na estrada mesmo existindo esta), as particularidades de fazer uma rotunda (independentemente do número da saída podemos circular pela parte de fora da rotunda, mas perdemos a prioridade caso algum carro queira sair) e a importância de manter contacto visual com os condutores e os peões - o ver e ser visto - foram alguns dos tópicos que abordámos durante a viagem.

 

Confesso que inicialmente estava tão nervoso que achava que ia cair redondo no chão à primeira curva, e ainda mais stressado fiquei quando o percurso começou com descidas e eu a pensar que os travões ou não iam travar ou iam travar demais e eu ia-me esborrachar contra o cimento. Mas com o desenrolar do percurso fui ganhando mais confiança, e acabei a desfrutar do passeio e das paisagens com que me ia deparando. É verdade que ainda fico muito nervoso a sinalizar a mudança de faixa, e facilmente perco o equilibro da bicicleta, mas novamente foram todos espectaculares comigo, acarinharam-me e incentivaram-me.

 

No fim, ainda fomos todos brindados com um saboroso pastel de nata para repor energias.

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Agora, não há bela sem senão, e esta brincadeira valeu-me um períneo destruído, ainda agora estou com umas dores que nem vos digo nem vos conto. Já me fartei de borrifar água termal na zona a ver se me apazigua a irritação mas estou a ver que isto uma pessoa vai ter que sofrer ainda durante alguns dias.

 

A única coisa que me dá algum conforto é, o cara-metade ser tão pró mas tão pró na bicicleta (palavras dele), mas ter o períneo ainda mais destruído que o meu!

 

 

01
Fev18

Primeiro Dia na Piscina


Hoje foi o meu primeiro dia na piscina na modalidade de natação livre.

 

O resultado?

 

Morto

 

MORTO

 

MORTO

 

 

Fiz 13 piscinas de crawl e 13 piscinas de bruços e depois quase que desmaiei a caminho dos balneários.

Não sinto os braços nem a perna direita e estou com uma dor na testa devido ao elástico da touca.

Tenciono voltar amanhã.

Isto se conseguir arrastar-me da cama para fora!

26
Jan18

Desafios para 2018 : Update


1 - Inscrever-me na Natação 

 

E o desafio número 1 da minha lista já está riscado.

 

Ontem fui-me inscrever nas aulas de natação livre da piscina da Junta de Freguesia de Benfica.

 

Pensava eu que era só chegar lá, fazer o meu melhor sorriso, inscrever-me e está feito.

Mas ao que parece é necessário fazer um teste de aptidão para a utilização da piscina que basicamente consiste em nadar meia dúzia de piscinas enquanto um professor avalia o nosso grau de capacidade de afogamento passados dois minutos.

 

Como eu estava determinado em riscar este objectivo da minha lista, fui a casa equipar-me e voltei umas horas depois para fazer a avaliação.

 

Primeiro que tudo tenho a dizer que devo ser a única pessoa da Junta de Freguesia a entrar no complexo da piscina com óculos - mas não é com óculos de natação, é mesmo com óculos de ver ao longe.

 

Sou tão míope que sem eles a probabilidade de ir contra uma parede ou começar a falar alegremente com a estante onde arrumam o material seria muito grande. Quando antigamente ia ao ginásio com amigos, nos balneários na altura do duche ignorava-os sempre, simplesmente porque nunca tinha a certeza se eram eles ou não que estavam ali nas redondezas,e não ia começar a falar com alguém assim do nada sobre a evolução camaleónica da Ana Malhoa ao longo dos tempos.

 

Depois, para grande desgosto meu, constatei que estou em baixo de forma. Mas mesmo em baixo de forma.

 

Quando cheguei à piscina, dirigi-me a um dos professores, dei-lhe o papelinho que me deram na recepção que basicamente ele teria que preencher a dizer se eu estava apto ou não, e ele mandou-me nadar para ver o meu estilo.

 

Determinado, lancei-me à água, e comecei num fantástico crawl, oito braçadas e uma respiração, dei o meu melhor para mostrar que todos os anos de natação que os meus pais pagaram não foram em vão.

Cheguei ao fim da piscina, e antes de começar a voltar tentei ver se o professor estava a olhar para mim. Uma mancha foi o que consegui distinguir - por isso toca a voltar a nadar, agora já só quatro braçadas por respiração.

 

Termino a piscina e ele não diz nada.

 

Penso que ele deve estar a testar-me, por isso reúno todas as minhas energias - sim já estava estoirado depois de minuto e meio a nadar - e lanço-me num espectacular estilos de bruços, com duas braçadas por respiração, mas nesta altura já sinto os músculos todos a queimarem.

Mantenho a compostura e braçada para aqui braçada para lá, consigo fazer duas piscinas.

 

Estou eu a terminar, quando ouço a voz do Professor a gritar Ó Triptofano, faça lá umas piscinas de crawl que eu estava desatento.

 

Sacana do gajo. 

 

Sorri, ou fiz um esgar de quem teve uma trombose, e lá ataquei a pista no meu já-não-tão-impecável crawl.

 

Duas braçadas por respiração, o corpo já meio torto, as pernas descoordenadas dos braços, eu a pensar porque raio tinha decidido voltar a nadar quando podia estar a aperfeiçoar a minha simbiose com o sofá e se já alguma vez alguém tinha desmaiado enquanto nadava, porque eu sentia que isso estava muito perto de me acontecer.

 

Reuni toda as minhas forças e consegui, consegui terminar aquela provação do Inferno.

 

O professor disse que por hoje já estava e eu suspirei de alívio. Honestamente só me apetecia chorar depois de todo aquele esforço sobre-humano - seis piscinas, SEIS, e eu estava pronto para ir para casa dormir.

 

Entregou-me o papelinho onde orgulhosamente li que estava apto para a prática desportiva.

 

Agora a partir de Fevereiro é tentar ir com a maior regularidade possível - pode ser que no final do mês já consiga fazer umas doze piscinas sem me desfazer todo!

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