Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

21
Jun18

Salada de Couscous com Romã, Amêndoas e Passas


Como houve algumas pessoas a mostrarem interesse pela salada de couscous que levei ontem para o convívio no trabalho, decidi partilhar convosco a receita da mesma, de forma a que possam deliciar-se com um prato fresco, saciante e muito saudável.

 

Salada de Couscous com Romã, Amêndoas e Passas

 

Ingredientes:

300 g de Couscous

300 g de Água a ferver

50 g de Manteiga

50 g de Amêndoas Laminadas tostadas

50 g de Tomate Cherry em metades

50 g de Sultanas

10 g de Hortelã

1 Romã

Sumo de meio Limão

Uma pitada de Caril

Sal a gosto

Erva Aromática seca a gosto

Azeite q.b.

 

Preparação:

 

Colocar a água a ferver e nela derreter a manteiga, juntando o sal, o caril e a erva aromática (orégãos, estragão...). Num recipiente fundo colocar o couscous e verter sobre ele a mistura da água a ferver. Cobrir e contar três minutos. Separar os couscous com um garfo. Deixar arrefecer.

 

Entretanto, tostar as amêndoas laminadas, cortar o tomate cherry em metades, descascar e separar os bagos de romã e cortar a hortelã o mais fino possível. Quando o couscous estiver frio juntar-lhe todos os ingredientes incluindo as sultanas. Temperar com azeite e sumo de limão.

 

O resultado final será em tudo idêntico a este, com a diferença que usei hortelã em vez de salsa.

 

Salada de couscous com romã, amêndoas e sultanas

Foto retirada daqui!

 

Se experimentarem a receita depois digam-me o que acharam dela! :)

 

20
Jun18

O que é que aconteceu à comida saudável?


Nos últimos anos os astrónomos dedicaram o seu tempo a tentar decidir se mantinham Plutão como um dos nove planetas do Sistema Solar ou se desciam de divisão o pobre coitado e atribuíam-lhe a classificação de planeta anão.

 

Primeiro que tudo, creio que para ser politicamente correcto, a designação apropriada seria de planeta desafiadoramente pequeno, já que anão é um termo quiçá ofensivo.

 

Em segundo, não será uma espécie de bullying espacial destituir das honras atribuídas desde lá sei quando o pobre do planeta? Afinal não trazia mal ao mundo deixar Plutão no cargo que ocupava, há por aí muita boa gente com posições mais flagrantes e qualificações inexistentes e dessas ninguém fala.

 

Mas esta conversa é toda para dizer que os astrónomos deviam ter dirigido os seus esforços na tentativa de compreender a falha tempo-espaço que sugou toda a comida saudável da mesa dos portugueses.

 

Dou o exemplo concreto do meu almoço de hoje.

 

Num verdadeiro espírito de camaradagem, eu e os meus colegas decidimos que iríamos todos almoçar no trabalho, de forma a podermos apoiar a Selecção Nacional. Ficou então combinado que cada um trazia uma coisa para partilhar e assim não haver um mouro a cozinhar para todos e os outros a lambuzarem-se à custa do coitado.

 

O que é que havia para comer?

 

Pistácios salgados, azeitonas salgadas, tremoços salgados, batatas fritas de pacote. chamuças extra-picantes, frango de churrasco, queijos e tostas. E uma salada de couscous, romã, passas, tomate e amêndoas que eu levei.

 

Obviamente que toda a gente ficou a olhar para mim de lado, e um dos meus colegas chegou a perguntar se aquilo era algum tipo de bolo, porque nunca tinha visto semelhante coisa.

 

Ora bem, eu não sou um fundamentalista da comida saudável. Eu como muitas vezes coisas que sei que não me fazem bem nenhum mas que infelizmente sabem deliciosamente. Eu não ando sempre com um tupperware de salada atrás a enfiar colheradas em bocas desprevenidas para evitar carências vitamínicas.

 

Mas bolas, o que é que aconteceu à comida saudável? Pior, que aversão é que criámos a comer alimentos que realmente nos fazem bem e melhoram e prolongam a nossa saúde?

 

Podem-me dizer que petiscada com amigos tem que ser regada a cervejas e asas de frango extra picante, enquanto se engorduram os dedos no óleo das batatas fritas e dos amendoins salgados, mas eu respondo-vos que se calhar chegou a altura de começarmos a mudar os nossos hábitos alimentares.

 

E não me venham com a conversa que não são vacas para andarem a comer erva o dia todo, que a vida é para aproveitar, que não querem viver até aos 100 anos por isso vão enfiar para dentro do corpo tudo o que quiserem mesmo sabendo que é veneno.

 

O problema é que os nossos hábitos alimentares estão a matar-nos aos poucos, e a muitos em vez de matarem deixam com sequelas para o resto da vida, dependentes de terceiros, amarrados a camas articuladas e cadeiras-de-rodas todo o terreno.

 

Tudo isto faz-me lembrar as campanhas antigas das tabaqueiras. Que fumar não fazia mal, o que era prejudicial era fumar em demasia. Infelizmente os lucros falam mais alto, e o verdadeiro interesse das pessoas não é tido em conta.

 

Pode ser que um dia os astrónomos anunciem que descobriram outro planeta. Um que estivesse escondido este tempo todo atrás de Plutão. E talvez nele encontrem a comida saudável que desapareceu das nossas mesas e que muitos insistem em dizer que não é assim tão importante.

 

06
Jun18

Ainda bem que não sou Atleta


Sopa: Sopa de grão com espinafres

Peixe:​ Salmão grelhado com batata doce e bróculos salteados

Carne: Lombinhos de vitela grelhados com arroz de ervilhas e cenoura

Sobremesa: Arroz doce e fruta fresca laminada

 

 

Este é o menu do jantar que o Presidente da República ofereceu à Seleção Nacional de Futebol antes da partida para a Fase Final do Campeonato do Mundo 2018.

 

Eu bem sei que são atletas de alta competição, que tudo o que eles ingerem está meticulosamente estudado de forma a não interferir no rendimento deles (afinal quem é que quer comer uma salada de pimentos antes de um jogo importante para depois passar os 90 minutos a soltar gases?), mas acho que o Xô Presidente Marcelo podia-se ter empenhado um bocadinho mais a oferecer um jantar diferente aos rapazes.

 

Nem que pusessem nomes todos XPTO nos pratos do menu, com muitas reduções e sublimações e evaporações à mistura, mas que no fim fossem o mesmo arroz de ervilhas e cenoura de sempre.

 

Não quero ser do contra, mas este menu seria algo que até eu, pessoa limitada no âmbito da culinária, conseguiria fazer para oferecer aos moços da Selecção.

 

Obviamente que não faço que além de ficar stressado em cozinhar para tanta gente, onde é que eu iria sentar aqueles marmanjos todos? Se fossem cinco ou seis, uma pessoa ainda os distribuia pela sala e pelo quarto e a coisa compunha-se, agora mais que isso é logisticamente impossível.

 

Mas o que dá ainda mais pena é saber que os nossos jogadores vão comer um arroz doce e uma fruta fresca laminada enquanto eu estou agarrado sem dó nem piedade a um balde de gelado com pepitas de chocolate.

 

Graças a Deus que não nasci para ser atleta!
16
Mar18

Ohana by Naz


Um oásis de pacificidade no meio do stress deste mundo empresarial.

 

Se não foram estas as palavras, foi pelo menos esta a mensagem que Naz, a proprietária do Ohana by Naz, quis transmitir quando nos explicou o que tinha idealizado para aquele espaço.

 

Aos domingos, eu e o cara-metade gostamos de ir ao brunch, mas o que se torna complicado é a escolha. Ou os que queremos estão fechados, ou não têm opções que nos façam o estômago estremecer de contentamento ou simplesmente possuem uma relação preço-oferta que nós consideramos desajustada.

 

Foi por um feliz acaso, que demos com a publicação da Time Out, onde a descrição do Ohana nos cativou imediatamente.

 

"Anaisa Rashul (Naz) é portuguesa, viveu em Moçambique, na África do Sul e no Dubai, tirou o curso de nutrição holística em Nova Iorque, trabalha como healthcoach, dá uma perninha na arquitectura de interiores e outra na restauração."

 

É verdade que a comida saudável está na moda, e que muitos gostam de seguir o último grito no que toca a regimes alimentares. Mas comer bem, de uma forma que respeite o nosso organismo, não deveria ser um capricho ditado pela última tendência, mas sim uma prioridade.

 

Não atiro muitas pedras porque tenho metros quadrados de telhados de vidro, e a principal razão para não mudar para melhor é a preguiça, o hábito enraizado, aquele inércia de sair da zona de conforto.

 

O Ohana fica no Parque das Nações, mesmo no centro duma stressante zona empresarial, e se não é um oásis de calma e serenidade, então as ilusões ópticas estão cada vez mais realistas.

 

IMG_20180223_205223_HDR.jpg

 

O espaço não é muito grande, e a afluência é bastante, mas incrivelmente há uma sensação de paz e conforto que nos invade que muitas vezes não encontramos em locais com o dobro do tamanho e metade dos clientes.

 

Talvez seja por causa da decoração do espaço, da música ambiente, das cores escolhidas para as louças, da simpatia dos colaboradores (é incrível como nos esquecemos que as pessoas conseguem ser realmente simpáticas, parece que já nem é normal isso acontecer) ou uma mistura de todos estes elementos.

 

WP_20180311_13_57_52_Pro (1).jpg

 

WP_20180311_13_59_05_Pro.jpg

 

 Dizem que um bom líder não ordena, inspira através dos seus próprios actos, e ao conhecer-se Naz entende-se porque é que todos à sua volta parece que caminham em cima de nuvens extra-fofas.

Com uma atenção ao detalhe e à satisfação do cliente fora do normal, a proprietária do Ohana é portadora de uma palpável paixão que transmite para aquele espaço!

 

Mas e a comida?

 

Para satisfazer os estômagos mais exigentes, o buffet está dividido em duas zonas.

Uma mais direccionada para a vertente do pequeno-almoço, onde podemos preparar as nossas tigelas de cereais enriquecidas com fruta fresca, frutos secos e envolvidos em iogurte grego ou, submersos em leite de vaca ou bebida de soja.

Os croissants são uma aposta segura, fresquinhos e deliciosos, podendo e devendo acompanhar as french toasts e as papas de aveia com maçã caramelizada.

 

WP_20180311_14_02_15_Pro.jpg

 

WP_20180311_14_03_42_Pro.jpg

 

IMG_20180311_141338_HDR.jpg

 

IMG_20180311_141639_HDR.jpg

 

A outra secção está mais ligada ao almoço, mas não esperem encontrar carne ou peixe, afinal este é um espaço ovo-lacto-vegetariano.

Quem acha que só fica saciado com uma proteína animal desengane-se.

 

Os ovos com salsicha (vegetariana), o korma de manga, o arroz basmati com sementes de abóbora e o milho tandoori (e que delicioso estava este milho, logo eu que não sou grande apreciador) deixam qualquer um mais que satisfeito.

 

IMG_20180311_141237_HDR.jpg

 

As bebidas neste brunch são cobradas à parte, e a minha escolha para acompanhar a refeição recaiu num ingrediente muito em voga, a curcuma, Um delicioso sumo Yellow Sun, com pêra, ananás e curcuma, ao qual pedi para adicionarem uma pitada de pimenta-preta (a piperina aumenta a absorção no organismo da curcumina), pedido que me foi aquiescido com um sorriso - são estes detalhes pequenos que fazem uma grande diferença no impacto global da nossa experiência.

 

WP_20180311_14_04_33_Pro.jpg

 

Mas quando chegou a altura do café, e o mesmo foi servido, torci o nariz. Estavam a apresentá-lo em copos de plástico, ainda por cima amachucados. Só que o que começou com uma ponta de desconforto metamorfoseou-se numa paixão assolapada. Afinal os copos eram de cerâmica, da Revol, e imitavam um copo amachucado, o que lhes dava imediatamente todo outro charme! (engraçado como é o ser humano, estava chateado por ser um copo amachucado, mas fiquei todo contente quando descobri que era uma imitação intencional!).

 

IMG_20180311_144222.jpg

 

Alguns pequenos detalhes a melhorar no brunch. Pessoalmente achei que os ovos tinham um bocadinho de óleo a mais, o Yellow Sun podia ser um bocadinho menos doce e, na zona das frutas frescas, algumas fatias de melão estavam demasiado verdes.

 

Mas se estas pequenas coisas me impediriam de voltar ao Ohana?

Nem pensar!!!

Seria extremamente feliz se pudesse almoçar lá todos os dias, longe do reboliço do mundo exterior.

 

 

Ohana by Naz Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D