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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

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O teu aminoácido essencial!

Local - Your Healthy Kitchen


Triptofano!

08.01.19

Local - Your Healthy Kitchen em 10 segundos: Encontrem comida saudável com qualidade e diversidade num brunch all you can eat, enfiem a língua no pó de framboesa, não se enganem com o líquido castanho e no fim ensaiem um pé de dança com as árvores do espaço!

 

Local - Your Healthy Kitchen

 

Depois de vários pedidos encarecidos de amigos e familiares para eu deixar de ingerir quantidades industriais de com

ida que potencialmente poderia não ser a melhor para o meu organismo eu tomei uma decisão!

 

Podia simplesmente ter prometido que ia cortar nas doses que enfiava no meu bandulho mas isso seria impossível visto ter o estômago irremediavelmente dilatado a esta altura do campeonato.

 

Por isso, tendo em conta que eu até quero chegar aos 45 anos mais coisa menos coisa, resolvi escolher locais mais saudáveis para me empanturrar.

 

Foi no Local - Your Healthy Kitchen de Santos que iniciei esta tentativa de ser mais saudável (que provavelmente vai durar assim semana e meia no máximo).

 

O Local é um sítio giríssimo, com uma esplanada enorme e com árvores dentro do restaurante, de forma a transmitir uma sensação de harmonia com a natureza, fazendo-nos ponderar durante segundos se devemos entrar num transe biónico enquanto dançamos com as incautas árvores! (acham que sou eu que estou a delirar quando falo sobre dançar com árvores? então espreitem aqui para perceberem que eu não sou o único louco do mundo)

 

Local - Your Healthy Kitchen

 

Os empregados são extremamente simpáticos, sempre disponíveis e com um sorriso no rosto, mas quando a colaboradora que nos atendeu explicou que o brunch que nós tínhamos reservado era um all you can eat, eu vi o medo espelhado nas feições dela, porque mal o meu cérebro percebeu que estava diante de um comer-até-rebentar os meus olhos brilharam mais poderosos de que um farol em dia de nevoeiro.

 

No Local há muita coisa onde podem ferrar o dente.

 

Além da mesa cheia de coisas boas e visualmente tentadoras, podem pedir panquecas, ovos, e algumas bebidas quentes.

 

É verdade que não se vão deparar nem com bacon nem com mini-salsichas a pingar de gordura, mas podem deleitar-se com uma Frittatta de courgette, ervilhas e hortelã, ou uns cogumelos Portobello com legumes e queijo Feta, ou mesmo uns Noodles de arroz com frango asiático, para quem não dispensa uma proteína animal.

 

Local - Your Healthy Kitchen

Local - Your Healthy Kitchen

Local - Your Healthy Kitchen

Local - Your Healthy Kitchen

 

Eu provei basicamente tudo.

 

Sentei-me era sensivelmente meio-dia e meio e só me levantei passadas duas horas, tempo durante o qual estive sempre a comer, não porque tivesse assim muita fome mas porque precisava de experimentar o máximo número de coisas possíveis para elucidar os leitores aqui destas minhas rubricas gastronómicas (cof cof).

 

Relativamente às coisas que mandámos vir para a mesa e não estavam já prontas na zona self-service, os ovos mexidos estavam deliciosos, fresquinhos, muito bem feitos.

 

Ovos Mexidos - Local - Your Healthy Kitchen

 

As panquecas de chocolate eram fofinhas mas é imprescindível que quando as receberem se levantem e vão colocar-lhes alguns toppings, se não a meio da panqueca fica tudo demasiado seco.

 

Por isso quando ela chegar à mesa levantem o vosso rabiosque e coloquem tudo e mais alguma coisa em cima dela, seja agave, doce, manteiga de amendoim...o que vocês gostarem.

 

Panqueca de Chocolate - Local - Your Healthy KitchenPanqueca de Chocolate - Local - Your Healthy Kitchen

 

Se vocês forem adeptos ferrenhos do DIY podem sempre fazer a vossa própria bowl saudável.

 

Com uma base de iogurte grego ou iogurte de soja de baunilha (ou ambos como eu fiz), podem adicionar fruta fresca, aveia, frutos secos, toppings saudáveis, tudo o que vocês quiserem e imaginarem, até ficarem com uma taça a transbordar.

 

DIY Bowl - Local - Your Healthy Kitchen

 

Agora, se forem ao Local, há três coisas que têm mesmo de provar.

 

Primeiro o gravadlax com beterraba.

 

Basicamente é um salmão curado em beterraba detentor de uma cor avermelhada não muito normal de se encontrar neste peixe, mas cujo sabor é tão bom que eu quase que comi uma travessa sozinho.

 

À esquerda o gravadlax de beterraba - Local - Your Healthy KitchenEm baixo o gravadlax de beterraba - Local - Your Healthy Kitchen

 

Em segundo lugar, as tâmaras.

 

E estas tâmaras são qualquer coisa.

 

Recheadas com manteiga de amêndoa e cobertas com chocolate elas vão dar-vos energia para o resto do dia.

 

Provavelmente também calorias para o resto da semana mas isso são detalhes.

 

No Topo a Tâmara Coberta de Chocolate - Local - Your Healthy Kitchen

 

Por fim o mufffin de aveia e framboesa.

 

O pó ácido de framboesa no topo do muffin é qualquer coisa do outro mundo.

 

Não tenham vergonha e espetem a língua na direcção dele e arrepiem-se com um novo mundo de sensações nunca antes descobertas.

 

Vale mesmo a pena.

 

Sobremesas do Local - Your Healthy Kitchen - No Topo o Muffin de Aveia e Framboesa

 

Existem apenas alguns pequenos detalhes que poderiam melhorar no Local, mas nada que tire o mérito ao espaço.

 

O mel que estava exposto tinha endurecido de tal forma que era impossível ser servido sem levar-se meio quilo atrás.

 

A quinoa preta com camarão, manga e abacate estava repleta de sabor, mas a experiência de comer este alimento é algo parecido com enfiar a boca numa taça cheia de sementes de kiwi (devido à dureza da quinoa preta).

 

A quinoa introduz-se em todos os espaços possíveis e imaginários da cavidade bucal, e se forem como eu que armazena quantidades gigantescas de alimentos nos espaços interdentários então afastem-se deste prato!

 

Quinoa Preta com Camarão, Manga e Abacate - Local - Your Healthy Kitchen

 

Algumas das placas identificativas dos pratos estavam trocadas, e foi esta troca que me induziu em erro.

 

Eu já tinha visto umas tacinhas fofas com um líquido castanho que pensei que fossem uma sobremesa toda hipster.

 

Ora quando eu terminei o meu prato de sobremesas lembrei-me que não tinha molhado o bico no líquido castanho.

 

Levantei-me todo afoito e fui buscar uma das taças.

 

Ainda tentei perceber o que raio era aquilo mas como a placa que estava ao pé dizia Tomate com Burratta (o que não me parecia que fosse) encolhi os ombros e lancei-me à descoberta.

 

Quando meti a primeira colherada na boca todo eu me arrepiei com o sabor.

 

Não era doce de todo, e o meu primeiro pensamento era que devia ser uma sobremesa daquelas alternativas onde usam vinagre em vez de ovos.

 

A segunda colherada revelou-me que afinal aquilo não era doce nenhum, era sim uma sopa de cogumelos.

 

Podia tê-la deixado na mesa, mas como desperdiçar comida é crime e no fim de tudo a culpa foi minha porque já estava mais que cheio mas armei-me em guloso, a minha pós-sobremesa foi engolida de um trago, arrepiando-me todos os pêlos do corpo.

 

Sopa de Cogumelos - Local - Your Healthy Kitchen

 

Se procuram um sítio saudável para comerem até rebentar e não sentirem assim tanta culpa por terem ingerido 8 kgs de alimentos então o brunch do Local é ideal para vocês.

 

E podem sempre dançar com uma árvore para aceleraram a digestão e queimarem algumas (poucas) calorias!

 

Local - Your Healthy Kitchen

Local - Your Healthy Kitchen

 

Local Santos - Your Healthy Kitchen Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Salada de Couscous com Romã, Amêndoas e Passas


Triptofano!

21.06.18

Como houve algumas pessoas a mostrarem interesse pela salada de couscous que levei ontem para o convívio no trabalho, decidi partilhar convosco a receita da mesma, de forma a que possam deliciar-se com um prato fresco, saciante e muito saudável.

 

Salada de Couscous com Romã, Amêndoas e Passas

 

Ingredientes:

300 g de Couscous

300 g de Água a ferver

50 g de Manteiga

50 g de Amêndoas Laminadas tostadas

50 g de Tomate Cherry em metades

50 g de Sultanas

10 g de Hortelã

1 Romã

Sumo de meio Limão

Uma pitada de Caril

Sal a gosto

Erva Aromática seca a gosto

Azeite q.b.

 

Preparação:

 

Colocar a água a ferver e nela derreter a manteiga, juntando o sal, o caril e a erva aromática (orégãos, estragão...). Num recipiente fundo colocar o couscous e verter sobre ele a mistura da água a ferver. Cobrir e contar três minutos. Separar os couscous com um garfo. Deixar arrefecer.

 

Entretanto, tostar as amêndoas laminadas, cortar o tomate cherry em metades, descascar e separar os bagos de romã e cortar a hortelã o mais fino possível. Quando o couscous estiver frio juntar-lhe todos os ingredientes incluindo as sultanas. Temperar com azeite e sumo de limão.

 

O resultado final será em tudo idêntico a este, com a diferença que usei hortelã em vez de salsa.

 

Salada de couscous com romã, amêndoas e sultanas

Foto retirada daqui!

 

Se experimentarem a receita depois digam-me o que acharam dela! :)

 

O que é que aconteceu à comida saudável?


Triptofano!

20.06.18

Nos últimos anos os astrónomos dedicaram o seu tempo a tentar decidir se mantinham Plutão como um dos nove planetas do Sistema Solar ou se desciam de divisão o pobre coitado e atribuíam-lhe a classificação de planeta anão.

 

Primeiro que tudo, creio que para ser politicamente correcto, a designação apropriada seria de planeta desafiadoramente pequeno, já que anão é um termo quiçá ofensivo.

 

Em segundo, não será uma espécie de bullying espacial destituir das honras atribuídas desde lá sei quando o pobre do planeta? Afinal não trazia mal ao mundo deixar Plutão no cargo que ocupava, há por aí muita boa gente com posições mais flagrantes e qualificações inexistentes e dessas ninguém fala.

 

Mas esta conversa é toda para dizer que os astrónomos deviam ter dirigido os seus esforços na tentativa de compreender a falha tempo-espaço que sugou toda a comida saudável da mesa dos portugueses.

 

Dou o exemplo concreto do meu almoço de hoje.

 

Num verdadeiro espírito de camaradagem, eu e os meus colegas decidimos que iríamos todos almoçar no trabalho, de forma a podermos apoiar a Selecção Nacional. Ficou então combinado que cada um trazia uma coisa para partilhar e assim não haver um mouro a cozinhar para todos e os outros a lambuzarem-se à custa do coitado.

 

O que é que havia para comer?

 

Pistácios salgados, azeitonas salgadas, tremoços salgados, batatas fritas de pacote. chamuças extra-picantes, frango de churrasco, queijos e tostas. E uma salada de couscous, romã, passas, tomate e amêndoas que eu levei.

 

Obviamente que toda a gente ficou a olhar para mim de lado, e um dos meus colegas chegou a perguntar se aquilo era algum tipo de bolo, porque nunca tinha visto semelhante coisa.

 

Ora bem, eu não sou um fundamentalista da comida saudável. Eu como muitas vezes coisas que sei que não me fazem bem nenhum mas que infelizmente sabem deliciosamente. Eu não ando sempre com um tupperware de salada atrás a enfiar colheradas em bocas desprevenidas para evitar carências vitamínicas.

 

Mas bolas, o que é que aconteceu à comida saudável? Pior, que aversão é que criámos a comer alimentos que realmente nos fazem bem e melhoram e prolongam a nossa saúde?

 

Podem-me dizer que petiscada com amigos tem que ser regada a cervejas e asas de frango extra picante, enquanto se engorduram os dedos no óleo das batatas fritas e dos amendoins salgados, mas eu respondo-vos que se calhar chegou a altura de começarmos a mudar os nossos hábitos alimentares.

 

E não me venham com a conversa que não são vacas para andarem a comer erva o dia todo, que a vida é para aproveitar, que não querem viver até aos 100 anos por isso vão enfiar para dentro do corpo tudo o que quiserem mesmo sabendo que é veneno.

 

O problema é que os nossos hábitos alimentares estão a matar-nos aos poucos, e a muitos em vez de matarem deixam com sequelas para o resto da vida, dependentes de terceiros, amarrados a camas articuladas e cadeiras-de-rodas todo o terreno.

 

Tudo isto faz-me lembrar as campanhas antigas das tabaqueiras. Que fumar não fazia mal, o que era prejudicial era fumar em demasia. Infelizmente os lucros falam mais alto, e o verdadeiro interesse das pessoas não é tido em conta.

 

Pode ser que um dia os astrónomos anunciem que descobriram outro planeta. Um que estivesse escondido este tempo todo atrás de Plutão. E talvez nele encontrem a comida saudável que desapareceu das nossas mesas e que muitos insistem em dizer que não é assim tão importante.

 

Ainda bem que não sou Atleta


Triptofano!

06.06.18

Sopa: Sopa de grão com espinafres

Peixe:​ Salmão grelhado com batata doce e bróculos salteados

Carne: Lombinhos de vitela grelhados com arroz de ervilhas e cenoura

Sobremesa: Arroz doce e fruta fresca laminada

 

 

Este é o menu do jantar que o Presidente da República ofereceu à Seleção Nacional de Futebol antes da partida para a Fase Final do Campeonato do Mundo 2018.

 

Eu bem sei que são atletas de alta competição, que tudo o que eles ingerem está meticulosamente estudado de forma a não interferir no rendimento deles (afinal quem é que quer comer uma salada de pimentos antes de um jogo importante para depois passar os 90 minutos a soltar gases?), mas acho que o Xô Presidente Marcelo podia-se ter empenhado um bocadinho mais a oferecer um jantar diferente aos rapazes.

 

Nem que pusessem nomes todos XPTO nos pratos do menu, com muitas reduções e sublimações e evaporações à mistura, mas que no fim fossem o mesmo arroz de ervilhas e cenoura de sempre.

 

Não quero ser do contra, mas este menu seria algo que até eu, pessoa limitada no âmbito da culinária, conseguiria fazer para oferecer aos moços da Selecção.

 

Obviamente que não faço que além de ficar stressado em cozinhar para tanta gente, onde é que eu iria sentar aqueles marmanjos todos? Se fossem cinco ou seis, uma pessoa ainda os distribuia pela sala e pelo quarto e a coisa compunha-se, agora mais que isso é logisticamente impossível.

 

Mas o que dá ainda mais pena é saber que os nossos jogadores vão comer um arroz doce e uma fruta fresca laminada enquanto eu estou agarrado sem dó nem piedade a um balde de gelado com pepitas de chocolate.

 

Graças a Deus que não nasci para ser atleta!

Ohana by Naz


Triptofano!

16.03.18

Um oásis de pacificidade no meio do stress deste mundo empresarial.

 

Se não foram estas as palavras, foi pelo menos esta a mensagem que Naz, a proprietária do Ohana by Naz, quis transmitir quando nos explicou o que tinha idealizado para aquele espaço.

 

Aos domingos, eu e o cara-metade gostamos de ir ao brunch, mas o que se torna complicado é a escolha. Ou os que queremos estão fechados, ou não têm opções que nos façam o estômago estremecer de contentamento ou simplesmente possuem uma relação preço-oferta que nós consideramos desajustada.

 

Foi por um feliz acaso, que demos com a publicação da Time Out, onde a descrição do Ohana nos cativou imediatamente.

 

"Anaisa Rashul (Naz) é portuguesa, viveu em Moçambique, na África do Sul e no Dubai, tirou o curso de nutrição holística em Nova Iorque, trabalha como healthcoach, dá uma perninha na arquitectura de interiores e outra na restauração."

 

É verdade que a comida saudável está na moda, e que muitos gostam de seguir o último grito no que toca a regimes alimentares. Mas comer bem, de uma forma que respeite o nosso organismo, não deveria ser um capricho ditado pela última tendência, mas sim uma prioridade.

 

Não atiro muitas pedras porque tenho metros quadrados de telhados de vidro, e a principal razão para não mudar para melhor é a preguiça, o hábito enraizado, aquele inércia de sair da zona de conforto.

 

O Ohana fica no Parque das Nações, mesmo no centro duma stressante zona empresarial, e se não é um oásis de calma e serenidade, então as ilusões ópticas estão cada vez mais realistas.

 

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O espaço não é muito grande, e a afluência é bastante, mas incrivelmente há uma sensação de paz e conforto que nos invade que muitas vezes não encontramos em locais com o dobro do tamanho e metade dos clientes.

 

Talvez seja por causa da decoração do espaço, da música ambiente, das cores escolhidas para as louças, da simpatia dos colaboradores (é incrível como nos esquecemos que as pessoas conseguem ser realmente simpáticas, parece que já nem é normal isso acontecer) ou uma mistura de todos estes elementos.

 

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 Dizem que um bom líder não ordena, inspira através dos seus próprios actos, e ao conhecer-se Naz entende-se porque é que todos à sua volta parece que caminham em cima de nuvens extra-fofas.

Com uma atenção ao detalhe e à satisfação do cliente fora do normal, a proprietária do Ohana é portadora de uma palpável paixão que transmite para aquele espaço!

 

Mas e a comida?

 

Para satisfazer os estômagos mais exigentes, o buffet está dividido em duas zonas.

Uma mais direccionada para a vertente do pequeno-almoço, onde podemos preparar as nossas tigelas de cereais enriquecidas com fruta fresca, frutos secos e envolvidos em iogurte grego ou, submersos em leite de vaca ou bebida de soja.

Os croissants são uma aposta segura, fresquinhos e deliciosos, podendo e devendo acompanhar as french toasts e as papas de aveia com maçã caramelizada.

 

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A outra secção está mais ligada ao almoço, mas não esperem encontrar carne ou peixe, afinal este é um espaço ovo-lacto-vegetariano.

Quem acha que só fica saciado com uma proteína animal desengane-se.

 

Os ovos com salsicha (vegetariana), o korma de manga, o arroz basmati com sementes de abóbora e o milho tandoori (e que delicioso estava este milho, logo eu que não sou grande apreciador) deixam qualquer um mais que satisfeito.

 

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As bebidas neste brunch são cobradas à parte, e a minha escolha para acompanhar a refeição recaiu num ingrediente muito em voga, a curcuma, Um delicioso sumo Yellow Sun, com pêra, ananás e curcuma, ao qual pedi para adicionarem uma pitada de pimenta-preta (a piperina aumenta a absorção no organismo da curcumina), pedido que me foi aquiescido com um sorriso - são estes detalhes pequenos que fazem uma grande diferença no impacto global da nossa experiência.

 

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Mas quando chegou a altura do café, e o mesmo foi servido, torci o nariz. Estavam a apresentá-lo em copos de plástico, ainda por cima amachucados. Só que o que começou com uma ponta de desconforto metamorfoseou-se numa paixão assolapada. Afinal os copos eram de cerâmica, da Revol, e imitavam um copo amachucado, o que lhes dava imediatamente todo outro charme! (engraçado como é o ser humano, estava chateado por ser um copo amachucado, mas fiquei todo contente quando descobri que era uma imitação intencional!).

 

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Alguns pequenos detalhes a melhorar no brunch. Pessoalmente achei que os ovos tinham um bocadinho de óleo a mais, o Yellow Sun podia ser um bocadinho menos doce e, na zona das frutas frescas, algumas fatias de melão estavam demasiado verdes.

 

Mas se estas pequenas coisas me impediriam de voltar ao Ohana?

Nem pensar!!!

Seria extremamente feliz se pudesse almoçar lá todos os dias, longe do reboliço do mundo exterior.

 

 

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