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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Suplementação Alimentar no Doente Oncológico

30.01.19, Triptofano!

Enquanto farmacêutico comunitário parte-me o coração sempre que descubro que um dos meus utentes foi diagnosticado com cancro, porque é uma patologia que deixa as pessoas muito fragilizadas tanto a nível físico como psicológico.

 

Insisto sempre com eles na parte da suplementação alimentar, porque sem uma correcta nutrição é muito mais difícil ultrapassar a doença.

 

Agora o que me deixa fora de mim é quando alguém vem com a história de que está muito gordo e não precisa de nenhum reforço alimentar.

 

Excesso de peso não significa que a pessoa não esteja desnutrida!

 

Uma pessoa pode ter um excesso de massa gorda e não ter os nutrientes e vitaminas essenciais para os mecanismos metabólicos diários.

 

Uma pessoa pode ter excesso de peso e não ter massa muscular, e tendo em conta que muitos medicamentos oncológicos são metabolizados a nível do músculo, se este estiver ausente por melhor que o medicamento seja o resultado final vai ser muito insatisfatório.

 

Depois existem as pessoas que estão desnutridas e tem um índice de massa corporal muito baixo, ficando muitas vezes literalmente em carne e osso, entrando num estado de caquexia.

 

A caquexia, que é caracterizada por uma acentuada perda de peso, falta de apetite, constante fadiga e fraqueza, além de atrofia muscular, pode desencadear uma sarcopenia, que é uma perda da função muscular que muitas vezes é irreversível.

 

Por isso a desnutrição no doente oncológico (e não só) é uma situação que não pode ser encarada de ânimo leve, devendo-se tomar medidas para evitar que ela cause males maiores.

 

Muitas vezes os meus utentes dizem-me que sim, que comem de tudo um pouco, que não precisam de reforço nenhum, que estão óptimos.

 

Só que a maior parte das vezes não é bem verdade.

 

Por exemplo, a ingestão recomendada para os idosos é de 1,0 g até 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia.

 

Isso significa que um homem com mais de 65 anos, que pese 80kg, deve consumir  entre 80 a 96 gramas de proteína por dia (o que corresponde a 280-340g de peito de frango por dia).

 

Agora digam-me quantos idosos, muitas vezes sozinhos em casa, é que comem 300 gramas de peito de frango diariamente?? (se for por semana já é bastante bom!)

 

Hoje tive uma formação da gama inteira da Fresubin, aqueles "iogurtes" que se encontram nas farmácias, mas o que me cativou a atenção foi o Fresubin 3.2 Kcal que está direccionado para os casos de oncologia/caquexia.

 

Este produto, isento de glúten, purina, colesterol e clinicamente isento de lactose (atenção que possui proteína do leite na composição), fornece por cada 125ml 400Kcal (o equivalente a uma taça de arroz) e 20g de proteína (o equivalente a um bife de 100g).

 

Uma das grandes vantagens deste Fresubin 3.2Kcal é que 80% das 20g de proteína por cada garrafinha é originário do colagénio hidrolisado (em vez da caseína como nas outras referências da marca), o que leva a uma síntese muscular mais eficaz!

 

Além do aporte calórico e proteico, cada garrafa é enriquecida com 10 microgramas de vitamina D.

 

Uma dose de 20 microgramas diárias de vitamina D reduz o risco de quedas e fracturas, além de que esta vitamina é de extrema importância nos processos de cicatrização e no bom funcionamento do sistema imunitário!

 

Os sabores disponíveis no mercado são Avelã e Baunilha-Caramelo, sendo que após aberto cada garrafinha pode ser consumida num espaço de 24 horas, desde que conservada no frigorífico devidamente acondicionada.

 

Fresubin 3.2Kcal

 

Resolvi partilhar aqui esta informação porque sei que ainda existe muito desconhecimento e dúvidas relativamente às necessidades nutricionais do doente oncológico, sendo que a maioria nunca teve sequer uma consulta de nutrição no hospital onde está a fazer os tratamentos.

 

Este post tem como objectivo mostrar que existem alternativas.

 

Pode ser esta marca e referência, como podem ser outras quaisquer, desde que respeitem as particularidades de cada indivíduo.

 

Tirem dúvidas com o vosso médico, farmacêutico, nutricionista, ou se quiserem deixem a vossa pergunta nos comentários que farei tudo para vos dar a melhor resposta possível.

 

Agora não se esqueçam, muitas vezes uma pessoa não morre pela doença em si, mas pelo estado de desnutrição avançado em que ficou!

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