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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

22
Nov18

Super Drags


Encontrei no Netflix o meu novo guilty pleasure - mas infelizmente é um pleasure de apenas cinco episódios com aproximadamente 20 minutos cada.

 

Super Drags é o sonho de qualquer pessoa que tenha crescido fascinado com as Navegantes da Lua, só que numa versão para adultos, com linguagem imprópria, cenas ligeiramente mais propícias a chocar e muitas referências à cultura popular brasileira.

 

A série de animação conta a história de três amigos homossexuais que trabalham juntos num shopping, mas que para salvarem a comunidade LGBTQ (e mais uma data de letras) do Brasil transformam-se nas Super Drags Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesim, com direito a transformação em câmara lenta enquanto voa glitter por todos os lados.

 

Tal como nas Navegantes da Lua, existem super-poderes como uma Boa chicoteante ou um Campo de Forças Preservativo, há monstros demoníacos cujo objectivo é roubar a energia do highlight de todas as bichas para entregar à vilã de serviço Lady Elza e muitos momentos comicamente constrangedores.

 

No entanto Super Drags é mais que uma série de animação feita para chocar, é um estalo de luva branca a um país que se confronta com um possível retrocesso gigantesco nos direitos LGBTQ, sendo um grito de visibilidade de forma a deixar bem claro que só pelo facto de quem está à frente do Brasil não gostar não é por isso que a diversidade vai deixar de existir ou sequer de se expor.

 

Além de abordar temas relacionados com a discriminação externa, como a rejeição por parte dos progenitores após o Coming Out ou as polémicas e imorais clínicas de reabilitação homossexual, a série coloca o dedo na ferida relativamente à discriminação interna, algo cada vez mais gritante dentro da comunidade.

 

O facto de haver padrões de beleza e comportamento considerados mais atraentes dentro da comunidade homossexual cria uma falta de auto-estima avassaladora a todos aqueles que consideram não se encaixar.

 

E quando uma pessoa sente que já não pertence na totalidade à sociedade e descobre que também é excluída do seu grupo minoritário, as consequências a nível psicológico podem ser devastadoras.

 

Super Drags é para ver de forma relaxada e sem pudores, mas também para reflectirmos acerca do mundo ao nosso redor e perceber que a comunidade LGBTQ não é apenas um punhado de pessoas confusas das ideias que precisa de levar com um chicote no lombo ou ser colocada num barco sem fundo.

 

E se nenhum destes argumentos foi suficiente, fica a informação que quem dá a voz e talento à personagem Goldiva, a Diva de todas as bichas, é nem mais nem menos que Pablo Vittar, a super estrela que está preparada para arrasar e realmente arrasa nesta série!

 

Super Drags

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