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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

02
Jul18

SOS Pensar Demais


Penso demais.

 

O problema não é o acto de pensar em si, é o facto de pensar em coisas que não são relevantes e que me acabam por consumir horas preciosas do dia em que poderia estar a fazer outras coisas. Em vez de aproveitar a vida fico refém de uma catadupa de pensamentos irritantemente idiotas mas que não me consigo ver livre deles.

 

Desde há muitos anos que identifiquei esta tendência na minha pessoa mas em vez de ir desaparecendo com a idade, sinto que está a piorar cada vez mais.

 

Há uma forma eficaz de terminar com o processo neuronal que quase faz a minha cabeça entrar em curto-circuito - dormir!

 

Se for dormir é certo e sabido que quando acordar a minha mente estará mais leve e as questões que me apoquentavam vão parecer coisas pequeninas e sem importância. O problema é que não posso simplesmente ir dormir às três da tarde. Ou acabar de jantar e porque estou com a neura enfiar-me na cama e adeus mundo.

 

Mas se não o fizer não consigo aproveitar em condições o resto do dia porque vou estar constantemente a massacrar um assunto na minha cabeça que eu sei que não vou mudar só por estar a pensar nele. Só que não consigo evitar.

 

Um exemplo concreto.

Hoje depois de jantar fui verificar o e-mail e reparei que tinha recebido uma mensagem do Zomato. Aparentemente a minha última "crítica gastronómica" tinha sido retirada do site porque não reflectia uma experiência que eu tinha tido.

 

Fiquei logo em brasa, afinal prezo a integridade do meu nome e só escrevo acerca de sítios onde fui e de experiências que tive. Respondi prontamente explicando tudo e mais alguma coisa e pedindo que reconsiderassem a atitude que tinham tido relativamente à minha pessoa.

 

Ponto número um.

Eu sei que foi um e-mail do Zomato a dizer que iam tirar uma crítica minha. Nem sequer era a dizer que iam banir-me do site. Era bem pior se fosse uma mensagem do banco a dizer que o meu dinheiro tinha sido sugado por um buraco negro ou do meu trabalho a informar-me que estava despedido. Deveria relativizar as coisas. Devia...

 

Ponto número dois.

Respondi ao e-mail com a minha justificação. Há mais alguma coisa a fazer? Não!

Mas isto são os meus 5% de racionalidade a falar. Porque os outros 95% estão constantemente a fazer um refresh na página do e-mail para ver se já tenho uma resposta. E a pensar como é que foi possível fazerem-me uma coisa destas. E que me vão expulsar do Zomato. E que eu já não quero estar no Zomato. E que o Zomato e eu somos hologramas do universo e nada existe mas tudo existe ao mesmo tempo que tudo é inventado.....

 

Pode parecer idiota esta minha reflexão, ou de alguém que tem demasiado tempo livre, mas a verdade é que estas situações e o facto de não as conseguir resolver de forma a não me criarem atrito cerebral acabam por condicionar a minha vivência.

 

Este post não estava programado, era outro completamente diferente que queria escrever, mas a partir do momento em que li aquele e-mail é como se toda a vontade de trabalhar tivesse sido sugada do meu corpo.

 

O meu primeiro instinto foi enfiar-me na cama, puxar os lençóis até à cabeça e esperar pelo dia de amanhã.

Mas fui mais forte e vim escrever. Vim desabafar e mandar cá para fora este peso, estas correntes que me aprisionam e toldam os movimentos.

 

Sei que a escrita não é o suficiente, a cada parágrafo que escrevo olho de soslaio a ver se recebi algum e-mail. Não é suficiente mas já é um ponto de partida, e um dia pode ser que consiga vir aqui dizer que eu controlo o meu cérebro, e não é o meu cérebro que me controla a mim!

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