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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

12
Jul18

Sinal de GPS Perdido


Sabem quando vão a conduzir e o GPS diz-vos que o caminho mais rápido para o vosso destino é uma estrada secundária assim meio que abandonada?

E quando dão por ela já estão no meio de nenhures cercados de cabras e mesmo assim o aparelhómetro insiste em mandar-vos para o meio de um monte de silvas?

E quando finalmente admitem que provavelmente houve um engano qualquer e não era suposto estarem ali e param o carro é quando ouvem a irritante mensagem Sinal de GPS Perdido?

 

Pois bem, é assim que eu me sinto, como se o sinal do meu GPS interior tivesse emigrado para a Lua. 

 

Talvez seja uma crise dos trinta, mas neste momento não tenho certezas nenhumas em termos laborais.

 

Não é que desgoste do que faço de momento, mas não sei se é realmente isto que eu quero fazer para o resto dos meus dias.

Mas depois também não sei o que é que eu quero realmente fazer!

 

Estarei mais inclinado para continuar a trabalhar por contra de outrem ou o meu destino é ter o meu próprio negócio? Será que serei mais feliz com uma ocupação que me permita laborar em casa ou andando de um lado para o outro qual nómada dos tempos modernos?

 

Será que devo voltar a estudar?

Algo me diz que sim, mas as pós-graduações na minha área são maioritariamente tão aborrecidas que me dá sono só de pensar nelas. Nas outras áreas existem temas que puxam por mim mas não tendo um background académico apropriado seria um tiro no pé! 

 

Se calhar o melhor seria voltar a fazer um curso universitário, de forma a ter mais opções de escolha.

Mas voltar para a faculdade também é algo que não me seduz totalmente, por um lado é como se fosse dar um passo atrás depois de tudo o que sofri para acabar o meu curso, por outro todo o ritmo universitário parece que já não se coaduna com a minha pessoa!

E o dinheiro? E o tempo? E a vida pessoal? E conseguir conjugar com o emprego actual?

Não posso simplesmente despedir-me e esperar que algum anjo caridoso desça dos céus para me sustentar.

 

Mas e se voltasse para a faculdade, escolheria uma coisa que me desse prazer ou algo que me trouxesse a possibilidade de ganhar mais dinheiro do que aquele que ganho de momento de forma a melhorar a minha qualidade de vida?

 

Ou será que devia optar por algo em que eu realmente fosse bom e aperfeiçoar-me nessa área?

 

Só que no que é que eu sou bom?

 

É que há pessoas que parece que nasceram para certas áreas, e eu sempre senti que era bom em muita coisa mas não era excepcional em nada. Uma espécie de mediocridade vocacional mas que me permite safar no mercado de trabalho.

 

Às vezes questiono-me ainda se o meu caminho não é este que eu estou a trilhar de momento, que aquilo em que eu sou bom é no que eu faço presentemente, e que devia deixar de ter dramas existenciais e obrigar-me a ser feliz e grato por ter um trabalho que me paga as contas.

 

Mas  não queria nada que fosse este o meu destino. Melhor, não queria nada que esta fosse a única viagem pela qual a vida me levasse.

 

Sinal de GPS, volta por favor!

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