Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

08
Jun18

Sense8 - Finalmente o último episódio


Sense8 - Último Episódio

 

 

Foi com um misto de emoções que vi hoje o episódio especial de duas horas e meia, que encerra a história de Sense8.

 

Por um lado felicidade, já que a espera foi longa e o dia parecia nunca mais chegar, por outro tristeza, já que infelizmente uma das melhores séries que apareceu na televisão morreu cedo demais.

 

Sense8 conta a história de 8 pessoas, de diferentes etnias e culturas, que descobrem estar ligadas psíquicamente, pertencendo não ao tradicional Homo sapiens, mas sim ao Homo sensorium

 

Obviamente, que tudo o que é diferente gera medo e desconfiança, por isso há uma organização muito pouco simpática cujo objectivo é caçar e exterminar todos aqueles pertencentes ao género H.sensorium.

 

A série prima por óptimos momentos de acção, cenas bastante tórridas e minutos de euforia auditiva que tornam praticamente impossível que não saltemos do nosso sofá e cantemos em coro com as personagens, secretamente (ou nem tanto) desejando também nós estarmos psíquicamente ligados a alguém no extremo oposto do globo.

 

Mas o que torna Sense8 extraordinário é o constante reforço positivo do amor. Numa época em que ainda vivemos numa negatividade amorosa e sexual, é brilhante estar disponível para as massas uma série que exponha de uma forma natural e sem preconceitos as diferentes formas de amor.

 

Além de dar um grande abraço à comunidade LGBTQ, com personagens lésbicas, gays e transgéneras, Sense8 coloca em pé de igualdade as relações heteronormativas com as uniões homossexuais ou poliamorosas.

 

Na última cena, umas das personagens secundárias, depois de um desfecho surpreendente diz, Não pensei que coisas assim fossem possíveis, e teve como resposta um dedo nos lábios a silenciá-lo.

 

Porque o amor é um sentimento, é uma força que nasce de dentro de nós, e por mais que nos ensinem a controlá-lo com a razão, ou a moldá-lo, ou mesmo a tirar-lhe a voz, é impossível negarmos aquilo que somos e o que sentimos.

 

E quanto mais rapidamente aceitarmos que o amor, na verdadeira dimensão da palavra, pode fugir dos conceitos estabelecidos para cada sociedade, mais rapidamente também seremos felizes. Felizes por poder viver a nossa própria vida e felizes por sabermos que a vivência dos outros não tem que nos afectar, por mais diferente que seja da nossa.

 

Estamos constantemente a procurar o amor, mas não teremos nós medo dele como se fosse uma bomba preste a rebentar-nos nas mãos?

 

Não peço que reflictam acerca destas questões, mas se o quiserem fazer sugiro que seja acompanhado pela brilhante música de Ludovico Einaudi - Experience, que foi a escolhida para encerrar o episódio final de Sense8.

 

 

 

4 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D