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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Saw - O Escape Game

23.01.19, Triptofano!

Saw - O Escape Game

 

Quem me segue no Instagram provavelmente já terá visto esta minha foto, mas achei que ela era merecedora de ser partilhada aqui no blog e de contar a história por detrás dela.

 

Como fã de filmes de terror que sou, há imenso tempo que queria ir fazer o Escape Game da Game Over Escape Rooms baseado no primeiro filme do Saw.

 

O problema é que o Cara-Metade sempre disse que não queria ir, que ia meter medo, que ele não se ia sentir confortável, que eu arranjasse alguém para ir comigo que ele ficava em casa a comer chocolate.

 

E acabei por ir com os meus colegas de trabalho, só que, numa reviravolta inesperada do destino, um deles cancelou e o Cara-Metade viu-se literalmente arrastado para o jogo de forma a não ficarmos com uma equipa desfalcada.

 

Ele queixou-se, reclamou que já estava com cólicas por causa dos nervos, mas no fim acabou por se divertir e descobrir que não havia razão para estar tão nervoso.

 

É verdade que uma pessoa até começa algemada e vendada no início do jogo, que de vez em quando é brindada com visitas inesperadas de fazer dar um grito, que há pedaços de corpo humano em que se tem de tocar e passagens para locais escuros que se tem de fazer, mas assim de uma forma global não é um Escape Game assustador, tirando a parte em que a porcaria das algemas são daquelas mesmo a sério e não as felpudas que temos na nossa caixa de sex toys debaixo da cama e a certo ponto quando ninguém descobre a chave começamos a pensar se vamos ter de virar canibais para podermos sobreviver.

 

Além de uma fantástica decoração este Escape Game conta com enigmas inteligentes que nos fazem pensar, sendo que infelizmente houve dois detalhes que mostraram que ainda há possibilidade de aperfeiçoar mais o jogo.

 

Primeiro, um erro humano relativamente a duas gavetas fechadas a cadeado, onde basicamente ao abrirmos a primeira já não precisámos de abrir a segunda (a ordem dos cadeados tinha sido trocada).

 

Na realidade este erro nem foi muito mau, porque quando no fim do jogo nos reunimos para perceber como tudo se tinha desenvolvido, constatámos que se não tivéssemos tido essa pequena ajuda provavelmente ainda estaríamos fechados na sala em vez de termos conseguido sair com uns cinco minutos de sobra como saímos.

 

Em segundo, numa outra parte do jogo foi possível graças à nossa incrível capacidade chamada Caganço, de abrirmos um cadeado que se encontrava quase no fim da sequência que nos permitia sair da sala (é o problema dos cadeados de 3 combinações, com dois números o outro pode ser basicamente adivinhado).

 

O problema é que podem pensar que o jogo fica mais fácil a partir daí mas não, uma pessoa depois está tão focada nos cadeados que ainda não abriu e na realidade já devia ter aberto para chegar àquele ponto que fica completamente baralhada.

 

Felizmente o nosso Game Master estava super atento e voltou-nos a colocar no rumo certo, exigindo-nos que lhe mostrássemos o nosso raciocínio até termos chegado ali, não tomando como válida a resposta Foi por Sorte.

 

Porque pode não parecer mas os Escapes Games servem além de divertir para fazer uma pessoa pensar e desenvolver o raciocínio lógico (ou algumas vezes ilógico), e se apenas formos para lá tentar abrir cadeados ao calhas acabamos por não aproveitar tudo o que a experiência tem para dar.

 

Mas perguntam vocês porque raio é que eu tenho a mão vermelha na foto?!

 

Ora a certa altura, havia um recipiente cheio de sangue (eu bem preferia que fosse de Bloody Mary mas não tive essa sorte) onde se encontrava uma pista.

 

E a única forma de a obter era enfiar a mão lá dentro.

 

Como o vosso amigo Triptofano é uma pessoa decidida enfiou a mãozinha lá dentro (porque verdade seja dita mais ninguém queria) e pronto, ficou com ela toda vermelha.

 

O Game Master disse para não ter problema, que em três horas a coloração vermelha desaparecia totalmente!

 

MENTIRA!

 

Dois dias depois ainda tinha restos de cor vermelha na mão, o que levou alguns utentes da farmácia a perguntar se eu me tinha aleijado, ao que me apeteceu responder com um sorriso que não, que uma amiga tinha tido um período extremamente abundante e eu quis ajudar a aparar a coisa mas acabei por ficar com a mão assim (claro que não respondi isto, limitei-me a sorrir e a dizer que tinha sido um jogo).

 

Por isso já sabem, se forem fazer o Escape Game do Saw, o qual eu recomendo vivamente mesmo que sejam mais assustadiços, façam com que seja outra pessoa a enfiar a mão no sangue, a não ser que estejam a precisar de uma camada de verniz das unhas nova!

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