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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

08
Mai18

Rentabilizar a Hora de Almoço (2)


Sabem quando vocês passaram o dia todo a falar com outras pessoas e têm uma mancha gigante na vossa camisola?

Ou um macaco malandro a espreitar-vos pela narina?

Ou um bocado de favas bem escarrapachado no dente da frente?

 

Enquanto vocês não têm a auto-consciência da figura que estão a fazer, continuam alegres e animados, falando com todas as pessoas que se cruzam no vosso caminho. Até que se apercebem da mancha/macaco/fava que toda a gente viu, e ninguém teve a coragem de vos avisar acerca de.

 

Quando há esse momento de descoberta, o nosso universo centra-se nesse pequeno grande detalhe, que não nos incomodava por estar entregue à ignorância, mas agora que somos conscientes dele parece que é o fim do mundo. E enquanto não o conseguirmos resolver, toda a nossa tranquilidade, paz de espírito e capacidade de interagirmos com terceiros desapareceu pela sanita abaixo.

 

Foi basicamente o que me aconteceu ontem.

 

Estava eu a atender um cliente, de uma forma profissional e serena, quando olho para a minha mão direita.

 

Contemplo uma mão macia, suave, com umas unhas arredondadas. Olho para a esquerda e só não dou um grito porque me consegui conter e trinquei a língua. Estava com uns sachos do tamanho do mundo, capazes de cortar a garganta a sangue frio a qualquer delegado de informação médica demasiado aborrecido.

 

A partir desse instante, o utente à minha frente eclipsou-se, e tudo o que eu conseguia ver eram as minhas unhas gigantes, que eu não conseguia perceber como é que tinham ficado tão grandes em comparação com as da mão direita.

 

O meu primeiro impulso foi enfiar a mão à boca e começar a roer as unhas, mas desde que usei aparelho nos dentes que incrivelmente perdi essa capacidade.

 

Poderia sempre afirmar que era uma afirmação político-social-qualquer-coisa, que aquelas unhacas gigantes de uma mão simbolizavam a vida dura do sector primário, que tinha a pele ressequida do trabalho agrónomo, enquanto que a outra mão representava a privilegiada vida de quem laborava na área dos serviços, e tinha tempo para cuidar de si.

 

Como era uma explicação muito longa e demasiado filosófica, decidi que tinha de conseguir cortar as unhas, desse por onde desse. 

 

Fui ao meu cacifo (que digamos é assim um acumular de tudo e mais alguma coisa) e descobri, milagre dos milagres um corta-unhas (que o cara-metade já se tinha questionado onde é que estaria!)

 

Eu sempre odiei quem corta as unhas no trabalho, aquele schlac schlac tirava-me do sério, mas bem diz o ditado Nunca digas desta água não beberei!

 

Por isso mal chegou a minha hora de almoço (que estava muito perto Graças a Deus!), enfiei-me na casa de banho e schlac schlac schalac, dei cabo do meu problema.

 

Quem neste momento tiver visto a sua consideração relativamente a mim baixar astronomicamente, tenho em minha defesa a dizer que pelo menos não cortei as unhas no comboio nem andei a comer pevides e a cuspir as cascas para o chão do metro.

 

Ah pois é, há gente muito mais badalhoca do que eu.

 

Claro que podia ter cortado a unhas e ficado por aí. Mas quando eu fui procurar no cacifo um utensílio para aniquilar aqueles pedaços de queratina, o que também achei eu?

 

Óleo para unhas Dr. Scholl

O óleo para unhas e cutículas da Dr.School.

 

 

Este óleo possui vitamina E e 7 óleos nutritivos para umas unhas com aspecto saudável e brilhante sem esforço! Quer dizer, é preciso algum esforço, pelo menos para nos lembrarmos de usar o produto.

 

Segundo o site da Dr.School, este óleo tem um feito WOW, que para mim é entendido, como WOW, consegui gastar dinheiro e nunca usar isto! Supostamente utiliza-se diariamente, e deve-se após aplicar fazer uma massagem circular de forma a que o produto seja melhor absorvido pelo leito da unha.

 

É verdade que depois de aplicar as unhas ficam com um aspecto mais bonito e brilhante, mas o problema é quando se é homem e as pessoas olham logo de lado por verem algum brilhozinho nos nossos dedos.

 

A minha sugestão para os elementos do sexo masculino é colocarem o verniz à noite - na manhã seguinte o brilho já desapareceu.

Ou dizerem que estão a usar um verniz amargo para deixarem de roer as unhas.

Ou desculparem-se com o facto de fumarem e que aquela camada brilhante é para evitar que a unha fique amarela do tabaco.

Ou simplesmente borrifarem-se para o que os outros possam pensar - afinal a vida é nossa ou das outras pessoas?

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