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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Quando a Igualdade se sobrepõe ao Talento

17.02.19, Triptofano!

Atenção

Este post possui Spoilers sobre o vencedor do RuPaul's Drag Race All Stars Season 4

 

Se há série de televisão que eu adoro é o RuPaul's Drag Race, um programa onde se procura a próxima Drag Queen da América.

 

Gosto tanto do programa que fiquei em êxtase quando descobri que o Netflix estava a transmitir em sintonia com os Estados Unidos da América os episódios da quarta temporada das All Stars, onde se procura a Queen mais merecedora de figurar no Hall of Fame.

 

Por isso todos os sábados lá estava eu diante do televisor, a torcer pelas minhas favoritas, a ficar com o coração quebrado quando uma era expulsa, mas nunca esquecendo-me que tudo aquilo era um programa de televisão e não devia levar as coisas demasiado a peito.

 

Só que a final de ontem tirou-me do sério.

 

Ao que parece nos Estados Unidos (e não só obviamente) o racismo é uma nuvem que está constantemente a pairar sobre tudo. 

 

Facilmente numa conversa uma pessoa joga a carta raça, sendo que se alguém não acha certa Queen (falando agora sobre o show em si) talentosa e ela calhar ser negra é porque é racista, se alguém torce para uma Queen ganhar e ela calha a ser branca é porque é racista, basicamente qualquer coisa que uma pessoa diga pode levar a que seja catalogada como racista.

 

E tendo em conta a história dos Estados Unidos eu posso compreender que ainda haja muita revolta dentro das pessoas mas isso não significa que tenha de existir uma constante tentativa de vitimização, ainda por cima quando estamos a falar dum programa de entretenimento.

 

Qual foi o verdadeiro problema desta final do RuPaul All Stars?

 

Nas últimas três seasons as Queens que ganharam o título calharam a ser brancas e louras.

 

Nesta final havia 3 Queens negras e uma branca (e a maior parte das vezes loura) que por acaso se revelou ser a mais talentosa do grupo.

 

Obviamente que as redes sociais encheram-se de comentários complemente ridículos sobre como o Hall of Fame era ariano, ou que as Queens negras eram sempre postas de lado e que o show era extremamente racista. (apesar da apresentadora ser negra...)

 

Qual foi a solução encontrada pelo programa?

 

Através de uma edição horrível obviamente feita às três pancadas, pela primeira vez houve um empate, sendo duas das concorrentes coroadas como vencedoras, uma delas branca, outra delas negra, tudo em nome da diversidade e de uma pseudo-igualdade de oportunidades.

 

E eu questiono-me, será esta a forma correcta de proceder?

 

Será que devemos premiar alguém devido à sua raça, idade, género, religião, estrutura fisionómica, etc, em detrimento do talento?

 

Uma vitória que nos tenha sido concedida, um trabalho que nos tenha sido oferecido, uma bolsa com que tenhamos sido premiados não por causa das nossas capacidades mas sim para igualar números não vai ser mais uma acha para a fogueira em vez do extintor para a apagar?

 

Para mim uma pessoa é uma pessoa, independentemente de como ela se veste ou da aparência que tenha, e uma pessoa deve ser avaliada e premiada tendo as suas acções e capacidades.

 

Mas neste mundo já percebi que há uma predisposição para se acentuarem as diferenças em vez dos pontos de união, e apesar de certamente ainda haver muita descriminação que não deveria ocorrer há muitos indivíduos que pegam nas suas características individuais e as utilizam como armas de arremesso, criando fossos em vez de pontes!

 

RuPaul's All Stars Hall of Fame

 

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