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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Prioridades...

06.04.19, Triptofano!

Na zona onde trabalho, infelizmente, existem muitas pessoas que necessitam de apoios económicos externos, visto que as suas fontes de rendimento são insuficientes face às despesas do dia-a-dia.

 

Uma grande ajuda para estas pessoas é o cartão do Programa abem: Rede Solidária do Medicamento, que permite que as pessoas possam adquirir a maior parte dos medicamentos que lhes é prescrita a custo zero.

 

Devo já dizer que não sou apologista que as pessoas que possuem mais necessidades económicas tenham que viver de forma miserável.

 

Não acho que tenham de apregoar a sua pobreza andando rotas e esburacadas, todas desgrenhadas e a cheirar mal.

 

Como também não me choca que quem tenha um cartão abem possa dar-se ao luxo de ir tomar um café enquanto conversa com os vizinhos.

 

A saúde mental é algo precioso e certos rituais permitem que o ser humano conserve a sua harmonia cerebral, sem que isso deva ser criticado e olhado de lado.

 

Agora o que eu não compreendo são certos vícios que as pessoas insistem em manter apesar de admitirem que muitas vezes não tem dinheiro para comer durante o mês inteiro.

 

O tabaco é um desses vícios, mas o que me deixa fora de mim são as raspadinhas.

 

Ainda hoje atendi uma senhora, que quis levar todos os medicamentos da sua receita porque não pagava nada visto ter o cartão abem - outra coisa que me tira do sério, esse acumular de medicação só porque não se paga; depois se lhe mudarem a terapêutica vai tudo para o lixo mas como foi grátis que se dane - e quando tira as receitas de uma pasta caiem em cima do balcão três raspadinhas de cinco euros.

 

E é isto que eu não percebo!

 

Em vez de pouparem o dinheiro ou investirem em coisas que possam melhorar a sua qualidade de vida há pessoas que preferem esbanjar os euros que lhe sobram, graças ao apoio de outros, em porcarias sem jeito nenhum.

 

Se eu precisasse que uma instituição me apoiasse para poder comprar os medicamentos eu teria vergonha em sequer pensar em gastar o dinheiro em raspadinhas, mas talvez sejam as minhas prioridades que estão trocadas...

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