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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

16
Mar18

Ohana by Naz


Um oásis de pacificidade no meio do stress deste mundo empresarial.

 

Se não foram estas as palavras, foi pelo menos esta a mensagem que Naz, a proprietária do Ohana by Naz, quis transmitir quando nos explicou o que tinha idealizado para aquele espaço.

 

Aos domingos, eu e o cara-metade gostamos de ir ao brunch, mas o que se torna complicado é a escolha. Ou os que queremos estão fechados, ou não têm opções que nos façam o estômago estremecer de contentamento ou simplesmente possuem uma relação preço-oferta que nós consideramos desajustada.

 

Foi por um feliz acaso, que demos com a publicação da Time Out, onde a descrição do Ohana nos cativou imediatamente.

 

"Anaisa Rashul (Naz) é portuguesa, viveu em Moçambique, na África do Sul e no Dubai, tirou o curso de nutrição holística em Nova Iorque, trabalha como healthcoach, dá uma perninha na arquitectura de interiores e outra na restauração."

 

É verdade que a comida saudável está na moda, e que muitos gostam de seguir o último grito no que toca a regimes alimentares. Mas comer bem, de uma forma que respeite o nosso organismo, não deveria ser um capricho ditado pela última tendência, mas sim uma prioridade.

 

Não atiro muitas pedras porque tenho metros quadrados de telhados de vidro, e a principal razão para não mudar para melhor é a preguiça, o hábito enraizado, aquele inércia de sair da zona de conforto.

 

O Ohana fica no Parque das Nações, mesmo no centro duma stressante zona empresarial, e se não é um oásis de calma e serenidade, então as ilusões ópticas estão cada vez mais realistas.

 

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O espaço não é muito grande, e a afluência é bastante, mas incrivelmente há uma sensação de paz e conforto que nos invade que muitas vezes não encontramos em locais com o dobro do tamanho e metade dos clientes.

 

Talvez seja por causa da decoração do espaço, da música ambiente, das cores escolhidas para as louças, da simpatia dos colaboradores (é incrível como nos esquecemos que as pessoas conseguem ser realmente simpáticas, parece que já nem é normal isso acontecer) ou uma mistura de todos estes elementos.

 

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 Dizem que um bom líder não ordena, inspira através dos seus próprios actos, e ao conhecer-se Naz entende-se porque é que todos à sua volta parece que caminham em cima de nuvens extra-fofas.

Com uma atenção ao detalhe e à satisfação do cliente fora do normal, a proprietária do Ohana é portadora de uma palpável paixão que transmite para aquele espaço!

 

Mas e a comida?

 

Para satisfazer os estômagos mais exigentes, o buffet está dividido em duas zonas.

Uma mais direccionada para a vertente do pequeno-almoço, onde podemos preparar as nossas tigelas de cereais enriquecidas com fruta fresca, frutos secos e envolvidos em iogurte grego ou, submersos em leite de vaca ou bebida de soja.

Os croissants são uma aposta segura, fresquinhos e deliciosos, podendo e devendo acompanhar as french toasts e as papas de aveia com maçã caramelizada.

 

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A outra secção está mais ligada ao almoço, mas não esperem encontrar carne ou peixe, afinal este é um espaço ovo-lacto-vegetariano.

Quem acha que só fica saciado com uma proteína animal desengane-se.

 

Os ovos com salsicha (vegetariana), o korma de manga, o arroz basmati com sementes de abóbora e o milho tandoori (e que delicioso estava este milho, logo eu que não sou grande apreciador) deixam qualquer um mais que satisfeito.

 

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As bebidas neste brunch são cobradas à parte, e a minha escolha para acompanhar a refeição recaiu num ingrediente muito em voga, a curcuma, Um delicioso sumo Yellow Sun, com pêra, ananás e curcuma, ao qual pedi para adicionarem uma pitada de pimenta-preta (a piperina aumenta a absorção no organismo da curcumina), pedido que me foi aquiescido com um sorriso - são estes detalhes pequenos que fazem uma grande diferença no impacto global da nossa experiência.

 

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Mas quando chegou a altura do café, e o mesmo foi servido, torci o nariz. Estavam a apresentá-lo em copos de plástico, ainda por cima amachucados. Só que o que começou com uma ponta de desconforto metamorfoseou-se numa paixão assolapada. Afinal os copos eram de cerâmica, da Revol, e imitavam um copo amachucado, o que lhes dava imediatamente todo outro charme! (engraçado como é o ser humano, estava chateado por ser um copo amachucado, mas fiquei todo contente quando descobri que era uma imitação intencional!).

 

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Alguns pequenos detalhes a melhorar no brunch. Pessoalmente achei que os ovos tinham um bocadinho de óleo a mais, o Yellow Sun podia ser um bocadinho menos doce e, na zona das frutas frescas, algumas fatias de melão estavam demasiado verdes.

 

Mas se estas pequenas coisas me impediriam de voltar ao Ohana?

Nem pensar!!!

Seria extremamente feliz se pudesse almoçar lá todos os dias, longe do reboliço do mundo exterior.

 

 

Ohana by Naz Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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