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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Odeio Testes......Psicotécnicos!

18.01.22, Triptofano!

Sou daquelas pessoas que não lhe faz impressão fazer testes ao Covid! É verdade que uma pessoa fica sempre com lágrimas nos olhos, como se tivesse levado com uma cebola nas ventas, mas não é nada que não se aguente. Se tiver que escolher apenas uma das narinas vou sempre para a esquerda, porque a direita aparentemente tem um pequeno desvio. Na verdade acho que metade dos portugueses descobriram com estes testes que possuem o nariz ligeiramente torto. Agora o que eu odeio verdadeiramente são testes psicotécnicos.

Não é um ódio antigo. Na verdade é um desprazer que só hoje descobri, visto que nunca antes tinha feito um teste psicotécnico. Como muitos portugueses, tenho um vínculo laboral precário. Um daqueles contratos que a qualquer altura podem decidir que já não precisam de mim e lá fico eu no desemprego. No desemprego mas com bom cabedal para fazer trabalho comunitário, como alguns políticos defendem em programas eleitorais escritos em cima do joelho ou das costas de outro membro partidário. Só espero que se tal acontecer não me vistam de laranja de cabeça aos pés porque não nasci para ser cone do trânsito. Mas falava eu da minha precariedade - a instituição onde trabalho abriu concurso para vagas um pouco menos precárias, e eu candidatei-me. Passei a primeira fase dos conhecimentos escritos e hoje fui fazer os testes psicotécnicos. Nunca pensei que pudesse ser tão mau.

Primeiro um bloco infinito de perguntas com várias opções para escolhermos aquilo em que mais nos revíamos, supostamente para traçar o nosso perfil psicológico. Spoiler: tenho a sensação que o meu resultado vai ser "fala-barato que acha que as pessoas são todas aldrabonas e que por causa disso modifica a sua forma de estar consoante a pessoa que tem à frente mas depois não aguenta e diz umas verdades na cara". Não sei bem se será este o perfil de pessoa que estarão à procura, mas se for estou em primeiro na lista. O problema desta avaliação é que são tantas questões, mas tantas questões que uma pessoa chega a um momento que já nem sabe do que gosta ou de quem é ou sequer como se chama. Enfim, para esquecer.

Depois a componente de avaliação verbal, que até foi a que correu melhorzinho, com uns textos para interpretar e dar umas respostas directas. Senti-me orgulhoso por ter conseguido fazer as perguntas todas de forma tranquila.

Em terceiro os quadradinhos do demónio. Estou a falar daquelas quadrados com bolinhas e triângulos e setinhas onde temos de adivinhar o que é que vem a seguir. Se há coisas que fazem lógica há outras que uma pessoa fica meia hora a olhar e sente-se tão perdida que quase seria mais fácil descobrir qual o sentido da vida. Bem, o sentido da minha vida não passa certamente por ficar a olhar para quadrados. E quando eu digo meia hora quero na verdade dizer minuto e meio no máximo dos máximos, porque o tempo é tão contado que nem dá tempo para uma pessoa colocar o cérebro a funcionar a todo o gás.

Por fim o exame de cálculo. Juro que pensei que até dominava de forma razoável as artes da matemática, mas depois de deparar com tabelas e questões de conversão de moeda e percentagens e não sei o que mais todo eu me questionava se estava num teste psicotécnico ou num exame nacional para acesso à faculdade. Sempre que bradava um viva! inaudível entredentes por ter resolvido um exercício, ao passar para o seguinte sentia que o universo estava a rir-se na minha cara. Cada questão era mais difícil que a anterior, comigo a ter que bater literalmente com o nariz no ecrã para conseguir ver com mais precisão os gráficos e colunas e coisas do demónio que me apresentavam. Cheguei ao fim do tempo com um terço das perguntas por responder e foi aí que tive a pior ideia de sempre. Responder ao resto ao calhas, o que provavelmente vai dizer algo do meu psicológico que eu desconheço mas que a empresa responsável pela avaliação irá certamente descobrir e escarrapachar na minha avaliação.

Próxima semana já tenho os resultados. Depois partilho convosco. Entretanto ficam a saber que odeio verdadeiramente testes psicotécnicos!

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