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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

O Rapaz do Pijama às Riscas

16.05.20, Triptofano!

Claro que tudo isto aconteceu há muito tempo, e nada parecido poderá voltar a acontecer.

Não nos dias de hoje, não na época em que vivemos.

O Rapaz do Pijama às Riscas

Obra publicada pela Leya

O Rapaz do Pijama às Riscas foi o primeiro livro que li este ano e antes de me vir parar às mãos esteve nas da minha mãe, que em menos de um fósforo o leu, atravessando fases de riso, de revolta, de compaixão e de choro.

A história foca-se em dois rapazes, Bruno e Shmuel, nascidos no mesmo dia mas com destinos completamente diferentes, cada um do seu lado da barricada na horrível guerra que foi o Holocausto.

Se a leitura em si é fácil e fluida, é inevitável que o tema que o livro aborda, o dos horrores cometidos nos campos de concentração, nos faça reflectir sobre o potencial de perversidade do ser humano.

Mas uma coisa assim, um genocídio dos direitos humanos, nunca poderia acontecer na época em que vivemos pois não?

Ou será que podia?

                                                                                                                                                                    Classificação do Triptofano:

 

4 comentários

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    Triptofano!

    17.05.20

    Muitas pessoas ficam horrorizadas com o Holocausto porque aconteceu no passado e o passado já não se pode mudar, mas pensar que no presente podem vir supostos terroristas em barcos de borracha a atravessar o Mediterrâneo em total desespero - aí já não há problema algum, podem-se afundar.
    E obviamente que também existe a questão da identificação - no Holocausto foram pessoas brancas que morreram, nos botes não são pessoas brancas que estão lá dentro, por isso sem problema - se fossem botes carregados de Noruegueses ou Suecos aposto que as coisas eram bem diferentes.
    Apesar deste livro ter um tema mais pesado como qualquer livro que aborde o Holocausto tem, não é extremamente gráfico!
    Um beijinho
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    Mamã Gansa

    17.05.20

    Permite-me uma pequena correção à tua resposta sobre esta frase " no Holocausto foram pessoas brancas que morreram". Sendo que talvez na sua maioria foram sim Judeus e brancos, mas também foram negros ( passo a expressão se ofender alguém, mas não me farei entender de outra forma), deficientes que qualquer  etnia ou cor, Homossexuais e Lésbicas, Comunistas,  e estes de qualquer etnia ou cor.Alemães que eram contra o regime.
    Isto é o que a maioria das pessoas ignora. Mas não deixas de ter razão está no passado. Mas interrogo-me como tanta gente que se horroriza com isso, não se tivesse horrorirzado com tantos outros conflitos que desrespeitaram os direitos humanos no sé culo XX e ainda agora no dealbar do século XXI. Praça de Tianmen para muitos uma memória esquecida. E atenção o Genocídio arménio raramente é falado e também eram brancos e o que manipula que uns conflitos tenham mais impacto que outros? Não é a cor, é sem dúvida a indústria da informação. Quantos livros existem sobre o genocídio Arménio pergunto-te eu???? Quantos filmes? Do Ruanda ainda tiveste alguma coisa, mas  o Genocídio Arménio para muitos está convenientemente esquecido.
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    Triptofano!

    18.05.20

    Sim, no Holocausto não foram apenas brancos que foram mortos, mas a representatividade das minorias nos filmes e nos livros é muito escassa, para não dizer inexistente, havendo quase um varrer para debaixo do tapete de todos aqueles que não eram brancos e perfeitinhos - será que o fazem de forma a que as pessoas se revejam mais rapidamente nas vítimas? Agora digo-te que se a maioria representada fosse negra e mutilada a maior parte das pessoas não ficaria tão incomodada quando se aborda o tema - infelizmente ainda existe muito o nós e os outros, mesmo quando os outros são apenas diferentes devido a uma cor de pele!
    Relativamente ao Genocídio Arménio tens aí um muitíssimo bom ponto de discussão, porque muita gente nem faz sequer ideia de que ele existiu, e sim, foram pessoas brancas a ser dizimadas, tal como no caso do Holodomor, que muito pouco é abordado.
    No fim de contas o ser humano consegue ser maravilhoso mas ao mesmo tempo horrível - como é que será o nosso futuro?
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