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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

O que fazer com a correspondência errada?

E que o carteiro teima em não levar?

06.11.19, Triptofano!

O meu prédio não sei se é por eu morar lá, se é por já ter visto o cadáver defunto de uma barata no hall de entrada ou se é por causa dos elevadores que quando uma pessoa quer chegar a casa depressa para não borrar as cuecas e os malditos estão sempre no oitavo andar e uma pessoa mora no sexto e não consegue controlar o esfíncter durante tantos lanços de escadas, mas é um entra e sai de gente que não dá para perceber!

A quantidade de gente que já morou naquele prédio e já deixou de morar é impressionante, e isso traduz-se em todos os dias haver cartas por cima das caixas de correio a implorarem que o senhor carteiro as leve de volta, porque tal pessoa já não vive lá!

Mas e o que fazer com a correspondência errada e que o carteiro teima em não levar?

O preferível é quando os envelopes possuem aquelas opções no verso de desconhecido, nova morada, raptado por aliens, aderiu a um culto, que se coloque a cruzinha na opção correcta e deixe-se para o carteiro levar de volta!

Mas e quando não há opções nem local para colocar a cruzinha?

Claro que podemos por em letras garrafais um Não Mora Cá, ou um Anda Enrolado Com o Vizinho do Prédio da Frente e Já Não Põe Cá os Pés Desde Fevereiro, mas acredito piamente que a melhor opção é ir pelo caminho da erudição!

Trocando por miúdos, fazer um poema na carta todo fofinho para o senhor carteiro! 

O que fazer com a correspondência errada?

Nota: A destinatária desta carta é uma senhora de seu nome Ágata, que já se dava ao trabalho de actualizar o raio da morada!

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