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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

10
Ago18

O Monstro e a Corda!


Tenho uma amiga muita querida que apesar de longe geograficamente está bem perto do meu coração.

 

Durante este último ano tenho assistido cheio de orgulho à evolução que ela tem tido relativamente a sentir-se bem consigo própria e a conhecer-se melhor e a perceber as suas atitudes.

Muitas vezes ansiamos conhecer outra pessoa quando na realidade devíamos tomar o tempo para nos compreendermos a fundo.

 

Hoje, em mais uma das nossas conversas telefónicas que tanto prezo, ela contou-me uma história que leu num artigo, história esta que tinha uma mensagem tão forte que não resisti a reproduzir aqui, por palavras minhas, sem ter a intenção de plagiar ninguém.

 

A história é sobre um monstro e uma corda.

 

Imaginem que estão num bar, muito descontraídos, a beber a vossa imperial ou um cocktail cheio de frutas e chapéuzinhos coloridos quando são desafiados para um jogo.

 

A primeira impressão é que quem vos desafia é uma pessoa mesmo muito feia, mas um olhar mais atento revela que é mesmo um monstro, daqueles com ar de quem vos come os dedos dos pés só porque não gosta do cheiro deles.

 

Numa situação normal vocês iriam por-se a milhas num nano-segundo, mas talvez com o alento do álcool decidem que sim, vão competir contra o monstro.

 

O jogo que ele vos propõe é o conhecido jogo da corda, cada um pega numa ponta e puxa, sendo que quem pisar primeiro uma linha situada no meio de ambos perde o desafio.

 

Antes de começarem a puxar, o árbitro da competição informa-vos das capacidades um do outro.

Nesse instante descobrem que o monstro é mais forte, mais rápido, têm mais energia e mais resistência do que vocês - algo que não vos devia surpreender já que ele é um monstro.

 

Mesmo assim decidem jogar!

 

Agarram a vossa ponta da corda e com toda a força puxam.

 

O monstro mexe-se um pouco, e na vossa cabeça entoa uma música de vitória.

Só que o sacana riposta e puxa com ainda mais força, levando-vos quase a pisar o risco, que incrivelmente deixou de ser um risco e passou a ser um abismo cujo fundo não se consegue sequer ver.

 

Apavorados, vão buscar forças que nem sabiam que existiam, e puxam loucamente, conseguindo fugir da queda mais que certa.

 

Só que o monstro continua a ser mais forte e mais resistente que vocês. Dá outro puxão e novamente ficam quase à beira de caírem no abismo.

 

O que é que fariam neste momento?

 

Se estivessem a competir contra o monstro qual era o vosso próximo passo?

 

 

O Monstro e a Corda

 

 

 

Largar a corda.

 

Largar a corda seria a atitude mais correcta. E tal como deveriam largar a corda nesta luta desigual contra o monstro também todos nós a deveríamos largar em certas situações da nossa vida.

 

Há coisas que não podem ser mudadas, e que por mais que lutemos contra elas simplesmente vão-nos sugar toda a nossa energia até nos derrotarem. 

 

Nessas situações, temos que ser sábios o suficiente para perceber que a atitude que melhor preserva o nosso Eu é virar costas e seguir outro caminho.

 

E não, não se trata de fugir. Não se trata de cobardia.

 

É simplesmente perceber que não podemos sair vitoriosos de todas as batalhas, mas que temos na nossa mão o poder de decidir se queremos continuar a gastar cartuchos ou preferimos empenhar as nossas energias noutra missão.

 

Por este mundo fora vai haver sempre muitos monstros a segurar muitas cordas, mas nós só agarramos na outra ponta se assim o entendermos.

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