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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

O Leitor Decide - Modafinil

24.01.20, Triptofano!

O Leitor Decide: Qual a Decisão de Lúcia?

a) Pega no livro decidida a queimá-lo - 1 Voto 

b) Vai ter com Jaime e conta-lhe o sucedido na esperança que ele a ajude - 0 Votos

c) Desmarca o encontro e vai à procura do alfarrabista que lhe vendeu o livro - 8 Votos 

O Leitor Decide

 

Fechou os olhos com força e respirou o mais calmamente que conseguiu. Tudo aquilo tinha de ser um pesadelo, não era possível que aquilo pudesse estar a acontecer-lhe. Abriu os olhos e as mensagens continuavam lá, a brilhar de forma ameaçadora. Tinha de tomar uma decisão...

Lúcia pegou no telemóvel e mandou uma mensagem rápida a Jaime:

Surgiu um imprevisto, não vou poder ir jantar. Desculpa. Depois falamos.

Sabia que se lhe contasse ele não iria acreditar, porque na realidade nem ela própria acreditava muito bem em toda aquela história, mas as mensagens que tinha recebido do número desconhecido continuavam a brilhar aterrorizantemente no seu telemóvel. Algo ou alguém tinha acabado de a ameaçar e ela não podia ficar simplesmente sem fazer nada.

Voltou a pegar no telemóvel e pediu um Uber para a levar até ao alfarrabista que lhe tinha vendido o livro. Podia ir de carro, mas estava demasiado nervosa para conduzir e aquela zona da cidade não era propriamente fácil para estacionar. A aplicação soltou um zumbido metálico mostrando-lhe que o seu motorista chegaria em 3 minutos.

Lúcia vestiu-se em tempo record, pegou na mala e lançou lá para dentro o livro. Talvez devesse queimá-lo, mas algo lhe dizia que não era isso que resolveria a situação.

O Uber já estava à espera dela quando saiu da porta do prédio. Era um Tesla cinzento com os vidros fumados, que deixou Lúcia ligeiramente surpreendida. Que ela se lembrasse não tinha pedido o upgrade de veículo, mas com os nervos se calhar tinha carregado em alguma parte da aplicação sem dar conta, mas isso também não era importante.

Abriu a porta, entrou para dentro do carro e cumprimentou o motorista, que apenas lhe lançou um olhar mortiço pelo espelho retrovisor.

Os motoristas estavam cada vez mais simpáticos, pensou Lúcia com ironia, mas pelo menos não tinha que fazer conversa fiada. Fechou os olhos embalada pelo silencioso deslizar do carro e quase desejou adormecer, na esperança de quando acordasse tudo não tivesse passado de um sonho mau. Mas não, tinha que ser forte, ir ter com o alfarrabista e arrancar-lhe as respostas que ela precisava, de uma forma ou de outra.

Faltava um quarteirão para chegar ao seu destino quando subitamente o veículo virou à direita afastando-se da loja do alfarrabista. A estrada não estava cortada nem havia sequer trânsito que justificasse aquela mudança de rota, por isso porque raio é que estavam a ir noutra direcção?

Desculpe - disse Lúcia - acho que se enganou. Era suposto continuar em frente.

O motorista voltou a olhar pelo espelho retrovisor mas não disse sequer uma palavra. Apenas um ligeiro sorriso assomou nos seus finos lábios. Um sorriso que gelou Lúcia dos pés à cabeça.

DESCULPE, MAS ESTAMOS NA DIRECÇÃO ERRADA. ESTÁ-ME A OUVIR?

Naquele momento ela já estava fora de si. Do banco do condutor não vinha qualquer resposta e o carro continuava a deslizar silenciosamente, dirigindo-se para uma zona da cidade que estava abandonada e só era frequentada por sem-abrigo e toxicodependentes.

O carro parou e antes de Lúcia sequer perceber o que se estava a passar o motorista virou-se para trás e tentou alcançar-lhe a garganta com a mão aberta, exactamente como tinha acontecido com Ana no livro, por isso num impulso também ela lhe mordeu o polegar violentamente.

O homem recuou com a dor durante um instante o que deu a Lúcia a oportunidade de se atirar para o fecho da porta tentando abri-la, só que estava trancada centralmente. 

Aquilo não lhe podia estar a acontecer, aquilo não podia ser verdade, porque é que aquele homem estava a atacá-la?

O motorista voltou à carga e lançou-lhe as duas mãos ao pescoço, apertando com tanta força que Lúcia temeu que ele se partisse em dois. Tinha de fazer alguma coisa antes de ficar sem ar e desmaiar.

Eu tenho dinheiro, se é dinheiro que quer eu tenho muito - balbuciou ela na esperança que ele a largasse.

Ela não morreu, por isso agora tens de morrer tu! - sibilou o homem com os olhos injectados de sangue, apertando cada vez com mais força o pescoço dela.

Era o fim, não ia conseguir fugir, a não ser que.....

 

O Leitor Decide: Qual a decisão de Lúcia:

a) Finge que desmaiou para o homem a largar e depois tentar fugir

b) Tenta procurar na mala algo para usar como arma

c) Bate com os pés no vidro do carro na tentativa de chamar a atenção de alguém

d) Oferece o livro ao homem em troca de a deixar ir embora

 

Deixem a vossa escolha nos comentários! Na próxima sexta-feira a história continua de acordo com a vossa decisão!

Se só agora se juntaram à história leiam os episódios anteriores: Anastrozol, Campral, Victan e Haldol.

3 comentários

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    Triptofano!

    30.01.20

    Bem Cathy, estou a ver que és uma autêntica profissional no que toca a momentos dignos de um policial (modéstia à parte no que toca a achar que a minha história é digna de um policial) Gostei muito da tua linha de pensamento, mas de qualquer das formas vou precisar que escolhas entre a A e a B
    Mas por favor, partilha as dicas que tens que uma pessoa gosta sempre de ter inspiração para cenas do próximo capítulo
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    30.01.20

    Claro que é digna de um policial, uma pessoa fica sempre em pulgas pelo próximo capítulo!
    Então escolho a A mesmo para ver como a fazes sair dessa xD
    Dicas... Uma mala de mulher, por mais básica que seja, terá sempre uma chave de casa... Ou um lápis... Ou a própria mala, se tiver uma alça grande, (como as de pôr ao ombro ou usar a tiracolo)... Serviriam em autodefesa
    Mas atenção que sou super pacífica, apenas leio muito e vejo muitos filmes!
  • Comentar:

    CorretorMais

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