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Triptofano

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Noivas do Daesh ou Cidadãs Europeias?

29.04.19, Triptofano!

Noivas do Daesh ou Cidadãs Europeias?

 

Com o sonho destruído, pelo menos por agora, de criar um califado que fosse a porta para a conquista mundial e para o extermínio de todos aqueles que não aceitassem seguir as leis de uma corrente islamita ultra-radical, os membros europeus do Daesh tentam agora regressar aos países dos quais possuem cidadania.

 

Entre estes membros contam-se, embora numa percentagem baixa, mulheres normalmente acompanhadas de crianças, muitas vezes já nascidas na Síria ou no Iraque!

 

A pergunta que se impõe é: Quem são estas mulheres?

 

Vítimas ou vilãs? 

 

Agiram de livre vontade ou foram coagidas a deixar os seus países rumo a um futuro incerto?

 

São noivas do Daesh ou cidadãs europeias? É possível ter ambas as regalias ou a primeira anula a segunda?

 

Qual é que é a decisão que a Europa deve tomar, Portugal incluído, relativamente a estas mulheres que agora pedem ajuda para fugir das condições extremamente miseráveis que se encontram?

 

Deveremos nós dar a outra face e ajudar quem muitas vezes jurou cortar as cabeças aos infiéis?

 

Fará sentido a Europa negar-se muitas vezes a receber refugiados que atravessam a morte em barcos de borracha para depois ir buscar potenciais terroristas ao outro lado do mundo?

 

Estarão estas mulheres verdadeiramente arrependidas ou esta tentativa de voltar a "casa" é apenas uma estratégia de sobrevivência?

 

Pessoalmente acredito que todas as acções tem consequências, e que devemos ter a capacidade de arcar com as responsabilidades dos nosso actos.

 

A minha única dúvida é se todos merecem ou não uma segunda oportunidade - afinal em Portugal a pena de morte já foi abolida há mais de 40 anos atrás!

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