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Triptofano

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Mujeres Arriba - Um ano e meio como assim?

02.06.20, Triptofano!

O guião de Mujeres Arriba, a primeira película da chilena Loretto Bernal em exibição no Netflix, levou ano e meio a ser escrito. Após visualizar o filme a única razão que consigo encontrar para tanto tempo de criação de algo relativamente básico é um bloqueio criativo: de um ano e cinco meses.

Mujeres Arriba - Um ano e meio como assim?

Se a série espanhola Valéria é, na minha opinião, uma tentativa frustrada de chegar aos calcanhares de Sexo e a Cidade, Mujeres Arriba é o parente caído numa crise económica de Valéria.

Em Mujeres Arriba, três amigas (quatro já seria demasiado cliché e ficaria mais difícil de manter a distância de segurança) partilham uma insatisfação pela sua vida sexual e apoiam-se mutuamente, enquanto tentam dar a volta por cima ou ficar por cima, dependendo do que der mais resultado.

Se o filme até começa de uma forma engraçada e non-sense, a partir daí não desenvolve nem cativa, sendo aquele tipo de película que eu apelido de cereais moles. Uma pessoa até os come mas sempre a pensar que seriam bem melhores se estivessem estaladiços.

Outra coisa que notei em Mujeres Arriba foi um quase amadorismo no que toca às filmagens, como se estivéssemos perante um daqueles vídeos que se fazem com o telemóvel e depois se mandam para a Internet na esperança de se tornarem virais.

Num filme que evidentemente esteve demasiado tempo em apneia, e em que um dos momentos altos é o chapéu de frango assado que aparece no fim, Natalia Valdebenito, a actriz que interpreta a personagem de Maida, é uma verdadeira golfada de oxigénio não saturado, que faz o melhor que consegue para salvar algo que demorou ano e meio a escrever, mas que se esquece em menos de meia hora.  

Podem descobir a banda sonora de Mujeres Arriba no Spotify!

 

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