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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

27
Mar18

Morre com memórias não com sonhos


O sonho é a coisa mais destrutiva do Universo. Com um potencial de devastação maior que um terramoto, que um meteorito, que uma bomba de hidrogénio ou que um míssil intercontinental.


Não existem campanhas políticas, referendos, manifestações ou discursos de personalidades públicas que possam levar à cessação do acto de sonhar. É algo incontrolável, e a falta de controlo é por si só algo muito perigoso.


Os sonhos cada vez estão maiores, mais complexos, mais exigentes. Antigamente era suficiente sonhar-se com uma família, um emprego decente, uma vida saudável, em suma, com uma felicidade serena.


Hoje os sonhos estão noutro patamar. Precisamos a todo o custo de ser os maiores, os melhores, os mais rápidos, os mais bonitos, os mais fortes, os mais santos, os mais qualquer coisa desde que sejamos mais do que os outros. Afinal os nossos sonhos não são mais importantes do que os dos demais?!


Mas de onde surgiram eles? Da nossa cabeça? De uma voz que nos sussurra ao ouvido? Das palavras brilhantes num monitor? Das letras desbotadas de um livro?


Independentemente da sua origem, a sociedade impele-nos para os concretizar. Porque não podemos morrer com arrependimentos, não podemos conceber sequer a ideia de não termos tentado atingir aquele patamar idílico que visualizámos.


Por isso comemos, e vomitamos, e cortamos-nos, e rezamos, e choramos, e alheamos-nos de tudo o que está ao nosso redor, porque ambicionamos atingir uma vida que está quase ao nosso alcance, mas continua tão longe, e a porcaria da vida que temos de momento não serve para nada, porque temos é de continuar a almejar morrer apenas com memórias, e sem sonhos por concretizar.


Pois eu prefiro morrer com sonhos, em vez de com a memória de uma vida que nem sequer cheguei a viver.

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