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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

04
Mai18

Micolet: Dando uma nova vida ao antigo


Vivemos num mundo onde cada vez mais batalhamos pela igualdade de género, por isso deixo aqui o meu descontentamento devido ao facto do género masculino ter muito menos opções para se vestir do que o género feminino.

 

Por um lado, nós homens, até podemos considerar que é uma bênção, visto que em casamentos e eventos mais formais, não precisamos de nos preocupar por aí além com o que vamos vestir, já que o fato e a gravata são as eternas escolhas seguras que nunca deixam ninguém ficar mal

 

Só que no dia-a-dia, ou um homem ousa e veste roupas mais fora do tradicional, sendo sistematicamente olhado de lado, ou tem que se manter fiel ao conservadorismo aborrecido das roupas desenhadas para o género masculino.

 

Por isso, é que volta e meia, gosto de visitar as lojas online de roupa feminina, e fazer um exercício sobre o que é que eu usaria se tivesse nascido mulher.

 

Claro que, vivendo num país livre, onde não existe apedrejamento em praça pública, poderia muito bem se quisesse comprar esses trapinhos e usá-los, mas como acho que o mundo não precisa de mais uma matrafona a consumir oxigénio fico simplesmente no campo da imaginação.

 

Entre os sites onde costumo navegar, um dos que costumo perder mais algum tempo, é no da www.micolet.pt, que me atraiu pelo facto de ter roupa de várias marcas. Só depois de duas ou três visitas ao site é que percebi a que se devia essa variedade - a Micolet é um loja de roupa em segunda mão.

 

Micolet

 

 

Quando me apercebi da particularidade desta loja torci o nariz.

 

E mal o fiz percebi que se devia aos exemplos que tinha tido em casa quando era mais novo - a minha mãe nunca tinha mostrado apreço por roupa que não fosse nova a estrear, e ainda me lembro quando fez um escândalo a nível mundial pelo facto do meu irmão ter trazido para casa uma t-shirt de uma banda que ele adorava que era proveniente de uma loja que revendia peças de roupa. No fim, a minha mãe venceu dando sumiço à pobre t-shirt, que ela considerava indigna de pernoitar na sua casa.

 

É curioso como é que a nossa infância consegue moldar a nossa forma de ver a realidade - na verdade a ideia que se possa ter de que as lojas de segunda mão tem roupa suja ou danificada é falsa, visto que há um processo criterioso sobre que peças é que se vão voltar a colocar à venda - o que não tiver qualidade suficiente para ter uma nova vida não é aceite pela loja.

 

E porque é que haveremos de gastar dezenas ou mesmo centenas de euros naquele item que tanto desejamos se o podemos obter por um preço muito mais diminuto?

 

Obviamente que se o queremos no instante em que ele é lançado, para estarmos dentro da tendência da estação, aí teremos que abrir os cordões à bolsa, mas muitas peças são intemporais por isso esperar algum tempo para que o preço baixe é uma atitude aceitável e inteligente.

 

O contrário também é válido.

 

Se temos em casas armários a abarrotar de roupas que já não usamos, ou porque não nos servem, ou porque simplesmente o nosso gosto já não corresponde àquela peça que anteriormente tanto adorávamos, fará sentido deixá-la a ser comida pelas traças em vez de podermos lucrar algo com a sua venda?

 

Sei que há pessoas que preferem deixar as coisas sem uso do que pensarem que alguém as vai usar, ainda por cima pagando um preço muito mais baixo do que aquele por o qual compraram o objecto, mas valerá mesmo a pena termos a casa entupida com coisas só para alimentarmos o nosso sentimento de posse?

 

Pessoalmente não posso criticar muito quem o faz, porque eu próprio sinto algum stress de separação, e mesmo que não use uma roupa há muito tempo, custa-me desfazer dela. Porém, tenho a noção de que o materialismo não é algo de mau, mas não devemos viver sufocados por ele. Comprar, vender, dar ou deitar fora são acções perfeitamente normais no ciclo do consumismo.

 

A única desvantagem das lojas como a Micolet é o facto de se estamos a ponderar aderir ao minimalismo estamos tramados, porque a tentação de comprar tudo e mais um par de botas (literalmente) é demasiado grande, e quando dermos por ela estamos a comprar um armário novo para colocar lá dentro todas as pechinchas que adquirimos.

 

Mas o mais importante nisto tudo, é vocês avaliarem o meu gosto relativamente a roupas de mulher. Por isso minha gente, se eu fosse gaja, estas seriam algumas das peças que eu certamente iria comprar.

 

 

Amaya Arzuaga - Vestido

Vestido Amaya Arzuaga

 

 

Tapioca - Vestido

Vestido Tapioca 

 

Hoss Intropia - Vestido

Vestido Hoss Intropia

 

Zara - Quimono

Quimono Zara

 

Buonarotti - Sapatos

Sapatos Buonarotti

 

Bimba&Lola - Gola

Gola Bimba&Lola

 

 

Bimba&Lola - Pulseira

Pulseira Bimba&Lola 

 

 

Todas as imagens foram retiradas do site da Micolet

 

 

 

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