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Triptofano

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Que máscara é que devo utilizar? Máscara comunitária, cirúrgica ou FFP2?

Tipos de máscaras de protecção e as suas características!

21.04.20, Triptofano!

Existem três tipos de máscaras de protecção à venda nas farmácias e é normal que muitas dúvidas se levantem sobre as mesmas, especialmente qual a mais indicada para cada pessoa.

De forma a poder ajudar e esclarecer, fica aqui um resumo das principais características de cada máscara!

Máscara comunitária, cirúrgica, FFP2: Qual é que devo utilizar?

Máscara comunitária

A máscara comunitária está classificada como um artigo têxtil, sendo que o objectivo da sua utilização é o de diminuir a disseminação de partículas. A ASAE é a entidade que regula este tipo de máscara cuja matéria-prima é habitualmente algodão (podendo no entanto ser feita a partir de outra matéria-prima) e que pode ou não incluir materiais filtrantes (como por exemplo o TNT).

Estudos sugerem uma capacidade de filtração média de partículas na casa dos 50%, podendo ser utilizadas na comunidade, por indivíduos saudáveis e/ou assintomáticos (em situações em que não é possível garantir o distanciamento social e cumprindo com as regras de etiqueta respiratória e lavagem ou desinfecção das mãos).

A máscara comunitária é reutilizável, tendo de haver o cuidado de não a utilizar mais do que 4 horas seguidas e de a lavar a 60ºC após utilização.

Máscara Cirúrgica

A máscara cirúrgica está classificada como um Dispositivo Médico, sendo que o objectivo da sua utilização é o de promover o controlo de infecção, protegendo o doente e o ambiente. O Infarmed é a entidade que regula este tipo de máscara cuja matéria-prima são duas ou três camadas de Tecido não Tecido (TNT).

Estas máscaras tem uma capacidade de filtração bacteriana no mínimo de 80/85%, e uma capacidade de filtração de partículas na casa dos 70/80%, sendo equivalente a máscaras FFP1. É recomendada a utilização por indivíduos doentes ou suspeitos e respectivos cuidadores, bem como por profissionais de saúde, para prestação de cuidados não geradores de aerossóis.

A máscara cirúrgica é de uso único, devendo ser inutilizada quando fica húmida devido à respiração.

FFP2

A máscara FFP2 está classificada como um Equipamento de Protecção Individual, sendo que o objectivo da sua utilização é o da protecção do profissional em ambientes de risco, químico ou biológico. O Instituto Português da Qualidade (IPQ) é a entidade que regula este tipo de máscara cuja matéria-prima são fibras de polipropileno, com ou sem válvula respiratória.

Estas máscaras tem uma capacidade de filtração no mínimo de 95% de partículas em suspensão no ar, sendo iguais às máscaras N95 (classificação americana). São recomendadas para utilização por profissionais de saúde, para prestação de cuidados geradores de aerossóis.

A máscara FFP2 é de uso único, no entanto, em caso de escassez, o CDC (Centers for Disease Control and Prevention) sugere uma utilização máxima ininterrupta de 8 horas ou de 5 reutilizações.

Máscara comunitária, cirúrgica, FFP2: Qual é que devo utilizar?

Qualquer que seja a máscara que adquiram a mesma deve ser colocada e retirada da forma correcta de forma a prevenir o risco de infecção!

Deve haver uma lavagem correcta das mãos, antes e depois de colocar e remover a máscara. Sempre que possível esta deve ser colocada pelo próprio, ajustando-se a mesma ao nariz, tendo o cuidado de cobrir todo o rosto até ao queixo. Não tocar na máscara (por mais vontade que dê coçar o nariz) durante o período do utilização da mesma, sendo que a mesma deve ser removida pelos atilhos ou elásticos laterais, não tocando na zona frontal!

 

A informação neste post foi retirada do Cedime Informa (Cento de Informação do Medicamento) da ANF.

 

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