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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

João XIII

21.11.17, Triptofano!

Olá a todos,

 

O Cara Metade volta, como sabem, de quando em vez e cá está ele de novo! 😊

 

Apesar destas últimas semanas terem sido de nos deitar ao tapete, ao ponto de qualquer plano a dois depois do trabalho resulta numa competição para ver quem adormece primeiro (também vos acontece?), algumas das minhas ocupações são absolutamente recompensadoras.

 

Uma delas, a que vos vou contar hoje, aconteceu com a João XIII – Associação de Apoio e Serviços a Pessoas carenciadas que recentemente mudou a sua atividade de apoio aos sem-abrigo e a outras situações de vulnerabilidade social para um edifício da Junta de Freguesia de São Vicente, lá para os lados do Panteão (está na moda aquela zona!).

 

Esta associação, que conta desde há alguns anos a esta parte com o trabalho de muitos voluntários para assegurar a sua missão, está na linha da frente da ajuda a muitas pessoas (e a crescer) que procuram um banho quente, uma refeição digna e uma conversa.

 

Foi na segunda parte em que me envolvi. Convidado para o projeto, abracei a causa e vamos embora. A preparação consistiu numa sopa, prato principal e sobremesa (e ainda pão quentinho para acompanhar!) e por muitas vezes senti que estar ali era dos poucos lugares onde poderia aceder a uma recompensa imediata.

 

Apesar do meu agnosticismo, os “Deus vos ajude” e os “Que nunca nada vos falte!” que fomos ouvindo serviram de alento para o coração.

 

Cozinhar é, sobretudo, proporcionar alegria sobre a forma de comida. Por isso digo que gostava de ser o Chef da felicidade, dos amigos, da alegria e da partilha. 

 

E para vocês?

 

O que significa a comida? A que causas sociais se unem ou uniram?

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    P. P.

    26.11.17

    Se fosse só esta...
    Um dia, ainda a minha avó não tinha Alzheimer e vivia com o meu avô, ainda vivo, a "filha de Lisboa" trouxe-lhes sacos com alimentos de uma instituição muito conhecida (aqui não existe ou pode estar associada à Igreja). Nem eles precisavam dos alimentos, nem ela. Ou seja, por muito que me custe dizê-lo, certamente foi à associação e "usurpou" o que não lhe era destinado, fazendo-se passar por mendiga ou carenciada. A minha avó, apesar de não saber ler, não usou os produtos sem que a minha mãe ou pai lhe decifrassem os símbolos dos sacos. Quando tal aconteceu, os produtos não voltaram exatamente para o mesmo lugar, mas para uma outra instituição com a mesma designação que encontramos.

    Que mundo este. Vale a intenção de quem trabalhou com boas intenções.
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