Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Jantar com um Butt Plug : O que precisam de saber!

02.09.19, Triptofano!

Jantar com um Butt Plug: O que precisam de saber! Desconfortável? Excitante? Assustador? O Triptofano conta tudo!

 

Quando descobri o movimento #sexosemculpa iniciado aqui na comunidade Sapo por uma data de mulheres com M grande, soube logo que tinha de participar, porque afinal a sexualidade deve ser vivida sem vergonhas tanto por mulheres como por homens, e nada melhor do que partilhar convosco a história de quando fui jantar com um butt plug enfiado no rabiosque.

Jantar com um Butt Plug

Tudo aconteceu há sete ou oito anos atrás, quando viajei até Toronto para visitar o homem 40 anos mais velho com qual namorava, homem do qual acabaria por estar noivo mas com quem nunca chegaria a casar! (apesar de ainda ter a aliança guardada algures que isto nunca se sabe quando é que a crise volta e a pessoa precisa de vender ouro)

O D. tinha na sua casa, além de imensos daqueles quadros gigantes que só servem para acumular pó, um gato siamês chamado Bentley.

O gato era verdadeiramente uma fofura e gostava genuinamente de mim, só que tinha o péssimo hábito de acordar-me às seis da manhã saltando para cima da minha barriga e indo esfregar a cara dele em todo o meu epitélio facial!

Vocês podem estar completamente derretidos a imaginar a cena, mas tendo em conta que eu tenho uma alergia gigantesca ao pêlo de gato, o resultado era acordar com a cara como se fosse um tomate prestes a explodir, sendo que a única coisa que me salvava era enfiar meia dúzia de anti-histamínicos para o bucho.

A meio da minha estadia em Toronto, o D. disse-me que gostava que fossemos jantar a um restaurante brasileiro para conhecer os amigos dele, mas, para tornar tudo mais entusiasmante queira que eu fosse com um butt plug enfiado no rabo.

Seria excitante para ele por saber o meu pequeno grande segredo (o butt plug não era assim em miniatura minha gente) e seria excitante para mim por razões óbvias.

Disse que sim porque se o jantar fosse extremamente aborrecido sempre tinha alguma coisa com que entreter-me.

Lubrifiquei bem o bicho, e com jeitinho lá o coloquei todo dentro do rabo, ficando pronto para ir atacar doses industriais de picanha e maminha e coisas que tais.

Pessoal, nunca tive um jantar tão animado na vida!

É verdade que a comida não era má e que os amigos do D. foram bastante simpáticos e fizeram o seu melhor para não fazerem um escândalo e acusarem-me de estar a dar o golpe do baú, mas ir jantar com um butt plug deixa qualquer pessoa com o maior sorriso de sempre na cara.

Sempre que eu mexia-me um bocadinho que fosse na cadeira o butt plug pressionava certas zonas que eu nem sabia que tinha, causando-me arrepios de prazer ou fazendo-me ter um ataque de risinhos nervosos, o que podia não ser assim tão bom caso alguém estivesse a contar uma história triste de como esteve internado durante duas semanas como meia dúzia de pedras no rim.

O problema de ir jantar com um butt plug enfiado no rabo é que se por um lado temos toda aquela parte do prazer, por outro estamos sempre com aquela sensação de que precisamos de ir cagar e que já não conseguimos aguentar com aquela coisa enfiada e precisamos de a tirar.

Confesso que houve duas ou três vezes que achei que não ia aguentar mais com aquilo enfiado no cú e que tinha de ir a correr para a casa-de-banho para o tirar, mas, e depois o que é que eu fazia com ele se não tinha onde o guardar?

Levava-o orgulhosamente na mão e fazia um ar de "perfeitamente  normal" enquanto o colocava em cima da mesa como se fosse um troféu?

Deixava-o abandonado à sua sorte no caixote do lixo da casa-de-banho?

Guardava-o debaixo da camisola depois de o ter passado por água na sanita e fingia que tinha ficado subitamente grávido de cinco meses?

Acabei por aguentar as quase três horas de jantar com o butt plug a estimular-me a próstata até que finalmente pude correr para casa para o tirar e deixar o meu rabo respirar de alívio.

Mal entrei em casa voei para o quarto de hóspedes para ter alguma privacidade, e iniciei a tarefa de retirar o butt plug.

Agora eu não sei como é que aconteceu minha gente, mas o raio do gato devia estar escondido numa das gavetas da cómoda e eu só o vi a aproximar-se curiosamente do meu rabo quando já estava praticamente no fim do processo.

No momento em que tirei o butt plug dei um peido transatlântico, um daqueles peidos que nenhum ataque de tosse consegue camuflar, um peido que acertou em cheio com todo o seu fulgor no focinho do gato.

Por momentos achei que o tinha morto, visto que ele ficou assim meio atordoado no chão, não percebendo bem o que tinha passado, mas segundos depois, que a mim pareceram horas, voltou a si e desapareceu do quarto a toda a velocidade.

A verdade é que o raio do gato nunca mais me acordou às seis da manhã!

34 comentários

Comentar post

Pág. 1/2