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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Influencer = Fake?

25.04.19, Triptofano!

Quando alguém pergunta-me se eu tenho ambições em fazer dinheiro com o blog sou tremendamente honesto - sim, tenho, mas sei que realisticamente é muito difícil!

 

Primeiro que tudo, existe imensa gente neste mundo do virtual, a maior parte deles com mais experiência e mais estaleca do que eu alguma vez terei.

 

Em segundo, o facto de ser homem parece que coloca-me em desvantagem, porque pelo que tenho observado o universo dos influencers é maioritariamente constituído por mulheres, pelo menos no que toca aos temas pelos quais eu me interesso.

 

Em terceiro, apesar do virtual ser um canal fantástico de divulgação de tudo e mais alguma coisa, muitas marcas consideram que quem cria conteúdos digitais não merece ser pago dignamente!

 

Se for para comprar espaço publicitário numa revista, aí tudo bem, abrem os cordões à bolsa, mas se for para investir em quem tem um blog ou um canal de Youtube, aí já é o fim do mundo em cuecas.

 

Por fim, apesar de ter visitantes recorrentes pelos quais eu sou muito grato e a quem peço desde já imensa desculpa se por vezes não dou a atenção que merecem, tenho a noção que são um número pequeno (mas bom caraças, vocês são os melhores de todos!!!!) para este espaço ter algum impacto no mundo virtual.

 

Agora o que eu quero que saibam, o que quero que fique aqui escrito para todo o sempre, é que eu não quero nem ambiciono ser um Influencer, quero sim ser um Informador.

 

Isto porque muitas vezes questiono-me se para se ser um influencer não tem que se ser fake

 

Passo a explicar: muitas vezes vejo lançamentos de produtos cosméticos, e quando vou ver as reviews de quem foi assistir tudo é maravilhoso, tudo é fantástico, tudo é excepcional.

 

E eu pergunto-me, será que estas pessoas estão a ser verdadeiras ou simplesmente estão a falar bem porque lhes deram um saco cheio de amostras e um pequeno-almoço servido em pratos de plástico?

 

A mesma coisa com os restaurantes.

 

O mundo dos foodies é relativamente pequeno, e é fácil perceber quando houve um espaço de restauração que convidou pessoas para o visitarem, porque toda a gente começa a falar desse espaço.

 

E não há mal nenhum em as pessoas serem convidadas, mas acho que deve haver honestidade.

 

Não é por alguém ter oferecido um jantar à borla que aquele restaurante passa a ser o melhor da cidade quando na verdade não o é.

 

Se é bom é bom, se não é bom deve-se criticar construtivamente de forma a que as coisas possam evoluir.

 

Por isso é quando leio no perfil de alguém que essa pessoa denomina-se como um influenciador todos os meus pêlos ficam em pé.

 

Porque não consigo deixar de pensar que se essa pessoa for paga por uma marca mesmo que não goste do produto ou que ache que ele não tem qualidade vai dar-lhe visibilidade positiva na mesma!

 

Talvez isto seja um defeito profissional meu, porque enquanto farmacêutico a minha função é informar as pessoas das opções que existem no mercado e das quais, no meu ponto de vista, eu considero mais vantajosas para cada situação.

 

Não vendo só por vender.

 

Na realidade já deixei de fazer vendas porque não achava que certo produto fosse o indicado para uma pessoa mesmo ela querendo-o. E já vendi coisas que não queria porque a pessoa bateu o pé e aí tenho de respeitar a vontade do cliente (estou a falar de produtos de venda livre claro!)

 

Quando falo de um produto de cosmética no blog digo a minha verdade acerca dele - a minha verdade porque o que é bom para mim pode não ser para os outros e vice-versa.

 

Infelizmente, não tenho capacidade para testar em mim todos, mas se digo que algo é bom é porque o experimentei, ou conheço alguém que usou e adorou, ou porque toda a informação relativamente ao produto dá-me garantias que estou diante de algo com qualidade.

 

O meu objectivo final quando dou a conhecer algo não é influenciar ninguém a comprar A ou B, a ir comer a C ou D.

 

O que eu pretendo é informar, é dar a capacidade de alguém escolher de uma forma mais consciente e menos impulsiva.

 

Acho que o pior que poderia acontecer era um dia perder o respeito de alguém que me seguisse só porque tinha recebido alguns euros para promover algo em que eu não acreditasse.

 

Gostava sim de um dia fazer dinheiro com este blog, mas não quero ser nem um fake nem um prostituto virtual!

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