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Triptofano

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Ficção Apocalíptica: Os livros do fim do mundo essenciais desta quarentena!

13.05.20, Triptofano!

Não gosto de fazer cópias descaradas de publicações de outras pessoas - acho que o conteúdo deve ser o mais original possível, mesmo que muitas vezes as fontes sejam as mesmas - mas quando vi a lista de livros do fim do mundo essenciais para esta quarentena do Los Angeles Times, soube que tinha de a plagiar.

Não porque seja o maior fã de livros de ficção apocalíptica e tenha tido um orgasmo ao ver os títulos, mas porque fiquei inchado de orgulho ao deparar-me com a recomendação do Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago.

Numa altura em que existe uma necessidade urgente de valorizarmos o que é português, é bom saber que lá fora há quem não se esqueça de nós, mesmo que por vezes nós tenhamos ataques de amnésia.

Sem mais deambulações filosóficas fica a lista, e aproveito para perguntar se já leram algum dos livros mencionados!

Ficção Apocalíptica: Os livros do fim do mundo essenciais desta quarentena!

"Um Cântico para Leibowitz" de Walter M. Miller Jr. - A acção deste livro, publicado pela primeira vez em 1959, passa-se num mosteiro católico localizado num deserto dos Estados Unidos da América, depois de uma Guerra Nuclear, que praticamente destruiu a humanidade. A história desenvolve-se em três períodos separados por vários séculos, à medida que a civilização é reconstruida.

"Fahrenheit 451" de Ray Bradbury - Publicado pela primeira vez em 1953, este romance apresenta um futuro onde todos os livros são proibidos, as opiniões próprias são consideradas antissociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido. A personagem central, Guy Montag, trabalha como "bombeiro" (o que na história significa "queimador de livros") sendo que o número 451 é a temperatura em graus Fahrenheit a que os livros entram em combustão espontânea, equivalente a 233 graus Celsius.

"Fiskadoro" de Denis Johnson -  60 anos após um holocausto nuclear, onde aparentemente apenas Florida Keys e Cuba sobreviveram, esta história distópica relata as tentativas dos sobreviventes de salvar resquícios do velho mundo e de reconstruir a sua cultura. Foi publicado pela primeira vez em 1985.

"O Último Homem" de Mary Shelley - Foi em 1826 que "The Last Man" viu pela primeira vez a luz do dia, para descrever uma futura Terra no final do século XXI, após ter sido devastada por uma pandemia desconhecida que rapidamente varreu o mundo.

"An Unkidness of Ghosts" de Rivers Solomon - A história passa-se numa nava geracional de seu nome Matilda, sendo que uma nave geracional é um tipo hipotético de nave interestelar que viajaria através de grandes distâncias entre as estrelas a uma velocidade muito mais lenta do que a velocidade da luz. Uma vez que essa nave poderia levar centenas ou milhares de anos para chegar até as estrelas vizinhas, os ocupantes “originais” da nave geracional iriam envelhecer e morrer, deixando os seus descendentes para continuar a viagem. Neste livro de 2017 relata-se uma segregação racial: os negros estão nos pisos inferiores fortemente policiados por guardas e supervisores cruéis, fazendo o trabalho duro que permite que os brancos nos pisos superiores acumulem riqueza, calor e conforto.

"The Four-Gated City" de Doris Lessing - The Four-Gated City, publicado em 1969, é o romance final da série semi-autobiográfica de cinco volumes da autora britânica Doris Lessing, que se passa numa Grã-Bretanha pós Segunda Guerra Mundial.

"The Apocalypse Triptych" - Três antologias publicadas entre 2014 e 2015, onde cada volume é definido por um estágio específico de um apocalipse. "The End is Nigh" contêm histórias que relatam a iminência de um apocalipse, "The End is Now" analisa como seria a vida durante um apocalipse, enquanto que "The End Has Come" retrata a vida daqueles que tentam reerguer a civilização das cinzas.

"A Estrada" de Cormac McCarthy - Este conto de ficção pós-apocalíptica de 2006, descreve a jornada empreendida por um pai e o seu jovem filho ao longo de um período de vários meses, através de uma paisagem devastada anos antes por um cataclismo sem nome, o qual destruiu a civilização e boa parte da vida na Terra. 

"Estação Onze" de Emily St.John Mandel - Uma pandemia de gripe que destruiu quase por completo a humanidade e um grupo de pessoas que arriscam tudo em nome da arte e da sociedade humana, levando música e representações de Shakespeare às comunidade dispersas de sobreviventes, são os alicerces para este livro de 2014.

"Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramago - «Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do trânsito. A cegueira alastra como “um rastilho de pólvora”. Uma cegueira colectiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem nome. Um mundo com as contradições da espécie humana. Não se situa em nenhum tempo específico. É um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanhã. As ideias a virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra a abrir os olhos, face ao risco de uma situação terminal generalizada. A arte da escrita ao serviço da preocupação cívica.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998) Uma obra imperdível que nasceu em 1995.

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