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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Exit: O Voo Turbulento

13.01.22, Triptofano!

Adoro Escape Games! Quem segue o blog há algum tempo já saberá deste meu amor por ser trancado numa sala e ter de andar de cu empinado a procurar uma chave ou a transformar os neurónios em papa Cerelac enquanto tento decifrar um enigma com números e figuras geométricas e coisas que o valha. Felizmente o Cara-Metade acompanha-me com igual fervor nesta minha quase obsessão (tirando naqueles casos em que há terror envolvido) e temos um casal amigo, com quem temos uma química de jogo muito boa, que está sempre pronto para alinhar connosco em novos desafios. E quando eu falo de uma boa química de jogo falo muito a sério, porque uma pessoa até pode ser super amiga de outra mas os santinhos não se conjugarem em momentos de pressão, onde tem de haver diálogo, perspicácia, rapidez e um olho clínico para não deixar passar nenhuma pista ao lado.

Quando descobri que existiam Escape Games em versão de jogo de tabuleiro torci o nariz. Para mim grande parte da emoção do jogo é o espaço físico em que ele ocorre. E a única emoção que se passa em minha casa é quando aparece um insecto assustadoramente parecido com uma barata e eu interdito aquela divisão durante 24 horas, rezando compulsivamente para que o bicho se vá embora ou se transforme milagrosamente em cotão. Por isso demorei bastante até experimentar um Escape Game no conforto da minha casa.

Depois da passagem de ano, ainda a fazer a digestão do jantar colossal que foi enfardado, eu, o Cara-Metade e o casal amigo que vos falei acima, decidimos experimentar o Exit: O Voo Turbulento.

Os 1-4 jogadores têm pouco tempo para voltar a controlar uma situação complicada: Os jogadores fazem parte da tripulação de um avião de passageiros que se dirige para Barbados. De repente, entram no meio de uma tempestade elétrica. A água penetra na máquina e partes da tecnologia falham. Será a equipa capaz de reparar o avião e aterrar em segurança? Já não resta muito tempo.

Exit: O Voo Turbulento

Quando reparei que o jogo era nível principiante pensei automaticamente que ia ser a coisa mais fácil deste mundo. Tendo em conta a minha experiência em Escape Games em menos de 15 minutos ia conseguir reparar o raio do avião e aterrar confortavelmente em Barbados para umas férias bem merecidas longe do Covid, não precisando da hora a hora e meia que as instruções referiam.

Eu não vos sei explicar o que aconteceu, mas o raio do jogo levou-nos quase cinco horas a completar, com direito a várias pausas pelo meio e um quase ataque de ansiedade por não conseguir desvendar um dos enigmas para o qual tivemos de recorrer a uma pista, sendo que  a solução até era óbvia.

O jogo vem com três baralhos, um de enigmas, que vão usar em conjunto com um livrinho que vos vai guiando pela história; um de respostas, que vos vai fazendo avançar ao longo do jogo consoantes os enigmas que forem desvendando; e um de ajuda, onde para cada enigma possuem várias cartas de ajuda, para não ficarem eternamente sem conseguir avançar no enredo. Há também um disco descodificador que vos orienta para a carta do baralho de respostas que necessitam de consultar, sendo que o jogo está tão bem construído que a probabilidade de conseguirem avançar simplesmente devido ao acaso é muito mas muito reduzida. Além disto também há outros objectos extra que vêm com o jogo, sendo que em certas alturas específicas são dadas instruções para os usarmos.

Um dos grandes pontos fortes deste Exit: O Voo Turbulento é ser bastante interactivo, o que faz com que só possa ser jogado uma vez, já que há coisas que tem que ser cortadas ou dobradas ou rabiscadas. Atenção, tudo pode fazer parte do jogo, por isso mente aberta e olho de lince. E mais importante que tudo, não sejam como nós e acabem o jogo num tempo minimamente decente.

 

 

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