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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Era Uma Vez... E Foram Infelizes Para Sempre

Quando nem um cu salva uma série!

15.03.22, Triptofano!

Eu sou aquela pessoa que adora séries do mais sem nexo possível, por isso fiquei admirado quando dei por mim a não gostar de Era Uma Vez...E Foram Infelizes Para Sempre, a nova série da Netflix com o cunho de Manolo Caro, o director da fantástica A Casa das Flores que nos deu a conhecer Paulina de la Mora e a sua fala característica de quem tomou 2 alprazolam e meia trazodona e ainda não é sequer hora de almoço.

Era uma Vez...E Foram Infelizes Para Sempre além de não me ter prendido ao ecrã conseguiu a proeza de me aborrecer ao ponto de desistir no quarto episódio. Problemático tendo em conta que no total a série soma apenas 6 episódios com aproximadamente meia hora cada. Nem mesmo a existência de um dragão azul, que em vez de voar e soltar rajadas de fogo vive a maior parte do tempo num aquário, qual anfíbio mitológico, conseguiu fazer acender o borbulhar de excitação dentro de mim. Ainda fiz um batido de maca que dizem que é bom para se ficar com aqueles calores gostosos mas nada...

A minha frustração com esta série foi ainda maior porque eu queria mesmo ter gostado dela, visto ter coisas que eu adoro.

Primeiro tem a maravilhosa Rossy de Palma, musa de Almodóvar. Tinha muitas expectativas para que Era Uma Vez... estivesse ao nível de Toc Toc, onde Rossy simplesmente esquartejou qualquer possibilidade de crítica ao ter um desempenho fenomenal num filme também ele deliciosamente bom.

Em segundo a banda sonora é qualquer coisa de orgásmica. Com interpretações de hinos como No sé que me das de Fangoria ou La Revolución Sexual dos La Casa Azul, Era Uma Vez... faz-nos uma excursão imperdível pela música cantada em espanhol, que merece ser tocada até à exaustão no nosso YouTube ou Spotify.

Em terceiro e último lugar, tem um cu, mas um senhor cu minha gente! E o detentor desse maravilhoso pêssego careca em calda é Sebastián Yatra (se quiserem ver o rabiosque há link no fim do post que se pusesse aqui a imagem ainda era banido do Sapo).

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Claro que uma pessoa a primeira vez que vê o moço suspira profundamente, assim como se tivesse bebido um grande copo de água depois de estar perdido dia e meio no deserto.

A segunda vez que lhe coloca os olhos em cima ainda sai suspiro, mas mais ao nível de quem descobriu uma garrafa de óleo de girassol no supermercado a um euro e pouco em vez de quatro euros mas depois lembra-se que não faz fritos em casa.

A terceira vez uma pessoa já está como a relação do meu pâncreas à insulina, ou seja resistente, por isso ver o moço ou receber um daqueles papeluchos de astrólogos e bruxos de Mira-Sintra confere o mesmo grau de entusiasmo.

É caso de dizer que se nem um belo rabo uma relação salva quanto mais uma série!

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