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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

28
Dez17

Encontra alguém que tenha um animal de estimação sem ser cão/gato


Ora pois bem, era suposto neste desafio eu não poder utilizar a minha própria pessoa para responder a nenhuma das questões.

 

Só que alguma vez eu iria ficar sem meter o bedelho?

É que nem pensar.

Por isso vou partilhar convosco uma história que aconteceu com as porquinhas.

 

Como muitos de vocês sabem sou detentor de três magníficas porcas da índia, de seus nomes Escovinha, Priscila e Láska. A Escovinha e a Priscila dão-se relativamente bem e vivem numa gaiola maior, a Láska como acha que é uma porca independente prefere estar numa gaiola sozinha sem que ninguém lhe chateie a cabeça.

 

As gaiolas das meninas tem que ser limpas de forma regular, mais ou menos de seis em seis dias, porque por mais resguardos e pellets que uma pessoa ponha, de tanto chichi e cocó que elas fazem chega a uma altura que não há vela ambientadora que consiga disfarçar o cheiro das suas necessidades.

 

Agora uma coisa que vocês talvez não saibam sobre mim.

Eu sou uma pessoa da manhã, ou seja trabalho muito melhor de manhã, estou mais atento, mais criativo, mais focado, mais tudo. Só que também sou uma pessoa que não consegue acordar cedo. O que limita um bocadinho a minha janela de produtividade diária, assim digamos, para uns 25 minutos.

 

Numa certa ocasião, o cara-metade acordou por volta das sete da manhã para ir para a escolinha e perguntou-me se eu não me importava de trocar a gaiola das meninas. E eu disse que sim, claro, que tinha imenso tempo, afinal só tinha de apanhar o comboio das 10.14h.

 

Pois que não sei o que aconteceu ao tempo, quando dei por ela já era perto das 9.30h.

O meu primeiro pensamento foi deixar a tarefa para quando viesse do trabalho, mas depois já sabia que ia ouvir nas orelhas do cara-metade. Então atirei-me com unhas e dentes à tarefa de limpar a habitação das porcas.

 

Coloquei a Priscila e a Escovinha no corredor, e comecei a tratar de transferir todos os detritos para um saco do lixo daqueles XXL, rezando a todos os santos para que ele não se rompesse e me deixasse uma montanha de cocós e pellets desfeitos em cima da carpete como já tinha acontecido anteriormente.

 

Não tendo o saco rompido para minha grande alegria, peguei na base da gaiola, levei-a para a casa de banho e toca de esfregar para retirar a sujidade.

 

Até aqui parecia que estava tudo a correr fantasticamente bem. As porcas estavam sossegadas no corredor, a limpeza estava a ser feita em tempo record e eu continuava sensual mesmo estando de joelhos com um esfregão na mão com metade do corpo dentro da box do chuveiro.

 

Acabada a limpeza sequei a base da gaiola, levei-a de novo para a sala e preparei-a com os resguardos, os pellets e todas essas coisas. Só que nesse momento vi que me tinha esquecido de limpar a plataforma. Peguei nela rapidamente e voltei para a casa de banho para a lavar.

 

Agora aqui é que acontece todo o drama. No preciso instante em que estou a secar a plataforma sinto um arrepio gelado pelas costas abaixo. Acabo de me lembrar que com a pressa para me despachar, provavelmente tinha deixado a porta do corredor aberta.

 

E tinha mesmo, uma fresta pequena mas tinha sido o suficiente para as porcas terem-se escapado para a sala.

 

Olho para o relógio, 9.50h, não podia perder o comboio de forma alguma, mas também não podia deixar duas porcas à fuga dentro de casa correndo o risco de não ter nenhum fio eléctrico inteiro quando voltasse.

 

Entro na sala e vejo as porcas a mirarem-me do outro lado. Eu olho para elas, elas olham para mim, eu olho para elas, elas estão a gozar comigo, eu aproximo-me devagarinho e elas enfiam-se debaixo do sofá.

 

Soltei um grito mudo de desespero.

 

Mas não podia sucumbir ao fracasso. Tinha que usar a inteligência.

 

Peguei no copo da ração e agitei-o em frente do sofá. A Escovinha saiu logo do esconderijo para vir comer, agarrei-a e coloquei-a dentro da gaiola.

 

Só faltava agora a Priscila.

 

E quem é que alguma vez disse que a porca ia colaborar comigo?

 

Eu bem que agitava a ração em frente dela, mas ela só metia metade do corpo de fora e quando eu a ia agarrar voltava para debaixo do sofá.

Eu ia pelo outro lado e ela fugia para a ponta oposta.

Um filme.

 

Já eram 9.57h.

 

O comboio ainda fica longe de casa, uns bons doze minutos a pé em passo rápido.

 

Naquele momento todo eu era tudo menos sensual, completamente desgrenhado e a suar em bica.

E a porca sem querer ser apanhada.

 

Então eu pensei, Triptofano ou apanhas a porca ou apanhas a porca.

 

Canalizei então toda a essência de Hulk adormecida dentro de mim, e num acto de desespero levanto o sofá com uma mão, faço uma meia espargata para me dar projecção corporal e num movimento digno de artista de circo rodo o corpo na direcção da porca em fuga e apanho-a com a outra mão.

 

Se fiquei todo escanchado? Fiquei!

Se consegui apanhar o comboio? Tive que correr feito louco mas apanhei!

Se voltei a colocar as porcas no corredor? Agora ficam dentro de uma bacia alta para não se armarem em parvas.

 

 

 

 

Se tiverem curiosidade em ler as histórias dos outros bloggers que aceitaram participar neste desafio basta irem aqui!

 

 

 

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