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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

27
Dez17

Encontra alguém que seja blogger há mais do que cinco anos


Se eu achava já um autêntico milagre ter aguentado o meu blog por seis meses, quando descubro que a Fátima Bento está nestas andanças há mais de 10 anos sinto-me assim microscópico, do tamanho de um ser unicelular e meio!

 

Mas pronto a Fátima é a Fátima, e acho que nunca conheci uma pessoa tão guerreira como ela, por isso de certeza que ainda a vou ver por aqui durante mais uns belos 10 anos!

 

~

 

Pois que eu sou a Fátima Bento, e comecei nisto dos blogues no dia 2 de Fevereiro 2005, com o Diário de uma "dona de casa" à Beira de um colapso, que mais tarde passou a ser apenas Diário de uma dona de casa, e ainda progrediu para 2.0, antes de me ter mudado para o Porque eu Posso, blogue que fará quatro anos em Fevereiro.

 

diário.JPG

 

 

Perguntam-me muitas vezes duas coisas a respeito; porque é que mudaste é a primeira.

 

  • Mudei porque depois da morte do meu pai a minha vida ficou diferente, e não fazia sentido continuar pelo mesmo caminho. E depois, as aspas do primeiro titulo desapareceram no segundo (tanto quanto me lembro, os títulos passaram a não poder levar aspas e outros símbolos) e sem as aspas não fazia sentido nenhum, não se é dona de casa só porque se decide ser mãe a tempo inteiro... as aspas assinalavam a ironia da aplicação da função à minha pessoa que tem o instinto de dona de casa de uma alforreca - na volta o cnidário até terá mais...por isso, no aspas, no ironia, no ironia, no me.

 

A segunda pergunta e porque é que chamei ao novo blogue Porque eu posso?

 

  • A história é simples:estava eu a pensar que raio vou chamar ao blogue "novo", e perguntei-me porque é que vou mudar de blogue? A resposta, meus queridos, está no titulo.

 

Nesta década e mais (quase) três anos a blogosfera mudou de uma forma incrível.

 

Nos primórdios era praticamente impossível acontecer algo como o nosso jantar de Natal dos Sapos. As pessoas resguardavam a sua privacidade de uma forma quase assustadora. Não valia a pena contactar alguém que seguíssemos e nos seguisse e combinar um café: não havia qualquer hipótese disso acontecer. Estávamos hermeticamente fechados dentro das nossas caixas blogosféricas.

 

Havia um espírito intelectualóide reinante; todos tinham a convicção de que escreviam para ser lidos. Reinava a liberdade de escrevermos sobre o que nos apetecesse. E, disso tenho uma memória muito clara, era tudo "muito à seria".

escrit.JPG

 

Hoje também escrevemos para ser lidos, mas mais: para lermos, para conversarmos com quem nos lê (sim, conversarmos; é inconcebível - deselegante e mesmo sinal de má educação - não responder a comentários, não dar feed back a quem perde não só tempo a ler o que escrevemos, como ainda usa mais algum para nos deixar uma nota) e com quem lemos. E, consequência natural, desejamos conhecer essas mesmas pessoas.

 

E quem não quer dar a cara, perguntam vocês? Não dá. Ninguém sequer vai dizer o verdadeiro nome de quem escreve sob pseudónimo, porque respeitamos a privacidade de todos nós. Sem fazer perguntas.

Capturar.JPG

 

Não vou "fintar a bala": a minha relação com o blogue e a plataforma nem sempre foi a melhor: as (poucas) visitas, os comentários (que às vezes não aparecem), os destaques raros. Os posts que nos demoraram horas a fazer - deixo desde já aqui o meu protesto em relação a um que fiz, e poderia ser uma qualquer tradução mas não é, foi feito de uma ponta a outra, levou-me horas, e passou por entre os intervalos da chuva - o post Como ter noites cor-de-rosa, cuja pouca atenção provocada ainda me custa quando penso nisso, e me fez jurar nunca mais investir tanto de mim num post; o blogue é um hobby, não sou jornalista e não virei a sê-lo - o que hoje em dia até é uma benesse...

 

Já pensei (e às vezes ainda penso) virar costas e atirar tudo para a estratosfera, mas depois com alguma calma tento ver o que me irrita - ou frustra - de outro ângulo, e continuo.

 

O que o blogue me trouxe de mais positivo, quase treze anos volvidos?

Companhia.

Amigos.

Desabafar e saber que há alguém que se identifica com o que escrevi, e que mo vem dizer.

Em 2017 é menos difícil gerir a frustração que o blogue traz presa por uma guita, já que há uma micro comunidade que está mais próxima, tem rosto e voz, e se faz presente.

 

Em 2018, euzinha, espero conhecer ainda mais vozes e rostos por detrás das letras.

 

Um excelente ano Novo para todos, é o meu maior desejo. E que continuemos todos por aqui.

 

hny.JPG

 

Muito obrigado por teres participado Fátima, a blogesfera era um local muito mais pobre sem ti! Não se esqueçam de visitar o blog da Fátima aqui, um local que é um autêntico reflexo dela, e se tiverem curiosidade em ler as outras histórias basta irem aqui!

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