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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Em Ponto Maria: Cócegas

14.03.19, Triptofano!

Quando surgiu a ideia de se falar no Em Ponto Maria sobre cócegas fiquei um bocadinho à toa, porque só me conseguia lembrar de duas situações relacionadas com o tema.

 

A primeira é a minha extrema sensibilidade a nível do peito.

 

Se alguém tentar dar-me uma beijoca naquela área começo a rir descontroladamente.

 

É que nem é preciso haver toque, basta uma tentativa de aproximação para eu começar a rir feito tontinho com a antecipação das cócegas.

 

Obviamente que num engate este não é o talento que nos dá mais jeito revelar.

 

Colocar a perna atrás da cabeça, fazer a espargata ou mesmo recitar os Lusíadas são tudo coisas que podem levar à loucura a pessoa que estamos a tentar seduzir, agora gargalhar na cara dela durante um momento mais físico pode ser um ligeiro corta-tesão.

 

A segunda é a minha ainda mais extrema sensibilidade após o orgasmo.

 

Provavelmente eu deveria ir para o Guiness como o homem que mais rapidamente entra no período refractário após a ejaculação.

 

É que nem beijinhos no peito, nem na boca, nem em lado nenhum, nem sequer passarem-me a mão pelo pêlo - após o orgasmo eu quero ficar quietinho preferencialmente de olhos fechados a repousar, porque os meus receptores nervosos estão tão sensíveis que até uma simples aragem proveniente de uma respiração mais profunda causa-me um ataque de cócegas descomunal.

 

Por isso é que para mim o sexo sempre foi uma corrida onde eu queria que a outra pessoa ganhasse, porque se cortasse a meta primeiro não ia cá haver medalha de prata para ninguém, e é incrível como é que há pessoas que ficam chateadas por não lhes darmos apoio para terminarem a prova!

 

Assim sendo tive de fazer alguma pesquisa para poder falar mais aprofundadamente sobre o assunto Cócegas, e essa pesquisa consistiu em ir ver pornografia.

 

Vi homens a fazer cócegas a mulheres, mulheres a homens, homens a outros homens, pessoas a usarem as mãos, penas, garfos e descobri que as escovas eléctricas afinal não servem apenas para lavar os dentes, mas são fantásticas para uma tortura de cócegas quando aplicadas em alta velocidade nos pés.

 

Uso a palavra tortura porque na realidade este fetiche das cócegas é mais do que uma brincadeira sorridente, é algo que para mim entra na categoria do BDSM (bondage, domination, sado, maso).

 

Se por acaso tiverem interesse em espreitar alguns dos vídeos a primeira coisa que vão reparar é que normalmente quem recebe as cócegas está sempre amarrado à mercê do torturador, que faz cócegas onde quer, com a intensidade que lhe apetecer e usando os objectos que bem entender.

 

Lembram-se de quando alguém vos pegava num pé e fazia cócegas furiosamente sem o largar e vocês contorciam-se todos?

 

A sensação provocava ondas de riso mas o vosso cérebro atingia uma ténue fronteira entre prazer, dor e desespero. 

 

E há quem se excite com esta fronteira, com esta sensação de que está descontroladamente controlado por outra pessoa, com esta vibração que nos faz esbugalhar os olhos, rir até nos fazer doer o estômago e tentar fugir quando sabemos que não há forma de ir a lado nenhum.

 

E do outro lado, a pessoa que faz as cócegas, também retira prazer do acto porque sabe que ela é que está no comando, sabe que é ela quem decide se vai dar prazer ou não à outra pessoa.

 

Acaba por ser uma relação simbiótica entre escravo e mestre, entre dominador e submisso, onde ambos ficam satisfeitos pela posição em que se encontram.

 

As cócegas não são muito diferentes de levar palmadas ou um belo castigo com o cinto: em todos os casos o objectivo é chegar àquele ponto em que a dor se transforma em prazer e o prazer se confunde com a dor fazendo com que o nosso cérebro entre em loop com a excitação, só que no caso das cócegas a probabilidade de ter de se usar um bepanthene plus depois de cada sessão é muito mais diminuta.

 

Em Ponto Maria"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com a dESarrumada tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

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