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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

E o Mestrado, como está a correr?

05.11.20, Triptofano!

Vá, confessem, aposto que estão mortinhos para saber de novidades do Mestrado que eu estou a tirar não estão?

Claro que provavelmente 95% de vocês não querem nem saber como as coisas estão a correr, mas pronto, deixem-me fantasiar e acreditar que a minha vida é assim super interessante e que vocês passam os dias mortinhos por updates aqui no blog (sim a minha existência é triste eu sei...).

Ora quando entrei no Mestrado eu jurei a mim mesmo que ia ser uma pessoa discreta, que ia passar pelos pingos da chuva, que ninguém ia saber quem eu era, que seria mais um entre as centenas de alunos que por lá andavam....até ao momento em que comentei com uma Colega que precisava de enviar um e-mail a um professor, e ela disse-me que eu já devia ser mais conhecido que o Papa naquela escola.

Nesse momento as minhas expectativas de ser uma pessoa invisível foram pelo cano abaixo, e comecei a pensar com os meus botões quais os motivos para tamanha fama em tão pouco tempo.

Eis as minhas conclusões:

  1. Ter dado nas vistas por causa do meu sentido de moda. Devo ser a única pessoa daquele estabelecimento de ensino que possui umas calças de ganga com uma palmeira estampada, prenda ofertada pelo meu maravilhoso Cara-Metade. Se é verdade que a primeira vez que as vi apeteceu-me fugir, agora sou apaixonado por elas. Só dispensava o Cara-Metade estar constantemente a fazer a piada: já vi a palmeira, e a banana onde é que está? Como se uma palmeira desse bananas....
  2. Ser muito interventivo nas aulas. Teoricamente o passo número para passarmos despercebidos é não abrirmos a boca, mas aqui o vosso amigo Triptofano tem sempre alguma coisa para dizer. Calma que eu não sou aquela pessoa que estamos a falar da Guerra do Golfo e começa a partilhar a receita do vinagre de sidra para os fungos nas unhas, mas gosto de intervir, e fazer perguntas, e dar respostas, sempre num registo vocal que é ouvido do outro lado da cidade (culpem o meu pai por eu falar tão alto...).
  3. Fazer demasiadas expressões faciais nas aulas por zoom! O bom do presencial é que estamos de máscara e a única pessoa que está a olhar directamente para nós é o Professor. Nas aulas de zoom, sem máscara e com a nossa fronha estampada num monitor, qualquer um pode ver a forma como a nossa musculatura se move. E minha gente, eu faço milhões de expressões faciais. Eu sou aquela pessoa que até sozinha fala, melhor, faz um debate entre pessoas imaginárias, por isso imaginem eu a fazer caras de felicidade, de tristeza, de dúvida, de que merda de pergunta foi essa, e por aí fora...
  4. Ter escolhido numa das cadeiras fazer um trabalho sobre empowerment sexual! Quando quiser, como quiser, com quem eu quiser - é o lema do trabalho que tem como foco o desenvolvimento sexual saudável na adolescência. Obviamente que quando alguém ousa escolher um tema sobre sexo há uma data de olhares de lado como se ainda vivêssemos em pleno século XVIII. Mas pronto, também posso ser eu com a mania da perseguição...
  5. Ter explicado durante um intervalo aos meus colegas como é que funcionam as próteses penianas, e ter mandado depois para o grupo do WhatsApp um vídeo gráfico, sobre como a prótese ganha vida ao bater-se levemente no testículo (ou com mais violência, caso gostem de Sado-Maso). Pessoalmente acho o tema muito mais interessante do que as mezinhas com cebola e ácido bórico para matar baratas, que só de pensar em baratas fico com arrepios.

Isto foram assim as razões que me vieram à cabeça para explicar tamanha popularidade em somente um mês, mas também pode ser simplesmente por eu ser lindo e maravilhoso, e ninguém resistir ao meu charme. O que é que vocês acham?

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