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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Desafio dos Pássaros #13 - Priligy

06.12.19, Triptofano!

Se fosse eu, Triptofano Manel, a fazer o remake da Bela e do Monstro, o final do filme seria mais ou menos assim:

Bela dirige-se para o salão com o Monstro, pronta para fazer uma dança cuja coreografia tinha aprendido no dia anterior no Youtube. Começam a dançar bem agarradinhos, num roça roça delicioso, porque o Monstro apesar de feio e peludo, era caralhudo. Bela fica completamente entusiasmada quando aquele colosso se lhe finca contra o diafragma, porque com dois metros e vinte a virilha do Monstro fica-lhe quase à altura da cara. Mas a festa acaba depressa. Tão rápido como cresce a verga perde o seu fulgor, ficando uma nódoa babosa nas calças do Monstro. Bela percebe que o Monstro sofre de ejaculação precoce mas não se apoquenta com a situação: o pai trabalha como delegado médico e ela oferece ao Monstro uns comprimidos para ele não se vir tão rapidamente. Mas para surpresa de tudo e todos, o Monstro recusa. Diz a Bela que o verdadeiro amor não necessita de ter penetração, que ambos podiam ser felizes juntos com outras práticas, como a mútua masturbação. Bela compreende que tem andado à procura da coisa errada estes anos todos e que alargou vagina e rabo em vão, porque o verdadeiro amor está ali mesmo à frente dela. Beija o Monstro de forma apaixonada e flores e floquinhos de neve e merdas que tais rodeiam o casal. O feitiço quebra-se mas o Monstro continua com a mesma aparência, porque ele nunca foi feio, o coração de Bela é que estava deturpado, sintonizado apenas numa beleza externa supérflua. Agora que já não está amaldiçoada pela mesquinhez da sociedade actual Bela consegue ver o que realmente é essencial para se ser feliz! Os objectos que também estavam enfeitiçados porque alguém achou que iam dar audiências ao filme voltam à sua forma humana e passam a trabalhar para Bela e para o Monstro, não antes de se inscreverem num sindicato de forma a não serem explorados e terem direito a horas extra e dias de férias e coisas que tais! O único que não volta à sua forma humana é o candelabro que acaba por ser o ajudante masturbatório de Bela, já que qualquer Monstro (ou Homem) que se preze sabe que não há problema algum em que a mulher utilize um acessório enquanto ele ataca noutras frentes.

A cena final seria o casamento da Bela e do Monstro, onde aparecia a Ana Malhoa (para garantir o sucesso do filme) a cantar um emotivo:

Eu nem tento não

Por isso presta atenção

Foca-te nesta visão

Foguetão em projecção 

Ficas tipo um vulcão

Em ponto de ebulição

Sem controlo nessa mão

 

E pronto, agora digam lá se eu não nasci para uma carreira em Hollywood? 

 

 

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