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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

10
Mar18

Desafio das 52 Semanas - Semana 10


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Semana 10: As minhas comidas favoritas são...

 

 

Vamos levar isto para o lado badalhoco da coisa, vamos?

 

Não!!!, este blog, por mais que muita gente secretamente ambicione isso, tem que manter algum nível de decoro, porque se não o fizer corre o risco de nunca ser levado a sério por ninguém!

 

Agora a questão fundamental é: eu quero ser levado a sério por alguém?

 

Parte de mim diz que sim, que tenho de produzir conteúdo digital de relevância, de mostrar capacidades de escrita, de saber expressar uma opinião fortemente estruturada, com argumentos plausíveis e que faça os outros perceber que este espaço não é só despejar ordinarices e toca a andar.

 

Essa parte de diz grita-me que devo falar sobre o meu gosto alimentar numa vertente gastronómica, referindo aos meus leitores que tenho um gosto ecléctico no que toca à comida, ou seja, como tudo o que me cair no prato.

 

Mesmo aquelas miudezas, as texturas mais estranhas, os sabores mais diferentes, tudo é processado agradavelmente pelo meu sistema digestivo.

 

Quando era pequeno questionavam-me sobre o mesmo: Qual é o prato que preferes Triptofano? E eu nunca sabia responder, porque no fim de contas eu gostava era de comer!

 

Agora, se me indagarem qual o alimento que eu mais dificilmente ingiro, a resposta não é complicada, tenho-a na ponta da língua.

 

Couves-de-bruxelas

 

Não consigo adorar tamanha iguaria. O gosto é demasiado acre para o meu paladar, mas sei que fazem bem à saúde e por isso obrigo-me de vez em quando a ingerir algumas.

 

Mas o engraçado é que, uma vez no passado com um ex-ex-ex-ex-namorado (perdoem-me se a cronologia dos ex já está um pouco baralhada) foi-me apresentado um prato da sua autoria que eu comi e fiquei tão bem impressionado que ainda hoje me recordo.

Era uma espécie de gratinado só com couves-de-bruxelas mas repleto de queijo. E o bendito queijo tinha-se imiscuído nas estranhas das couves e o sabor, bem o sabor era divinal. Na realidade o prato era queijo com couves-de-bruxelas e não ao contrário, e provavelmente o meu colesterol subiu em flecha, mas o que interessa é que me ficou na recordação.

 

Este seria o texto que eu daria a conhecer se quisesse ser levado a sério, se quisesse que todos os que me acompanham percebessem que eu até, com algum esforço, conseguiria escrever um artigo de opinião para o jornal do bairro.

 

Mas a outra parte diz que não, que eu não me devia preocupar em ser levado ou não a sério, que o mais importante é a honestidade que transpira de cada palavra que coloco neste blog. E isso é impagável e muitas vezes difícil de encontrar em outros locais.

 

E é essa parte que me diz, que devo partilhar convosco, que as minhas comidas favoritas são quando o ponho na borda do sofá de barriga para cima, lhe dobro as pernas com os joelhos em direcção à face, e expondo-o de uma forma que o coloca à minha total mercê, dou-lhe uma estocada rápida e profunda que o deixa sem ar!

 

 

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