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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

28
Nov18

Dar a mão ou dar o braço?


Se existe algo que me aborrece é quando as pessoas não se preocupam com certo e determinado assunto porque não é com elas ou não lhes toca directamente.

 

No meu caso, apesar de não viver em função das dores dos outros, consigo indignar-me e compreender quando certa situação não é correcta mesmo que não me afecte - é o que chamo de ter consciência social.

 

E algo que me anda a fazer urticária há muito, algo que também eu já senti na pele mas vejo muitos amigos a sofrerem desse mal, é a questão da postura no trabalho.

 

Todos nós temos algum colega que é mais fechado, que não dá tanta confiança, que não partilha coisas da sua vida. Basicamente é alguém que dá a mão e às vezes nem tanto, um dedo anelar e já se vai com muita sorte.

 

Depois temos aquele colega expansivo, super boa onda, sorridente, galhofeiro, disposto a ajudar tudo e todos, aquela pessoa que dá o braço mesmo ali até à ligação à clavícula.

 

O que eu tenho vindo a notar é que quem dá apenas a mão é muito mais respeitado pelos outros, porque existe como se fosse uma aura de pseudo-medo, então não existem respostas tortas, nem aquela ideia do "ah ele não se vai importar de fazer isto".

 

Quem dá o braço acaba por não o dar mas sim por o ver devorado por um tubarão branco assassino. Por uma pessoa ser mais descontraída, mais relaxada em termos de relacionamento, as pessoas normalmente confundem o à vontade com o à vontadinha. E abusam, respondem torto quando estão num dia mau, acham que podem fazer mil e uma coisas só porque a outra pessoa é uma porreira e não vai ficar chateada.

 

Pessoalmente sou muito reclamão no trabalho. Reclamo com tudo e todos, sejam meus superiores ou não, sendo que claro tento por um sorrisinho mais bonito (mas muitas vezes nem isso consigo) se for o meu patrão mas não deixo de reclamar.

 

Agora por quem eu não tenho respeito nenhum é por aquela pessoa que só tem os tomates para mandar bocas a quem não está acima dela.

 

Ou seja, aquela pessoa que com os superiores é toda fofinha e querida e se tiver alguma coisa para dizer não diz, mas depois para o colega porreiraço manda-lhe uns projecteis porque acha que pode.

 

Só que ser-se simpático e amoroso não é sinónimo de fraqueza, mostra simplesmente que queremos um local de trabalho harmonioso e tranquilo.

 

O que muitos se esquecem é que todos somos moedas de duas faces, e aquela pessoa que não partia um prato se for levada ao extremo pode partir o serviço de jantar inteiro.

 

Fica então esta minha pergunta, será que devemos no trabalho evitar muitas confianças e manter uma distância de segurança das outras pessoas?

 

Será mais seguro dar apenas a mão para não vermos o braço ser comido?

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