Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Cuba: As Primeiras Impressões

14.08.19, Triptofano!

Voltei este Domingo de duas fantásticas semanas de férias em Cuba, mas o meu corpo ao que parece não estava preparado para o regresso à realidade laboral lisboeta.

Além de padecer de uma leve depressão pós-férias (eu quando era novo achava que era algo inventado para ocupar espaço nas revistas mas depois dos 30 percebi que é bem real) o meu corpo decidiu ir todo abaixo.

Dói-me tudo o que é centímetro quadrado de músculo, tenho quase a certeza que padeço de uma otite (sou campeão em termos de auto-diagnóstico caso não saibam) e os meu trânsito gastrointestinal anda tão desregulado que nem 5 iogurtes daqueles dos anúncios por dia resolvem a situação.

Mas vocês querem saber acerca de Cuba, e podem ter a certeza que muito post irá sair sobre este país, mas para já ficam as minhas primeiras impressões.

Cuba: As Primeiras Impressões

Não querendo ferir susceptibilidades, mas quem vai a Varadero e diz que visitou Cuba está completamente enganado.

Ficar no resort a beber Cuba Libre e fazer uma expedição a uma qualquer ilhota não é nem por sombras visitar Cuba.

Ir a Havana, passar dois ou três dias lá, ficar-se fascinado com a cidade que mistura o encanto das fachadas antigas dos prédios com a sua degradação, as cores com a podridão do cheiro do esgoto, o som da música vindo de cada canto constantemente abafado pelo motor dos carros clássicos, já é visitar um bocadinho mais Cuba, mas não é o suficiente.

Visitar Cuba é mais do que fazer um circuito turístico por várias cidades, beber todos os cocktails, tirar fotos a cada rua e igreja.

Visitar Cuba é falar com as pessoas, conhecer as pessoas, perceber a vida das pessoas.

Compreender nos silêncios e nas palavras sem grande verdade a realidade dum povo que faz filas intermináveis à porta de embaixadas para tentar fugir de salários miseráveis e duma realidade de alimentos racionados.

É entender que há professores sem acesso a canetas, médicos que não tem seringas, pessoas que trocam um cacho de bananas por três comprimidos de Brufen.

É perceber que a revolução é apregoada em todos os lados, que a pátria é transformada em entidade divina e os que a comandam em verdadeiros santos, mas que a maioria da população é ateia condenada a professar uma religião obsoleta.

Visitar Cuba é surpreendermos-nos que mesmo com tantas adversidades as pessoas continuam com alegria, com um sorriso, com música no sangue e a dança no pé, e que enquanto houver rum no copo e um charuto no canto da boca há esperança que haja novamente uma revolução.

Uma revolução para todos e em prol de todos, e não apenas para os privilegiados do costume!

10 comentários

Comentar post