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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

con·sen·ti·men·to

01.11.21, Triptofano!

Estamos em 2021.

No entanto, vendo certos e determinados programas de televisão, facilmente poderíamos ficar confundidos e achar que o ano era o de 1327, não fosse o facto da app para comprar bitcoins que temos instalada no telemóvel relembrar-nos que vivemos na era moderna. Moderna do ponto de vista tecnológico, porque quanto a valores pelo menos alguns de nós ficaram parados no tempo.

Não é normal, nem aceitável, nem sequer desculpável, que com todo o acesso à informação que temos hoje em dia, se continuem a vomitar alarvidades em directo na televisão. Bem sei que a Internet foi inventada a pensar nas selfies para colocar no Instagram e nas conversas badalhocas que uma pessoa também tem no Instagram (pensando bem o Instagram é bem capaz ser a raiz de todo o mal do mundo) mas de vez em quando, assim num momento de loucura, convinha também usar a mesma para se compreender a dimensão de certos temas.

O abuso sexual não é uma brincadeira. Não é tema para fazer piadolas nem para arrancar sorrisos retorcidos. Não vai lá com a conversa que é para desmistificar o assunto e que hoje em dia as pessoas são todas umas Amélias ofendidas.

O abuso sexual dói. Estraga. Destrói. Mata.

E o abuso sexual não é apenas actos sexuais penetrativos. É todo e qualquer ato sexual que seja feito sem consentimento. Esteja a pessoa a dormir, acordada, alcoolizada ou dopada. Sem consentimento não há ato sexual. Simples e fácil.

Ah e tal masturbei-me enquanto me roçava nela (ou nele ou qualquer outro pronome em que se revejam) mas como estava a dormir nem deu conta.

É abuso ou não é abuso?

Viveremos numa sociedade cada vez mais policiada onde a nossa liberdade de expressão cada vez é mais limitada? É uma forma de ver as coisas. Eu prefiro acreditar que estamos cada vez mais alertas e não aturamos merdas que se tem perpetuado ao longo de gerações, sempre com a desculpa esfarrapada de que não é nada de grave.

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