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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Big Brother a Revolução: Violência Física e Psicológica - 2 Pesos e 2 Medidas

27.10.20, Triptofano!

Independentemente de gostarem do formato do Big Brother ou mais especificamente se estão a vibrar com este Big Brother -a Revolução ou não, existe algo que não podemos negar, que é número de pessoas a que este programa chega e o impacto que ele pode ter nelas, especialmente as mais novas.

Na noite de Domingo para Segunda, um dos concorrentes, Rui Pedro (ou melhor Rui, que aqui o Triptofano ainda não é amigo do concorrente) explodiu e atacou outra das concorrentes, Joana, a intitulada beta da casa. 

Durante aquilo que pareceu uma eternidade, e que confesso me fez crescer uma bola de angústia no peito, o concorrente gritou, atacou, lançou palavrões e ameaçou Joana, com direito a umas palmadas energéticas na mesa mesmo à frente da concorrente de Cascais.

Se fosse eu que estivesse no lugar da moça ou tinha desatado aos gritos qual feirante histérica quando percebe que lhe passaram uma moeda turca no lugar de uma de 2 euros ou começava a chorar copiosamente, que eu em confrontos sou do pior que há - digamos que a minha inteligência emocional nessas situações deve roçar o zero. Ora Joana ficou impávida e serena, a beber o seu copozinho de água, a olhar tranquilamente para Rui (Pedro) enquanto este destilava ódio mais depressa que os investigadores procuram uma vacina para o Covid.

Mas o que é que isto interessa perguntam vocês?

O importante de tudo isto é que no dia a seguir o Big Brother deu uma advertência a Rui Pedro, coisa singela, basicamente se ficar na casa não vai poder concorrer para líder. E é nesse momento que Jéssica F, o cabelo Pantene da casa, chega e diz: como é que é esta merda?

Pronto, ela não disse exactamente isto, mas foi o que certamente pensou e foi o que eu pensei. Porque Jéssica F. há uns dias atrás recebeu uma nomeação directa devido a num ataque de fúria ter começado a destruir garrafas de minis e uma delas ao fazer ricochete quase ter batido num colega.

Jéssica F. questiona porque é que ela recebe uma nomeação directa por ter tido uma atitude perigosa mas que não tinha intenção de magoar ninguém, e Rui Pedro que só faltou fazer um boneco de vudu de Joana e atirar para dentro da piscina tem apenas uma sançãozita?

E aqui é que o Big Brother se enterra até ao pescoço com a pior explicação do milénio. 

Segundo ele, a violência física de Jéssica F. é mais condenável do que a violência verbal de Rui Pedro, que não levou (felizmente) a nenhuma bolachada na cara de Joana.

E é esta mensagem que passamos para a sociedade. Que se dermos um pontapé numa cadeira ou atacarmos alguém com um objecto é condenável, mas se agredirmos, humilharmos, violentarmos, colocarmos no medo outra pessoa, então já tá na boa.

Porque toda a gente sabe que a violência verbal é coisa de adolescentes com as hormonas aos saltos. Toda a gente sabe que a violência verbal é coisa do momento, que a pessoa não pensou bem, que abriu a boca mais depressa que o cérebro processou informação. Toda a gente sabe que a violência verbal não marca, não destrói nem causa feridas que nenhuma pomada da farmácia consegue cicatrizar.

Muito bem Big Brother, o meu aplauso por em vez de engolires o orgulho e compreenderes que tinhas feito asneira da grossa, preferires manter os dois pesos e as duas medidas no que toca à violência, mesmo sabendo o impacto que tal medida terá!

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