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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

05
Out18

As Mulheres são todas umas Putas


Talvez o título esteja parcialmente incorrecto, talvez devesse ser As mulheres que frequentam discotecas e interagem com homens conhecidos são todas umas putas.

 

Pelo menos é esta a ideia com que fico depois de várias conversas cara-a-cara sobre a situação Ronaldo vs Possível Violação.

 

Na minha inocência achei que fossem maioritariamente os homens, vítimas de uma nostalgia machista, a catalogarem qualquer moça que se atreva a falar com um rapaz com uma conta bancária mais recheada de trepadoras penianas e sociais, de interesseiras de perna aberta, de ordinárias sem vergonha na cara.

 

Mas foram as mulheres que mais agressivamente, com um ranger de dentes à mistura, pintaram a letra escarlate na testa da jovem que teve a infeliz ideia de ir para o quarto do jogador de futebol.

 

Fico a compreender que no mundo existem dois tipos de mulheres, as putas ordinárias só com olho no dinheiro e as recatadas protectoras dos bons costumes e morais, que provavelmente vivem é com uma versão do esporão calcâneo mas no cotovelo.

 

Fique aqui bem claro que não estou nem a tomar partido do Ronaldo nem da jovem (cujo nome não me relembro e não me apetece ir ao Google pesquisar), evidentemente que um deles será a vítima e o outro o agressor, qual é quem isso não tenho formas de saber, porque não pertenço a nenhuma polícia de investigação nem fui abençoado com o dom das artes divinatórias.

 

Agora o que eu me recuso a fazer é a demonização de qualquer uma das partes.

 

Na verdade nem me importo que achem que a moça é uma prostituta, uma caça-fortunas (mas nunca ninguém foi ver o extracto bancária dela ou da família), uma alpinista social, porque todos sabemos que a única mulher que se podia chegar ao pé do Ronaldo e lançar charme sem ser arremessada para a lama era alguém do calibre da Angelina Jolie ou da Nicole Kidman.

 

Tudo o resto é putedo à procura de dinheiro ou de fama nas revistas, e merecem tudo o que lhes possa acontecer.

 

Mesmo que sejam estranguladas e que lhes cortem uma orelha provavelmente foram elas as culpadas de tal incidente, já se sabe que os ricos e poderosos nunca fazem nada de mal e a ralé que infelizmente co-habita com eles é que está sempre à procura de uma oportunidade para denegrir tamanhos mensageiros do Senhor.

 

O que me chateia, o que me causa uma urticária crónica, é acharem que uma pessoa por ir para o hotel com outra passa instantaneamente a ser propriedade de uso ilimitado.

 

Vamos a ver se nos entendemos, se eu for para o hotel por exemplo com o Sam Smith (bem que posso ir sonhando) claro que não posso ser ingénuo, e devo ter em consideração que ele pode querer algo mais do que eu esteja disposto a dar.

 

Mas lá por ele ser rico e eu ser um pobretanas não quer dizer que agora que estamos no hotel dele eu tenho de virar o cu para a lua e tornar-me escravo sexual.

 

É que podemos fazer tudo, beijinhos, sexo oral, o que for; mas se em alguma parte eu não me sentir confortável e dizer que quero parar por ali ele simplesmente tem de aceitar o pedido.

 

Pode fazer uns olhinhos de cachorro abandonado e tal, mas um não é um não. E infelizmente há muita gente por aí que acha que um não é um sim a fazer-se de difícil.

 

Mais chocante ainda, se eu fosse com o Sam Smith para o hotel na qualidade de prostituto, e ele quisesse fazer algo com que eu não me sentisse à vontade, eu tinha o direito de recusar e ele o dever de respeitar a minha decisão.

 

Não é por uma pessoa pagar por sexo que tem direito ilimitado ao corpo e mente de outra pessoa - sim, quem recebe dinheiro por sexo continua a ser uma pessoa.

 

No máximo dos máximos o que poderia acontecer era eu ter de dar um refund ao Sam.

 

Cenário ainda mais aberrante, eu, ordinário pobretanas que merece levar com um ferro em brasa cu acima por me meter com gente rica numa discoteca, caso-me com o Sam Smith.

 

Só que uns meses depois eu fico furioso por descobrir que afinal ele faz playback em todos os concertos e digo que não o quero ver mais.

 

E ele, obstante os meus protestos e recusas, tem relações sexuais comigo.

 

Isto é violação minha gente.

 

Eu sei que na cabeça de muitas pessoas é inconcebível pensar que sexo dentro do casamento possa ser violação, mas vá lá, também há quem pense que bater no conjugue não é violência, mas sim domesticação.

 

Não é não.

 

Podem estar a esfregar-se em alguém, podem andar meio despidos, podem ter-se drogado e alcoolizado, podem ter recebido dinheiro para o fazerem, mas não é não.

 

E quando se desrespeita um não há uma violação.

 

 

 

Outras opiniões minhas:

Estaremos PreParados?

Women's Night: Uma Discriminação Positiva ou Negativa?

Quem quer uma religião?

 

 

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