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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

A Porca Cantora

14.05.19, Triptofano!

Há uns dias atrás, estava eu a dormir muito bem refastelado e a babar-me compulsivamente, quando um som histérico acorda-me sobressaltado. 

O barulho era tão alto, mas tão alto, que por momentos pensei que fosse o alarme de um carro a gritar compulsivamente, mas tinha que ser o alarme de um carro que estivesse estacionado na minha sala.

Naqueles primeiros momentos em que uma pessoa ainda está meio a dormir meio acordada, o meu cérebro tentou processar o origem daquele chinfrim que já devia ter acordado metade do prédio.

Seria o meu despertador? O despertador do vizinho? Teria ficado a televisão acesa e por algum desígnio misterioso da informática ter-se sintonizado com o volume no máximo num canal de chamamentos de aves?

Quando pensei em aves o meu cérebro associou logo aquele barulho a umas histórias que o Cara-Metade tinha-me contado, mas que eu honestamente achava que eram alucinações resultantes dele insistir em bochechar a boca com Martini para obter uma melhor desinfecção! 

Corri para a sala e descobri a origem do som.

A Porca Cantora

 

A Laskinha, uma das nossas porcas, estava a cantar feita pássaro ininterruptamente, algo que o Cara-Metade tinha-me dito que ela já fizera mas eu não acreditara.

E ali estava ela, a porca cantora, a gritar tão alto que mais um bocado ficava com uma perfuração no tímpano.

É que a porca não estava com fome, nem com sede, nem com uma pata presa na gaiola, nada, estava simplesmente a cantar feita pássaro porque lhe apeteceu.

Peguei nela e nesse preciso momento a cantoria terminou - talvez estivesse com vontade de socializar - sendo que a levei para a cama comigo de forma a ela ficar mais tranquila, não antes de ter conseguido a proeza de agarrando-a com uma mão ter ido fazer um chichi sem a deixar cair na sanita (não tenho culpa de ter uma bexiga pequena ok?)

Naquele momento em que estava na cama com ela no peito a dar-lhe mimos não consegui deixar de pensar que talvez aquilo fosse o mais próximo que eu alguma vez estaria de ter um filho.

É que se uma porca cantora já me deixou com os sonos todos trocados e foi apenas uma noite nem quero imaginar um bebé a chorar todas as noites, mais do que uma vez.

Decididamente, por agora, vou-me dedicar apenas às porcas, cantoras ou não!

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