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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

A minha Fome Emocional

14.01.20, Triptofano!

Eu adoro comer. Simplesmente adoro comer, descobrir pratos novos, experimentar ingredientes diferentes, compreender a história por detrás da comida e escrever sobre ela.

Não tenho grandes problemas em conseguir enfiar para dentro do estômago quantidades gigantescas de comida, mas quando a minha fome é fisiológica, ou seja, quando sinto que tenho mesmo necessidade de comer para não cair para o lado, sei perceber até que ponto como para me sentir saciado e a partir de que altura já estou simplesmente a ser lambão.

O problema é a minha fome emocional. Aquele fome que não está localizada no estômago, que não é a barriga a dar horas, mas sim aquela vontade de comer que vem do cérebro.

Uma vontade incontrolável de comer gorduras e doces com texturas muito específicas. Não é uma fome onde qualquer coisa serve, onde uma salada engana o estômago ou um cozido à Portuguesa deixa um brilhozinho nos olhos. É uma fome de batatas fritas e bolachas e grandes pedaços de queijo com pão e cebola frita e torresmos e mais batatas fritas especialmente aquelas onduladas que são tão mais crocantes e salgadas.

A fome emocional chega sem aviso. Não bate à porta, entra logo por ela adentro. E o problema é que ainda não compreendi qual é o padrão que me faz comer emocionalmente. Podia ser quando estou mais stressado ou ansioso ou deprimido, mas há dias que me sinto perfeitamente normal e tenho vontade de comer como se não houvesse amanhã. De enfiar tudo pela garganta abaixo sem sequer saborear o que estou a ingerir. 

Talvez seja frustração o que me faz comer, mas acaba por ser uma bola de neve porque quando termino sinto-me ainda mais frustrado. Não porque vou engordar ou porque consumi mais 1000 calorias do que devia - ainda não cheguei a esse ponto mas não significa que mais dia menos dia isso não me comece a preocupar - mas porque podia ter guardado aquele alimento para outra ocasião onde o pudesse aproveitar melhor, o que faz com que acabe por nunca o terminar verdadeiramente para ter uma espécie de desculpa.

Explicando melhor, quando tenho fome emocional sou capaz de abrir uma embalagem de batatas fritas e comê-lo de uma vez só, mas quando percebo que estou a chegar ao fim do pacote paro e guardo-o, nem que seja só com umas migalhas. Provavelmente até vou abrir outro que também deixo só com restos, mas nunca consigo terminar o pacote até ao fim. É como se acabar todas as batatas fosse a machadada final, a prova de que já não me podia continuar a iludir e que sim, que num acesso de qualquer coisa engoli uma data de comida só para tentar sentir-me bem e muito provavelmente nem me fiquei a sentir.

Não sei o que fazer com esta fome emocional, nem sei se estou preparado para as mudanças que terei de adoptar quando perceber o que é que a causa...

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